O tijolo e a palavra

O tijolo sonha em ser…

A palavra sonha em ser…

Com tijolos construímos prédios,

Prédios que abrigam pessoas…

Com palavras construímos idéias,

Idéias que melhoram a vida das pessoas!

O tijolo almeja em ser…

A palavra almeja em ser…

Com tijolos construimos estradas,

Estradas que conduzem as pessoas de um lugar para outro!

Com palavras construimos um caminho,

Um caminho entre o que fomos e o que seremos!

O tijolo sonha em ser…

A palavra sonha em ser…

Com tijolos contruimos pontes,

Pontes que ligam cidades, países… pessoas!

Com palavras nos conectamos,

Nos conectamos com a alma e o coração das pessoas!

Como o tijolo, a palavra é instrumento,

Instrumento para construir idéias, caminhos e conexões,

Ferramentas para um novo mundo e ferramentas para a paz!

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São Paulo vista por um estrangeiro!!!

A vista da cidade por olhos diferentes

Como disse anteriormente em outro post aqui publicado, seria interessante haver um concurso de fotos sobre a cidade de São Paulo, como por exemplo, as fachadas de prédios. Nesta cidade de estilos tão diferentes, existem maravilhas arquitetônicas que vivem ocultas a meio de tantos prédios de perfil “quadrado”, prédios estes que se fossem narrativas, seriam tão somente “politicamente corretos”, práticos e sem nada a acrescentar aos nossos olhos. Mas existem outros, com singulares combinações de materiais, formas e cores que nos enchem a própria alma, como se vivos fossem. A esses, dedico essa breve matéria.

Aproveitei para atualizar as fotos, espero que gostem!!!

Palacete Martins Fontes, Avenida Ipiranga

Palacete Martins Fontes, Avenida Ipiranga

Mercado Municipal
Mercado Municipal

 

 

 

O trem urbano, um personagem de nossa paisagem...

O trem urbano, um personagem de nossa paisagem…

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Rua paralela a 25 de março

 

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Prédio na Avenida Senador Queiroz

Um pouco de São Paulo

Da garoa ao concreto

Esta cidade pode ser vista de vários ângulos, de muitas formas e em vários horários que uma coisa será sempre igual, ela surpreende. Surpreende ver de manhã, o sol entre arranha-céus como um intruso a nos tocar o rosto, de uma forma quente e singela. Nos surpreende pelos seus tipos estranhos, em cada esquina um manequim diferente que salta aos nossos olhos. Um andarilho que grita, um personagem estranho, vestido como um apóstolo em dia de hallowen.

Gosto de decorar a paisagem por onde o ônibus passa, como se cada prédio ou casa fosse uma palavra nova a ser descoberta. Cada detalhe, curva, cores e texturas que formam textos diferentes em cada trajeto. Como se subir uma rua lhe contasse uma história diferente do que ao descer a mesma.

Vejo os monumentos, que muitas vezes jazem em lugares errados, como estátuas que foram esquecidas em alguma praça, mas que ali nada representam. A sucessão de eras políticas que somente advogam ao favor de uma ideologia, a de quem vence cria essas distrações disformes, ao mexer com a paisagem.

Pessoas, pessoas, pessoas, aquilo que mais se vê aqui são pessoas, de todos os tamanhos, tipos e cores, como se as calçadas fossem arco-iris paralelos as ruas. Se movem o tempo todo e a imagem que olhamos, muda em um piscar de olhos, como se fosse feita de areia. A areia da praia que o mar carrega e muda a cada maré.

Que sorte um poeta poder viver num lugar desses. Um lugar, onde o comum não é nada comum, uma sucessão de nomes estranhos, que se não o forrem, algum especialista o tornará estranho. Como a estação de metrô que chamam de Pedro II. Quem destituiu o rei, cadê o seu Dom ou querem reescrever a história.

Não precisam temer o passado, ele não é um fantasma a lhes tirar o sono, é apenas a sua origem que a cada pedra erguida, a cada monumento erigido constrói uma cidade que não para, não dorme e sempre nos alegra!!!

Metrópoles

Se você fosse um alienígena em visita ao planeta Terra, com certeza iria pensar que o ápice da evolução humana são as Metrópoles. Afinal, as grandes cidades possuem um visual magnífico e o conhecimento humano está amplamente difundido em grande conjunto de obras, dos mais variados estilos e cores. Formam um mosaico gigantesco e mágico.

Para quem veem de uma pequena cidade, o fascínio é contagiante. A Metrópole parece um ser que vive, mas não dorme. Um camaleão que não se disfarça, ao contrário, procura se destacar cada vez mais. Os detalhes saltam aos olhos. Nada está no lugar que está, por acaso. E quase que, mesmo ao construirmos individualmente nossas residências, exista uma cumplicidade nessas obras. Grandes e pequenas, opacas e brilhantes, coloridas ou monótonas, elas se completam e se intercalam num imenso jogo de dominó.

As vias públicas servem de argamassa para colar as peças desse imenso cenário. As avenidas e ruas fazem uma borda em cada quadra como se fossem a travessa de um bolo. As árvores completam a imagem, infelizmente não são muitas, mas dão um toque de vida a todo esse aço e concreto.

Para finalizar, as grandes obras, como tuneis e viadutos, pontes e estações. As obras públicas, em geral são testemunhas da história local. Cada obra encerra em si, um testemunho vivo daqueles que por ali passaram. Como se a energia que os homens empreendem em construir sua cidade ficasse impregnada nos tijolos ali empilhados, dando a cada obra um coração vivo, que só aparece se o passante estiver pronto para ver e ouvir.

Vista de uma metrópole

Vista de Nova York, exemplo de metrópole.