Dicas de Linguagem: para te ouvirem melhor.

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Emma Watson realizou um impressionante discurso na sede das Nações Unidas.

“Geralmente levo mais de três semanas para preparar um discurso de improviso” Mark Twain.

A pergunta é, como melhorar o discurso para que a sua mensagem chegue de forma mais convincente?

Quando se fala da importância da voz, lembra-se do psicólogo norte-americano Albert Mehrabian que criou a formula 7-38-55, que significa que o que falamos corresponde a 7% da primeira impressão, 38% correspondem a como dizemos, o som da voz, a velocidade e a ênfase; e 55% fica com a aparência.

Depois de publicado seu trabalho Mehrabian esclareceu que inicialmente se tratava de comunicações interpessoais e não apenas para comunicações profissionais (grupos de trabalho).

A voz é o fator decisivo para definir qual a forma com que o conteúdo seja recebido, como cita o pesquisador  Walter Sendlmeier de Berlin, “A voz é um fornecedor muito importante de informações que vão muito para além do conteúdo do que é dito também” e ressalta “depende muito de como nós falamos”, ele comprova isso com estudos de discursos de políticos, que tendo muitas vezes o mesmo conteúdo, acabam dando resultados até mesmos opostos entre um e outro, como nos discursos de conferência de partidos.

O resultado pode até soar “triste”, pois não importa o valor daquilo que dizemos, mas sim a forma como o fazemos. Porém na opinião de Bettina Schinko, coaching de Comunicação e Discursos de Berlin, “Pela primeira impressão pode ajudar uma voz treinada, mas a longo prazo, vemos através disso quando alguém é apenas um bajulador”.

Uma voz boa e experiente não é um substituto para o conteúdo, mas você pode ajudar a melhor transportá-la, para ser ouvida e compreendida.

O que fazer para manter a voz saudável?

  • como-cuidar-da-vozBeba bastante água (em temperatura ambiente) enquanto estiver falando, em pequenos goles. Um corpo permanentemente hidratado significa pregas vocais hidratadas e com melhor flexibilidade e vibração. O ideal é ingerir de 7 a 8 copos por dia, porem, a cor da urina (clara) pode auxiliar no controle de uma hidratação adequada.
  • Preocupe-se em manter uma alimentação equilibrada, sem grande numero de horas em jejum, mastigando bem cada alimento a ser ingerido.
  • Coma maçã, pois é adstringente e limpa o trato vocal. Além disso, sua mastigação exercita a musculatura responsável pela articulação das palavras.
  • Use roupas confortáveis e de tecidos que absorvam a transpiração. Roupas leves e folgadas são idéias para quem trabalha com a voz. Sapatos confortáveis favorecem a postura correta.
  • Sono regular, momentos de lazer e atividades físicas adequadas também contribuem para uma boa produção vocal.
  • Procure respirar sempre corretamente, levando ar até o abdômen e expandindo as costelas. Não eleve os ombros e o peito como se fosse um pombo. E o abdômen que tem de se expandir como se estivesse cheio de ar.
  • Enquanto estiver falando, mantenha a postura de corpo ereta, no eixo, porem relaxada, principalmente a cabeça.
  • Evite competir com ruídos externos durante a fala. Fique atento a eles e procure não aumentar o volume de sua voz na tentativa de superá-los.
  • Tente não gritar. Se for possível, opte sempre pelo microfone ao falar em publico.
  • Fale pausadamente e de maneira correta, articulando bem as palavras, mas sem exagero.
  • Ter audição normal é importante, pois o monitoramento vocal é realizado pela audição.
  • Ao sentir vontade de tossir ou pigarrear, respire profundamente pelo nariz e engula a saliva várias vezes ou beba água, pois essas ações provocam um forte atrito nas pregas vocais, irritando-as.
  • Para diminuir a tensão na região dos ombros e do pescoço, boceje e espreguice diversas vezes ao dia.
  • Após o uso intenso da voz, procure permanecer em repouso vocal por algum tempo.
  • Outro fator importante é o ambiente de trabalho. Procure discutir com seus colegas e chefes meios que possibilitem um ambiente de trabalho agradável, capaz de diminuir a tensão e favorecer o diálogo. Uma voz saudável é resultado de cuidados individuais e de ações ambientas.

“Veja o discurso dos políticos: são todos otimistas; grandes canalhas são sempre otimistas e simpáticos, caso contrário não dão o golpe que querem dar. Mas hoje em dia, o otimismo é um modo de se vender no mundo.” Luiz Felipe Pondé

Baseado no artigo “Wenn du diese Sprechtipps beachtest, hören dir andere besser zu” de Manuel Bogner e Leon Krens na Ze.TT e nas dicas do site Clube da Fala do Rio de Janeiro.

O monge e o executivo – líder servidor

Resenha do livro

Para retorno de minha longa pausa em escrever nesse blog, gostaria de falar a respeito de um interessante livro que li à pouco tempo: Como se tornar um líder servidor – os princípios de liderança do Monge e o Executivo de James C. Hunter.

O autor demonstra ao longo das páginas desse livro, quais as responsabilidades dos líderes dentro das empresas e com seus colaboradores e o quanto isso é pesado de se carregar. Por que muitas pessoas desistem da liderança ou a tornam um fardo para as outras pessoas. Uma frase por ele repetida é “dois terços das pessoas não se demitem de suas empresas, elas se demitem de seus líderes”.

Ele inicia com a personalidade de maior impacto na história humana e suas palavras sobre liderança, o que dá o mote e o título do livro. Nosso Senhor Jesus, que fez  ainda muito mais por exemplos e ratificou como deve se comportar um líder.

O texto é bastante pragmático e até auto explicativo, pois conta como foi construído e faz menção aos obstáculos que encontrava e como foram solucionados. O que as empresas não fazem depois de enviarem seus lideres para simpósios e treinamentos, ou seja, cobrar as mudanças de comportamento de seus gerentes e supervisores para que eles melhorem sempre.

Uma auto análise sempre ajuda, como somos no comportamento do dia a dia em frente daqueles que lideramos, foi da mesma forma que nos portamos em nossa entrevista de emprego para essa vaga ou se é da mesma forma que nos apresentamos aos nossos líderes superiores. Aonde foi parar a paciência, aquela calma e a grande vontade em agir em pró dos outros?

Não existe um bom líder sem valores e ele tem de fazer muito mais do que falar e cobrar dos outros, mas agir, para ser sempre o exemplo a ser seguido, os olhos de todos estão voltados para o líder e ele deve corresponder a isso.

“Dar exemplo não é a melhor maneira de influenciar os outros – é a única” Albert Schweitzer – Teólogo e filósofo alemão (1875 – 1965)

A guerra e a sustentabilidade

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Guernica de Pablo Picasso

No texto passado, começo a discernir sobre um conceito, o da sustentabilidade, ou a forma com que imaginamos que nossas tarefas perdurem o máximo possível, pelo menos enquanto estamos hábeis a realizá-los. Ninguém em sã consciência construiria um grande empreendimento se tivesse a certeza de que esse funcionário apenas por um breve momento. Algo assim, ocorreu com fábricas de “processadores” na Ásia, projetos de 2 anos, nos quais, se estimava o tempo útil desses processadores para o mercado e quando estariam defasados frente a novos projetos. Como a fábrica era padronizada para produzir apenas um tipo de processador, ela seria desativada quando o produto se tornasse ultrapassado.

A indústria bélica

Na idade moderna, descobrimos que os resultados de um conflito não são tão interessantes quanto o conflito em si, para isso existe o exemplo do estado belicoso chamado de Israel, há tempos em estado de guerra com seus vizinhos, descobriu ele que isso pode ser bastante rentável. Recentemente, a rede de notícias árabes Al Jazeera, reportou denuncias de que Israel estaria usando os contantes conflitos como “campo de prova” para novas tecnologias de segurança e armamentos. Esse uso contínuo e necessidade de proteção faz com que os serviços e produtos bélicos judeus tenham um ótimo conceito no mercado mundial.

Não existe atualmente uma real intenção por parte dos dirigentes judeus para um tratado de paz duradouro com os Palestinos, prova disso é a construção de novas colônias em territórios palestinos antes do início das negociações. Os Estados Unidos, seu principal aliado é outro, que por interesse comercial também não sinaliza uma grande mudança e ainda quer invadir a Síria. O que pode levar adiante mesmo com a negativa da sua parceira, a Grã-Bretanha.

Os veículos automatizados conhecidos como Drones, foram muito utilizados nas fronteiras entre Israel e a Palestina, como também na faixa de Gaza. Atualmente, esses veículos, terrestres e aéreos, estão sendo usados em todo mundo, exemplo do desenvolvimento de novos projetos pela indústria bélica daquele país e que se exporta para o exterior.

Projetos esquecidos ou desestimulados

Existem muitos projetos tecnológicos que morreram ou que não são usados por falta de interesse em sua eficiência, como no caso do motor turbo para automóveis. Eu não estou falando de motores com turbinas e sim de um projeto nos anos 60 de um motor, do tipo de um  avião, embutido em um automóvel. Enquanto o projeto não funcionava bem, ele até foi tolerado, mas quando começou a ter vitórias, foi imediatamente cortado e proíbido.

A razão disso é que se um motor desses funciona, seu uso seria com uma quantidade de partes mínimas necessárias para se trocar em caso de reparos, ou seja, seria um veículo quase que sem necessidade de manutenção, o que inviabilizaria os serviço de mecânicos ou da lucrativa indústria das peças de reparo.

Outros projetos que sumiram como os dirigíveis e as energias alternativas foram pelo mesmo caminho, por serem eficientes demais não respondem ao interesse financeiro dos investidores, fato esse que se tornou um fantasma para a indústria farmacêutica, a elaboração de remédios que acabassem totalmente com as doenças e isso gera um paradigma, a de que não existiriam mais pessoas doentes para consumir esses remédios. Uma fonte de energia inesgotável seria maravilhoso, mas imaginem uma bateria para toda vida, seria um desastre para as empresas que vendem baterias, pois acabariam ficando ociosos e sem o devido retorno para manterem suas atividades.

“Vim trazer um ramo de oliveira e a arma de um combatente da liberdade. Não deixem que o ramo de oliveira caia da minha mão.”

~ Frase de Yasser Arafat

Quem quer, faz, quem não quer, manda!!!

A sabedoria popular nas empresas

Os ditados ou proverbios populares são descritos por alguns historiadores como resquícios de antigas civilizações. Ao estarem em declínio, essas civilizações teriam feito uma espécie de “compressão” de seu conhecimento e cultura em pequenas frases, fáceis de decorar e espalhadas para todos os indivíduos restantes para que esse conhecimento não desaparecesse.

A transmissão oral desses “provérbios” foi tão difundida que fica em muitos casos, quase impossível localizar a origem de cada um. Casos a parte como, “quem tem boca vai a Roma” ou em “Roma faça como os Romanos”. Claro que esses mudaram desde a sua origem, como o primeiro que era “quem tem boca vaia Roma”.

Na publicidade

Há tempos, os publicitários descobriram o poder dos provérbios. A cumplicidade que as pessoas tem com essas sentenças podem tornar previsível o resultado de uma campanha publicitária. As pessoas ligam os provérbios as situações de seu dia a dia e principalmente em que momento receberam tal conhecimento.

Na administração

Os gerentes eficazes sabem a importância de utilizar um “ditado popular”, ao criar uma campanha de incentivo ou promocional. O uso correto evita a disperção do público alvo e é proporcional a capacidade de penetração da campanha. Quem quer conseguir atingir metas de forma mais contundente não deve abrir mão de importante ferramenta.

Ou seja, cada ditado corresponde a uma parte inconsciente do ser humano, a sabedoria inerte em cada frase faz com que esse conhecimento se funda em nossa mente de tal maneira que podemos nos lembrar dela, muito tempo depois e nem sequer nos recordaremos de como foi assimilado.

O gerenciamento e as abelhas

Como as abelhas tomam decisõesGet and pass these bees by eyes, olfactories, tendrils and proboscis.

Muito tem se discutido sobre a inteligência coletiva, diversos trabalhos foram feitos sobre animais que costumam andar juntos, como as formigas, os peixes, as aves e as abelhas. Como o coletivo, muda o comportamento do indivíduo e como as ações conjuntas aparentam ter um certo grau de organização e como as decisões são tomadas em situações de múltiplas escolhas. Qual o melhor lugar para obter alimento, qual a melhor direção a tomar e qual o melhor momento para se sair da comunidade.

As abelhas são famosas por causa de decisões acertadas, diz o dito popular que em “local que se tem um enxame de abelhas é livre do perigo de fogo”, mas como isso é possível. O experimento abaixo do biólogo Thomas Seeley, realizado em uma pequena ilha ao sul do Maine:

“No fim da primavera, quando a colmeia atinge sua lotação máxima, a colônia em geral se divide, e a rainha, alguns zangões e cerca de metade das operárias voam por uma pequena distância e agrupam-se em um galho de árvore. Ali as abelhas ficam enquanto uma pequena porcentagem delas sai em busca de novo local para estabelecer a colmeia. O lugar ideal seria uma cavidade em uma árvore, distante do chão, com um pequeno buraco de entrada voltado para o sul e muito espaço interno para os filhotes e o armazenamento de mel.

Para descobrir como as abelhas tomam essa decisão, a equipe de Seeley aplicou pontos de tinta e minúsculos marcadores de plástico para identificar todas as 4 mil abelhas em cada um dos vários enxames pequenos que levaram para a ilha Appledore, onde está instalado o Laboratório Marinho dos Baixios. Ali, em uma série de experimentos, eles soltaram cada um dos enxames para que localizassem caixas que haviam sido deixadas em um dos lados da ilha, que tem cerca de 1 quilômetro de extensão e, embora seja coberta de arbustos, quase não tem árvores ou outros lugares para as colmeias.

Em um dos experimentos, os cientistas prepararam cinco caixas, das quais quatro não eram grandes o bastante e apenas uma tinha o tamanho ideal. As abelhas exploradoras logo descobriram as cinco caixas. Quando voltaram ao enxame, cada uma delas realizou uma dança que incentivava outras exploradoras a darem uma olhada. (Essas danças incluem um código com indicações da localização de uma caixa.) E a intensidade da dança refletia o entusiasmo da abelha exploradora com o local. Pouco tempo depois, dezenas de exploradoras sacolejavam suas perninhas, algumas para uma das caixas, outras para as outras, e logo viam-se pequenas nuvens de abelhas em volta de todas as caixas.

O momento decisivo não ocorreu diante do agrupamento principal de abelhas, mas junto às caixas, para onde voaram as exploradoras.Assim que a quantidade de abelhas diante do buraco de uma caixa chegava a 15 – um limite confirmado por outros experimentos –, elas se davam conta de que o quórum mínimo havia sido alcançado, e voltavam para o enxame principal com a novidade. “Era uma corrida”, diz Seeley. “Qual local seria o primeiro a atrair 15 abelhas?”

As exploradoras vindas da caixa escolhida então dispersavam-se pelo enxame, avisando que era hora de mudança. Assim que se aqueceram, todas as abelhas decolaram juntas para o novo lar – exatamente a melhor das cinco caixas.

Regras nas escolhas

As regras usadas pelas abelhas para chegar a uma decisão – buscar várias opções, estimular a livre competição entre as idéias e recorrer a um mecanismo eficaz para restringir as escolhas – deixaram Seeley tão impressionado que agora ele as aplica no departamento que chefia na Universidade Cornell.“Usei o que havia aprendido para conduzir as reuniões do departamento”, conta ele. A fim de não chegar a uma reunião já com uma opinião formada, ouvir apenas o que a confirmava e pressionar os outros para que a adotassem, Seeley solicita ao grupo que identifique todas as possibilidades, que troquem idéias durante algum tempo e, em seguida, façam uma votação secreta. “Isso é exatamente o que fazem as abelhas do enxame, proporcionando ao grupo um tempo para que surjam as melhores idéias.”

Na verdade, quase todo grupo que seguir as regras das abelhas vai-se tornar mais inteligente, argumenta James Surowiecki, autor do livro A Sabedoria das Multidões. Investidores no mercado de ações e cientistas em um projeto de pesquisa podem ser grupos inteligentes, diz ele, sempre que seus membros sejam diversificados, com opiniões próprias e recorrerem a algum mecanismo – uma votação, um leilão, um rateio – para chegar a uma decisão coletiva.”

Na administração

Esses experimentos provam que é possível se criar uma inteligência coletiva ao se dispor indivíduos com opiniões próprias e cada qual com seus argumentos em um determinado local e aguardar para que cheguem a melhor decisão. O fato é isto funciona se não existir um individualismo na situação mencionada ou a procura de um líder. As abelhas funcionam a tanto tempo porque suas decisões são tomadas seguindo esse sistema e não porque uma abelha se tornará a chefe. Procurar um líder em um sistema de inteligência coletiva é como “dar um tiro na água”, a resposta para o problema proposta será encontrada, como também ela será a melhor resposta, mas a soma das inteligência individuais, que coletaram, cada qual, diferentes informações, foi o meio pelo qual possibilitou a se chegar em tal resposta.

O gerente eficaz, escuta todas as opiniões e mais as suas, realiza uma soma de benefícios e um rateio de riscos, dentro de um ambiente de oportunidades e eventuais ameaças para chegar a melhor decisão. Sempre pautado pela visão de negócios da empresa e balizado pela missão que estará formulada  na estratégia de marketing.

As decisões das abelhas nesta forma dão respaldo a fama de “seguras” que elas possuem, ou seja, elas não tomariam decisões de risco em um mercado extremamente competidor e se tomarem, com certeza será uma decisão com resultado “morno”, elas não assumiriam riscos. Da mesma forma, gabinetes com executivos “seniors” não costumam investir em negócios novos com poucas informações.

Os milionários da Internet

Pessoas como Bill Gates (Microsoft), Mark Zukerberg e Steve Jobs são exemplos de indivíduos que tomaram decisões com pequenas bases de dados a respeito de seus mercados, afinal, não existia mercado para micros naquela época, eles conheciam as bases da tecnologia que se tornaria o mundo da informática. Ninguém tinha ideia de como o público reagiria e quais as utilidades práticas para tais equipamentos, tanto que as expectativas foram totalmente derrubadas com as atuais formas com que a utilizamos.

“As pessoas não sabem o que querem até você mostrar a elas.”

Steve Jobs

Esta frase mostra o paradigma da administração “humana”, o de criar “necessidades”, ou seja, o bom administrador não apenas mantém aquilo que está dando certo, ele cria novas situações que são responsáveis por novas expectativas em uma inovação constante e Steve Jobs, pelo seu trabalho foi o exemplo vivo de criar “necessidades”, ou alguém imaginava um dia “querer ter” um tablet ou i-phone. As formigas e abelhas procuram novas colmeias e ninhos, comida e se refugiarem das intempéries (chuva, fogo) e de predadores, ou seja, “necessidades conhecidas”.

Resumo

A inteligência coletiva é uma ótima ferramenta para decisões seguras em ambientes controlados, que possuem informações a serem coletadas por diferentes formas, através de pessoas com diferentes opiniões, para juntos, chegarem a melhor decisão. Não seria o ideal em ambientes e mercados altamente competitivos com poucas informações e sistemas ainda em “experiência”.

O administrador doméstico

Como levar o profissionalismo para sua casaThe house in human hands

Porque administrar uma empresa é fácil? Planejar e organizar projetos de vendas e marketing podem ser simples! A gestão de pessoas estranhas não estressa muito! Fiscalizar os processos e os produtos não demandam tanto tempo!

Não, caros leitores, eu não fiquei louco, as premissas acimas podem ser verdadeiras e não é um mundo paralelo mas num universo mais próximo de vocês, a sua própria casa. Ou seja, naquele local que o “super-homem” do escritório vira o “Klark Kent” com direito a Kriptonita e tudo. O local onde suas fraquezas e defeitos são amplamente conhecidos e suas palavras não surtem o mesmo efeito do que no escritório.

Se a sua pessoa amada gasta mais do que pode, seus filhos não saem do vídeo-game e a sua sogra invadi a sua geladeira e come escondida aquele seu último pedaço de bolo que você guardou só para você. Alerta, a sua administração está sendo sabotada e o primeiro culpado pode ser você mesmo.

“O hábito faz o monge”

O administrador de sucesso possui hábitos que o levam para o sucesso. O que adianta ser aquele cara polido e envernizado no escritório que veste terno impecável, se em casa é o sujeito relaxado, de calção, camiseta furada que senta no sofá com os pés em cima da mesinha de centro, toma cerveja na lata e arrota em cima da pipoca.

Não sejamos radicais, não necessita usar o terno em casa… pode sujar! Mas alguns cuidados são imprescindíveis, como formar um estilo casual e se policiar com as palavras. Nada pior do que um palavrão na hora errada. Aqui, tudo o que você faz é visto por todos e diferente da empresa, aqui você não é o “chefe pode tudo” que no escritório conta aquela mesma piada pela enésima vez e todos riem. Em casa, ele riem de você e daquela sua cuequinha do piu-piu, que a patroa insiste em deixar bem a mostra no varal.

O exemplo é o melhor professor

Se você não é perfeito, não tem super-poderes e nem consegue combinar as meias, como fazer sua filha entender que estudos são importantes e que segurança é fundamental. As conversas entre pais e filhos costumam barrar em dois obstáculos, a empatia sentimental e frases redundantes.

Os jovens, versados em Internet, captam e armazenam muitas frases de efeito que são postas em prática toda a vez que você tenta dar uma bronca, como por exemplo, “Não sei o quero! Mas ninguém tem tudo, então eu não posso querer tudo!” .

Para resolver tais situações somente com calma, um leve distanciamento, do tipo contar até 1.000  e não deixar as emoções falarem. Mostre que com bom senso tudo se revolve e devolva a “filosofia barata” com outra, “a felicidade não é ter tudo, mas possuir tudo o que se quer.”

O esquecimento é uma doença

As pessoas tendem a repetir frases como papagaios e se esquecem de como o mundo muda. Não faz muito tempo e se fazia campanhas para os pais falarem sobre sexo com seus filhos. Isso mesmo, “sexo”, e hoje existe campanha para se falar sobre “crack” (a droga, não o Neimar). Estes propagandista ignoram que muitos estão ainda na primeira fase e nem é por ignorância ou má fé, é costume mesmo, não cresceram com esses valores e mudar requer um grande esforço. Quem assiste a campanha tem a impressão que sempre foi normal se falar de sexo, cigarros e drogas em qualquer família. Mas não é verdade!

Não se iluda que o jovem não saiba sobre os riscos, ele é muito bem informado pela Internet, mas é a má influencia que você deve cortar. A sua função não é repetir o que aparece na TV, mas oferecer uma opinião balizada que seja um contraponto aos coleguinhas que oferecem aquilo que não devem.

Planejar é uma arte

A sua casa muito se parece com um quartel? Você vive em pé de guerra com a patroa, a sogra não te deixa em paz, você é o “bode expiatório” para tudo o que dá errado e até seu cachorro fica te boicotando, nem quer passear com você e mija nas rodas do carro quando você chega!

Nesses casos, uma estratégia é tudo o que você necessita, planeje com cuidado seus passos e sempre se lembre que não existem formulas mágicas. Soluções que funcionam com uma família não funcionam com todas.

Os finais de semana, viagens ou uma festinha de formatura podem ser bastante torturantes sem o planejamento adequado. Quem não já não ficou estressado por causa do controle remoto da televisão ou de ter de assistir a novela no horário de um jogo de futebol.

Especialistas apontam que os dias de folga podem ser mais cansativos do que os dias trabalhados, mas se você planejar antes, seus efeitos podem ser bastante atenuados. O mesmo vale para o orçamento doméstico, se você não planejar direito e lutar muito por deixar uma pequena sobra na poupança, aquela viagem dos sonhos no final do ano pode virar aquele pesadelo na casa do cunhado, com os filhos pestinhas dele te usando como alvo de espingardinha de água.

Organização

Se você quer se livrar de alguma coisa, como um livro ou uma bola, é fácil, dê para sua mulher e diga que é para guardar, com certeza, você nunca mais verá tal objeto. Na linguagem feminina, guardar é “enfurnar”, ocultar e desaparecer. Mais fácil vender guarda-chuva para um beduíno do deserto do que ensinar ao sexo frágil o que é organização.

Desculpem a piada, mas as mulheres, mesmo as mais feministas, tem como premissa básica, “minha mãe já me ensinou isso!!!” e não são muito cooperativas quando homens querem dar “dicas” sobre organização e limpeza. Detalhes como, de que maneira torcer o pano de chão, mostram o quanto o universo feminino nos é estranho.

Com muita paciência e carinho, prove a ela que uma boa organização pode dar retorno e se não, mostre sites como o aqui abaixo, dedicado aos  afazeres domésticos:

Dica de ouro: se você dispõe de pouco tempo e não tem muita energia, priorize as tarefas mais importantes e execute-as com capricho, se preferir, escute suas músicas prediletas enquanto trabalha, ficará mais divertido e o tempo passará mais rápido. Blog Organize sem frescuras!

Controle e feedback

O ambiente familiar é o melhor termômetro do quanto somos relaxados com a “cobrança de atitudes”. Se não nos cobramos nem das promessas de início de ano, quem imagina que iremos cobrar o filho caçula de fazer a lição de casa ou a nossa esposa de gastar menos nas compras ou o horário de chegada da filha no sábado de noite.

Como dizia Jack o “Estripador”, vamos por partes, comece com pequenas mudanças e cada uma crie uma maneira de receber um feedback ou uma forma de controlar. Se as pessoas sentirem que você se importa, eles vão cooperar, o lógico é começar por você mesmo, apenas para servir de exemplo.

“A administração é uma questão de habilidades, e não depende da técnica ou experiência. Mas é preciso antes de tudo saber o que se quer.” – Sócrates

Paradigmas da Administração

O rato no labirinto

Sim, os administradores modernos parecem ratos em labirintos, não sabem o que fazer. Por isso se apegam tanto a sistemas antigos e arcaicos. O modo como uma empresa é organizada, apesar dos novos mercados, como e-commerce (internet), call-center e ferramentas de controle mais apuradas, os administradores agem pela velha escola.

Os especialista afirmam que o poder corrompe e que ao subir na hierarquia, na maioria das vezes, perdemos um bom funcionário e ganhamos um líder medíocre e solitário. Por diversas razões,o poder e a posição modifica a personalidade e as ações das pessoas.

Apesar do consenso geral, a antiga cadeia de comando é mantida, uma ordem que poderia envolver dois níveis administrativos, um, sendo a origem, e o outro, o alvo, devem no entanto, passar por três a mais para chegar na área preterida e retornar para a origem. Um sistema que demanda custos e é muito lento, além de inapto na maioria das vezes.

Organizações horizontais por funções costumam ser mais eficazes do que a antiga hierarquia, as ordens caminham de forma mais direta e as respostas são bem mais rápidas. Os custos diminuem e a empresa assume uma posição diferente no mercado. O mercado hoje muda muito rapidamente, a internet representa o que há de mais volátil no mundo, a informação, em minutos, uma verdade aparece e em minutos ela muda.

“Mas, o planejamento só é ético quando visa um crescimento que possa se traduzir em melhor qualidade da vida coletiva, um cenário melhor para a vida de todos, e só é democrático quando procura incorporar todos os
envolvidos no processo de planejar.” (João Caramez)