Síndrome de Super-homem

Como administrar suas falhas

Ser bom em tudo é fácil, ser um profissional eficiente, um marido exemplar, um pai notável ou um amigo leal, pode até ser fácil, se você toma alguns cuidados e tem um sistema eficiente de se patrulhar. Você pode se tornar o seu melhor fiscal ou o seu pior inimigo.

Muitas vezes somos implacáveis em nos censurarmos por nossa conduta, mas as vezes uma conduta errada, como fumar, dais quais, conhecemos todos os malefícios podem desencadear uma verdadeira conspiração biológica e mental para que encontremos “desculpas” e razões para a sua atitude. O que vale é aquela imagem do espelho, como nós nos enxergamos. Não importa o quanto errado somos, mas os fins daquilo que realizamos, ou seja, se podemos nos explicar.

O Super-homem é um personagem ambíguo, apesar de muito poderoso, ele possui algumas “deficiências”, como não enxerga através do chumbo e o contato com a “kriptonita“, material de meteorito que veem do seu planeta natal, Kripton, o enfraquece. Nas histórias isso serve para dar um contra-ponto, uma maneira do personagem se tornar mais verossímil, pois alguém indestrutível e sem fraquezas não é concebível pelos nossos padrões humanos.

No dia a dia, temos esse tipo de problema, como super-homens, ao nos apresentarmos em uma entrevista. Como se fossemos um “Clark Kent“, a personalidade humana do Super-homem, temos de responder a questões sobre nossa falhas, muito mais do que sobre as nossas capacidades. Os entrevistados mostram muito mais interesse em descobrir os pontos que NÃO nos permite passar na entrevista do que nos pontos positivos que o fazem.

Na literatura sobre Recursos Humanos ou Gerência de Pessoas, não enfatiza o evitar que um candidato passe, apenas aponta as “falhas” de postura e conduta que devem ser evitadas. Mas quando estamos sendo o alvo da entrevista não é isso que se percebe. Confiamos que tais condutas sejam o reflexo da cobrança e da orientação de superiores que desconhecem os mecanismos da “psicologia organizacional”.

Tais fatos podem advir da interferência de outras áreas, como engenharia, pois as matérias de exatas enxergam os colaboradores como máquinas e sendo como tais, eles não podem ter falhas ou pontos negativos, pois acabaram sendo descartados como material defeituoso. Vícios de conceitos.

Aos colaboradores cabe a tarefa de descobrir sobre quais “defeitos” falarem e começar em descobrir, quais das sua características podem ser vistas, pelos outros, como “defeitos”. Sendo esse o ponto crucial de toda nossa matéria, ao convivermos com nós mesmos 24 horas por dia, assumimos uma postura de cúmplices de nossas próprias atitudes. Com certeza temos ao menos uma explicação razoável para cada ato. O que não podemos nos permitir é que uma boa apresentação se torne desastrosa devido ao deslize de confiarmos demais em um entrevistador e confidenciarmos um ponto que consideremos pequeno demais para surtir algum efeito e que acaba te derrubando.

“Ou você tem uma estratégia própria, ou então é parte da estratégia de alguém.” Alvin Toffler

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Interação Humana

Um lugar onde o ser humano é obrigado a permanecer com pessoas diferentes (muitos estranhos) em determinado período de tempo e poderia aproveitar para interagir se chama, o Metro. Mas tal fato está longe de se tornar realidade, ao invés de interação, nós vemos no Metro é fones de ouvido, cada vez maiores, celulares de vários modelos, livros (quem disse que brasileiro não lê) e por incrível que pareça, óculos escuros. Isso mesmo, existe gente que usa óculos escuros em um ambiente subterrâneo iluminado por luz fluorescente. Essas pessoas não aceitam outras pessoas e fazem de tudo para que qualquer não se realize: existem os que fingem dormir para não dar assento aos idosos, existem os que se fingem de surdo quando alguém pede informação ou pergunta a hora e até aquelas mulheres que agem como se fossem ser estupradas a qualquer momento com olhar agressivo e respostas ríspidas para um simples “Hoje tá quente, né!”.

Como eu ainda sou estrangeiro nessa cidade e meu sotaque é diferente daquele usual, me esquivo das regras locais de não falar com estranhos ou evitar contato visual, como ocorre com alguns pitbulls, isso pode significar sinal de briga. As pessoas, as vezes, necessitam de alguma palavra de ânimo em sua jornada ou de alguém para ouvir um breve desabafo de “como é ruim o meu chefe”. Todas as pessoas são boas e para que isso aflore é necessário apenas acreditar. Pequenos atos podem significar muito, como por exemplo, tenho ainda o costume de dizer “saúde” quando alguém espirra e por muitas vezes acabo ganhando um sorriso de algum mal humorado, que se espanta ao  ouvir essa antiga expressão.

Cultivar a bondade é como plantar uma semente minúscula que formará uma grande árvore! Pense nisso!

A Caverna – O começo

A CavernaA Caverna

Uma criatura estava há muito tempo escondida em uma caverna. Estava ali desde que chegara de um lugar muito distante. Ao cair nesse planeta, sua impressão foram as piores possíveis, criaturas selvagens e seres gigantescos. Não porquê fizessem a ele algum mal ou trouxessem perigo, mas devido a sua falta de uma consciência superior, tornaria difícil qualquer tipo de comunicação. Certo dia algo mudou, um som ritmado que não havia antes, vinha de não muito longe.

Como a caverna estava ao lado de uma montanha, essa se encontrava logo acima de uma planície de vegetação baixa e algumas árvores e no centro, um lago, não muito grande, mas suficiente para dar de beber aos seres locais. O som que se ouvia vinha de um lugar próximo do lago. A primeira vista, era um grupo de uns dez ou doze seres, diferentes dos seres locais, pois caminhavam em duas patas e eram menos peludos. Fizeram um tipo de fogueira. A princípio, julgara que tinha sido um acidente da natureza e eles estivessem lá procurando abrigo. Os seres faziam barulho de forma continua e ritmada, sem se importar com os outros seres. O ser da caverna havia se lembrado dos grandes animais que vira no inicio de sua reclusão nesse lugar e que já havia algum tempo que haviam desaparecido.

Resolveu descer mais próximo para ouvir melhor e cada vez mais se aproximava do grupo. Gradativamente foi se aproximando e se aproximando, chegando a ficar atrás de algumas folhagens e começou a sondar aquela nova espécie. Seres primitivos, provavelmente supersticiosos que apesar de temerem a natureza, não temiam o fogo a sua frente. Ponto interessante para se estudar. Os sons que emitiam era algum tipo de dialeto, com poucas palavras, mas que repetiam e mostravam ter alguma noção de diálogo. O ser estava começando a entender os sons e a compreender o sentido daquelas batidas, quando foi visto por um deles, um ser pequeno e muito barulhento que chamou a atenção dos outros para sua presença. O ser da caverna desapareceu imediatamente, pelo que pode notar antes de entrar na caverna de novo, os seres do grupo não faziam ideia para onde ele fora e o procuravam em volta da moita em que ele estava. Para eles, o estranho ser havia evaporado ou fugido voando.

De volta a sua reclusão, o ser lembrava daquele encontro e do que vira e ouvira, como também da forma com que fora chamado, a palavra que ele aprenderia mais tarde era ANJO.

continua…

Hipocrisia

Os homens e seus conflitos

Poderia ser definida como “a arte de condenar nos outros, os próprios erros”, é um paradoxo da existência humana e das relações. Segundo alguns especialista em educação infantil como Piaget e  Vygotsky, o ser humano se descobre no momento em que vê o outro, as diferenças e as semelhanças o definem. Mas quando ele cresce, isso muda, aquilo que ele não suporta em si mesmo, também não aceita nos outros. Como aquela pessoa que vive irritada com tudo e com todos e ao menor sinal de felicidade alheia, solta algum comentário destrutivo.

Esse assunto é bastante extenso, portanto, planejo falar dele em partes, como Jack, o estripador. Agora, qual delas seria a mais contundente e de maior relevância. Afinal, todo dia somos vitimas e causadores de mais hipocrisia.

Que atire a primeira pedra, quem nunca fez um comentário acido sobre as roupas de alguém, ou dos seus modos. Agora, o que não podemos permitir é que se institucionalize isso. Se torne uma regra, uma lei. Pois é o caso dos assuntos definidos como “politicamente corretos”. Quando pessoas ocultam suas verdadeiras razões e seus opiniões particulares para tecer críticas a terceiros.

Cases (casos) é que não faltam: notícias pululam na internet como pulgas num cobertor velho. Como o que ocorreu com a polícia britânica que teve que pedir desculpas as mulheres, por causa de uma campanha de alerta, para que elas evitassem beber sozinhas, pois poderiam se tornar vítimas de assaltantes, estupradores e outros tipos de meliantes. Pois, as mulheres ficaram indignadas com o alerta, disseram que isso lhes feria a liberdade de fazer o que querem, mas se esquecem que, em muitos sites da internet existem fotos de mulheres que se excederam na bebida e ficaram, digamos, em situações bem constrangedoras, ou seja, muito vulneráveis a qualquer tipo de ataque.

Mas acompanhando o raciocínio dessas senhoras, eu também tenho direito a minha liberdade e quero exercer ele, como nos casos a seguir:

  • vou deixar meu carro aberto e com o alarme desligado, afinal, não é lícito mexer nas coisas dos outros;
  • não vou trancar o portão de minha casa, isso fere minha liberdade de ir e vir;
  • vou deixar meu neto, de 4 anos de idade, ir a escolinha, sozinho, afinal não existe perigo;
  • vou abrir minha carteira em lugares públicos e quando fizer compras ou usar o cartão no banco, vou falar a minha senha bem alto, afinal, quem irá notar.

Bom, as pessoas de bom senso que me perdoem a lista medonha que acabo de fazer, mas ela serve para mostrar como se confundem liberdade com anarquia. Somos seres sociais e a primeira coisa que devemos fazer é “descobrir que não podemos fazer tudo que queremos numa sociedade”, temos de ceder de um lado para receber do outro.

O que ocorreu nesse caso, serve para muitos outros, como na proibição de fumar em lugares públicos ou a de vender bebidas e cigarros para jovens. Os interessados diretos se sentem lesados em seus direitos, mesmo que recebam benefícios em troca. Infelizmente, os filmes que fazem apologia a uma vida sem regras, ou como dizem “vida loka”, é muito mais contundente em nossas novas gerações do que as antigas sabedorias populares.

Aquelas frases que nossos avôs diziam e que guardamos muito mais por “osmose”, de tanto ouvir, do que por conhecimento adquirido:

  • a ocasião faz o ladrão;
  • em boca fechada não entra mosca;
  • quem criar cobra, acaba mordido;
  • macaco velho não bota a mão na cumbuca.

Aqui estão alguns exemplos que mostram que a prudência e a cautela fazem bem a nossa vida, o difícil é colocarmos em prática, mas acredito que se isso fizer o bem a uma pessoa, valerá a pena dar o recado.

Minha proposta é discutir cada dia, um novo assunto, dentro desse tema, para expurgar esse repugnante vício que é a “hipocrisia humana”.

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