Para bem entender o demônio!!!

Quem sabe as diferenças entre direita e esquerda?

Percebo ultimamente que muitas pessoas, de boa fé, estranham os textos publicados pela internet que ressaltam sobre diferenças ideológicas e suas consequências em nossa sociedade moderna. Pessoas com um mínimo de bom senso, se perguntam por qual motivo se escreveria um texto para se combater uma coisa como o comunismo, se todos bem sabem do fim da antiga União das Repúblicas Socialistas Soviéticas e sobre a abertura de mercado na China.

Para uma pessoa com uma cultura mediana, isso bastaria para indicar que os escritores desses sites, estão “caçando fantasmas” ou são paranóicos e acreditam em “teorias da conspiração”. Mas na verdade, não é nada disso, o perigo é real e ele espreita em cada esquina. Contudo, fica a pergunta: como perceber a diferença?

Quando você se depara com um texto de esquerda, seja ele escrito por um militante ou por uma pessoa de boa fé que estará divulgando idéias marxistas e na maioria das vezes, nem sabe disso, quais são os pontos a verificar? Geralmente os textos tem um fundo apelativo, ou seja, recorre ao emocional do leitor para que obtenha a sua adesão, a sua lógica aparenta ser correta. Possui uma cadeia de idéias, geralmente baseadas em premissas universais. Em outras palavras, coisas óbvias e de conhecimento geral, mas o erro ocorre ao finalizar o pensamento, o resultado é sempre desviado daquilo que seria o correto!

Um exemplo de um autor esquerdista:

“Porque nossa tradição gramatical e pedagógica ainda sofre de um arraigado espírito colonizado. Muitos desses supostos “erros” só recebem essa classificação porque não fazem parte dos usos dos portugueses, do outro lado do Atlântico. Pode parecer inacreditável, mas muitas das prescrições da pedagogia tradicional de língua até hoje se baseiam nos usos que os escritores portugueses do século XIX faziam da língua…  Temos uma língua própria, mas ainda somos obrigados a seguir uma gramática normativa de outra língua diferente. Às vésperas de comemorarmos nosso bicentenário de independência, não faz sentido continuar rejeitando o que é nosso para só aceitar o que vem de fora. Não faz sentido rejeitar a língua de 190 milhões de brasileiros para só considerar certo o que é usado por menos de dez milhões de portugueses. Só na cidade de São Paulo temos mais falantes de português do que em toda a Europa!”

O texto é uma entrevista com Marcos Bagno, aparenta ter uma certa lógica e a príncipio, qualquer pessoa concordaria, todos sabemos que o nosso idioma veio de um país de outro lado do Atlântico e que as regras não mudaram de forma radical nos últimos anos, mas qual é o conceito que ele passa, qual é a moral dessa história? Ele sempre entra nas questões sociais como se isso fosse a razão para usarmos ou não corretamente a nossa língua. Não aceitam as regras e as tradições linguísticas como se isso fosse alguma doença e tratam os escritores como “persona non grata” e querem sempre que se retire o ensine da gramática no ensino fundamental. No fundo, uma forma de alterar o modo operante do profissional docente e alterar a sua posição na sociedade.

Isto está perfeitamente embasado pelas obras de Antonio Gramsci, “Cadernos do Cárcere” que podem ser resumidas assim: “amestrar o povo para o socialismo antes de fazer a revolução. Fazer com que todos pensassem, sentissem e agissem como membros de um Estado comunista enquanto ainda vivendo num quadro externo capitalista.” O que significa que o profissional (docente) teria seu papel social totalmente reformulado e aquilo que o torna uma pessoa capacitada para exercer a sua atividade seria jogado no lixo. A legitimidade estaria comprometida, pois os conhecimentos que, a priori, seriam o mínimo necessário para que pudesse exercer a profissão não poderiam mais ser cobrados, pois eles ensinariam sem as regras, combatendo a tradição e a normatização vigente.

Outra questão que esse e outros autores colocam é que nossa posição de “terceiro mundo” (espírito colonizado) e dependência de outras nações seria devido a esse idioma, contudo, aos testarmos essa teoria, vemos não ser verdade. Qual outro país que foi colonizado no mesmo período que o nosso, por uma nação europeia, possui uma grande extensão de terra e diversos “regionalismos” e que ainda mantém o idioma e as regras originais de sua língua?

Resposta: Os Estados Unidos da América, país este, que não possui qualquer dependência e está em posição mais privilegiada do que sua antiga metrópole. Se o número de falantes, como ele cita acima, pudessem alterar de qualquer forma a escolha do idioma ou as suas regras, os Estados Unidos já teriam alterado as deles e diferente daquela música italiana “parla americano”, o nome do idioma deles é inglês (english) ainda.

Dica: não existe ainda oficialmente um português brasileiros, como muitos pregam.

Quando D. Pedro I realizou a Independência do Brasil, ele não imaginava que precisavamos de uma indepência linguística, visto que ele era português nato e nem sequer os seus sucessores, como na Proclamação da República cogitaram tal alteração. Outra coisa, bastante óbvia, que eles tanto divulgam é que a língua falada é diferente da escrita. Com certeza isso existe e não irá se alterar mesmo com as “mágicas” propostas desses autores. Não parece “gritante” que a fala possui diferenças no seu modo de uso com os modos da escrita e que podemos pronunciar palavras iguais com entonações diferentes e conseguimos com isso, outros resultados. Na fala, existem onomatopéias (sons de objetos, animais ou situações) que são dificeis de reproduzir na forma escrita. Por sua vez, as regras escritas uniformizam os textos e permitem que falantes de diferentes níveis possam se entender. Não se trata de nenhuma imposição, isso é uma convenção e o fazemos para poder nos comunicarmos.

Um detalhe importante, alguns dizem que não existe regras para o português coloquial, pura balela, existem tantas regras quanto no escrito, contudo, o regionalismo, os grupos sociais com que se relaciona e os níveis exigidos em cada situação fazem com que o falante altere suas formas de expressão e lance mão de um vocabulário ou de outro a cada momento, ou seja é uma flexibilização. Para verificar isso, faça um teste, se não existem regras, vá até uma praça pública e procure pedir informações falando como o Tarzan do cinema e veja se as pessoas não vão o considerar como um doido.

Aproveitando o ensejo, isso foi proposital, aqui caberia um comentário sobre o famoso “preconceito linguístico” que tanto pregam, faça o mesmo proposto acima utilizando um vocabulário e uma entonação regional diferente do lugar que se encontra para verificar as reações dos passantes. Segundo “psico-intelectuais” (psicologo + pseudointelectual) existe uma guerra acontecendo lá fora e você será terrivelmente agredido. Pois bem, posso afirmar que não ocorrerá mal trato algum, sou sulista e meu sotaque é “gaúcho” e desde que vim para São Paulo, sou bem recebido em qualquer lugar que vou e no máximo, tiro algumas risadas com alguns termo oriundos de minha terra.

Para quem se sente constrangido em não saber usar todas as regras gramaticais, existe um consolo, muito poucos o sabem, contudo, jogar pela janela os livros de regras deliberadamente é uma atitude leviana. Usam o fato das crianças não poderem guardar todas as regras como motivo para não se ensinar regra nenhuma. Ignoram a evolução cognitiva das crianças e das alterações que ocorrem quando essas se deparam com a escrita. Diferente da fala, a escrita requer uma maior atividade abstrata, pois se trata um símbolo que independe do objeto e do falante e que pode dar resultados diferentes por causa das diversas combinações possíveis.

“Ao formular o conceito de zona proximal, Vygotsky mostrou que o bom ensino é aquele que estimula a criança a atingir um nível de compreensão e habilidade que ainda não domina completamente, “puxando” dela um novo conhecimento. “Ensinar o que a criança já sabe desmotiva o aluno e ir além de sua capacidade é inútil”, diz Teresa Rego. O psicólogo considerava ainda que todo aprendizado amplia o universo mental do aluno. O ensino de um novo conteúdo não se resume à aquisição de uma habilidade ou de um conjunto de informações, mas amplia as estruturas cognitivas da criança. Assim, por exemplo, com o domínio da escrita, o aluno adquire também capacidades de reflexão e controle do próprio funcionamento psicológico.

Mesmo que você não guarde todas as regras, o conhecimento delas altera a sua forma de pensar. Um questão que apareceu há muitos anos atrás, foi o gibi do Chico Bento. As professoras de Português levantaram a hipótese de que as crianças poderiam começar a falar errado ao lerem esse tipo de historinhas. Contudo o que se presenciou foi bem diferente, as crianças entendiam o universo do personagem e que a sua fala era apenas uma característica dele. Da mesma forma, quando liam histórias do Cebolinha não começavam a trocar os “r” pelo “l”.

Grandes Autores

Existe ainda quem defenda a retirada da grade currícular, do estudo de Grandes Autores de nossa língua para os estudantes e que eles não trariam benefícios aos mesmos. O que eu lí ultimamente aparenta ser o seguinte, os Grandes Autores seriam apenas para mostrar as formas de linguagem que estariam em desuso e seriam apenas para exemplos gramaticais. Contudo, devemos ressaltar que os assim chamados “Grandes Autores” não eram essencialmente docentes ou linguistas, possuiam profissões distintas e não contribuiram apenas para a expansão e o uso do nosso idioma, contribuiram em muitas áreas do conhecimento humano. Luis Vas de Camões era soldado mercenário, Fernando Pessoa era tipógrafo, Carlos Drummond de Andrade era farmacéutico formado e funcionário público, alguns eram médicos, outros engenheiros e todos contribuiram de alguma forma. Mas parece estranho que tentem estudar a língua e suas origens sem esses ilustres personagens, o que querem ocultar de nossos jovens? Qualquer filosofo diria que o melhor conselho é “ler” e ler muito para se obter todos os pontos de vista e não ser engando pela primeira impressão dos fatos. Quem lhe disser que não necessita disso, responda “isso é balela”, todos os regimes autoritários tentaram coibir a difusão de idéias e até mesmo com a queima de livros. Não aceitem de forma alguma que isso se repita!

Finalizando, você perceberá que os textos de direita se divergem em vários pontos, são pensadores livres que possuem pensamentos diferentes uns dos outros e estão defendendo valores como a tradição, a propriedade, a liberdade e a religião, cada qual em seu grau de posicionamento e de sua forma. Talves não concorde com um ou com outro, mas isso é próprio da política liberal. Contudo os esquerdistas estão sempre em uma mesma linha, um mesmo pensamento, quando um é desmascarado, outro o substitui. Por isso se assemelham tanto.

“Como você diz que é um comunista? Bem, é alguém que lê Marx e Lênin. E como você diz um anti-comunista? É alguém que entende Marx e Lênin.” Ronald Reagan

Dica de leitura: O Alienista de Machado de Assis, que expõe temas como a observação da sociedade, estatísticas e modos de comportamento. Quem julgo os outros loucos, acaba se descobrindo mais louco ainda.

Big Data, um novo desafio

Um termo bastante difícil de definir

Segundo o buscador do Google na França, o termo Big Data tem tido um acréscimo de buscas pela Internet, de mais de dez vezes, entre dezembro de 2011 e dezembro de 2013.  Este termo, por definições aceitas, refere-se à coleção, exploração e análise de grandes quantidades de dados, como uma coleção de números, imagens, textos, genes, estrelas, partículas ou dados de tráfego, entre outros. A palavra Big (grande) pode significar o que o ouvinte entender, desde os milhões de gigabytes que as grandes empresas de Internet possuem como o Google e o Facebook.

Os especialistas acreditam que a popularização desse termo tenha sido muito maior devido as promessas do que pelo conceito. Desde que Edward Snowden divulgou documentos secretos do órgão de intelegência do qual fazia parte, a NSA (National Security Agency) Agência de Segurança Nacional, o termo encontrou um outro par. Além de Big Data, o Big Brother (termo relativo ao estado que vigia e manipula seus cidadãos) que foi criado por George Orwell em seu livro 1984.

Os especialistas tem cada vez mais seduzido membros de diversas áreas com as promessas das grandes possibilidades dos Big Data, como na área médica para melhoria de diagnósticos e precisão nos tratamentos, campanhas publicitárias com melhor resultado de retorno através da Internet, as estimativas de prêmios de seguros, recomendações de compras on-line para comerciantes e até a evolução dos crimes para a polícia.

Desde que foram criados os “banco de dados”, os quesitos mais importantes nunca foram os dados em si, mas a forma de relacionar cada registro com os outros para se obter um resultado que realmente valesse a pena. Quantos infográficos são produzidos que na verdade não se referem a coisa alguma palpável e que iludem os leitores. Outra questão importante é o desenvolvimento de linguagens que possam ser responsáveis em criar softwares (programas) capazes de lerem todos esses dados e formarem um panorama que possa ser entendido pela mente humana. Como um programa da Bolsa de Valores americana que mostrava um campo de trigo e aquelas ações que melhor desempenho tinham, eram mostrados como o trigo mais alto se revelando na paisagem.

“A coisa mais indispensável a um homem é reconhecer o uso que deve fazer do seu próprio conhecimento.”Platão

Fonte: Le Monde – Fr.

O Senhor está no céu!!!

Até parece ser uma afirmação Bíblica

Mas na verdade, essa frase não se refere a religião, apenas em seu sentido ambiguo! Pois foi com frases como essa que após os anos 60, começaram a parecer a “cultura” do politicamente correto que foi mal utilizada e dava as pessoas um certo sentido de humildade que não tinha o menor bom senso.

As pessoas  de meia-idade começaram a abdicar de sua condição e negavam veementemente que estariam envelhecendo. Quando alguém se referia a elas com os devidos pronomes de tratamento: o senhor ou a senhora, recebiam “como uma bofetada” a seguinte resposta: “senhor(a) está no céu”. Minha saudosa mãe ainda caprichava mais um pouco e completava com um: “velha é a sogra da sua vô”.

Contudo, isso causou e ainda causa diversas consequências (palavra muito esquecida), que são perniciosas em nossa cultura. O envelhecimento é algo natural e devido a ele a nossa hierarquia muda. Quem estava como jovem, se tornará um dia ancião. Nada mais justo que ele seja tratado como tal, com respeito e educação, contudo numa ansia de sermos mais humildes e parecermos todos iguais não aceitamos mais tais tratamentos.

Isso beneficia à quem, apenas aqueles militantes de esquerda que sonham com utopias estranhas a sociedade humana, pessoas que com falsas promessas, dizem que somos iguais e que a nossa hierarquia é apenas uma forma de “coerção”. Quanta besteira, eles apenas não dizem que após você aceitar as teorias deles e chamarem uns aos outros de “camaradas” irá ter “camaradas” que iram mandar na sua vida e que a classe dominante vai ser a classe que eles criarem, ou seja, eles mesmos.

Certas coisas não são ruins em si mesmas, contudo podem causar grandes estragos. Nesse caso, não foi apenas os pronomes de tratamentos usados coloquialmente que sofreram, mas todos eles, seja pelo uso incorreto ou pela sua exclusão. Qualquer um virou “Doutor” sem ser médico ou Juiz e em compensação não colocam mais Vossa Reverendíssima para os Padres, ou Dom para aristocratas, como fizeram com a estação de metro, agora denominada Pedro II. O nosso terceiro regente, segundo imperador e o único líder de nosso país que governou por mais de cinquenta anos, de repente perdeu seu título.

E das palavras para os atos é apenas um pulo, pequenos gestos e costumes começaram a desaparecer, a boa educação e o respeito mudaram de sentido. Se diz ser ridículo mostrar alguma deferência para com os outros, com os mais velhos e com as autoridades. Reclamamos de não receber aquilo que não sabemos dar, o exemplo.

“Os fenômenos humanos são biológicos em suas raízes, sociais em seus fins e mentais em seus meios.”  Jean Piaget

Eu acho que vi um gatinho!!! Eu ví sim!

A nova roupagem do mal

Todo mundo se lembra do personagem Piu-piu, um passarinho amarelo que escapava dos planos do gato Frajola, contudo alguém já se perguntou pela razões do pássaro, o gato era óbvio e direto, suas intenções eram a de mastigar e engolir o Piu piu. Contudo o pássaro amarelo que inicialmente parecia apenas escapar das armadilhas e dos truques do gato, na verdade tinha a intenção de destruir o felino.

Diversos grupos e movimentos sociais vestem essa roupagem, de vítimas, indefesos e que não querem prejudicar ninguém, contudo são os mais maquiavélicos, tramam na calada da noite e destroem a sociedade. Usam a máxima de Lenin como um slogan de propaganda, serve para tudo, o famoso “xingue-os do que você é, acuse-os daquilo que você faz”. Compartilham mensagens com forte apelo sentimental, como a frase do Piu piu que faz dar dó no coração das pessoas e quando você abaixa a guarda, já está “morto”, como o gato Frajola. Só que o felino volta sempre no próximo episódio.

Parece tudo muito abstrato mas é fácil perceber no mundo real, campanhas da ONU para combater a exploração de mulheres, que qualquer pessoa de “bom coração” apoiaria, servem de “cortina de fumaça” para interesses escusos, como a liberação da prostituição. Basta perguntar: “quem será explorado nessa história?”. Nem preciso mencionar a “intragável” FEMEN que diz lutar pela dignidade da mulher com os “seios de fora”, que tipo de dignidade é essa? Seria como fazer uma campanha pela virgindade destribuindo camisinhas, não ter o menor nexo.

Os comunistas e aqueles influenciados pela sua ideologia, que nem sabe que são, recorrem a esses artifícios para parecerem pessoas de “boas intenções” perante a nossa sociedade. Costumam lutar pelos seus direitos, pela sua liberdade, lutar contra a exploração, maus-tratos e tudo aquilo que representa a “elite burguesa”. Basta um “espanador” e esse “pó” de boas intenções desaparece. Eles escondem sua verdadeira face atráz de algumas omissões, eles não dizem tudo, apenas a parte conveniente do discurso e como um “anzol”, fisga os “peixes” desavisados que acreditam ter algum ganho nisso.

Aonde está a tal burguesia que tanto proclamam, quais são os valores que ela defende e quais são os meios da mídia por onde são vinculadas tais idéias? Se a resposta pudesse ser uma imagem, seria algo bem pequeno, pois a chamada “burguesia’ no Brasil, nada tem de tradicional ou que esteja tão distante da nossa realidade, aqui existe médico que é primo do porteiro e formados em engenharia que vendem cachorro-quente. Se não são as pessoas são os valores?

Não, pois em nossa breve história não tivemos tempo em distinguir os costumes pelas camadas sociais, apenas tentamos dar um pouco de refinamento ao caos de uma colonização tão heterogênea e dar alguns “bons modos” a nossa população. Mas se não é isso, o que eles combatem? Tudo o que torna a nossa sociedade diferente de uma barbárie, como dizia Nietzche. As pessoas medíocres, que ele chamavam de “filisteus”, conseguiam enxergar nas formas mais caóticas um certo padrão, ou seja, acreditavam que se algo repetia, era porque era correto. Esses “filisteus” não sabiam o que era cultura e o que era barbárie e optavam pelo último.

Qualque semelhança com a realidade atual de nosso país, não é mera coincidência”

Podem verificar que palavras como “cultura”, “artes” e “entretenimento” sairam de moda e foram substituidos por “funk”, “manifestação” e “rolezinho”, as palavras saem de um “forno” de algum “padeiro louco” e são indiscriminadamente veiculadas pela mídia como verdades absolutas e como se fossem “cartorários”, jornalistas dão o seu avál para as maiores loucuras cuja intenção é apenas confundir o público em geral.

Como se dizia em Goías e Mato Grosso, o famoso “boi de piranha”, uma pobre vítima para salvar uma boiada é oferecido em notícias escandalosas para atrairem as atenções enquanto as pequenas e graves mudanças ocorrem. A gradativa “tolerância” ao consumo de maconha e crack, as tentativas de se destruir a instituição familiar e o uso de “bandeiras” de tolerância sexual para poderem liberar a pedofilia e outras formas de fetiche.

Não menos importante é a guerra que se trava contra os valores cristãos e não são as mudanças do Concílio Vaticano II a que me refiro, são as pequenas mudanças, as concessões e o politicamente correto que gradativamente nos priva de nossa tradição e da nossa fé. Ter caráter, ser honesto, trabalhar pelos seus ideais é coisa vista como ultrapassada pois não se “bota canga” naquele que sabe o que quer. Mas as pessoas que descrêem de tudo, não possuem motivação e querem viver do “comodismo” são as presas mais fáceis.

“As convicções são inimigas mais perigosas da verdade do que as mentiras” Friedrich Nietzsche

Poluição Visual no Metrô

Somos obrigados a ver tanta propaganda

Apesar da lei que proibe outdoors nas ruas de São Paulo ou placas fora de uma certa medida para que não sejam feitas excessívas distrações aos motorista e para tentar padronizar a paisagem da cidade. O mesmo não vale para as estações e os trens do metrô de São Paulo.

Acompanhei alguns comentários a respeito dessa lei, tanto contra ou a favor, o que me causou estranheza é que falam a respeito da liberdade de escolha do indivíduo que anda pela cidade, que esta liberdade estaria sendo violada pois os indivíduos não poderiam fechar seus olhos quando passam por essas propagandas. Contudo ninguém fala sobre essa liberdade quando o assunto é mídia, tanto a televisiva, a impressa ou ainda a internet.

A lei que proibe o uso de outdoors na cidade, apesar de coercitiva sobre a forma de propaganda, ela é democrática no quesito de quem é regulamentado, ou seja, todas as empresas devem acatar essa lei, independente de seu tamanho ou de sua atividade comercial. Quanto aos advogados opinarem sobre isso, parece bastante improdutivo, visto que eles ainda seguem em sua própria atividade, uma antiga norma para que a sua propaganda seja bastante discreta e se limite a pequenas plaquetas e aos cartões pessoais.

O metrô é bastante loquente nos quesitos de falar sobre si mesmo, dando ares de primeiro mundo aos serviços prestados, contudo, os serviços ainda carecem de uma humanização, como toaletes, bebedouros, fraldários e assentos nas estações, como também a diminuição gradativa dos assentos dentro dos vagões. Os avisos que recebemos são apenas as obrigações dos passageiros e as normas de uso dos trens, mas e as responsabilidades dos funcionários dos metros e da instituição com os seus usuários.

Em particular, existe uma norma que proibe que se peça esmola ou se pratique o comercio ambulante nos trens e nas estações e ainda pede para que os usuários não encorajem tais atividades, contudo, o que torna isso uma incoerência são os cartazes e os monitores espalhados pelas estações e pelos trens, uma verdadeira poluição visual. O comércio ambulante e as esmolas são proibidas, contudo, o metrô não se cansa em “passar o chapéu” para multinacionais com propagandas de filmes e para uma grande emissora de tv aberta com chamadas sobre novelas e espaço para moda com referência aos artistas dessas novelas.

Diferente da lei dos outdoors, o metrô faz distinção em suas normas e prestigia aos grandes contratos, dando aos estrangeiros uma imagem falsa de prosperidade. Os usuários são desprezados em poderem opinar sobre as imagens que são obrigados a assistir no metrô e ainda não possuem um serviço a altura do preço pago. Diferente do ônibus, no metrô, o passageiro paga antes de entrar no trem, ou seja, receber o serviço e não existe a gratuidade se sair da estação, apenas se mudar de linha (diferente do ônibus). Outras coisas que faltam, seria um informe nas plataformas de quanto tempo demoraria o próximo trem e quais as normas (fixadas nas paredes) que os serviços de metrô são obrigados a realizar, qual o tempo máximo de espera nas estações e quais os motivos das paradas entre estações.

Fora dos chamados  horário de pico, costuma-se fazer pausas entre as estações ou ter um maior tempo de parada, sem qualquer justificativa da empresa ou comunicado aos passageiros, sendo uma afronta aos direitos dos cidadãos e quando falam em  melhoria, fazem catracas de vidro que na verdade, possuem como objetivo impedir a passagem livre de crianças menores e estão sempre querendo diminuir o limite de idade para que esses possam receber a gratuidade.

“Povos livres, lembrai-vos desta máxima: A liberdade pode ser conquistada, mas nunca recuperada.”  Jean-Jacques Rousseau

A lei da palmada ou …

Um verdadeiro tapa nas caras dos pais

A lei que retira a autoridade dos pais e a polêmica de um livro norte-americano que orienta sobre o uso de “corretivos físicos” na educação de crianças.

O projeto de lei chamado de “Lei da Palmada” que está em trâmite no Senado federal para ainda ser sancionado pela Presidente, representa um golpe contra a autoridade dos pais e tende a transferir para o Estado a responsabilidade da Educação dos filhos. Com aquele velho discurso de maus tratos e violência domêstica, os ditos “especialistas’ querem pintar um quadro “muito mais feio do que o é” na convivência entre pais e filhos. Contudo, com apenas um pouquinho de bom senso, pode se revelar que existe uma grande distância entre a violência e uma palmada e que as “boas intenções” por trás dessa iniciativa não são tão boas assim.

Hoje, os pais se encontram de mãos atadas, a “nova educação” que lhes foi mostrada pelo ECA não funciona e não adianta tentar “comprar” seu filho com produtos de cunho consumista, pois até mesmo eles, percebem a perecibilidade do êxtase gerado pelo sistema de consumo compulsivo. Hoje, temos jovens que aprendem muito mas nada sabem, são resultados de um sistema no qual se premia o discutir, o criticar, mas não o apresentar argumentos, da mesma forma como temia Platão:

“Platão aprovava o adestramento dos jovens na técnica dos debates, mas achava que o modo pelo qual os sofistas a ensinavam arriscava corromper os alunos, viciando-os em contestar tudo e qualquer coisa e fazendo deles discutidores vazios que, confiantes no poder ilimitado da refutação, acabavam por não acreditar mais em nada. Tornavam-se contestadores cínicos e carreiristas amorais.”

Trecho retirado do artigo “Ainda a educação grega” escrito pelo filósofo Olavo de Carvalho no site “Mídia sem máscara“, isso é claro, demonstra um horizonte muito “bom” em comparação com a realidade brasileira, pois os jovens de Platão sabiam dialogar, ou seja, compreendiam e utilizavam a sua língua de maneira correta, nesse ponto, o que temos hoje são “analfabetos funcionais” e o pior, existem professores que querem que a sua ignorância se torne padrão para afundar mais ainda esse barco.

A Antropologia define a linguística como a ferramenta para transmissão da cultura dentro de um povo, no caso, antigamente eram todos os membros da tribo ou povoado que seriam responsáveis pela educação dos jovens e os pais (responsáveis diretos) pelos castigos que receberiam caso transgredissem alguma norma. O que ocorre ultimamente é que se criou uma fenda entre as gerações e essa cultura está se perdendo, como os valores que elas representam.

A pergunta seria, o que é pior? Uma cultura que ensina métodos de castigo e punição ou uma ausência de normas, aonde o “sadismo” humano pode se demonstrar da forma que quizer? Não adianta virem com esses “cânticos de utopias” de dialogos, pois desmontaram até a linguagem, pais e filhos não estão na mesma sintonia. O conteúdo “objetivo” aprendido na Escola não consegue ser a forma de moldar nesses jovens espíritos os valores como a honra, a honestidade, a dignidade e a responsabilidade, e o pior, palavras como caráter, civismo, pátria e nação são vistas como palavrões.

Quando a juventude procura um objetivo que não encontra em sua casa ou na sociedade, costuma ter um sentimento de vazio interior e começa a procurar em outros lugares. As gerações mais novas sempre fazem de tudo para contrariar e constranger as gerações anteriores nessa busca. Basta lembrar os jovens dos anos 50 com jaquetas de couro e motocicletas e os hippies dos anos 70. O que temos agora é uma síntese de todos esses movimentos. A juventude está fazendo de tudo para constranger, violam o próprio corpo, não respeitam a si mesmos ou os outros e não entendem o que pode ser um limite.

Existem verdadeiras operações de “emburrecimento” para ajudar ainda, posts que aparecem nas redes sociais e até propagandas que acabam dando novas definições para diversas palavras, por exemplo, a palavra respeito: dizendo ser apenas, “fazer aos outros o que gostaria que os outros fizessem por você”. Bem diferente da sua definição de dicionário:

“A palavra respeito provém do latim respectus e significa “atenção” ou “consideração”. De acordo com o Dicionário da Língua Portuguesa da Porto Editora, o respeito prende-se com a veneração ou a obediência para com alguém. O respeito inclui cuidado, consideração e deferência…O respeito não só se manifesta pelas atitudes das pessoas ou pelas leis, mas também se exprime para com a autoridade, como acontece com os alunos em relação aos professores ou ainda com os filhos em relação aos pais.”

Quando li a respeito de um livro norte-americano publicado por um pastor que ensina métodos de castigo e punição à crianças, confesso que me espantei. O motivo de tal publicação é gritante,  a total ausência de comunicação entre as gerações, essa grande lacuna que se criou e a perda gradativa da cultura ocidental e de seus valores. Como sempre, os jornalistas adoram demonstrar de forma quase “caricata” esse tipo de assunto. A polêmica seria devido ao incidente de pais que teriam espancado até a morte seus filhos, na matéria, foi mencionado três casos e que esses pais teriam sidos induzidos por terem lido a publicação e a seguido.

A educação de crianças e de jovens não é como uma receita de bolo, não existem métodos para todos os casos, as situações variam e dizer que alguém seguiu a risca um método e agiu até matar é de uma enorme “estupidez”. Pessoas não são máquinas e não agem assim, elas possuem interações e essas interações geram sentimentos diversos e o controle dessas emoções é algo extremamente dificil, diga se de passagem, os psicólogos. Por isso temos a cultura e ela é a única que consegue moldar as pessoas de forma que nem elas consigam escapar. O velho ditado diz, macaco vê, macaco faz representa bem isso. A melhor forma de educar é sem dúvida a do exemplo e educamos os jovens para serem os futuros pais.

Se você na infância, aprendeu que um castigo só pode ser recebido quando você ultrapassou um limite e que esse castigo foi direto e proporcional à sua falta, com certeza, irá repetir isso com seus filhos. Não se trata de ódio, de algum rancor ou sadismo, apenas a simples justiça. Não sei se foi erro de tradução, mas no texto que li, fala sobre castigo com galhos. Bom, eu nunca ví isso, na minha terra, se usava varas e muitos a denominavam “varas de marmelo”(flexiveis e inquebráveis), contudo, não existiam mais árvores de marmelo em nossa região, apenas usavam o nome. Pode se usar um chinelo também, mas o importante é o fator psicológico muito mais do que o físico. Não se trata de espancar ninguém, apenas demonstrar que um limite foi ultrapassado e que você foi obrigado a ultrapassar o seu.

Parta sempre da premissa de que as crianças são inteligentes e possuem a capacidade de aprender da mesma forma, coisas certas e coisas erradas, com um agravante, o errado é sempre mais atrativo. As situações em que elas podem fugir das regras são infinitas, visto a criatividade humana ser ainda extremamente surpreendente. Sempre segui certas regras para conduzir a educação de meus filhos, que aprendi com meus pais, claro que aprendi a duras penas, confesso! Mas na me arrependo disso!

Uma surra é uma medida extrema: antes de fazer isso, procure conversar, se a conversa não surte efeito, parta para a bronca e se a bronca não dá certo, tem de dar um castigo ou uma punição.

Um castigo é sempre uma boa alternativa: quando se deixa uma criança sentada em um banquinho ou sem aquele doce ou brinquedo que ele gosta, pode dar resultado, desde que não seja apenas para que você possa desfrutar de alguns momentos de silêncio e sim, seja para educar seu filho. Ele ira perceber isso!

Nunca deixe para amanhã, o que pode fazer hoje: se tiver que dar um tapa na bunda, que seja agora, se fizer isso depois, perdeu a chance de dar uma lição e apenas irá ser odiado por isso.

A qualidade vale mais que a quantidade: se tiver de fazer, faça uma vez e bem feito. Não estrage o momento com um arrependimento, se sentir remorso que o faça trancado em um quarto, não demonstre fraqueza, pois a criança perceberá isso e não te respeitará nunca mais.

A punição terá de ser proporcional a falta: esse é o mais dificil de pesar nessa história, mas lembre que o castigo representa a ultrapassagem de uma linha divisória e não um sistema exato de premiação. O objetivo do castigo físico é que o caso não se repita novamente e que não terá de dar o castigo de novo também.

Se tiver de repetir alguma punição, pare e pense, isso é realmente necessário? Se sim, alguma coisa está errada e deve rever toda a situação, quais as causas para essas faltas, existe o ambiente ou a participação de terceiros ou é você mesmo o motivo e ele está apenas querendo te desafiar.

Como diz o famoso educador Içami Tiba: Quem ama, educa! No caso, ele é totalmente contrário aos castigos físicos em sua filosofia e propõe métodos alternativos, eu lí o seu livro e considerei muito interessante, contudo, existem situações que podem ultrapassar aquela propostas feitas por psicólogos e terapeutas, pois os nossos sentimentos e atitudes podem também influenciar e as nossa atitudes serão imitadas, inclusive em nossos erros. Nesses casos, como coibir uma atitude que nós mesmos demonstramos, uma palavra que nós mesmo dissermos, sem nos tornar um idiota ou “déspota insano”.

O que mais percebo em livros de especialistas é que eles sempre parecem ser resultado de um tipo de “revanchismo”, pois querem fazer um acerto contas do passado e por isso desejam coibir métodos que não aceitavam durante as próprias infâncias. Outro detalhe é a falta de entendimento de história e da geopolítica, os atos humanos existem e funcionam por algum motivo e nenhuma era humana simplesmente desapareceu. As pessoas mudam e evoluem, seja para se adaptarem a uma nova situação ou seja simplesmente para sobreviver, contudo não existe coerência em achar que os métodos antigos são arcaicos, simplesmente por serem antigos.

Existem aqueles que adoram usar o período helenístico (grécia antiga) como exemplo de uma era de evolução, entretanto, não aceitam o fato de que eles proibiam muitas coisas e tinham costumes que nós repudiamos hoje. As punições fisicas eram usadas de diversas formas, como nas escolas, em todos os níveis e isso se manteve em outras civilizações posteriores. A prática de castigar os filhos é mencionado até no Antigo Testamento como salutar para uma boa educação. A criatividade não é propriedade de nenhuma era e o mundo não se iniciou no momento do nosso nascimento. As antigas gerações testaram diversas formas para educar e manter o seu legado e no final, escolheram  aquelas que foram mais eficientes.

“Educai as crianças, para que não seja necessário punir os adultos.” Pitágoras

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