Um concorrente para o Android

O novo sistema para celulares que veio do frio

Para aquelas pessoas que possuem um celular com sistema Android ultrapassado que não consegue mais atualizar e jogou em alguma gaveta, eis a solução, uma empresa da Finlândia criou uma alternativa, o sistema operacional Sailfish. A empresa Jolla promete disponibilizar esse sistema de forma gratuita para todos os usuários.

Segundo o presidente da empresa, Tomi Pienimäki, a versão que será lançada no final de abril desse ano, será compatível com diversas marcas já existentes no mercado. A instalação será tão simples que o próprio usuário poderá migrar do sistema da Google para o sistema finlandês.

O desenvolvedor chefe da Jolla,  Harri Hakulinen, já havia “twittado” em fevereiro, antes do Mobile World Congress, uma pista do projeto: ” talvez não seja inteligente trocar seu antigo Samsung por um novo Lumia, porque em breve poderá obter o sistema operacional Sailfish.”

Na exposição móvel Mobile World Congress, em Barcelona, eles aproveitaram para demonstrar o sistema operacional trabalhando em diversas máquinas de vários fabricantes, como Samsung e Sony, entre outros. Apenas ressaltando que o Sailfish não foi otimizado para tablets, apesar de demonstrá-lo em um Nexus 7.

Os aparelhos mais antigos aparentam não ter problema para rodar o Sailfish, o que não garante como será o seu futuro, contudo o que pôde ser visto é que não gerou nenhum tipo de erro gráfico ou de imagem.

O mercado que a Jolla pretende atender é daqueles aparelhos que não são mais atendidos pelos fabricantes, os quais pararam disponibilizar atualizações de software. O projeto quer combinar um hardware antigo com um sistema operacional com novas funcionabilidades e seguro.

Segundo Pienimäki, sua principal vantagem é ser um Sistema Operacional criado exclusivamente para sistemas móveis, diferente de seus concorrentes como o Android, o Windows Phone e o IOS. Os clientes podem obter um sistem multitarefa e ainda vão economizar na hora de fazer a migração.

Jolla precisa de quota de mercado

O principal desafio deles é quanto a fatia de mercado que poderão arrebatar dos grandes fabricantes. Pois é disso que dependem para tornar o seu sistema atrativo para as indústrias de software. Pois essas empresas não desenvolvem softwares para sistemas que não vendem muito e sem aplicativos o Failfish não será “abaixado” na forma como eles esperam.

Os aplicativos disponibilizados pela Google Play Store e que podem rodar no Sailfish, são baixados apenas por aparelhos que usam o sistema Android puro. Para resolver isso, estão tentando lojas de terceiros para baixar os aplicativos, como o portal russo Yandex-store. Usando então o buscador do Google para conseguir os tutoriais desses aplicativos via Youtube.

Fonte: Die Spiegel online

Para bem entender o demônio!!!

Quem sabe as diferenças entre direita e esquerda?

Percebo ultimamente que muitas pessoas, de boa fé, estranham os textos publicados pela internet que ressaltam sobre diferenças ideológicas e suas consequências em nossa sociedade moderna. Pessoas com um mínimo de bom senso, se perguntam por qual motivo se escreveria um texto para se combater uma coisa como o comunismo, se todos bem sabem do fim da antiga União das Repúblicas Socialistas Soviéticas e sobre a abertura de mercado na China.

Para uma pessoa com uma cultura mediana, isso bastaria para indicar que os escritores desses sites, estão “caçando fantasmas” ou são paranóicos e acreditam em “teorias da conspiração”. Mas na verdade, não é nada disso, o perigo é real e ele espreita em cada esquina. Contudo, fica a pergunta: como perceber a diferença?

Quando você se depara com um texto de esquerda, seja ele escrito por um militante ou por uma pessoa de boa fé que estará divulgando idéias marxistas e na maioria das vezes, nem sabe disso, quais são os pontos a verificar? Geralmente os textos tem um fundo apelativo, ou seja, recorre ao emocional do leitor para que obtenha a sua adesão, a sua lógica aparenta ser correta. Possui uma cadeia de idéias, geralmente baseadas em premissas universais. Em outras palavras, coisas óbvias e de conhecimento geral, mas o erro ocorre ao finalizar o pensamento, o resultado é sempre desviado daquilo que seria o correto!

Um exemplo de um autor esquerdista:

“Porque nossa tradição gramatical e pedagógica ainda sofre de um arraigado espírito colonizado. Muitos desses supostos “erros” só recebem essa classificação porque não fazem parte dos usos dos portugueses, do outro lado do Atlântico. Pode parecer inacreditável, mas muitas das prescrições da pedagogia tradicional de língua até hoje se baseiam nos usos que os escritores portugueses do século XIX faziam da língua…  Temos uma língua própria, mas ainda somos obrigados a seguir uma gramática normativa de outra língua diferente. Às vésperas de comemorarmos nosso bicentenário de independência, não faz sentido continuar rejeitando o que é nosso para só aceitar o que vem de fora. Não faz sentido rejeitar a língua de 190 milhões de brasileiros para só considerar certo o que é usado por menos de dez milhões de portugueses. Só na cidade de São Paulo temos mais falantes de português do que em toda a Europa!”

O texto é uma entrevista com Marcos Bagno, aparenta ter uma certa lógica e a príncipio, qualquer pessoa concordaria, todos sabemos que o nosso idioma veio de um país de outro lado do Atlântico e que as regras não mudaram de forma radical nos últimos anos, mas qual é o conceito que ele passa, qual é a moral dessa história? Ele sempre entra nas questões sociais como se isso fosse a razão para usarmos ou não corretamente a nossa língua. Não aceitam as regras e as tradições linguísticas como se isso fosse alguma doença e tratam os escritores como “persona non grata” e querem sempre que se retire o ensine da gramática no ensino fundamental. No fundo, uma forma de alterar o modo operante do profissional docente e alterar a sua posição na sociedade.

Isto está perfeitamente embasado pelas obras de Antonio Gramsci, “Cadernos do Cárcere” que podem ser resumidas assim: “amestrar o povo para o socialismo antes de fazer a revolução. Fazer com que todos pensassem, sentissem e agissem como membros de um Estado comunista enquanto ainda vivendo num quadro externo capitalista.” O que significa que o profissional (docente) teria seu papel social totalmente reformulado e aquilo que o torna uma pessoa capacitada para exercer a sua atividade seria jogado no lixo. A legitimidade estaria comprometida, pois os conhecimentos que, a priori, seriam o mínimo necessário para que pudesse exercer a profissão não poderiam mais ser cobrados, pois eles ensinariam sem as regras, combatendo a tradição e a normatização vigente.

Outra questão que esse e outros autores colocam é que nossa posição de “terceiro mundo” (espírito colonizado) e dependência de outras nações seria devido a esse idioma, contudo, aos testarmos essa teoria, vemos não ser verdade. Qual outro país que foi colonizado no mesmo período que o nosso, por uma nação europeia, possui uma grande extensão de terra e diversos “regionalismos” e que ainda mantém o idioma e as regras originais de sua língua?

Resposta: Os Estados Unidos da América, país este, que não possui qualquer dependência e está em posição mais privilegiada do que sua antiga metrópole. Se o número de falantes, como ele cita acima, pudessem alterar de qualquer forma a escolha do idioma ou as suas regras, os Estados Unidos já teriam alterado as deles e diferente daquela música italiana “parla americano”, o nome do idioma deles é inglês (english) ainda.

Dica: não existe ainda oficialmente um português brasileiros, como muitos pregam.

Quando D. Pedro I realizou a Independência do Brasil, ele não imaginava que precisavamos de uma indepência linguística, visto que ele era português nato e nem sequer os seus sucessores, como na Proclamação da República cogitaram tal alteração. Outra coisa, bastante óbvia, que eles tanto divulgam é que a língua falada é diferente da escrita. Com certeza isso existe e não irá se alterar mesmo com as “mágicas” propostas desses autores. Não parece “gritante” que a fala possui diferenças no seu modo de uso com os modos da escrita e que podemos pronunciar palavras iguais com entonações diferentes e conseguimos com isso, outros resultados. Na fala, existem onomatopéias (sons de objetos, animais ou situações) que são dificeis de reproduzir na forma escrita. Por sua vez, as regras escritas uniformizam os textos e permitem que falantes de diferentes níveis possam se entender. Não se trata de nenhuma imposição, isso é uma convenção e o fazemos para poder nos comunicarmos.

Um detalhe importante, alguns dizem que não existe regras para o português coloquial, pura balela, existem tantas regras quanto no escrito, contudo, o regionalismo, os grupos sociais com que se relaciona e os níveis exigidos em cada situação fazem com que o falante altere suas formas de expressão e lance mão de um vocabulário ou de outro a cada momento, ou seja é uma flexibilização. Para verificar isso, faça um teste, se não existem regras, vá até uma praça pública e procure pedir informações falando como o Tarzan do cinema e veja se as pessoas não vão o considerar como um doido.

Aproveitando o ensejo, isso foi proposital, aqui caberia um comentário sobre o famoso “preconceito linguístico” que tanto pregam, faça o mesmo proposto acima utilizando um vocabulário e uma entonação regional diferente do lugar que se encontra para verificar as reações dos passantes. Segundo “psico-intelectuais” (psicologo + pseudointelectual) existe uma guerra acontecendo lá fora e você será terrivelmente agredido. Pois bem, posso afirmar que não ocorrerá mal trato algum, sou sulista e meu sotaque é “gaúcho” e desde que vim para São Paulo, sou bem recebido em qualquer lugar que vou e no máximo, tiro algumas risadas com alguns termo oriundos de minha terra.

Para quem se sente constrangido em não saber usar todas as regras gramaticais, existe um consolo, muito poucos o sabem, contudo, jogar pela janela os livros de regras deliberadamente é uma atitude leviana. Usam o fato das crianças não poderem guardar todas as regras como motivo para não se ensinar regra nenhuma. Ignoram a evolução cognitiva das crianças e das alterações que ocorrem quando essas se deparam com a escrita. Diferente da fala, a escrita requer uma maior atividade abstrata, pois se trata um símbolo que independe do objeto e do falante e que pode dar resultados diferentes por causa das diversas combinações possíveis.

“Ao formular o conceito de zona proximal, Vygotsky mostrou que o bom ensino é aquele que estimula a criança a atingir um nível de compreensão e habilidade que ainda não domina completamente, “puxando” dela um novo conhecimento. “Ensinar o que a criança já sabe desmotiva o aluno e ir além de sua capacidade é inútil”, diz Teresa Rego. O psicólogo considerava ainda que todo aprendizado amplia o universo mental do aluno. O ensino de um novo conteúdo não se resume à aquisição de uma habilidade ou de um conjunto de informações, mas amplia as estruturas cognitivas da criança. Assim, por exemplo, com o domínio da escrita, o aluno adquire também capacidades de reflexão e controle do próprio funcionamento psicológico.

Mesmo que você não guarde todas as regras, o conhecimento delas altera a sua forma de pensar. Um questão que apareceu há muitos anos atrás, foi o gibi do Chico Bento. As professoras de Português levantaram a hipótese de que as crianças poderiam começar a falar errado ao lerem esse tipo de historinhas. Contudo o que se presenciou foi bem diferente, as crianças entendiam o universo do personagem e que a sua fala era apenas uma característica dele. Da mesma forma, quando liam histórias do Cebolinha não começavam a trocar os “r” pelo “l”.

Grandes Autores

Existe ainda quem defenda a retirada da grade currícular, do estudo de Grandes Autores de nossa língua para os estudantes e que eles não trariam benefícios aos mesmos. O que eu lí ultimamente aparenta ser o seguinte, os Grandes Autores seriam apenas para mostrar as formas de linguagem que estariam em desuso e seriam apenas para exemplos gramaticais. Contudo, devemos ressaltar que os assim chamados “Grandes Autores” não eram essencialmente docentes ou linguistas, possuiam profissões distintas e não contribuiram apenas para a expansão e o uso do nosso idioma, contribuiram em muitas áreas do conhecimento humano. Luis Vas de Camões era soldado mercenário, Fernando Pessoa era tipógrafo, Carlos Drummond de Andrade era farmacéutico formado e funcionário público, alguns eram médicos, outros engenheiros e todos contribuiram de alguma forma. Mas parece estranho que tentem estudar a língua e suas origens sem esses ilustres personagens, o que querem ocultar de nossos jovens? Qualquer filosofo diria que o melhor conselho é “ler” e ler muito para se obter todos os pontos de vista e não ser engando pela primeira impressão dos fatos. Quem lhe disser que não necessita disso, responda “isso é balela”, todos os regimes autoritários tentaram coibir a difusão de idéias e até mesmo com a queima de livros. Não aceitem de forma alguma que isso se repita!

Finalizando, você perceberá que os textos de direita se divergem em vários pontos, são pensadores livres que possuem pensamentos diferentes uns dos outros e estão defendendo valores como a tradição, a propriedade, a liberdade e a religião, cada qual em seu grau de posicionamento e de sua forma. Talves não concorde com um ou com outro, mas isso é próprio da política liberal. Contudo os esquerdistas estão sempre em uma mesma linha, um mesmo pensamento, quando um é desmascarado, outro o substitui. Por isso se assemelham tanto.

“Como você diz que é um comunista? Bem, é alguém que lê Marx e Lênin. E como você diz um anti-comunista? É alguém que entende Marx e Lênin.” Ronald Reagan

Dica de leitura: O Alienista de Machado de Assis, que expõe temas como a observação da sociedade, estatísticas e modos de comportamento. Quem julgo os outros loucos, acaba se descobrindo mais louco ainda.

O dono da bola?

A quem pertence a Internet?

Após os incidentes de espionagem realizadas por órgãos oficiais norte-americanos, os membros da Comissão Europeia estão preocupados com a crescente pressão dos Estados Unidos em tornar efetivas, medidas de controle sobre a rede mundial de computadores.

A ICANN (Internet Corporation for Assigned Names and Numbers) agência americana que regulamenta o uso da Internet em seu país tem se tornado responsável por uma grande parte da circulação de dados da rede mundial.  O vice-presidente da Comissão Europeia, Neelie Kroes declarou que é o momento para que os Estados Unidos afrouxem o controle sobre a rede.

Apesar de ser um dos países que mais contribuiu com rede, com a participação de empresas privadas, Universidades e até mesmo pesquisas realizadas pelas forças armadas, isso gerou um certo sentimento de posse para os americanos em relação à Internet. Claro que isso contraria em muito, as intenções dos primeiros pesquisadores, mesmo os que estavam sendo financiados pelos órgãos de defesa norte-americano. A rede iniciou como um projeto livre, sem censura ou qualquer tipo de gerenciamento, para a livre circulação das informações pelo mundo.

“A web não está concluída, é apenas a ponta do iceberg. As novas mudanças irão balançar o mundo ainda mais.”
– Cientista britânico, criador da WWW

Fonte: Al Jazeera

Big Data, um novo desafio

Um termo bastante difícil de definir

Segundo o buscador do Google na França, o termo Big Data tem tido um acréscimo de buscas pela Internet, de mais de dez vezes, entre dezembro de 2011 e dezembro de 2013.  Este termo, por definições aceitas, refere-se à coleção, exploração e análise de grandes quantidades de dados, como uma coleção de números, imagens, textos, genes, estrelas, partículas ou dados de tráfego, entre outros. A palavra Big (grande) pode significar o que o ouvinte entender, desde os milhões de gigabytes que as grandes empresas de Internet possuem como o Google e o Facebook.

Os especialistas acreditam que a popularização desse termo tenha sido muito maior devido as promessas do que pelo conceito. Desde que Edward Snowden divulgou documentos secretos do órgão de intelegência do qual fazia parte, a NSA (National Security Agency) Agência de Segurança Nacional, o termo encontrou um outro par. Além de Big Data, o Big Brother (termo relativo ao estado que vigia e manipula seus cidadãos) que foi criado por George Orwell em seu livro 1984.

Os especialistas tem cada vez mais seduzido membros de diversas áreas com as promessas das grandes possibilidades dos Big Data, como na área médica para melhoria de diagnósticos e precisão nos tratamentos, campanhas publicitárias com melhor resultado de retorno através da Internet, as estimativas de prêmios de seguros, recomendações de compras on-line para comerciantes e até a evolução dos crimes para a polícia.

Desde que foram criados os “banco de dados”, os quesitos mais importantes nunca foram os dados em si, mas a forma de relacionar cada registro com os outros para se obter um resultado que realmente valesse a pena. Quantos infográficos são produzidos que na verdade não se referem a coisa alguma palpável e que iludem os leitores. Outra questão importante é o desenvolvimento de linguagens que possam ser responsáveis em criar softwares (programas) capazes de lerem todos esses dados e formarem um panorama que possa ser entendido pela mente humana. Como um programa da Bolsa de Valores americana que mostrava um campo de trigo e aquelas ações que melhor desempenho tinham, eram mostrados como o trigo mais alto se revelando na paisagem.

“A coisa mais indispensável a um homem é reconhecer o uso que deve fazer do seu próprio conhecimento.”Platão

Fonte: Le Monde – Fr.

O Angry birds pode estar dedando você

Os aplicativos na mira da inteligência

Os documentos vazados pelo ex-funcionário da NSA, Edward Snowden, através do The Guardian (Inglaterra) e do New York Times (USA) estão demonstrando os esforços das agências de inteligência como a NSA (National Security Agency) e o GCHQ (Government Communications Headquarters) britanico em obter os dados de aplicativos de celulares.

Aplicativos como o Angry Birds costumam disponibilizar diversas informações privadas de seus usuários via internet, como o modelo do celular, o tamanho da tela e informações pessoais, como idade sexo e sua localização. Alguns aplicativos podem partilhar informações mais sensíveis como a orientação e a preferência sexual. Esses aplicativos rodam tanto em android como IOS (i-phones).

A maioria dos usuários não sabem que podem estar sendo espionados e quais informações podem estar sendo “vazadas” pelos aplicativos que costuma baixar e utilizar, mesmo nos modelos mais modernos.

O conjunto das informações coletadas por essas agências, podem fornecer muitas informações a respeito do uso desses aparelhos telefônicos e sobre as redes a que pertencem e o uso em determinados grupos, muito além de apenas informações individuais.

Isto explica o motivo da NSA ter disponibilizado acumuladamente mais de 1 bilhão de dolares em recursos para desenvolver equipamentos que possam recolher as informações de celulares. Pois segundo essas agências, as atividades terroristas teriam como sua melhor ferramenta para o planejamento e organização de suas atividades, o uso de celulares.

Fonte: The Guardian

Porque não sou ateu?

Como provar a verdade

Há muito tempo venho tentado provar  a minha fé, tive momentos em que totalmente absorto no racionalismo cheguei a questionar totalmente a religião que seguia e que talvez fosse melhor não acreditar em mais nada. Porém esses momentos passam, como dizia Voltaire “Um pouco de filosofia inclina o homem ao ateísmo. Profunda filosofia faz retornar o homem à religião”.

A primeira questão que proponho é a seguinte, ao caminhar pela vida me deparei com diversas situações e com momentos que considerei memoráveis, contudo imagino e me atormenta o fato deles serem únicos, como também sou único em todo o Universo e a mera imagem de que tudo o que acumulei em toda essa existência possa desaparecer com o final dessa máquina, chamada corpo humano, me parece um inexorável desperdício. Pois ainda não existe uma tecnologia que possa acessar todos os dados desse hard disk chamado “cérebro humano”.

Como os ateus e os céticos costumam se orgulhar de sua lógica como se fosse uma murralha ou escudo contra todos os males, iremos nos utilizar dela para apresentar os nossos pontos de vista:

Se porventura, eu me torná-se ateu, hipótese inicial e se ao falecer estivesse correto em minha escolha que bem isso me traria, pois como concebem os ateus, não existe outro mundo ou plano, apenas o fim, frio e duro. Como poderia eu comemorar minha vitória se nada mais existe e minha luz se apagar como uma simples chama.

Com essa mesma hipótese, se eu fosse ainda ateu e ao falecer, descobrisse estar enganado, que horrível seria pois chamais poderia aceitar o convite para entrar nos Céus, pois teria muitos motivos a me envergonhar e seria zuado por São Pedro por toda a eternidade.

Contudo, a hipótese contrária, se eu continuar Católico Apostólico Romano e estiver errado, não teria motivo algum a me envergonhar, pois como dizem os ateus, a morte é apenas um fechar de olhos e nada mais. Seria apenas como desligar uma lâmpada e nada mais sentiria.

Continuando na mesma hipótese, se continuo sendo o mesmo Católico e acreditando em meu Deus, Nosso Senhor, e estiver totalmente certo disso, que felicidade, que júbilo será alcançar os Céus e receber os cumprimentos de todos os Santos e Mártires de nossa Sagrada Igreja e estar em comunhão com Deus de todas as formas.

Ou seja, a sombra de medo que lançam sobre a Fé, nada mais é do que uma sombra, a mera presença da luz a destroi. Como se referia o Santo Padre, Papa Francisco em sua homilia da Missa de Epifania sobre os Reis Magos: “seguindo uma luz, eles procuram a Luz. A estrela aparecida no céu acende, nas suas mentes e corações, uma luz que os move à procura da grande Luz de Cristo. Os Magos seguem fielmente aquela luz, que os penetra interiormente, e encontram o Senhor.”

Ironias da vida: Justiça

A lei dos homens confunde o certo pelo justo

Quem não se depara com situações que se analizadas friamente aparecem ser incrivelmente hilárias, senão tristes, quem não vê no dia a dia o quanto de pessoas que sofrem as maiores opressões, quem tanto trabalha e não recebe a merecida paga, quem tanto se dá mas pouco recebe. Pessoas em situações semelhantes, onde o vizinho é ressarcido e ele não. Alguns são beneficiados e outros recebem migalhas. Quando algo parece certo mas não é justo, como colocar a prova essas situações?

Belas palavras, péssimas leis

No Brasil, os deputados e senadores deveriam se candidatar a carreira de poetas, são ótimos com as palavras mas péssimos legisladores. Pode até parecer chacota, mas existe sempre algum motivo, leis magnífica com excelentes promessas e que não servem para nada no momento em que entram em prática, não é incomum. Basta lembrar da “lei seca” e do bafômetro que entrou em vigor e caiu devido a uma “vigarice” dos advogados: “ninguém pode criar prova contra si mesmo”. Interessante, então as confissões de crimes são “objetos ilegais”?

Insalubre herança

A colonização do Brasil e a vinda da família real  portuguesa deram ao Brasil um singular lugar na história do mundo, fomentou a revolução industrial inglesa e serviu de cabide para  um governo corrupto, aventureiros transvestidos de empresários e jogadas comerciais que mais parecem feitas em um “cassino”. Quem hoje acompanha os jornais e as críticas dos gastos do congresso nacional devem se lembrar daquilo que foi a formação de nosso governo no período do reinado de D. João VI no Brasil de outrora. O primeiro Banco do Brasil que faliu ao tentar bancar a coroa portuguesa, avessa ao trabalho mas muito ávida por gastos e opulência.

Os homens não temem a morte, apenas a temem encontrar em sua agenda!

O homem moderno não teme aquilo que vê, teme aquilo que imagina. Somos treinados a sermos “psicopatas” para que não tenhamos a exata proporção entre aquilo que existe e aquilo que é real. Esse é um dos pontos de partida do movimento comunista. A propaganda das ameaças em forma tão desproporcional que torna os indivíduos em pessoas paranóicas e psicopatas. Para entender isso, basta ver a forma como são apresentados diversos fatos históricos, de forma individualizada e extremamente agressiva para um lado e conivente para o outro.

Pessoas que morrem de pena de ver um cão abandonado mas não enxergam os mendigos na rua. Situações como a invasão de um centro de pesquisas para resgatar cães, cujo resultado poderia até ser benéfico se não fosse a quantidade de leis quebradas, assim como as depredações físicas que causaram.

Parece ser exagerada essa coluna, mas exagerado mesmo são as postagens que vemos diariamente na internet. A palavra “selfie” que indica tirar uma foto de si mesmo é eleita a palavra do ano, uma indicação direta do mais puro “narcisismo” e  “hedonismo” (unir a própria imagem ao prazer de se mostrar), ou aquilo que deveria ter como destino “uma lixeira” acaba sendo exaustivamente compartilhado e acessado. Fotos com erros, imagens com penetras e imagens com duplo sentido conseguem muito mais do que “15 minutos de fama” pelas redes sociais. Antigamente quando algum erro acontecia, bastava tirar uma nova foto e ignorar o erro, contudo hoje, isso dá mais sucesso do que as fotos perfeitas, luz, sombreamento e detalhes de uma bela imagem não são mais aquilo que se preocupa. Isso só perde para as “escorregadas” acidentais ou propositais de algumas famosas em mostrar algumas partes do corpo e ficam mais em evidência do  que se tivessem feito um contrato milionário com a Playboy para mostrar o corpo inteiro.

Saco de gatos ou conclusão

A forma com que a mídia está trabalhando os mais diversos assuntos chega a assustar, pois como já alertava Nietzsche, o leitor de matérias “medíocres” acaba se contaminando com essas formulas prontas de “raciocíonio” e de linguística e começa a utilizar no seu cotidiano em um círculo vicioso, aquilo que ele fala, ele  lê, aquilo que ouve (de si mesmo) e lê confirmando, ele acredita. Não questiona os  fatos e a sua linguagem se deteriora. A primeira sugestão para fugir desse sistema é a mesma que recebi em minha infância, leia e leia bastante. Nossa atividade cognitiva (pensar) é fruto de muito conhecimento e das interações dentre essas idéias, quem procura conhecimento de forma fácil, como em resumos e resenhas, não consegue fazer mais do que imitar algum pensador.

Além de aprender a calcular, na matemática existe a “verificação da formula”, ou seja, nenhuma resposta pode ser aceito como verdadeira até que seja provado o seu valor. Muitas afirmações que se lê hoje em dia, desmoronam na frente das mínimas conferências. Pode ser por alguma analogia (comparação indireta), ou pelo conceito utilizado ou mesmo pela etimologia (origem da palavra). O certo é, nenhuma afirmação pode ser feita com apenas uma premissa e aquilo que vale para um indivíduo, vale para todos.

Para aqueles que ficaram sem resposta, vou dar um exemplo: existem pessoas ávidas em afirmar que liberdade religiosa é acreditar naquilo que quiserem e pode ser qualquer coisa. Correto?

Totalmente errado e vamos por a prova. Existe um homem chamado Charles Manson que se encontra atualmente na prisão e está com prisão perpétua, ele e seu grupo cometeram vários assassinatos com requintes de tortura, entre eles o da atriz Sharon Tate, esposa do diretor de cinema Roman Polanski que na época estava grávida de nove meses. Seu grupo agiu de acordo com as crenças de Manson e nada mais do que isso. Se a afirmação acima estivesse certa, Charles Manson teria de ser libertado e qualquer pessoa com as mesmas crenças que ele não poderiam ser presas. O que vale para um indivíduo, vale para todos, pois todos são iguais perante a lei. . Podem verificar a história desse homem no  Wikipédia. Por isso, não podemos permitir que liberdade religiosa seja uma anarquia e que existem pré-requisitos para que uma religião seja aceita como tal.

“Nós nos transformamos naquilo que praticamos com freqüência. A perfeição, portanto, não é um ato isolado. É um hábito”  Aristóteles

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