Relativismo, mas nem em Contos de Fadas

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O que mais me preocupo nesses tempos é quando a farsa comunista tem como alvo pessoas inocentes e indefesas como as crianças e adolescentes. Com a produção de desenhos nos quais as histórias são re-escritas com alterações nas posições dos personagens ou quando novas histórias são criadas com pontos de vista questionáveis.

Para quem já conhecia as histórias infantis, isso parece ter um mínimo impacto, porém para aqueles que estão construindo seus valores morais, isso pode ter consequências graves em seus julgamentos futuros e o torna mais suscetível aos processos de doutrinação criados pelo esquerdismo.

Vamos dar como exemplo uma frase que se popularizou na internet:

“O Lobo continuará mau, se você só ouvir a versão da Chapeuzinho Vermelho.”

Primeiro chamo a atenção para a minha escolha, “popularizou” em vez da que se esta em uso corrente e “politicamente correta”, o termo “viralizou” que é uma mostra clara da cafajestice esquerdista. Usar termos próprios de alguma matéria como medicina em situações cotidianas são sinais de que é um texto comunista tentando se dar ares de “cientificismo” ou de matéria que não poderá ser contestada. Pois o neologismo usado está fora de seu respectivo contexto o que o torna estranho para uma devida resposta.

Essa frase acima é de uma total cafajestice e safadeza, resposta curta e grossa, vá para qualquer cadeia e veja quem são os indivíduos que lá estão, suas histórias de vida e se são mesmo “inocentes” como alegam. Mesmo tirando uma pequena minoria de erros judiciais, a maioria não é nem um pouco inocente. Acordem e cheirem esse café!

Para complementar ainda, existem pessoas categorizando como “preconceito” o fato de não termos obrigação de nos socializarmos, muito menos os nossos filhos, com qualquer pessoa devido a sua aparência. Aqui vale o conselho da vovó:

“Não converse com estranhos.”

Isso mesmo e nossas avós não davam a mínima para a aparência da pessoa e essa regra hoje vale também para a internet, não aceite convite de estranhos, seja em qualquer rede social.

Para encerrarmos, vale lembrar o que diz a Ponerologia (estudo do mal) sobre os comunistas e “idiotas úteis” (seguidores fieis da esquerda que nem sempre assumem isso), não dialogue ou discuta com esse tipo de pessoa, diferente dos seres humanos normais, quando em situação de confronto ou stress, as áreas do cérebro deles que são estimuladas, estão relacionadas com a dialética e a fala, por isso não possuem culpa ou empatia ou qualquer resposta emocional que seria inerente a uma pessoa qualquer. Eles respondem como se as ações ou opiniões deles fossem absolutamente normais, mesmo prejudicando outras pessoas ou até mesmo, mentindo.

Para mostramos, vale uma lista de desenhos animados que são de moral duvidosa: Shrek (todos eles), Deu a louca na Chapeuzinho, Megamente, Meu malvado favorito, Valente e outros. Chamamos a atenção que nem sempre a história é de toda contra a nossa moral e costumes, porém esse é o maior perigo, aquelas que tentam dar como certo pequenas noções de que ser um pouco “mal”pode ser o certo.

Na vida hoje, para se ter sucesso em qualquer empreendimento, seja nos estudos ou no trabalho, o que importa são os nossos valores. Isso fica bastante claro quando lemos livros como “O Monge e o Executivo”e melhor ainda quando assistimos pessoas que estão pondo na prática esses valores e colhendo resultados, como o Sr. Carlos Brito, CEO da AB InBEV, antiga AMBEV.

“Que tempos são estes, em que temos que defender o óbvio?” Bertolt Brecht

 “O óbvio é aquilo que ninguém enxerga, até que alguém o expresse com simplicidade.” Khalil Gibran

 

 

Aos iludidos, as ilusões

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“Ao envelhecer, parei de escutar o que as pessoas dizem. Agora só presto atenção ao que elas fazem.” Andrew Carnegie

Quem nunca se iludiu na vida, que atire a primeira pedra! Na juventude é desculpável se tornar um esquerdista devido ao apelo sentimental que esse movimento trás. Mas depois de uma certa idade e com a facilidades de se obter informações nos dias de hoje, não é mais digno de pena!

Existem três questões que chamam a atenção: o direito a acessibilidade, as nomenclaturas e da tecnologia no dia a dia.

Como citou Umberto Eco, o perigo na internet está em nivelar por baixo. Os usuários que estão entrando na internet sem nenhum preparo e altamente motivados em contribuir não possuem a menor noção da destruição que causam. Muitos falam em direito à acessibilidade sem medir as consequências dessas palavras. E de forma alguma se trata de “preconceito” ou de tentar manter a internet nas mãos de uma elite, se trata apenas de bom senso para se utilizar uma ferramenta.

Quando aprendi o português, me lembro do professor dizendo que, cacofonia é um recurso para “retardados” e que isso se alterou de tal maneira que muitos consideram sinal de inteligência fazer estúpidas analogias como aquela piadinha do cara que compra um carneiro e o chama de Rover e que irá tosá-lo quando crescer e ele terá “lã de Rover” e que quem envia tem a presteza de dizer que depois dessa irá tomar um remédio. Um adendo, e isso não é privilégio apenas dos brasileiros, tenho visto isso em vários idiomas e de muitos países diferentes.

Não importa se foi por mera brincadeira ou por pura ignorância, se para se tornar um médico a pessoa necessita de um preparo ou se para operar máquinas pesadas também, o mesmo vale para a internet.

Aprender não tira pedaço e conhecimento não ocupa espaço. Vamos progredir e mostrar para os outros o quanto podemos nos tornar melhor a cada dia.

 “Se uma rosa, por outro nome a chama-se, outro perfume teria…”

Quem não conhece tão singelo proverbio e não sabe de suas aplicações, porém não é o que assistimos. Muito os ignoram em nome de uma nova e falsa ciência. Na qual apenas o método basta, não existem princípios morais ou tradição. Os falsários da pseudo-intelectualidade esquerdista que iludem pobres e inocentes criaturas. Os universitários ávidos por revoluções à la “Ché Guevara” mas que não aguentam lavar a louça do almoço. Pobres imbecis que apenas aumentam as fileiras dos “idiotas úteis” que Lenin tanto falava. Imbecis que apenas fazem o que Antonio Gramsci pedia mas nunca realizou por si só. Ele nunca se tornou o ideal que tanto almejava, queria que outros se tornassem ignorantes com sua ardilosa retórica. Para ele, apenas uma resposta basta:

“Quem não sabe de onde veio, não sabe quem é!”

O novo profissional que ele queria criar é apenas um automato que pode ser programado na forma que os líderes esquerdistas desejarem, ou se não, com o mesmo fim dos “idiotas úteis”, paredão com eles. George Orwell alertava sobre os riscos de se ignorar a tradição e as sua origens, como um homem apartado de seu meio social pode ser facilmente induzido e adestrado, ou como hoje se faz: doutrinado.

O método por si só, não justifica seu conteúdo ou lhe dá credibilidade, o que é falso, morre por si só. Não se embrulha lixo em saco de presente, pois é isso que eles fazem. A teoria esquerdista se vale de ideias óbvias, verdades universais para chegarem a conclusões mirabolantes que são desmascaradas com simples interrogativas, se ele quer o fim da família, como pregava Marx, por que ele odeia a própria família? Que credibilidade ele quer como profissional sem os ensinamentos de sua própria profissão? Ou como ele ganha a vida, quem o sustenta? Atrás de todo jovem marxista existe um pai capitalista.

As principais diferenças entre o pensamento de direita e de esquerda, é que a direita é composta de princípios imutáveis e valores humanos que são passados de geração a geração. Mesmo que você não concorde com este ou aquele ponto de vista de algum pensador de direita, “no frigir dos ovos”, no final acabaremos defendendo o mesmo lado. Não é o que ocorre na esquerda, em que as ideias são intercaladas, como em um “castelo de cartas”, se você tira uma, o castelo desaba.

A tecnologia virou alvo dos esquerdistas que a tomam como maravilhosa e que a usam como exemplo de que o homem não necessita mais de Deus. Mas que tecnologia é essa em que ainda somos nós que trabalhamos, que não evolui sozinha ou cria nada por si mesma. O que temos hoje é um uso intenso de ferramentas que estavam sozinhas, mas hoje trabalham juntas, somos nós a argamassa que une e sem nós, não possuem finalidade. Exemplos são fáceis, esse computador que usamos, por mais moderno que seja, tem tela, teclado, mouse e CPU (com placas e processadores) e este é o mesmo desenho que teríamos de um antigo micro XT, que foi um dos primeiros a englobar a tecnologia do HD (Hard Disk). Quais a diferenças, então? Velocidade de processamento ou armazenamento? Alguns citariam, o armazenamento em “nuvem”que é possível devido a internet, mas é apenas armazenamento, seja guardar em casa ou no “cyberespaço”, no final é apenas a mesma coisa.

Aonde estão os computadores que sonhávamos nos anos 80, que não seriam computadores, seriam apenas as nossa máquinas com inteligência. Quem assistiu o filme clássico “Bladerunner – o caçador de androids” se lembra da cena que ele apanha uma foto e põe num aparelho que se parece com um vídeo cassete e reproduz a foto, todos os comandos de voz que ele pedia o aparelho realizava, isso é o que imaginávamos. Não vemos nada disso ainda. Segundo alguns estudiosos foram as redes sociais e os programas que as empresas e as pessoas pediam que mudaram o rumo dessa evolução.

Claro que também, as “teorias da conspiração” ajudaram com filmes como o “Exterminador do Futuro” que tornaram ideias como “inteligência artificial” em algo maligno. Mas se isso ocorresse, quem seria o culpado, a máquina ou o homem que a criou. Isso é um alerta, não somos melhores do que já fomos e nem menos cretinos, se acreditarmos que as gerações passadas não tem mais o que ensinar, estaremos assinando a sentença de morte da raça humana nesse mundo.

“O comunismo destitui o homem da sua liberdade, rouba sua personalidade e dignidade e remove todas as travas morais que impedem as irrupções do instinto cego”. (Papa Pio XI)

 

 

 

 

Dicas de Linguagem: para te ouvirem melhor.

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Emma Watson realizou um impressionante discurso na sede das Nações Unidas.

“Geralmente levo mais de três semanas para preparar um discurso de improviso” Mark Twain.

A pergunta é, como melhorar o discurso para que a sua mensagem chegue de forma mais convincente?

Quando se fala da importância da voz, lembra-se do psicólogo norte-americano Albert Mehrabian que criou a formula 7-38-55, que significa que o que falamos corresponde a 7% da primeira impressão, 38% correspondem a como dizemos, o som da voz, a velocidade e a ênfase; e 55% fica com a aparência.

Depois de publicado seu trabalho Mehrabian esclareceu que inicialmente se tratava de comunicações interpessoais e não apenas para comunicações profissionais (grupos de trabalho).

A voz é o fator decisivo para definir qual a forma com que o conteúdo seja recebido, como cita o pesquisador  Walter Sendlmeier de Berlin, “A voz é um fornecedor muito importante de informações que vão muito para além do conteúdo do que é dito também” e ressalta “depende muito de como nós falamos”, ele comprova isso com estudos de discursos de políticos, que tendo muitas vezes o mesmo conteúdo, acabam dando resultados até mesmos opostos entre um e outro, como nos discursos de conferência de partidos.

O resultado pode até soar “triste”, pois não importa o valor daquilo que dizemos, mas sim a forma como o fazemos. Porém na opinião de Bettina Schinko, coaching de Comunicação e Discursos de Berlin, “Pela primeira impressão pode ajudar uma voz treinada, mas a longo prazo, vemos através disso quando alguém é apenas um bajulador”.

Uma voz boa e experiente não é um substituto para o conteúdo, mas você pode ajudar a melhor transportá-la, para ser ouvida e compreendida.

O que fazer para manter a voz saudável?

  • como-cuidar-da-vozBeba bastante água (em temperatura ambiente) enquanto estiver falando, em pequenos goles. Um corpo permanentemente hidratado significa pregas vocais hidratadas e com melhor flexibilidade e vibração. O ideal é ingerir de 7 a 8 copos por dia, porem, a cor da urina (clara) pode auxiliar no controle de uma hidratação adequada.
  • Preocupe-se em manter uma alimentação equilibrada, sem grande numero de horas em jejum, mastigando bem cada alimento a ser ingerido.
  • Coma maçã, pois é adstringente e limpa o trato vocal. Além disso, sua mastigação exercita a musculatura responsável pela articulação das palavras.
  • Use roupas confortáveis e de tecidos que absorvam a transpiração. Roupas leves e folgadas são idéias para quem trabalha com a voz. Sapatos confortáveis favorecem a postura correta.
  • Sono regular, momentos de lazer e atividades físicas adequadas também contribuem para uma boa produção vocal.
  • Procure respirar sempre corretamente, levando ar até o abdômen e expandindo as costelas. Não eleve os ombros e o peito como se fosse um pombo. E o abdômen que tem de se expandir como se estivesse cheio de ar.
  • Enquanto estiver falando, mantenha a postura de corpo ereta, no eixo, porem relaxada, principalmente a cabeça.
  • Evite competir com ruídos externos durante a fala. Fique atento a eles e procure não aumentar o volume de sua voz na tentativa de superá-los.
  • Tente não gritar. Se for possível, opte sempre pelo microfone ao falar em publico.
  • Fale pausadamente e de maneira correta, articulando bem as palavras, mas sem exagero.
  • Ter audição normal é importante, pois o monitoramento vocal é realizado pela audição.
  • Ao sentir vontade de tossir ou pigarrear, respire profundamente pelo nariz e engula a saliva várias vezes ou beba água, pois essas ações provocam um forte atrito nas pregas vocais, irritando-as.
  • Para diminuir a tensão na região dos ombros e do pescoço, boceje e espreguice diversas vezes ao dia.
  • Após o uso intenso da voz, procure permanecer em repouso vocal por algum tempo.
  • Outro fator importante é o ambiente de trabalho. Procure discutir com seus colegas e chefes meios que possibilitem um ambiente de trabalho agradável, capaz de diminuir a tensão e favorecer o diálogo. Uma voz saudável é resultado de cuidados individuais e de ações ambientas.

“Veja o discurso dos políticos: são todos otimistas; grandes canalhas são sempre otimistas e simpáticos, caso contrário não dão o golpe que querem dar. Mas hoje em dia, o otimismo é um modo de se vender no mundo.” Luiz Felipe Pondé

Baseado no artigo “Wenn du diese Sprechtipps beachtest, hören dir andere besser zu” de Manuel Bogner e Leon Krens na Ze.TT e nas dicas do site Clube da Fala do Rio de Janeiro.

O monge e o executivo – líder servidor

Resenha do livro

Para retorno de minha longa pausa em escrever nesse blog, gostaria de falar a respeito de um interessante livro que li à pouco tempo: Como se tornar um líder servidor – os princípios de liderança do Monge e o Executivo de James C. Hunter.

O autor demonstra ao longo das páginas desse livro, quais as responsabilidades dos líderes dentro das empresas e com seus colaboradores e o quanto isso é pesado de se carregar. Por que muitas pessoas desistem da liderança ou a tornam um fardo para as outras pessoas. Uma frase por ele repetida é “dois terços das pessoas não se demitem de suas empresas, elas se demitem de seus líderes”.

Ele inicia com a personalidade de maior impacto na história humana e suas palavras sobre liderança, o que dá o mote e o título do livro. Nosso Senhor Jesus, que fez  ainda muito mais por exemplos e ratificou como deve se comportar um líder.

O texto é bastante pragmático e até auto explicativo, pois conta como foi construído e faz menção aos obstáculos que encontrava e como foram solucionados. O que as empresas não fazem depois de enviarem seus lideres para simpósios e treinamentos, ou seja, cobrar as mudanças de comportamento de seus gerentes e supervisores para que eles melhorem sempre.

Uma auto análise sempre ajuda, como somos no comportamento do dia a dia em frente daqueles que lideramos, foi da mesma forma que nos portamos em nossa entrevista de emprego para essa vaga ou se é da mesma forma que nos apresentamos aos nossos líderes superiores. Aonde foi parar a paciência, aquela calma e a grande vontade em agir em pró dos outros?

Não existe um bom líder sem valores e ele tem de fazer muito mais do que falar e cobrar dos outros, mas agir, para ser sempre o exemplo a ser seguido, os olhos de todos estão voltados para o líder e ele deve corresponder a isso.

“Dar exemplo não é a melhor maneira de influenciar os outros – é a única” Albert Schweitzer – Teólogo e filósofo alemão (1875 – 1965)

O futuro da Internet

A preocupação com os próximos 25 anos

Um dos criadores da World Wide Web, Tim Berners-Lee está promovendo a criação de uma Constituição para Internet e pede a colaboração de todos para que isso se realize. A liberdade que hoje desfrutamos e a segurança que dispomos em manter os nossos dados na rede correm risco. Segundo declaração de Berners-Lee ao periódico El País, “À medida que a Web completa 25 anos, fica evidente a falta de dados para realçar e defender a web. A comunidade que formamos é tão grande como o mundo; lutamos contra ameaças de segurança cada vez mais reais, assim como a proteção da privacidade, infraestruturas abertas, neutralidade da rede e proteção de conteúdos entre outros desafios. Acredito que seja vital que se passe para a ação, que se realce e se defenda a web”, destaca.

Após os vazamentos de informações da NSA (National Securit Agency) dos Estados Unidos pelo seu antigo funcionário e analista Edward Snowden fica evidente a fragilidade do sistema. Queremos proteção e ao mesmo tempo exigimos privacidade e isso gera um paradigma dificil de resolver. Se o conteúdo de quem age corretamente deve ser protegido o mesmo valerá para quem quebra a lei no “mundo virtual” e se as ações dessas pessoas forem vigiadas o mesmo deverá valer para todos.

Segundo o New York Times, o governo norte-americano teme a entrada de servidores e equipamentos para Internet produzidos pela gigante chinesa Huawei. O motivo apontado seria que as forças de segurança chinesas estariam implementando “portas dos fundos” nesses equipamentos para que posteriomente pudessem acessar as informações dos usuários.

O que seria apenas uma desculpa para medidas de proteção de mercado pode representar um rombo mais fundo, nos documentos de Snowden se revelou que a própria NSA seria a responsável na criação dessas “portas dos fundos” nos servidores chineses e que eles estariam captando as informações fornecidas por essa fenda. O uso desse recurso seria para conseguir a entrada em países que não costumam comprar produtos norte-americanos e em países aliados que trabalhem de forma independente. A desculpa apresentada pelos oficiais do governo americano é sempre a mesma, a legítima segurança nacional.

Outra grande empresa chinesa na mira do serviço de Inteligência americano é a ZTE e as mesmas medidas foram pedidas pelos seus especialistas. Como a proibição de aquisições e associações com empresas nos Estados Unidos. A Huawei reclama de protecionismo e afirma não ter qualquer vínculo com o “Exército de Libertação Nacional”, conforme é dito pela NSA, mas que jamais provou publicamente.

A internet ainda é um mundo novo, diferente do mundo real aonde a humanidade levou centenas de anos para se ajustar. Como dizia aquele antigo ditado, “é no andar da carruagem que as abóboras se ajeitam” não tivemos tempo para assimilar todas as possibilidades desse mundo. No mundo real a privacidade pode ser definida de forma física como aquele termo, “entre quatro paredes“. No mundo virtual não existem barreiras físicas o que pode levar à diversas confusões, uma extrapolação das liberdades individuais e uma fuga dos mecanismos de “fiscalização” sociais. Como agir nesse mundo?

Os grupos sociais se auto promovem como responsáveis pela conduta de seus membros e o mundo virtual possue uma dimensão mundial e isso gera um paradigma. As atitudes que não aceitas normalmente em seu grupo podem encontrar respaldo em outros lugares. Quem não possue em suas redes sociais pessoas que normalmente não teria contato?

Dessa forma, o pedido de Tim Berners-Lee é bastante coerente pois é necessário a participação de todos os usuários da rede para promover os pontos positivos e elaborar modos de coibir os pontos negativos sem necessidade de uma intervenção dos serviços de inteligência ou dos governos. Pois isso acarretaria em censura ou pior, em uma doutrinação ideológica pelo regime vigente no momento.

Frases – http://kdfrases.com

 Fonte: El País e The New York Times

O espelho mágico

Esse é ao contrário do espelho da bruxa

Na história da Branca de Neve, a bruxa perguntava: – Espelho, espelho meu! Existe alguém mais bela do que eu?

Ela queria verificar a existência de alguma pessoa com maiores qualidades do que ela, nesse caso seria pelo padrão estético. Seu desejo e a sua ambição seriam o de possuir maiores dons do que os outros, um caso clássico de egocentrismo e vaidade misturados. O que notamos na imprensa hoje em dia é exatamente o contrário, a pergunta mudou: – Espelho, espelho meu! Existe alguém pior do que eu?

As colunas se tornaram um verdadeiro desfile de terror, quais os defeitos e vícios de seus adversários ou supostos inimigos são demonstrados. Quais erros cometeram e quais intenções são as mais maléficas possíveis. Quando citam alguma qualidade, ela teria algum objetivo nefasto. As analogias são as mais estarrecedoras possíveis e não poupam nenhum período negro da história.

Reductio ad Hitlerum

Esta é a denominação de um vício na dialética, uma falácia muito utilizada, poderiamos dizer que é até um “golpe baixo” que visa acertar alguém sem a possibilidade de um argumento de retorno. Segundo o Wikipédia teria a seguinte explicação:

“O argumento carrega um forte peso emocional e retórico, uma vez que em muitas culturas qualquer relação com Hitler ou nazistas é automaticamente condenada. A tática é muitas vezes utilizada para desqualificar argumentos ou mesmo utilizada quando não há mais argumentos, e tende a produzir efeitos mais agressivos do que racionais nas respostas, desviando o foco do oponente.2 Um subtipo dessa falácia é a comparação das intenções de um oponente com o Holocausto.2 Outras variantes incluem comparações com Gestapo (a polícia secreta nazista), fascismo, totalitarismo1 e até mais vagamente com o terrorismo.3

Um exemplo disso é a crise da Crimeia, onde a guerra de informações chegaram com a falta de argumentação à níveis considerados covardes. A secretária de Estado norte-americano Hillary Clinton comparou o presidente russo Vladimir Putin à Adolft Hitler, por ter concedido facilidades para cidadãos da Crimeia obterem passaportes russos. Fato semelhante ocorreu quando Hitler concedeu passaporte alemão para os descendentes de alemães que viviam na Tchekoslováquia e na Romênia antes da II Grande Guerra. O argumento usado por Hitler na época era de que aqueles que tinham ascendência alemã não estavam sendo bem tratados pelo Governo e que ele precisava “proteger o seu povo”.

O presidente russo diz que a troca de governo na Ucrânia foi um golpe e que os cidadãos da Crimeia não o apoiaram e foram ameaçados por isso, em seu discurso, ele diz: ” Os que se opuseram ao golpe foram imediatamente ameaçados de serem reprimidos. Claro que os primeiros da fila foram os crimeanos – a Crimeia que fala russo. Por isso, os moradores da Crimeia e de Sevastopol voltaram-se para a Rússia, pedindo ajuda para defenderem seus direitos e a própria vida, e para impedir que continuassem os eventos que prosseguem, de fato, até hoje, em Kiev, Donetsk, Carcóvia e outras cidades ucranianas.

Naquilo que podemos chamar de um “contra-golpe”, no mesmo discurso ele responde aos ocidentais com a mesma retórica da Sra. Clinton, ” Aquele golpe foi executado por nacionalistas, neonazistas, russófobos e antissemitas. E continuam a determinar o tom na Ucrânia ainda hoje.” E em outro trecho ele foi mais incisivo ao afirmar que, “Mas não há como não ver as intenções bem claras desses herdeiros ideológicos de Bandera, que foi cúmplice de Hitler na 2ª Guerra Mundial.

Quem ele cita acima é Steban Bandera, líder nacionalista Ucraniano que apesar de ter sido preso pelos alemães durante a II Grande Guerra foi morto por ordem do governo russo. Ordem esta que partiu de Nikita Khrushchev.

Ou seja, apesar da classificação das ideologias dizer que o nacional-socialismo (nazismo) estar junto com o comunismo (extrema esquerda) muitos ainda tentam o colocar na extrema-direita. Como na famosa e repetida frase de Lênin, “xingue-os daquilo que você é, acuse-os daquilo que você faz”. Na história do partido nazista existem dois pontos de disputa, internamente, Hitler ao se contrapor aos irmãos Strasser que eram de uma linha mais esquerdista e externamente com o próprio partido comunista alemão. Esses conflitos de poder revelam posicionamentos políticos diferentes de cada personagem, contudo, o partido, em linhas gerais, não deixou de ser socialista ou se tornou de extrema direita como é hoje definido.

Existem diversas outras comparações como essa que estão sendo disseminadas pela Internet, fica dificil para um leitor leigo encontrar algum sentido ou não ser “levado pela corrente” e acabar reproduzindo essas mesmas palavras. A primeira regra é “desconfie de apelos aos sentimentos” ou afirmações absolutas, pois nem sempre possuem um embasamento que seja verdadeiro ou uma boa intenção.

“Torne a mentira grande, simplifique-a, continue afirmando-a, e eventualmente todos acreditarão nela” Adolf Hitler

N.A. Desculpem pela escolha da frase, mas fica irônico o próprio personagem descrever o destino de si mesmo e de sua obra.

Fonte: Pravda.ru

A guerra das línguas

Para que lutar pelo seu patrimônio?

Há quem ache que a sua língua materna não vale nada, de que falar é apenas um ato de comunicação e que como os modos de comunicação, pode ser cambiável de acordo com a situação, em vez de TV use o celular ou a Internet. Contudo essas pessoas ignoram a história e sobretudo a geopolítica. Ignoram que em muitos lugares do mundo existem guerras sendo travadas devido ao direito de povos de possuirem e manterem a sua língua materna.

Hoje, o nosso país é um lugar tranquilo em relação ao nosso idioma, por isso abre caminho para teoria esdrúxulas (estranhas mesmo!) que desejam fazer alterações de normas e julgam que devemos nos alinhar com a forma falada em Portugal. Ou seja, não existe o menor nexo nessas teorias, querem tirar a linha principal da língua e querem ao mesmo tempo, tornar compatíveis formas faladas totalmente distintas. Não existe a menor coerência nisso.

Para os que acreditam que nesse país somente exista paz e amor, vou contar uma breve história: vim de uma região marcada pelas colônias estrangeiras, uma terra de imigrantes que vieram de muitas regiões diferentes, como espanhóis, italianos, japoneses e alemães. Cada qual com o seus respectivos idiomas nativos e que aos poucos aderiam ao português como língua comum, contudo no período da II Grande Guerra, o nosso presidente Getúlio Vargas, pressionado pelas forças aliadas proibe o uso de línguas oriundas dos países do chamado Eixo (Alemanha, Itália e Japão) e se inicia uma perseguição aos imigrantes que falassem taís idiomas. Conheci pessoas dessa época, pessoas que guardam marcas dessa violação de seus direitos. Alguns se rebelaram e para manterem vivo a sua cultura e a sua língua se refugiavam em fazendas ocultas e pouco contato tinham com pessoas do mundo exterior. Preferiram se isolar à ter que perder a sua identidade.

A crise da Criméia

Essa terra que já foi marcada por guerras no passado é palco de uma  disputa pela Rússia e pelos Estados Unidos. A Rússia diz manter tropas lá devido a grande parte da população local ser falante do idioma russo e que esses desejam fazer parte do seu país. Os ocidentais como Estados Unidos e União Européia dizem que o governo local é ilegítimo e que não podem se separar do resto da Ucrânia. O detalhe interessante dessa nótícia é que os moradores da Criméia não são exatamante descendentes de russos ou que possuam naturalização nesse país, mas são falantes nativos, ou seja, o russo é a língua natal deles e devido ao interesse estratégico o governo russo até facilita para quem mora na Criméia, tirar documentos naquele país.

Os exemplos estão em todo o mundo: o governo inglês proibiu por muito tempo o Gaélo, língua nativa da Irlanda e da Escócia, em uma tentativa de coibir as intenções separatistas dessas regiões, contudo esses movimentos estão em marcha e na Escócia estão marcando um plebiscito para escolherem se poderão se separar da antiga Grã-Bretanha, apesar das sanções prometidas, como a proibição do uso da moeda inglesa no novo país.

Um outro local do mundo, onde isso ocorre em mais situações é a Espanha, o território independente da Catalunha conseguiu mais sucesso em sua corrida separatista, usando dinheiro do que o seu vizinho, País Basco (Euskadi) com as bombas do movimento de separação E.T.A. (Euskadi Ta Askatasuna). Apesar das ações do governo da Espanha, como a declaração do ministro da Educação Wert que disse “precisamos espanholar a Catalunha”, em uma citação direta de que um dos pontos chaves do movimento separatista é o uso de sua língua natal e que isso faz parte da identidade desse povo.

A antropologia descreve a língua como o meio para transferência da cultura entre os membros de uma mesma etnia ou nação, isso foi mais formalizado com o surgimento da língua oficial:

“É a língua que é tomada como única num Estado (País). Ou seja, é a língua que todos habitantes do País precisam saber, que todos precisam usar em todas as ações oficiais, ou seja nas suas relações com as instituições do Estado. A língua oficial é também a língua nacional. Ou seja, não é possível que uma língua seja a língua oficial de um País sem ser também sua língua nacional. Isto mostra a relação forte estabelecida historicamente entre o conceito de Estado e o de Nação.”

Apesar de algumas idéias separatistas que se vinculam pela Internet, no Brasil, a língua oficial continua a ser o Português.

Foi um erro no passado, o modelo de Catecismo utilizado pela Igreja Católica com os indígenas brasileiros. Eles eram proibidos de usar a sua língua, seus nomes, sua cultura e tinham que se tornar “pessoas civilizadas”. O atual modelo de catecismo usado pelas ordens católicas, como os Jesuitas no oriente são mais integradoras, os orientais não necessitam alterar seu nome, sua língua ou seus costumes para se tornarem cristãos. Claro que, estamos totalmente cientes da necessidade da evangelização e apoiamos todas a iniciativas para que a Santa Sé continue em sua empreitada.

Não existe como se separar a língua da identidade cultural de um indivíduo, quando isso se faz é de uma enorme violência tentar privar a pessoa daquilo que a faz ser o que é. Quando lutaremos pela nossa língua, de igual modo que os outros povos o fazem? Apenas quando estiverem nos proibindo de a utilizar?

“A educação tem raízes amargas, mas os seus frutos são doces.”  Aristóteles

Um concorrente para o Android

O novo sistema para celulares que veio do frio

Para aquelas pessoas que possuem um celular com sistema Android ultrapassado que não consegue mais atualizar e jogou em alguma gaveta, eis a solução, uma empresa da Finlândia criou uma alternativa, o sistema operacional Sailfish. A empresa Jolla promete disponibilizar esse sistema de forma gratuita para todos os usuários.

Segundo o presidente da empresa, Tomi Pienimäki, a versão que será lançada no final de abril desse ano, será compatível com diversas marcas já existentes no mercado. A instalação será tão simples que o próprio usuário poderá migrar do sistema da Google para o sistema finlandês.

O desenvolvedor chefe da Jolla,  Harri Hakulinen, já havia “twittado” em fevereiro, antes do Mobile World Congress, uma pista do projeto: ” talvez não seja inteligente trocar seu antigo Samsung por um novo Lumia, porque em breve poderá obter o sistema operacional Sailfish.”

Na exposição móvel Mobile World Congress, em Barcelona, eles aproveitaram para demonstrar o sistema operacional trabalhando em diversas máquinas de vários fabricantes, como Samsung e Sony, entre outros. Apenas ressaltando que o Sailfish não foi otimizado para tablets, apesar de demonstrá-lo em um Nexus 7.

Os aparelhos mais antigos aparentam não ter problema para rodar o Sailfish, o que não garante como será o seu futuro, contudo o que pôde ser visto é que não gerou nenhum tipo de erro gráfico ou de imagem.

O mercado que a Jolla pretende atender é daqueles aparelhos que não são mais atendidos pelos fabricantes, os quais pararam disponibilizar atualizações de software. O projeto quer combinar um hardware antigo com um sistema operacional com novas funcionabilidades e seguro.

Segundo Pienimäki, sua principal vantagem é ser um Sistema Operacional criado exclusivamente para sistemas móveis, diferente de seus concorrentes como o Android, o Windows Phone e o IOS. Os clientes podem obter um sistem multitarefa e ainda vão economizar na hora de fazer a migração.

Jolla precisa de quota de mercado

O principal desafio deles é quanto a fatia de mercado que poderão arrebatar dos grandes fabricantes. Pois é disso que dependem para tornar o seu sistema atrativo para as indústrias de software. Pois essas empresas não desenvolvem softwares para sistemas que não vendem muito e sem aplicativos o Failfish não será “abaixado” na forma como eles esperam.

Os aplicativos disponibilizados pela Google Play Store e que podem rodar no Sailfish, são baixados apenas por aparelhos que usam o sistema Android puro. Para resolver isso, estão tentando lojas de terceiros para baixar os aplicativos, como o portal russo Yandex-store. Usando então o buscador do Google para conseguir os tutoriais desses aplicativos via Youtube.

Fonte: Die Spiegel online

Para um legítimo Pretzel Bávaro

Proteção de origem para o famoso pão alemão

Agora, o Pretzel está no selecto grupo de produtos que são protegidos pela produção de origem ou indicação de procedência: “diferente da simples indicação de origem, garante exclusividade de uso a um grupo de pessoas, em razão da reputação que a região obteve na produção de um bem ou na prestação de um serviço, de qualidades ou de outras características atribuídas a sua origem. Tal  distinção os torna relativamente únicos, permitindo uma melhor competividade ou maiores ganhos à cadeia produtiva de onde se origina.” Como o champagne francês, o café brasileiro ou presunto de parma.

Foi decidido que somente o produto que for fabricado no estado do sul da Alemanha da Bavária é que poderá ser denominado Pretzel Bávaro (“Bayerische breze”), segundo um comunicado feito nos Estados Unidos na última sexta-feira. O anúncio, de dar água na boca, descrevia-o como: ” caracteriza-se por um massa saborosa com um breve e nítido som crocante e uma textura suave e macia”.

A indicação geográfica se refere as padarias bávaras e o produto com a forma de braços cruzados em oração e  coberto com sal grosso, queijo, papoula, gergelim, abóbora ou sementes de girassol.

Produtos fabricados e vendidos fora dos Estados Unidos com a denominação de Bávaros não serão afetados por essa decisão.

Fonte: The Guardian

Para bem entender o demônio!!!

Quem sabe as diferenças entre direita e esquerda?

Percebo ultimamente que muitas pessoas, de boa fé, estranham os textos publicados pela internet que ressaltam sobre diferenças ideológicas e suas consequências em nossa sociedade moderna. Pessoas com um mínimo de bom senso, se perguntam por qual motivo se escreveria um texto para se combater uma coisa como o comunismo, se todos bem sabem do fim da antiga União das Repúblicas Socialistas Soviéticas e sobre a abertura de mercado na China.

Para uma pessoa com uma cultura mediana, isso bastaria para indicar que os escritores desses sites, estão “caçando fantasmas” ou são paranóicos e acreditam em “teorias da conspiração”. Mas na verdade, não é nada disso, o perigo é real e ele espreita em cada esquina. Contudo, fica a pergunta: como perceber a diferença?

Quando você se depara com um texto de esquerda, seja ele escrito por um militante ou por uma pessoa de boa fé que estará divulgando idéias marxistas e na maioria das vezes, nem sabe disso, quais são os pontos a verificar? Geralmente os textos tem um fundo apelativo, ou seja, recorre ao emocional do leitor para que obtenha a sua adesão, a sua lógica aparenta ser correta. Possui uma cadeia de idéias, geralmente baseadas em premissas universais. Em outras palavras, coisas óbvias e de conhecimento geral, mas o erro ocorre ao finalizar o pensamento, o resultado é sempre desviado daquilo que seria o correto!

Um exemplo de um autor esquerdista:

“Porque nossa tradição gramatical e pedagógica ainda sofre de um arraigado espírito colonizado. Muitos desses supostos “erros” só recebem essa classificação porque não fazem parte dos usos dos portugueses, do outro lado do Atlântico. Pode parecer inacreditável, mas muitas das prescrições da pedagogia tradicional de língua até hoje se baseiam nos usos que os escritores portugueses do século XIX faziam da língua…  Temos uma língua própria, mas ainda somos obrigados a seguir uma gramática normativa de outra língua diferente. Às vésperas de comemorarmos nosso bicentenário de independência, não faz sentido continuar rejeitando o que é nosso para só aceitar o que vem de fora. Não faz sentido rejeitar a língua de 190 milhões de brasileiros para só considerar certo o que é usado por menos de dez milhões de portugueses. Só na cidade de São Paulo temos mais falantes de português do que em toda a Europa!”

O texto é uma entrevista com Marcos Bagno, aparenta ter uma certa lógica e a príncipio, qualquer pessoa concordaria, todos sabemos que o nosso idioma veio de um país de outro lado do Atlântico e que as regras não mudaram de forma radical nos últimos anos, mas qual é o conceito que ele passa, qual é a moral dessa história? Ele sempre entra nas questões sociais como se isso fosse a razão para usarmos ou não corretamente a nossa língua. Não aceitam as regras e as tradições linguísticas como se isso fosse alguma doença e tratam os escritores como “persona non grata” e querem sempre que se retire o ensine da gramática no ensino fundamental. No fundo, uma forma de alterar o modo operante do profissional docente e alterar a sua posição na sociedade.

Isto está perfeitamente embasado pelas obras de Antonio Gramsci, “Cadernos do Cárcere” que podem ser resumidas assim: “amestrar o povo para o socialismo antes de fazer a revolução. Fazer com que todos pensassem, sentissem e agissem como membros de um Estado comunista enquanto ainda vivendo num quadro externo capitalista.” O que significa que o profissional (docente) teria seu papel social totalmente reformulado e aquilo que o torna uma pessoa capacitada para exercer a sua atividade seria jogado no lixo. A legitimidade estaria comprometida, pois os conhecimentos que, a priori, seriam o mínimo necessário para que pudesse exercer a profissão não poderiam mais ser cobrados, pois eles ensinariam sem as regras, combatendo a tradição e a normatização vigente.

Outra questão que esse e outros autores colocam é que nossa posição de “terceiro mundo” (espírito colonizado) e dependência de outras nações seria devido a esse idioma, contudo, aos testarmos essa teoria, vemos não ser verdade. Qual outro país que foi colonizado no mesmo período que o nosso, por uma nação europeia, possui uma grande extensão de terra e diversos “regionalismos” e que ainda mantém o idioma e as regras originais de sua língua?

Resposta: Os Estados Unidos da América, país este, que não possui qualquer dependência e está em posição mais privilegiada do que sua antiga metrópole. Se o número de falantes, como ele cita acima, pudessem alterar de qualquer forma a escolha do idioma ou as suas regras, os Estados Unidos já teriam alterado as deles e diferente daquela música italiana “parla americano”, o nome do idioma deles é inglês (english) ainda.

Dica: não existe ainda oficialmente um português brasileiros, como muitos pregam.

Quando D. Pedro I realizou a Independência do Brasil, ele não imaginava que precisavamos de uma indepência linguística, visto que ele era português nato e nem sequer os seus sucessores, como na Proclamação da República cogitaram tal alteração. Outra coisa, bastante óbvia, que eles tanto divulgam é que a língua falada é diferente da escrita. Com certeza isso existe e não irá se alterar mesmo com as “mágicas” propostas desses autores. Não parece “gritante” que a fala possui diferenças no seu modo de uso com os modos da escrita e que podemos pronunciar palavras iguais com entonações diferentes e conseguimos com isso, outros resultados. Na fala, existem onomatopéias (sons de objetos, animais ou situações) que são dificeis de reproduzir na forma escrita. Por sua vez, as regras escritas uniformizam os textos e permitem que falantes de diferentes níveis possam se entender. Não se trata de nenhuma imposição, isso é uma convenção e o fazemos para poder nos comunicarmos.

Um detalhe importante, alguns dizem que não existe regras para o português coloquial, pura balela, existem tantas regras quanto no escrito, contudo, o regionalismo, os grupos sociais com que se relaciona e os níveis exigidos em cada situação fazem com que o falante altere suas formas de expressão e lance mão de um vocabulário ou de outro a cada momento, ou seja é uma flexibilização. Para verificar isso, faça um teste, se não existem regras, vá até uma praça pública e procure pedir informações falando como o Tarzan do cinema e veja se as pessoas não vão o considerar como um doido.

Aproveitando o ensejo, isso foi proposital, aqui caberia um comentário sobre o famoso “preconceito linguístico” que tanto pregam, faça o mesmo proposto acima utilizando um vocabulário e uma entonação regional diferente do lugar que se encontra para verificar as reações dos passantes. Segundo “psico-intelectuais” (psicologo + pseudointelectual) existe uma guerra acontecendo lá fora e você será terrivelmente agredido. Pois bem, posso afirmar que não ocorrerá mal trato algum, sou sulista e meu sotaque é “gaúcho” e desde que vim para São Paulo, sou bem recebido em qualquer lugar que vou e no máximo, tiro algumas risadas com alguns termo oriundos de minha terra.

Para quem se sente constrangido em não saber usar todas as regras gramaticais, existe um consolo, muito poucos o sabem, contudo, jogar pela janela os livros de regras deliberadamente é uma atitude leviana. Usam o fato das crianças não poderem guardar todas as regras como motivo para não se ensinar regra nenhuma. Ignoram a evolução cognitiva das crianças e das alterações que ocorrem quando essas se deparam com a escrita. Diferente da fala, a escrita requer uma maior atividade abstrata, pois se trata um símbolo que independe do objeto e do falante e que pode dar resultados diferentes por causa das diversas combinações possíveis.

“Ao formular o conceito de zona proximal, Vygotsky mostrou que o bom ensino é aquele que estimula a criança a atingir um nível de compreensão e habilidade que ainda não domina completamente, “puxando” dela um novo conhecimento. “Ensinar o que a criança já sabe desmotiva o aluno e ir além de sua capacidade é inútil”, diz Teresa Rego. O psicólogo considerava ainda que todo aprendizado amplia o universo mental do aluno. O ensino de um novo conteúdo não se resume à aquisição de uma habilidade ou de um conjunto de informações, mas amplia as estruturas cognitivas da criança. Assim, por exemplo, com o domínio da escrita, o aluno adquire também capacidades de reflexão e controle do próprio funcionamento psicológico.

Mesmo que você não guarde todas as regras, o conhecimento delas altera a sua forma de pensar. Um questão que apareceu há muitos anos atrás, foi o gibi do Chico Bento. As professoras de Português levantaram a hipótese de que as crianças poderiam começar a falar errado ao lerem esse tipo de historinhas. Contudo o que se presenciou foi bem diferente, as crianças entendiam o universo do personagem e que a sua fala era apenas uma característica dele. Da mesma forma, quando liam histórias do Cebolinha não começavam a trocar os “r” pelo “l”.

Grandes Autores

Existe ainda quem defenda a retirada da grade currícular, do estudo de Grandes Autores de nossa língua para os estudantes e que eles não trariam benefícios aos mesmos. O que eu lí ultimamente aparenta ser o seguinte, os Grandes Autores seriam apenas para mostrar as formas de linguagem que estariam em desuso e seriam apenas para exemplos gramaticais. Contudo, devemos ressaltar que os assim chamados “Grandes Autores” não eram essencialmente docentes ou linguistas, possuiam profissões distintas e não contribuiram apenas para a expansão e o uso do nosso idioma, contribuiram em muitas áreas do conhecimento humano. Luis Vas de Camões era soldado mercenário, Fernando Pessoa era tipógrafo, Carlos Drummond de Andrade era farmacéutico formado e funcionário público, alguns eram médicos, outros engenheiros e todos contribuiram de alguma forma. Mas parece estranho que tentem estudar a língua e suas origens sem esses ilustres personagens, o que querem ocultar de nossos jovens? Qualquer filosofo diria que o melhor conselho é “ler” e ler muito para se obter todos os pontos de vista e não ser engando pela primeira impressão dos fatos. Quem lhe disser que não necessita disso, responda “isso é balela”, todos os regimes autoritários tentaram coibir a difusão de idéias e até mesmo com a queima de livros. Não aceitem de forma alguma que isso se repita!

Finalizando, você perceberá que os textos de direita se divergem em vários pontos, são pensadores livres que possuem pensamentos diferentes uns dos outros e estão defendendo valores como a tradição, a propriedade, a liberdade e a religião, cada qual em seu grau de posicionamento e de sua forma. Talves não concorde com um ou com outro, mas isso é próprio da política liberal. Contudo os esquerdistas estão sempre em uma mesma linha, um mesmo pensamento, quando um é desmascarado, outro o substitui. Por isso se assemelham tanto.

“Como você diz que é um comunista? Bem, é alguém que lê Marx e Lênin. E como você diz um anti-comunista? É alguém que entende Marx e Lênin.” Ronald Reagan

Dica de leitura: O Alienista de Machado de Assis, que expõe temas como a observação da sociedade, estatísticas e modos de comportamento. Quem julgo os outros loucos, acaba se descobrindo mais louco ainda.