O Angry birds pode estar dedando você

Os aplicativos na mira da inteligência

Os documentos vazados pelo ex-funcionário da NSA, Edward Snowden, através do The Guardian (Inglaterra) e do New York Times (USA) estão demonstrando os esforços das agências de inteligência como a NSA (National Security Agency) e o GCHQ (Government Communications Headquarters) britanico em obter os dados de aplicativos de celulares.

Aplicativos como o Angry Birds costumam disponibilizar diversas informações privadas de seus usuários via internet, como o modelo do celular, o tamanho da tela e informações pessoais, como idade sexo e sua localização. Alguns aplicativos podem partilhar informações mais sensíveis como a orientação e a preferência sexual. Esses aplicativos rodam tanto em android como IOS (i-phones).

A maioria dos usuários não sabem que podem estar sendo espionados e quais informações podem estar sendo “vazadas” pelos aplicativos que costuma baixar e utilizar, mesmo nos modelos mais modernos.

O conjunto das informações coletadas por essas agências, podem fornecer muitas informações a respeito do uso desses aparelhos telefônicos e sobre as redes a que pertencem e o uso em determinados grupos, muito além de apenas informações individuais.

Isto explica o motivo da NSA ter disponibilizado acumuladamente mais de 1 bilhão de dolares em recursos para desenvolver equipamentos que possam recolher as informações de celulares. Pois segundo essas agências, as atividades terroristas teriam como sua melhor ferramenta para o planejamento e organização de suas atividades, o uso de celulares.

Fonte: The Guardian

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Atualize ou morra!!!

A Apple dá um ultimato aos seus usuários

O dia primeiro de fevereiro foi escolhido como marco para que os donos de aparelhos da Apple atualizem os sistemas operacionais de seus equipamentos com o IOS 7. A partir daí os aplicativos da loja virtual da Apple somente sairão para esse sistema ou se tiverem atualização para o mesmo. O aviso aparece no forum de discussões do site oficial.

Site em inglês:

https://developer.apple.com/news/index.php?id=12172013a#top

Os aplicativos oferecidos em sua loja virtual terão um prazo de um mês e meio para se adequarem a linguagem Xcode 5, conforme anunciado em sua página. Alguns terão problemas em se adequar, principalmente aqueles feitos para versões anteriores do Iphone 4 e o primeiro IPad. O que indica o texto é que qualquer alterações, erros ou problemas não serão atendidos, como também não estarão disponíveis melhorias para quem não realizar a atualização.

Um exemplo de programa que deverá ser atualizado é a Liga de Futebol, como os times da próxima temporada poderão subir para primeira divisão ou cair, as alterações deles no game somente serão aceitas se o programa for atualizado para o Xcode 5.

O porta voz da Apple, em Espanha, esclarece que nao existe o perigo de que aplicativos sejam simplemente retirados dos catálogos, mas a atualização dos mesmos ficará cada vez mais dificil se não utilizarem o Xcode 5. Como também, os usuários que não atualizarem o sistema começarão a encontrar dificuldades para baixar aplicativos.

Desde que foi lançado em setembro, o IOS 7 tem sido cercado por controvérsias, foi o sistema operacional da Apple que mais rápido se dissiminou, hoje já está em 80% dos Iphones e Ipads compatíveis. Da mesma forma, é o mais criticado, como por exemplo, alguns usuários perceberam uma diminuição da vida útil da bateria ou as letras muito pequenas e o efeito especial ao abrir e fechar aplicativos, casos esses, solucionados com uma alteração de configuração do equipamento.

Para estimular as atualizações, as campanhas e promoções da empresa já estão sendo direcionadas para o novo sistema operacional, como a Campanha de Natal desse ano.

A estratégia da Apple é para evitar uma fragmentação de sistemas no mercado como ocorreu com o Android, mas apesar disso, a Strategy Analytics mensurou que ela apenas possui 13,4% do setor de celulares (caiu dois pontos no último ano), enquanto a Google possui 81,3% desse mercado.

A Apple lançou a sua loja de aplicativos na internet em julho de 2008, com 500 títulos, a Google abriu a sua três meses mais tarde. Hoje as duas possuem em média um milhão de títulos. A Android (loja da Google) supera a App Store (loja da Apple) em aplicativos baixados, contudo, a App Store vence em receita. Segundo a Distimo, a Google detêm apenas 37% das vendas e a Apple  está com 63%. Os jogos são os maiores responsáveis pelas vendas em ambas as loja e para a Apple representa 63% de toda a sua renda.

As perguntas agora serão, qual o efeito dessa unificação do sistema operacional? Os dispositivos que não forem compatíveis serão atualizados ou os clientes irão migrar para outras plataformas? Quais serão as reações dos desenvolvedores de Aplicativos?

Fonte: El Pais

Quem quer privacidade?

Como libertar quem ama as suas correntes?

Vivemos uma época além dos sonhos de George Orwell, em seu 1984, ele imaginava o Big Brother (Grande Irmão) que vigiava a vida das pessoas, seus passos, suas palavras e até seus desejos. Com um monte de câmaras, em toda parte, não havia local escondido para ele, dentro da civilização humana.

Fizemos melhor que isso, todos sonham hoje em dia com um dispositivo como um celular, tablet ou notebook com aplicativos para segurança. Segurança de si mesmo, segurança de seus dados (informações) e de seu aparelho, mas nos esquecemos o preço dessa segurança. Esses aplicativos que possuem vida própria e independem de nossa vontade, podem acessar nossos dados, conhecer nossos contatos e realizar cópias daquilo que possuimos em lugares não registrados, como a tecnologia do registro em Nuvens (cloud), em que os dados se situam em algum lugar da internet entre os servidores, como uma posição não fixa, apenas existindo a sua entrada.

Nossa própria vontade nos faz adquirir essas aparelhos e damos toda a sorte de informações particulares para quem pedimos proteção. Estamos invariavelmente abrindo mão de nossa privacidade e não o faríamos se não quiséssemos tanto isso. Os aplicativos podem até usar mecanismos como GPS para nos localizar e sermos focados em um mapa como cobaias de laboratório. Nunca foi tão fácil dominar o ser humano, desde o que disse Steve Jobs:

As pessoas não sabem o que querem, até mostrarmos a ela.

Ele inaugurou uma nova fase na nossa tecnologia moderna, uma forma de induzirmos as pessoas adquirir produtos que não conheciam apenas criando novas necessidades. A modernidade não gerou nada novo, como se faz entender seu nome, não reformou o silogismo de Sócrates, apenas foi pragmática o suficiente para gerar um novo conforto em cima de nossa velha ociosidade. Deu novas cores para a velha comunicação, que não é apenas falada ou escrita. Hoje ela é falada, escrita, “musicada” e até “videografada” e tudo de forma interativa, somos receptores e emissores de todo o conteúdo, ou seja, somos co-responsáveis do baluarte do conhecimento humano.

Tal responsabilidade é muito grande, mas imaginem que, qualquer pessoa pode enviar ou “compartilhar” uma informação e de que, de má fé, isso não é verdadeiro ou é prejudicial para os outros. Podemos ao “compartilhar” essa informação sermos cumplices de um “cybercrime”.

Para bem entender o inferno, como diria Dante, abrimos mão de nossa liberdade e de nossa privacidade por um conforto efêmero e ainda estamos dando aos outro a chance de nos prejudicarem. Não podemos fugir se formos acusados e no entanto estamos a mercê de uma avalanche de informações que de tão grande não possui “autor” ou responsável, pois os maus se escondem no anonimato.

“A televisão acabou com a janela. E a internet acabou com a privacidade, diria o facebook.” Dani Leão

A evolução do consumismo

Uma geração que cresceu junto do consumo

Todo mundo queria um Atari.

Todo mundo queria um Atari.

Aqueles que tiveram a infância nos anos 70, pode se lembrar de como alguns produtos eram difíceis naquele tempo. A rádio Energia 97 FM de São Paulo tem um programa matutino bastante interessante que está realizando uma campanha aonde o locutor pergunta aos ouvintes que ligam para a rádio, “O que você pediu para o Papai Noel?”.

Os ouvintes de meia-idade tem mostrado bem como eram os anos 70, o início da entrada no Brasil de brinquedos à pilha e a diferença de preços que existia entre os produtos que eram considerados lançamentos naquela época e hoje. Muitos pediram, como por exemplo, um Atari mas não ganharam devido ao alto custo para a época deste antigo vídeo-game.

Crescemos maravilhados com as novas possibilidades que chegavam, os novos conceitos e usos da tecnologia, os primeiros computadores, eu mesmo tive um CP 200, celulares e vídeo-games, o mundo virtual se apresentando como a “Terra das Maravilhas” e se entrássemos, não tínhamos ingressos para todos os “brinquedos”.

Foi nesse momento que o vírus do “consumismo” nos pegou, criou em nós uma espécie de “energia potencial”, uma reserva de nossa vontade para aquilo que queríamos mas não tínhamos e isto nos imputou uma ideia, simples e anestésica para a nossa afável frustração, “se eu não tenho pelo menos meu filho terá”.

Gerações criadas para consumir

Crescemos, casamos e tivemos filhos, paralelamente realizávamos um consumismo de forma moderada, aguardando o momento de apresentar nossos pimpolhos a esse mundo paralelo, essa “Terra das Maravilhas” da tecnologia e do consumo e o resultado não temos como medir. Uma vez infectado pelo “consumismo” é difícil de prever aonde vai terminar. Os produtos, como carrinhos a pilha, tão caros e elitizados se tornam mercadoria de feira, barraquinha de esquina. Fabricados em países asiáticos nos chegam sem qualquer pudor, isentos de impostos e de qualidade, proliferam mais do que coelhos e ratos.

Os especialistas alertam sobre os problemas do consumo exacerbado e o mergulho no mundo virtual, notícias como “smartphones” causam problemas mentais e o uso da internet deixa o cérebro preguiçoso e diminui a nossa atenção são constantes. Os materiais com que esses produtos modernos são feitos podem aumentar a poluição do meio-ambiente e ainda serem tóxicos para os usuários.

Mas é daí, a lei é consumir mais e o quanto mais rápido, melhor. Não existe i-pad no céu e ninguém quer arriscar perder a chance agora. Quem garante que os Maias estão certos e o mundo acabará em 21 de dezembro???

Poderes do consumismo
“Vivemos na era de produtos personalizados para figuras despersonalizadas. Massas!
Uma questão de auto-conhecimento?!”

Du Amaral

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