Dicas de Linguagem: para te ouvirem melhor.

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Emma Watson realizou um impressionante discurso na sede das Nações Unidas.

“Geralmente levo mais de três semanas para preparar um discurso de improviso” Mark Twain.

A pergunta é, como melhorar o discurso para que a sua mensagem chegue de forma mais convincente?

Quando se fala da importância da voz, lembra-se do psicólogo norte-americano Albert Mehrabian que criou a formula 7-38-55, que significa que o que falamos corresponde a 7% da primeira impressão, 38% correspondem a como dizemos, o som da voz, a velocidade e a ênfase; e 55% fica com a aparência.

Depois de publicado seu trabalho Mehrabian esclareceu que inicialmente se tratava de comunicações interpessoais e não apenas para comunicações profissionais (grupos de trabalho).

A voz é o fator decisivo para definir qual a forma com que o conteúdo seja recebido, como cita o pesquisador  Walter Sendlmeier de Berlin, “A voz é um fornecedor muito importante de informações que vão muito para além do conteúdo do que é dito também” e ressalta “depende muito de como nós falamos”, ele comprova isso com estudos de discursos de políticos, que tendo muitas vezes o mesmo conteúdo, acabam dando resultados até mesmos opostos entre um e outro, como nos discursos de conferência de partidos.

O resultado pode até soar “triste”, pois não importa o valor daquilo que dizemos, mas sim a forma como o fazemos. Porém na opinião de Bettina Schinko, coaching de Comunicação e Discursos de Berlin, “Pela primeira impressão pode ajudar uma voz treinada, mas a longo prazo, vemos através disso quando alguém é apenas um bajulador”.

Uma voz boa e experiente não é um substituto para o conteúdo, mas você pode ajudar a melhor transportá-la, para ser ouvida e compreendida.

O que fazer para manter a voz saudável?

  • como-cuidar-da-vozBeba bastante água (em temperatura ambiente) enquanto estiver falando, em pequenos goles. Um corpo permanentemente hidratado significa pregas vocais hidratadas e com melhor flexibilidade e vibração. O ideal é ingerir de 7 a 8 copos por dia, porem, a cor da urina (clara) pode auxiliar no controle de uma hidratação adequada.
  • Preocupe-se em manter uma alimentação equilibrada, sem grande numero de horas em jejum, mastigando bem cada alimento a ser ingerido.
  • Coma maçã, pois é adstringente e limpa o trato vocal. Além disso, sua mastigação exercita a musculatura responsável pela articulação das palavras.
  • Use roupas confortáveis e de tecidos que absorvam a transpiração. Roupas leves e folgadas são idéias para quem trabalha com a voz. Sapatos confortáveis favorecem a postura correta.
  • Sono regular, momentos de lazer e atividades físicas adequadas também contribuem para uma boa produção vocal.
  • Procure respirar sempre corretamente, levando ar até o abdômen e expandindo as costelas. Não eleve os ombros e o peito como se fosse um pombo. E o abdômen que tem de se expandir como se estivesse cheio de ar.
  • Enquanto estiver falando, mantenha a postura de corpo ereta, no eixo, porem relaxada, principalmente a cabeça.
  • Evite competir com ruídos externos durante a fala. Fique atento a eles e procure não aumentar o volume de sua voz na tentativa de superá-los.
  • Tente não gritar. Se for possível, opte sempre pelo microfone ao falar em publico.
  • Fale pausadamente e de maneira correta, articulando bem as palavras, mas sem exagero.
  • Ter audição normal é importante, pois o monitoramento vocal é realizado pela audição.
  • Ao sentir vontade de tossir ou pigarrear, respire profundamente pelo nariz e engula a saliva várias vezes ou beba água, pois essas ações provocam um forte atrito nas pregas vocais, irritando-as.
  • Para diminuir a tensão na região dos ombros e do pescoço, boceje e espreguice diversas vezes ao dia.
  • Após o uso intenso da voz, procure permanecer em repouso vocal por algum tempo.
  • Outro fator importante é o ambiente de trabalho. Procure discutir com seus colegas e chefes meios que possibilitem um ambiente de trabalho agradável, capaz de diminuir a tensão e favorecer o diálogo. Uma voz saudável é resultado de cuidados individuais e de ações ambientas.

“Veja o discurso dos políticos: são todos otimistas; grandes canalhas são sempre otimistas e simpáticos, caso contrário não dão o golpe que querem dar. Mas hoje em dia, o otimismo é um modo de se vender no mundo.” Luiz Felipe Pondé

Baseado no artigo “Wenn du diese Sprechtipps beachtest, hören dir andere besser zu” de Manuel Bogner e Leon Krens na Ze.TT e nas dicas do site Clube da Fala do Rio de Janeiro.

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Porque não sou ateu?

Como provar a verdade

Há muito tempo venho tentado provar  a minha fé, tive momentos em que totalmente absorto no racionalismo cheguei a questionar totalmente a religião que seguia e que talvez fosse melhor não acreditar em mais nada. Porém esses momentos passam, como dizia Voltaire “Um pouco de filosofia inclina o homem ao ateísmo. Profunda filosofia faz retornar o homem à religião”.

A primeira questão que proponho é a seguinte, ao caminhar pela vida me deparei com diversas situações e com momentos que considerei memoráveis, contudo imagino e me atormenta o fato deles serem únicos, como também sou único em todo o Universo e a mera imagem de que tudo o que acumulei em toda essa existência possa desaparecer com o final dessa máquina, chamada corpo humano, me parece um inexorável desperdício. Pois ainda não existe uma tecnologia que possa acessar todos os dados desse hard disk chamado “cérebro humano”.

Como os ateus e os céticos costumam se orgulhar de sua lógica como se fosse uma murralha ou escudo contra todos os males, iremos nos utilizar dela para apresentar os nossos pontos de vista:

Se porventura, eu me torná-se ateu, hipótese inicial e se ao falecer estivesse correto em minha escolha que bem isso me traria, pois como concebem os ateus, não existe outro mundo ou plano, apenas o fim, frio e duro. Como poderia eu comemorar minha vitória se nada mais existe e minha luz se apagar como uma simples chama.

Com essa mesma hipótese, se eu fosse ainda ateu e ao falecer, descobrisse estar enganado, que horrível seria pois chamais poderia aceitar o convite para entrar nos Céus, pois teria muitos motivos a me envergonhar e seria zuado por São Pedro por toda a eternidade.

Contudo, a hipótese contrária, se eu continuar Católico Apostólico Romano e estiver errado, não teria motivo algum a me envergonhar, pois como dizem os ateus, a morte é apenas um fechar de olhos e nada mais. Seria apenas como desligar uma lâmpada e nada mais sentiria.

Continuando na mesma hipótese, se continuo sendo o mesmo Católico e acreditando em meu Deus, Nosso Senhor, e estiver totalmente certo disso, que felicidade, que júbilo será alcançar os Céus e receber os cumprimentos de todos os Santos e Mártires de nossa Sagrada Igreja e estar em comunhão com Deus de todas as formas.

Ou seja, a sombra de medo que lançam sobre a Fé, nada mais é do que uma sombra, a mera presença da luz a destroi. Como se referia o Santo Padre, Papa Francisco em sua homilia da Missa de Epifania sobre os Reis Magos: “seguindo uma luz, eles procuram a Luz. A estrela aparecida no céu acende, nas suas mentes e corações, uma luz que os move à procura da grande Luz de Cristo. Os Magos seguem fielmente aquela luz, que os penetra interiormente, e encontram o Senhor.”

A lei da palmada ou …

Um verdadeiro tapa nas caras dos pais

A lei que retira a autoridade dos pais e a polêmica de um livro norte-americano que orienta sobre o uso de “corretivos físicos” na educação de crianças.

O projeto de lei chamado de “Lei da Palmada” que está em trâmite no Senado federal para ainda ser sancionado pela Presidente, representa um golpe contra a autoridade dos pais e tende a transferir para o Estado a responsabilidade da Educação dos filhos. Com aquele velho discurso de maus tratos e violência domêstica, os ditos “especialistas’ querem pintar um quadro “muito mais feio do que o é” na convivência entre pais e filhos. Contudo, com apenas um pouquinho de bom senso, pode se revelar que existe uma grande distância entre a violência e uma palmada e que as “boas intenções” por trás dessa iniciativa não são tão boas assim.

Hoje, os pais se encontram de mãos atadas, a “nova educação” que lhes foi mostrada pelo ECA não funciona e não adianta tentar “comprar” seu filho com produtos de cunho consumista, pois até mesmo eles, percebem a perecibilidade do êxtase gerado pelo sistema de consumo compulsivo. Hoje, temos jovens que aprendem muito mas nada sabem, são resultados de um sistema no qual se premia o discutir, o criticar, mas não o apresentar argumentos, da mesma forma como temia Platão:

“Platão aprovava o adestramento dos jovens na técnica dos debates, mas achava que o modo pelo qual os sofistas a ensinavam arriscava corromper os alunos, viciando-os em contestar tudo e qualquer coisa e fazendo deles discutidores vazios que, confiantes no poder ilimitado da refutação, acabavam por não acreditar mais em nada. Tornavam-se contestadores cínicos e carreiristas amorais.”

Trecho retirado do artigo “Ainda a educação grega” escrito pelo filósofo Olavo de Carvalho no site “Mídia sem máscara“, isso é claro, demonstra um horizonte muito “bom” em comparação com a realidade brasileira, pois os jovens de Platão sabiam dialogar, ou seja, compreendiam e utilizavam a sua língua de maneira correta, nesse ponto, o que temos hoje são “analfabetos funcionais” e o pior, existem professores que querem que a sua ignorância se torne padrão para afundar mais ainda esse barco.

A Antropologia define a linguística como a ferramenta para transmissão da cultura dentro de um povo, no caso, antigamente eram todos os membros da tribo ou povoado que seriam responsáveis pela educação dos jovens e os pais (responsáveis diretos) pelos castigos que receberiam caso transgredissem alguma norma. O que ocorre ultimamente é que se criou uma fenda entre as gerações e essa cultura está se perdendo, como os valores que elas representam.

A pergunta seria, o que é pior? Uma cultura que ensina métodos de castigo e punição ou uma ausência de normas, aonde o “sadismo” humano pode se demonstrar da forma que quizer? Não adianta virem com esses “cânticos de utopias” de dialogos, pois desmontaram até a linguagem, pais e filhos não estão na mesma sintonia. O conteúdo “objetivo” aprendido na Escola não consegue ser a forma de moldar nesses jovens espíritos os valores como a honra, a honestidade, a dignidade e a responsabilidade, e o pior, palavras como caráter, civismo, pátria e nação são vistas como palavrões.

Quando a juventude procura um objetivo que não encontra em sua casa ou na sociedade, costuma ter um sentimento de vazio interior e começa a procurar em outros lugares. As gerações mais novas sempre fazem de tudo para contrariar e constranger as gerações anteriores nessa busca. Basta lembrar os jovens dos anos 50 com jaquetas de couro e motocicletas e os hippies dos anos 70. O que temos agora é uma síntese de todos esses movimentos. A juventude está fazendo de tudo para constranger, violam o próprio corpo, não respeitam a si mesmos ou os outros e não entendem o que pode ser um limite.

Existem verdadeiras operações de “emburrecimento” para ajudar ainda, posts que aparecem nas redes sociais e até propagandas que acabam dando novas definições para diversas palavras, por exemplo, a palavra respeito: dizendo ser apenas, “fazer aos outros o que gostaria que os outros fizessem por você”. Bem diferente da sua definição de dicionário:

“A palavra respeito provém do latim respectus e significa “atenção” ou “consideração”. De acordo com o Dicionário da Língua Portuguesa da Porto Editora, o respeito prende-se com a veneração ou a obediência para com alguém. O respeito inclui cuidado, consideração e deferência…O respeito não só se manifesta pelas atitudes das pessoas ou pelas leis, mas também se exprime para com a autoridade, como acontece com os alunos em relação aos professores ou ainda com os filhos em relação aos pais.”

Quando li a respeito de um livro norte-americano publicado por um pastor que ensina métodos de castigo e punição à crianças, confesso que me espantei. O motivo de tal publicação é gritante,  a total ausência de comunicação entre as gerações, essa grande lacuna que se criou e a perda gradativa da cultura ocidental e de seus valores. Como sempre, os jornalistas adoram demonstrar de forma quase “caricata” esse tipo de assunto. A polêmica seria devido ao incidente de pais que teriam espancado até a morte seus filhos, na matéria, foi mencionado três casos e que esses pais teriam sidos induzidos por terem lido a publicação e a seguido.

A educação de crianças e de jovens não é como uma receita de bolo, não existem métodos para todos os casos, as situações variam e dizer que alguém seguiu a risca um método e agiu até matar é de uma enorme “estupidez”. Pessoas não são máquinas e não agem assim, elas possuem interações e essas interações geram sentimentos diversos e o controle dessas emoções é algo extremamente dificil, diga se de passagem, os psicólogos. Por isso temos a cultura e ela é a única que consegue moldar as pessoas de forma que nem elas consigam escapar. O velho ditado diz, macaco vê, macaco faz representa bem isso. A melhor forma de educar é sem dúvida a do exemplo e educamos os jovens para serem os futuros pais.

Se você na infância, aprendeu que um castigo só pode ser recebido quando você ultrapassou um limite e que esse castigo foi direto e proporcional à sua falta, com certeza, irá repetir isso com seus filhos. Não se trata de ódio, de algum rancor ou sadismo, apenas a simples justiça. Não sei se foi erro de tradução, mas no texto que li, fala sobre castigo com galhos. Bom, eu nunca ví isso, na minha terra, se usava varas e muitos a denominavam “varas de marmelo”(flexiveis e inquebráveis), contudo, não existiam mais árvores de marmelo em nossa região, apenas usavam o nome. Pode se usar um chinelo também, mas o importante é o fator psicológico muito mais do que o físico. Não se trata de espancar ninguém, apenas demonstrar que um limite foi ultrapassado e que você foi obrigado a ultrapassar o seu.

Parta sempre da premissa de que as crianças são inteligentes e possuem a capacidade de aprender da mesma forma, coisas certas e coisas erradas, com um agravante, o errado é sempre mais atrativo. As situações em que elas podem fugir das regras são infinitas, visto a criatividade humana ser ainda extremamente surpreendente. Sempre segui certas regras para conduzir a educação de meus filhos, que aprendi com meus pais, claro que aprendi a duras penas, confesso! Mas na me arrependo disso!

Uma surra é uma medida extrema: antes de fazer isso, procure conversar, se a conversa não surte efeito, parta para a bronca e se a bronca não dá certo, tem de dar um castigo ou uma punição.

Um castigo é sempre uma boa alternativa: quando se deixa uma criança sentada em um banquinho ou sem aquele doce ou brinquedo que ele gosta, pode dar resultado, desde que não seja apenas para que você possa desfrutar de alguns momentos de silêncio e sim, seja para educar seu filho. Ele ira perceber isso!

Nunca deixe para amanhã, o que pode fazer hoje: se tiver que dar um tapa na bunda, que seja agora, se fizer isso depois, perdeu a chance de dar uma lição e apenas irá ser odiado por isso.

A qualidade vale mais que a quantidade: se tiver de fazer, faça uma vez e bem feito. Não estrage o momento com um arrependimento, se sentir remorso que o faça trancado em um quarto, não demonstre fraqueza, pois a criança perceberá isso e não te respeitará nunca mais.

A punição terá de ser proporcional a falta: esse é o mais dificil de pesar nessa história, mas lembre que o castigo representa a ultrapassagem de uma linha divisória e não um sistema exato de premiação. O objetivo do castigo físico é que o caso não se repita novamente e que não terá de dar o castigo de novo também.

Se tiver de repetir alguma punição, pare e pense, isso é realmente necessário? Se sim, alguma coisa está errada e deve rever toda a situação, quais as causas para essas faltas, existe o ambiente ou a participação de terceiros ou é você mesmo o motivo e ele está apenas querendo te desafiar.

Como diz o famoso educador Içami Tiba: Quem ama, educa! No caso, ele é totalmente contrário aos castigos físicos em sua filosofia e propõe métodos alternativos, eu lí o seu livro e considerei muito interessante, contudo, existem situações que podem ultrapassar aquela propostas feitas por psicólogos e terapeutas, pois os nossos sentimentos e atitudes podem também influenciar e as nossa atitudes serão imitadas, inclusive em nossos erros. Nesses casos, como coibir uma atitude que nós mesmos demonstramos, uma palavra que nós mesmo dissermos, sem nos tornar um idiota ou “déspota insano”.

O que mais percebo em livros de especialistas é que eles sempre parecem ser resultado de um tipo de “revanchismo”, pois querem fazer um acerto contas do passado e por isso desejam coibir métodos que não aceitavam durante as próprias infâncias. Outro detalhe é a falta de entendimento de história e da geopolítica, os atos humanos existem e funcionam por algum motivo e nenhuma era humana simplesmente desapareceu. As pessoas mudam e evoluem, seja para se adaptarem a uma nova situação ou seja simplesmente para sobreviver, contudo não existe coerência em achar que os métodos antigos são arcaicos, simplesmente por serem antigos.

Existem aqueles que adoram usar o período helenístico (grécia antiga) como exemplo de uma era de evolução, entretanto, não aceitam o fato de que eles proibiam muitas coisas e tinham costumes que nós repudiamos hoje. As punições fisicas eram usadas de diversas formas, como nas escolas, em todos os níveis e isso se manteve em outras civilizações posteriores. A prática de castigar os filhos é mencionado até no Antigo Testamento como salutar para uma boa educação. A criatividade não é propriedade de nenhuma era e o mundo não se iniciou no momento do nosso nascimento. As antigas gerações testaram diversas formas para educar e manter o seu legado e no final, escolheram  aquelas que foram mais eficientes.

“Educai as crianças, para que não seja necessário punir os adultos.” Pitágoras

Leia mais: Conceito de respeito – O que é, Definição e Significado http://conceito.de/respeito#ixzz2nUFH2ZeI

A César o que é de César! Ou não?

Aonde estão os moralistas quando precisamos deles?

Não gosto de polêmicas, mas um tipo de notícias está crescendo ultimamente, além da intimidade de famosos, os “paparazzi” estão agora divulgando notícias escandalosas de menores. A notícia de uma filha de uma famosa de apenas 13 anos que havia terminado com o namorado e agora tinha divulgado fotos com uma amiga, que seria seu novo relacionamento. Agora, a apresentadora e artista mirim Maísa do SBT teria feito declarações não condizentes com a sua idade:

“Não é novidade que a apresentadora Maisa Silva, revelada pelo programa infantil “Bom Dia & Cia.”, é à frente de seu tempo. E para variar, a pequena surpreendeu com uma declaração nos bastidores do “Teleton”, do SBT, realizado no último final de semana, de acordo com o jornal “Diário de S. Paulo”.

Ao ser questionada se está namorando, Maisinha, de apenas 11 anos, não titubeou em responder. “Estou solteiríssima. Não é hora de namorar ainda. Sou muito novinha. Não quero engravidar por enquanto”, disse, arrancando risos de quem observava.”

Materia extraida da TribunaHoje do Portal R7, aparentemente inocente, a situação foi encarada como uma piada, do tipo daquelas quando os nossos filhos pequenos tentam usar os nossos sapatos e saem desfilando pela casa. Mas aqui, não se trata disso, se trata de uma criança exposta de forma contundente e que expõe uma opinião além daquilo que é coerente com sua idade e para piorar, usa sua extrema exposição como exemplo para milhares de crianças que a acompanham em sua carreira televisiva.

Muitos dizem que isso é fruto da Internet, que não há “faixa etária” nas páginas em que navegam hoje os jovens e que isso é “normal”. Como dizer isso, e os pais e os educadores, não são eles os responsáveis pelo que as crianças podem utilizar e estar acessando em seus computadores, smatphones e tablets?

Os ventos trazidos pelos anos 60 da era Hippie criaram uma geração de pais omissos, a recusa em receber as regras e as tradições dos mais antigos os tornou coniventes com situações que não conseguem mais controlar. Quantos jovens entram para o mundo das drogas, bebidas, roubo, prostituição e assassinatos. Esses jovens sem rosto, pois são tantos que se tornaram estatísticas. Recordo me do tempo em que falavam sobre a extrema Ásia e locais para se consumir ópio e as pessoas aqui no Ocidente ficavam escandalizadas, mas hoje importamos isso, temos as chamadas “crackolândias” a seu aberto nos centros das cidades.

Para INGLÊS ver!

As campanhas que se dizem contra a pedofilia são apenas propagandas? Nós vemos nos noticiários serem denunciados borracheiros, caminhoneiros e outros que até podem ser inocentes e os jornalistas reclamam que não podem mostrar as imagens de jovens “marginais” pois existe a lei que protege a face deles. Contudo os famosos estão imunes a esse tratamento, se expondo diariamente e escandalizando de todas as formas possíveis. De quem é a culpa, dos jornais e sites que publicam esse tipo de matéria ou dos consumidores desse material?

Isso lembra a famosa pergunta, “Tostines vende mais, por que é fresquinho ou é fresquinho por que vende mais?“, se torna o lema dos publicitários, “Se tem mulher pelada, vende mais!“. E aí de quem fala contra, é fresquinho, reacionário, mente fechada, quadrado e recebe outros pejorativos também.

Somos omissos, quando deveriamos agir e reclamamos apenas quando o problema chega a nossa casa. Nem adianta vir falar de “Fim do Mundo”, o Mundo somos nós e agir assim é querer se omitir das próprias responsabilidades, reclamar que tudo está errado é fácil. Difícil é corrigir os próprios erros.

“As pessoas reclamam muito, mas se acovardam na hora de tomar providências. Querem que tudo mude, mas elas mesmas se recusam a mudar.” Paulo Coelho

O que é liberdade!?

Pero que tardia!

Liberdade é dar voz a sua opinião!

Liberdade é ter direito a questionar!

Liberdade é o direito de receber conhecimento!

Liberdade é aceitar a si mesmo, como você é!

Liberdade é ter direito de mudar de lado!

Liberdade é corrigir seus erros!

Liberdade é  agir conforme sua consciência!

Liberdade é se locomover como quiser!

Liberdade é acreditadar naquilo que convém!

Liberdade é mudar aquilo que pode ser mudado!

Liberdade é gostar da cor que quiser!

Liberdade é poder utilizar o bom senso!

Liberdade é defender a vida em qualquer grau!

Liberdade é falar a verdade, mesmo que não lhe ouçam!

O que não é Liberdade!?

Não é liberdade, violar os direitos dos outros!

Não é liberdade, constranger outras pessoas!

Não é liberdade, violar a lei, a ordem e os bons costumes!

Não é liberdade, querer mudar aquilo que não pode mudar!

Não é liberdade, se defender atrás do que é “politicamente correto”!

Não é liberdade, calar a voz de quem você não concorda!

Não é liberdade, alegar ignorância!

Não é liberdade, a hipocrisia de cobrar de outros, aquilo que não faz!

Superávit versus sustentabilidade

A economia capitalista e suas regras ocultas

Os conceitos ululam em todas as partes, regras são criadas, convenções são firmadas e a economia segue seu curso. Mas qual é o objetivo de qualquer texto financeiro, o mesmo objetivo dos executivos e de todos os funcionários  (colaboradores) de forma geral, atingir um superávit financeiro ou produtivo. Dar razão a existencia de sua empresa e manter isso de forma constante (sustentabilidade).

Por mais bonitas que sejam as palavras escolhidas e se usa até mesmo um vocabularário próprio para isso (economes) no fim das contas o que é importante: uma renda com fluxo constante e uma demanda que valha a pena suprir. Consideramos que as leis de mercado sejam suficientes, mas esquecemos o novo panorama, a nova realidade nos quais nos inserimos, o efeito estufa, o meio-ambiente, as fontes de energia e o descarte do lixo.

A mente do “bom” administrador, assaz ligeira, tende sempre a encontrar meios de introduzir as novas realidades ao fluxo econômico e não o contrário, ou seja, vamos criar uma maneira de “ganhar dinheiro” com as novas situações. Antigamente se tinha como imutáveis certas premissas, as empresas eram dividas entre públicas e privadas e que as empresas públicas não deveriam “à priori” darem lucro, ou seja, estariam realizando um papel meramente social ao suprir as pessoas de bens e serviços que seriam parte dos seus “direitos humanos”, como a saúde, a água potável, a coleta de lixo, entre outros.

Contudo, a mente brilhante de nossos governantes conseguiu de inúmeras maneiras alterar essas premissas e a coleta de lixo se tornou algo como “coleta de grana” e tem um monte  de pessoas interessadas em entrar nesse tipo de negócio, como também na produção de energia através do gáz metano produzido pelo lixo. Apenas basta o governo construir as usinas para que “desinteressadamente” a iniciativa privada faça fila na porta para gerenciá-las.

Regras para um bom negócio

Estive por um longo tempo estudando diversos “cases” de negócios rentáveis, porém, moralmente discutíveis e pude notar alguns pontos em comum que podem servir de ponto de partida para um empreendedor audaz.

  • procure bens e serviços que provenham de uma grande necessidade
  • os consumidores finais devem vir ou se servir de forma a mais espontânea (diminui o custo de entrega)
  • diminua a concorrência, por leis ou comprando aqueles que podem te atrapalhar
  • torne a sua planilha de custos um carro chefe para poder cobrar aquilo que é necessário
  • esteja sempre alinhado com a “lei”, de forma a não ser processado pelos danos causados devido ao seu sucesso.

A primeira pergunta que vêm a mente é você conhece algum negócio assim? Você possui contato com bens e serviços que estejam nesses moldes? Infelizmente a resposta é sim, o tempo todo e exemplos não faltam, a indústria dos cigarros, papeis, alumínio e algumas de remédios. Prestações de serviços como financiadoras, corretores de seguros, fornecimento de luz e água (afinal não compramos os bens, teoricamente), serviços de saúde, pedágios e os atuais serviços via internet.

A sustentabilidade

O paradigma será manter um modelo de “capitalismo selvagem” e de que forma como isso afeta as diversas atividades humanas, chega a ser risível, para não dizer triste o que ocorre com aquilo que o ser humano perde o interesse, como definha e morre. As atividades que eram antes prioritarias e que desapareceram, chega ser nostálgico falar sobre os tanoeiros (fabricantes de barris) tão importantes na época dos grandes descobrimentos e que desapareceram hoje em dia. Claro que chegamos a ser tão crueis que, até mesmo, raças de animais somem dessa maneira.

Como também o inverso, atividades que são usados devido a facilidades como a moldagem de plásticos, o que gera um lixo com um grande período de tempo para ser absorvido pela natureza ou combustíveis, como o petróleo, que são extremamente poluentes, apesar do que diz os especialistas a respeito dos riscos que corremos, não conseguimos largar, mesmo com diversas alternativas. No final, o que vale mesmo é o dinheiro.

As atividades comunitárias estão nesse tipo situação, por não gerarem lucro e esta é a sua principal característica, se tornam obsoletas. Como eram socialmente agradáveis, o poder interargir e como isso era uma prova de caráter, dar aos outros, de que nada se receberá, um pouco de auxílio. De minha terra, trago a lembrança das festas juninas e das pessoas que participavam como “festeiros”, como eu mesmo fiz e que isso muito me ajudou.

Não fortalecerás os fracos , por enfraquecer os fortes.Não ajudarás os assalariados, se arruinares aquele que os paga. Não estimularas a fraternidade, se alimentares o ódio. Abraham Lincoln

Quanto um desenho pode influenciar

A maldição dos mangás japoneses

Nossa realidade e nossa história se difere em muito da realidade japonesa e da sua cultura, voltados para a violência de uma forma aparentemente “disciplinada”, as crianças que possuem como cursos regulares nas escolas, as artes marciais.

Contudo em nosso país, a realidade é outra e esses tipos de programas são encarados como uma forma de fuga para os problemas diários ou como uma forma de os enfrentar. Porém eles esquecem que as Artes Marciais não existem para uma resposta violenta aos nossos problemas. Ela existe para ser uma ascese, uma forma de evolução física e espiritual, se aprende a lutar justamente para não ter de lutar, como se diz nesse pensamento do Bushido:

Se o inimigo é inferior a ti, então por que brigar?

Se o inimigo é superior a ti, então por que brigar?

Se o inimigo é igual a ti, compreenderá o que tu compreendes.

Então não haverá luta.

Honra não é orgulho.

É a consciência real daquilo que se possui.

O Bushido é o caminho de vida de um Samurai, guerreiro e serviçal de um Mestre ou Senhor Feudal no Japão. Para que se possa entender um Mangá, desenho japonês, é necessário entender o pensamento de um japonês. Infelizmente, nossos jovens ficam tão empolgados nessas histórias de lutas e sangue que não percebem as armadilhas. Os recentes casos de filhos matando os pais e o aumento de crimes baseados em desenhos ou games (jogos eletrônicos) é uma prova disso. Mas é claro que como dizem os especialistas, não será apenas o desenho o único fator prepoderante, tem que haver um ambiente propício para que a influência seja efetiva, como a personalidade, um histórico de violência domêstica ou na escola que se tornam os catalisadores para que esse jovem entre em “ebulição” e acabe estourando em um ato violento.

Naruto

Um dos mangás favoritos dos jovens atualmente é a história de Naruto, um menino que sonha em ser o líder de sua aldeia, o Hokagui, mas ele é desprezado pelas pessoas e nem ao menos sabe porquê, ele cresce e sua trajetória é um caminho de aprendizado. Contudo temos o seu parceiro e futuro inimigo Saske Uchiha, um jovem promissor que vêm de umas das mais poderosas famílias de sua cidade, esse jovem tráz consigo uma tragédia, ter assístido seu irmão mais velho ter assassinado toda a sua família para obter um “poder” supremo. Apesar das imagens serem veladas é deveras impressionante esse fato, o que imagino fazer na cabeça de alguém que está em formação e que não esteja bem guiado.

Há pelo menos duas gerações, estamos deixando a educação de nossos filho aos cuidados de um aparelho eletrônico chamado de televisão. Que nível de qualidade podemos esperar disso, somos realmente influentes na vida deles ou apenas aqueles que põe a comida na mesa, a roupa para vestirem ou o material de estudo. Quanto tempo dispomos para realmente interagirmos com nossos filhos. Que exemplos damos se não estamos presentes.

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