Curso de reciclagem para passageiros

Para melhorar o convívio

Além dos problemas estruturais, os sistemas arcaicos de avaliação e do sistema e as falhas de manutenção que transformam o sistema em uma verdadeira “arapuca“, ao se utilizar o transporte público, um dos maiores problemas é justamente o relacionamento entre os passageiros, como se não fosse obrigatório encontrar outras pessoas nesse emaranhado sistema. Apesar de estarmos sempre tentando nos distanciar dos outros com recursos como fones de ouvidos e celulares, a interação se torna inevitável e causa “atritos” e conflitos.

Reportamos aqui, algumas situações que costumam ocorrer, como também algumas orientações:

A porta de saída: Ao conseguir entrar no veículo a principal preocupação se torna como sair, muitas pessoas levam isso tão a sério que imediatamente ao entrarem, correm para porta de saída em uma posição que atrapalha a movimentação dos outros passageiros, quem não gosta de ser atrapalhado os outros não deveria fazer isso.

Ao sentar: Muitas pessoas parecem que nasceram sentadas, só levantam quando o ônibus pára no seu ponto e abre a porta, para levantar e sair correndo por cima dos outros passageiros. Uma atitude egocêntrica e reprovável, se planeje, isso evita stress e facilita para quem está de pé. Outro detalhe, quem está sentado pode, por educação ou por gentileza se oferecer para carregar alguma bolsa ou sacola de algum Senhor ou Senhora que se encontra, infelizmente, de pé.

O botão de parada: Ele é direito de todo passageiro e deve estar sempre disponível, parar em frente aos botões de forma a impedir o acesso dos outros passageiros é uma atitude reprovável, bem como no caso de veículos nos quais o sistema de alerta de parada não esteja funcionando por falta de manutenção preventiva.

Em pé em frente das cadeiras: esta é uma situação sutil, conseguir uma posição “relativamente” confortável não é fácil, contudo, se deve lembrar das outras pessoas, tanto as que estão ao seu lado como o fluxo daqueles que estão passando.

Ouvindo som: Uma das formas de deixar a viagem mais rápida e relaxar após um dia de trabalho, seria a de ouvir um som, mas ao não usarmos fones de ouvido ou usarmos fones que não estão devidamente isolados pode incomodar os outros passageiros. Não faça para os outros aquilo que não quer que façam para você, se você gosta de um tipo de música e o outro, outro tipo, no final o efeito é mesmo, incomoda.

Assentos preferenciais: Uma das grandes polêmicas no transporte coletivo têm sido os assentos preferenciais, as pessoas de ambas as partes reclamam dessa forma arbitrária de se organizar o uso dos assentos. O número de bancos disponiveis nos veículos está diminuindo gradativamente em cada ano. Por isso a disputa aumenta e o stress também. Pessoas que teriam direito aos assentos preferenciais acabam sentando em outros lugares devido ao aumento da demanda.

Uma das formas de diminuir esse atrito seria pela estipulação de horários de uso para os idosos, deficientes e gestantes, ou seja, orientá-los a usar o transporte coletivo fora dos horários de pico, mas para que isso tenha o efeito desejado, no mínimo as repartições públicas que são utilizadas por essas pessoas devem dar o exemplo e dar prioridade de atendimento em horários que não os obriguem a usar os horário de pico no transporte.

Palavras mágicas: Nunca se deve se esquecer delas, o famoso COM LICENÇA, o protocolar POR FAVOR, o intermediário POR FAVOR e o remediador ME DESCULPE, facilitam em muito o convívio e o fluxo de passageiros dentro desses veículos extremamente carregados.

Aonde estão as obrigações do Metrô

Qual o serviço mínimo a se esperar dessa empresa?

Quando estamos nas estações do Metrô de São Paulo, nos deparamos com inúmeras placa e avisos nos indicando como proceder, os cuidados com o vão entre a plataforma e o trem, cuidados com bolsas e mochilas, aviso para não prender a porta para não causar atrasos no sistema, cuidados com a bicicleta, disque denúncia, não pedir esmola e nem vender nas estações e nos trens, como também não fumar.

Tantos deveres e obrigações para o usuário, mas e o inverso: na página do Metropolitano de São Paulo temos no máximo, as notícias e avisos de atraso que esquecem de algumas questões:

  • qual é tempo máximo tolerável de atraso?
  • quais as obrigações do Metrô no caso de atraso?
  • qual a quantidade máxima de passageiros por vagão?
  • quais os planos para diminuir o impacto nos horários de pico?
  • quando podemos ser ressarcidos por prejuizos causados pela falta de serviço no Metrô?

Porque não existe uma carta de intenções que demonstrem o nível mínimo de qualidade dos serviços do Metropolitano de São Paulo, como também da infraestrutura básica a se esperar das estações, como bebedouros, toaletes, trocadores de fraldas, quiosques para consumo de alimentos e ambulatórios.

Não somos máquinas

Apesar dos anúncios de recordes do número de passageiros, não existe um retorno na qualidade dos serviços prestados, na maioria das vezes escutamos uma frase em um português horrível:

– Paramos para aguardar a movimentação do trem a frente!!!

Claro que o trem está a nossa frente, nós estamos sobre um trilho, ou está a nossa frente ou está atrás, não é possível estar ao nosso lado ou acima de nós!!! Porque não utilizar, outro trem ou do sistema. Afinal não esperaremos o trem que está atrás de nós. Em outras situações, nem anúncio do motivo da parada ou do atraso existe, num verdadeiro desrespeito a população.

Mobilização popular

Quando a população irá se conscientizar de que merece muito mais pelo valor pago. Diferente do ônibus, em que existe uma real “integração” e durante um período você tem direito a troca de ônibus e de itinerário sem pagar outra tarifa. Ledo engano, se você imagina que isto é de graça, o valor da passagem cobre muito bem isso.

No Metrô isso é mais gritante, ao sair de uma estação você tem de pagar integral se entrar em outra e o desconto no ônibus é de menos da metade de uma tarifa inteira.

“As únicas coisas que evoluem por vontade própria em uma organização são a desordem, o atrito e o mau desempenho.”  Peter Drucker

As vantagens de se utilizar o transporte público

O outro lado da moeda

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Aqui, nós falamos muito a respeito dos problemas do transporte público em nossa cidade, São Paulo. Dos transtornos e dos incovenientes, mas hoje vamos mostrar o outro lado desse sistema.

  • Você pode beber a vontade que jamais sera pego na Lei Seca, ou seja, nenhum policial vai te pedir para assoprar nenhum Bafômetro. Mas vale lembrar que não deve tentar beber todas para depois pegar o ônibus, pois lá existem no mínimo 80 pessoas dispostas a “linchar” um bêbado incoveniente.
  • A melhor desculpa para dar para o chefe é que o ônibus atrasou ou o trem está parado. Seria impossível explicar como o “seu” carro saiu atrasado da “sua” própria garagem.
  • A melhor herança que podemos deixar para os nossos descendentes é um meio ambiente preservado, por isso o uso de veículos elétricos ajudam. Além de diminuir a poluição, diminui a emissão de calor na cidade, apenas falta melhorar o sistema e diminuir as eventuais panes e falta de energia.
  • Para quem não dirige pode tanto apreciar a paisagem como também fazer contato com pessoas diferentes, o problema que com a invenção de aparelhos como o walkman, MP3 e os celulares com música é que todo mundo vive com fone de ouvido e não estão nem aí em interagir com outros seres humanos.
  • Resta para você apreciar a paisagem e conhecer melhor a cidade.
  • Quantas vezes, de carro, você não se perdeu quando estava procurando um endereço. Num ônibus, com tantas pessoas, são mais fáceis as chances de encontrar alguém que te mostre o caminho, como também aumentam as chances de encontrar alguém que te mostre o caminho errado.
  • Em que lugar você pode fazer ginástica de graça, alongamento na barra  e corrida de “curta” distância para pegar um assento.
  • Dormir é outra vantagem dos transportes públicos, apesar de dormir em pé como um “passarinho” não faz bem para a sua coluna.
  • O serviço de despertador e de aviso de ponto está sempre disponível, basta pedir e se o cobrador não cochilar também e com boa vontade ele irá te chamar.
  • A Dilma pode aumentar a gasolina que você não está nem aí. Mas não se esqueça que irão provalvemente aumentar o preço da passagem e te repassar os custos disso.

Uma estranha matemática

Como calcular sua jornada num ónibus circular

Na cidade de São Paulo, milhares de pessoas utilizam do transporte público e acabam se deparando com situações no mínimo inusitadas. Como no caso de calcular o tempo de viagem, muitos podem se assustar a princípio, mas após algum tempo utilizando a mesma rota e saindo no mesmo horário, você pode perceber algumas coisas.

Num dia normal, quando está tudo preparado e funciona de acordo com o esperado, você se veste e se arruma, saí de casa e chega no ponto da mesma maneira, se houver atraso no transporte, com certeza não será culpa sua. O transporte chega e você se dirige ao trabalho normalmente. Claro que, normalmente apertado, normalmente irritado e normalmente desrespeitado.

Mas, tem dias que nada parece dar certo, suas meias somem, o sapato está sujo, a sua camiseta favorita está no cesto para lavar e acabou a pasta de dente. Você sai na pressa, com passos rápidos e se atrasa uns 10 minutos. Pega a lotação seguinte e para sua surpresa, chega no serviço, meia hora atrasado. Isso mesmo, no mínimo, meia hora atrasado.

A estranha matemática do transporte é essa, dez minutos correspondem a meia hora e dependendo da distância, pode chegar até a uma hora. Tal cálculo pode ajudar em alguma coisa? Sim, pois este cálculo prova que se colocarmos veículos em intervalos iguais o dia todo em uma mesma linha, muitos irão chegar mais rápido do que outros e alguns carros estarão superlotados e outros com capacidade ociosa.

Seria uma questão de observar melhor os horário de pico e o que ocorre nas respectivas rotas. Existem veículos que saem com capacidade ociosa e chegam no ponto final do mesmo jeito, mas durante o trajeto ficam super lotados e não proporcionam um serviço de qualidade aos usuários.

Comodidade versus Lucratividade

Os objetivos divergentes do transporte público

Muitos negócios são públicos, porque “a priori”, não deveriam dar lucro. Como a saúde, a segurança, a iluminação pública, a coleta de lixo e o transporte público. Mas no caso desse último, as novas formas de se explorar esse filão de mercado, com cooperativas e terceirizados tem criado novos sistemas e padrões de comportamento por parte tanto da Prefeitura como dessas empresas.

As rotas são planejadas para suprir a maior área possível e os veículos são customizados, grandes, pequenos ou médios de acordo com demanda da região. Tendo como objetivo, um uso de quase 100% da capacidade dos veículos disponíveis. Mas como esse planejamento visa a média do percurso, os usuários que estão pegando o ônibus na metade do caminho são prejudicados, pois não encontram lugar para sentar.

Tanto nos terminais de ônibus, como de metro, existe uma padronização que está fazendo os usuários cada vez mais se tornarem passageiros. Pois eles só passam. Diminuem o número de assentos, é difícil encontrar toaletes e em muitos lugares não existem lanchonetes. Os veículos seguem essa tendência com menos assentos e maior vão livre. O design desses serviços deveriam ter como objetivo, o bem estar do público que usufrui do sistema.

Muitas rotas longas, com uma média de 40 km de extensão, deveriam ter melhores aferimentos e alternativas mais curtas, para quem desce no meio da rota ou alternativa para quem sobe no meio da rota, diminuindo a sobrecarga, principalmente nos horários de pico.

Campanhas educativas seriam uma boa alternativa, como para idosos, deficiente e pessoas com criança de colo deveriam evitar os horários de pico, quando os trabalhadores vão para o serviço ou voltam dele. Que os usuários calculem bem o termino da validade do bilhete, para que não fiquem na parte da frente do ônibus mais tempo do que o necessário e quando passarem a catraca irem para o fundo do ônibus, apesar de alguns veículos somente possuírem porta no meio. Se dirija para a porta apenas quando estiver próximo do seu ponto e não fique sentado até o último minuto, para sair correndo quando parar no seu ponto.

Outra coisa, nos terminais, quem estiver sentado deveria ser educado para aguardar quem está de pé, sair primeiro, pois eles saíram mais depressa e já estão cansados de estarem em pé.

Esses detalhes se bem administrados podem ter um pequeno impacto no lucro das empresas e um enorme aumento na nossa comodidade em utilizar o transporte público em nossa cidade.

“Nada denuncia mais o grau de civilidade de um país e de um povo do que o modo de tratar a coisa pública e a coletividade.” Glória Kalil – Consultora de moda

Após votar, justifique!!!

Nada melhor que uma consciência limpa

Se você quebrou a cabeça, consultou o horoscopo, o pai de santo e votou em quem tinha a maior chance de ganhar. Parabéns, com certeza, você votou em quem ganhou a nossa “democrática” eleição. De tão democrática você não tem a opção de não votar. Ou você vota ou você vota.

Agora é o momento, após encher a cara de guaraná e encher a paciência do seu cunhado mala que votou no outro candidato, você terá o tão merecido descanso. O repouso do herói. O momento de justificar o que você fez.

O aparelho agora, é o infalível travesseiro que invariavelmente irá detectar qualquer sinal de mentira ou peso de consciência. Para funcionar, basta se deitar e repousar sua cabeça sobre o aparelho. Imediatamente, aquilo que você fez durante o dia irá reaparecer na tela da sua mente.

Lembre da figura em que você votou, lembre-se dos dados a respeito da campanha, dos companheiros de partido do seu candidato e das figuras com quem ele se relaciona. Você conhece as propostas de campanha do seu candidato?

Faz bem lembrar que campanha é diferente de administração pública. O candidato quando assume o cargo tem um verdadeiro banho de água fria e descobre que a maior parte das medidas que ele prometeu ou não pertence ao cargo que ele assumiu ou depende de outras esferas de poder. Ou seja, ele deu com os burros nágua e quem votou nele foi junto.

Outras questões são, quem irá assumir junto ao seu candidato, os colegas de partido e as coligações realizadas são interessantes, mostram que vieram para trabalhar pelo povo ou é apenas um caso de “cabides” de emprego ou uma “escada” para novos cargos.

A enquete pessoal, você acredita que ele terá a capacidade para resolver os problemas que te afetam como transporte, saúde, educação, segurança e até aquela periódica inundação de vez em quando. Se a resposta for “sim” para as maioria das perguntas e você confia em quem votou. Terá o merecido sono dos justos. Caso contrário, ao amanhecer, antes de sair de casa, pendure o travesseiro no varal para secar as lágrimas dessa noite.

No ônibus

Os tipos mais comuns em nosso transporte urbano

Apesar de estafante e um lugar para meditação tranquila, se você tem aquele sono pesado, os ônibus servem como vitrine para os mais estranhos tipos, como um psicodélico carrossel ou uma loja de horrores. Um lugar onde podem mostrar suas faces mais ocultas.

Alguns tipos:

  • O clube do motorista: aqueles amigos, parentes ou paqueras que ficam ao lado do motorista ou sentados nas primeiras cadeiras. Sempre felizes em contar as novidades, as últimas fofocas e marcar um evento para depois do serviço.
  • Idoso antipático: é aquele que tira você do assento preferencial, mas nunca está satisfeito, quando o assento está vago quer sentar em outro lugar como quando tem sol demais nesse lado do ônibus.
  • A barraqueira: briga por qualquer coisa, xinga o motorista se está correndo, xinga se está devagar e xinga também se não tiver nem um ou nem outro. Briga com o cobrador se o bilhete é recusado e briga até se ganha a viagem de graça. Vai entender!?
  • O apressado: mal entra no ônibus quer ir até a porta de saída e quando chega lá, fica parado atrapalhando todo mundo, pode ser confundido com o tipo seguinte, o folgado, resta saber quem perturba mais!!!
  • O folgado: diferente do apressado, esse entra no ponto inicial e fica sentado até o seu ponto de sair e só levanta no último segundo, passa por cima dos outros, reclama de quem tá na frente e com sorte (para darmos risada) fica preso na porta.
  • A mulher aranha: ela entra e fica de pé com os braços abertos, se segurando em duas barras diferentes para impedir que se alguém que estiver sentado, ao levantar, deixe que outra pessoa sente. Normalmente ela marca território.
  • O bêbado: conhecido por outros nomes, como fedido ou inconveniente. Fica querendo puxar conversa, como não consegue uma vítima, começa a falar sozinho. Costuma ser pontual e pegar sempre o mesmo ônibus para desespero dos usuários que imaginam ser uma sina ou maldição pegar todo o dia o mesmo ônibus com essa mesma figura.
  • O tarado: não pode ver uma mulher de pé que logo para atrás, mas foge rapidinho quando o cara do lado passa o braço sobre a cintura da mulher e prova que ali tem dono. Só se dá bem com o tipo seguinte.
  • Falsa Puritana: se cobre da cabeça aos pés mas não pode ver homem que logo quer dar uma beliscadinha. Se algum representante para atrás dela com uma distância segura, ela logo resolve isso. Com um ou dois passinhos para trás.
  • Viciados em tecnologia: vivem com i-phones, i-pads, celulares e smartphones a mostra, com fones de ouvido ou tirando fotos de si mesmos. De tanto se mostrar, podem ter seus amigos roubados na primeira parada.

Entre tantas espécies, esse zoológico humano é bastante versátil e surgem novos tipos a cada dia.

Se você não gosta de fazer parte disso, se lembre ao votar que o único que não faz parte disso, é o político, que depois de eleito anda de carro oficial e não de ônibus. Cobre dele uma posição firme e melhorias em nosso transporte.

Venda seu voto

Placa de “a venda” – Vendo meu voto!

Apesar de dizerem que vender o voto é errado, contra a lei e auxilia ao tráfico de influência. Depois  de muito pensar a respeito, resolvi entrar de cabeça nessa ideia. Vou vender meu voto, sim! Mas antes de alguém mandar me prender e jogar a chave fora. Faça o favor de, pelo menos, ler a minha oferta:

Eu vendo meu voto, sim! Por uma educação de qualidade e melhor remuneração para os professores!

Eu vendo meu voto, sim! Por mais segurança nas ruas e uma polícia melhor equipada!

Eu vendo meu voto, sim! Por um transporte mais digno para o trabalhador e tarifas mais justas!

Eu vendo meu voto, sim! Por mais empregos para os pais de família darem aos seus filhos uma vida digna!

Eu vendo meu voto, sim! Por um governo mais transparente, que consulte a população e seja independente de partidos políticos arcaicos!

Eu vendo meu voto, sim! Pela democratização da renda e não apenas do “custo Brasil”, com a diminuição dos impostos!

Eu vendo meu voto, sim! Pela “nacionalização” do crédito. Vamos emprestar dinheiro à brasileiros que querem trabalhar e não para multinacionais.

Eu vendo meu voto, sim! Pelo fim do tráfico de drogas e de tudo que corrompe a vida de nossos jovens!

Eu vendo meu voto, sim! Mas quero ver, quem é capaz de “pagar” o preço. Quem é capaz de fazer a diferença e realizar aquilo que todos prometem, mas não cumprem! Pois, enquanto não aparecer alguém assim, não vendo meu voto para ninguém!!!

Metrô: Modernidade X Desumanização

A menina dos olhos do governo em termos de transporte e cabo eleitoral de muito político é sem dúvida o metrô, redução de “Companhia do Metropolitano de São Paulo” é sem dúvida um exemplo de modernidade e progresso para o nosso Estado. Sim, nosso Estado, pois apesar de apenas existir na capital, a companhia é gerenciada pela Secretaria de Transporte Metropolitanos do governo estadual. Com uma expansão atual na casa de dois Km por ano, o metrô precisa atingir o número de oito quilômetros por ano, para poder atingir a meta estipulada de 32 quilômetros entre 2012 e 2015. O governo pretende dar novo fôlego a companhia com a entrada de empresas privadas e novos investimentos no setor.

Este é o lado que nos é mostrado pela televisão, investimentos, obras e gráficos de demanda por usuários, mas e o outro lado dessa moeda, como o usuário está sendo tratado nessas novas linhas e como ele vê o metrô hoje?

“Estações de concreto e ferro armado, predominância do cinza, trens de alumínio espaços amplos”, esta é a visão que temos ao usar esse meio de transporte. Um lugar para um grande fluxo de pessoas… eu disse “pessoas”. Isso mesmo, o transporte é feito para seres humanos, mas não parece que foi aparelhado para isso.

As pessoas tem diversas necessidades que não estão sendo lembradas nos projetos, como banheiros, bebedouros e bancos. Parece que quem fez o planejamento somente se atem ao objetivo geral de transportar pessoas e esquece de criar um ambiente que lhe seja adequado. O número de banheiros é insuficiente para o fluxo de pessoas, assim como o de bebedouros, se é que você já viu um no metrô.

Um ponto especial é o dos bancos, quase não existem nas estações, o que seria para evitar “mendigos” e “pedintes”,  ou como forma de se higienizar o meio de transporte? E se não bastasse, nos novos trens, os números de bancos está sendo reduzido, alguns usuários temem que no futuro somente existirá bancos para idosos, gestantes e deficientes físicos, ou seja, os assentos preferenciais. O que parece ser uma injustiça ao contrario, pois a lei federal que rege os assentos preferenciais, 10.741/2003, em seu artigo 39, parágrafo II, diz ser assegurado 10% dos assentos como reservados a idosos, gestantes, portadores de deficiência e mulheres com crianças de colo. Se o número total de assentos diminui, o número de assentos especiais deveria diminuir também.

O mais se nota no Metrô é o exagerado número de regras, se torna irônico ler cartazes com o dizer, sua bicicleta é bem vinda, pois tem tanta regra para usar a bicicleta que é mais fácil ir a pé. Outras regras são sobre pedintes e vendedores ambulantes, totalmente proibidos. Nós não somos a favor do que é ilícito, mas deveria haver contrapontos a essas normas. A pessoa não pode exercer a venda na forma de ambulante, mas poderiam existir os alugueis de quiosques para pessoas que precisam trabalhar. Digo isso devido a quiosques de grandes marcas, multinacionais, que não deram certo no Metrô por causa dos valores praticados, o Metrô é um transporte preferencialmente popular e as pessoas procuram preços populares.

A questão que mais irrita o usuário é a tarifa, o preço é alto e quando se faz uso de ônibus-metrô, o usuário perde a principal vantagem da integração que é a tarifa zero. Muitos dizem que a principal vantagem do metrô é você entrar nele e poder correr toda a malha metroviária com apenas uma tarifa, mas convenhamos, nem todo mundo mora próximo a uma estação de metrô e para quem não mora, a integração é inevitável. Nesse caso, outro ponto é o tempo de trinta minutos, que é o espaço para poder usar seu bilhete no metrô, se você usa, sai da estação e retorna, deve esperar trinta minutos. Dependendo da situação, pode ser um tempo longo.

As pessoas querem e precisam do Metrô, mas não podemos permitir que seja gerenciado de forma a apenas agradar políticos e ter uma bela estrutura. Ele não é transporte de cargas, o ser humano precisa ser respeitado.

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