Peaky Blinders – apostas e navalhas

“PARA ELES, A FAMÍLIA É UMA FRAQUEZA, E VÃO ATRÁS DELA. PARA MIM, FAMÍLIA É UMA FORÇA, E TENHO NEGÓCIOS A FAZER.”

Uma das frases de Thomas Shelby que demonstra sua afeição pela sua família e um dos pontos contraditórios dessa série que é bastante interessante para esses tempos.

Quando comecei a assistir, encorajado pelos vídeos do Youtube que repetidamente falavam sobre Thomas, o personagem principal da série e líder de uma quadrilha de gangsters de Birmigham na Inglaterra. Essa quadrilha é formada pelos seus parentes diretos, uma tia, seus irmãos e membros de sua tribo, afinal são descendentes de ciganos.

Desculpem iniciar dizendo que ele estava um pouco abaixo de minha espectativa, pois o desenhavam como um super homem, mas ele é bastante humano, fato esse que me agradou mais ainda. Falaram que ele não teria reações emocionais, ele as tem bastante, como quando combrou briga numa tribo de ciganos ou quando encontrou o IRA (Exército Republicano Irlandês), foi chantageado e descontou a raiva em seu casaco. Ele estoura sim, mas na maioria das vezes, fica calmo como pedra, o que parece irritar mais ainda seus opositores.

Sua principal característica é o silêncio, o que também o torna um pária entre os seus, contando para seus parentes apenas o necessário e soltando a “bomba” quando tudo está prestes a desmoronar. Porém sem essa característica, ele não teria tanto sucesso em sua empreitas. A história por trás de seus modos é a sua experiência na I Grande Guerra como escavador de túneis, um trauma que ele carrega e vai sendo demonstrado aos poucos.

UMA SÉRIE POLITICAMENTE INCORRETA

Nesses tempos de campanha anti-tabagismo, a quantidade de cigarros consumidos em cada capítulo é assustadora, na década de 1920, a liberação das mulheres e as campanhas revolucionárias fazem com que fique impossível não se fumar entre um copo ou outro de uísque irlandês. Ou como diziamos naquela época, um drink antes e um cigarro depois. No caso da família Shelby, muitos cigarros e bebidas antes e tudo de novo, depois.

Foram feitas comparações entre a família Shelby e a família Corleone, mas creio serem superficiais, afinal, os Corleone são mais profissionais e o chefe se reporta a um “Consigliere” ou conselheiro, já Thomas Shelby se reporta a sua família em suas reuniões que não se parecem em nada com uma família tradicional, decidindo quem vive e quem morre. Uma máfia inglesa, sempre prática e direta.

Outro detalhe tão grande quanto os cigarros é a quantidade de palavrões, até as mulheres falam, até as mais puritanas. Fazem assim um contraponto entre os Shelby e a aristocracia inglesa da época. Eles são rudes e violentos mas sempre bem vestidos e com suas boinas que possuem láminas costuradas para dai vir o nome de sua gangue “Peaky” do tipo de boina que usavam e “blinders” que significar “cegar” ou seja, eles cortariam os olhos de quem entrasse na sua frente.

Afinal, Thomas Shelby faz jus a sua fama na internet e dá para se tirar muitas lições de vida do seu tipo, tomando decisões nas mais dificeis situações e agindo sempre com um ponto de vantagem, conhecendo algo de seu inimigo que esse não espera e reagindo da melhor forma possível e ganhando no final. Vale a pena assistir para quem está cansado dessa época de vítimas e pessoas fracas. Pois os Shelby tem de tudo para perderem, mas lutam a todo momento contra todos e jamais abaixam a cabeça.

Pontos a acompanhar: a trilha sonora um tanto moderna para a década de 20 passada se encaixa como uma luva, como diz a trilha principal “red right hand” que para os irlandeses é um dos grupos de resistencia de Ulster; outro detalhe são os cortes de cabelo que cabem bem a ex militares como Thomas e seu irmão Arthur, tão violento que mata um rapaz a socos.

“Nós vivemos numa geração de pessoas emocionalmente fracas. Tudo tem que ser abafado porque é ofensivo, inclusive a verdade.” Keanu Reeves

O Príncipe vampiro?

Será o príncipe inglês herdeiro do príncipe dos Vampiros?

O Príncipe Charles da Inglaterra confirmou ter ligações com Vlad, o “Empalador”, da Transilvânia. O mesmo que ficou famoso como o Drácula da história de Bram Stoker. Um personagem igualmente intrigante na vida real, como na ficção. Vlad ficou conhecido pelos massacres que promovia e pelos métodos que utilizava, principalmente por empalar as vítimas, pois foi devido a isso, que acabou ganhando seu apelido.

Séculos mais tarde, sua fama deu origem a história publicada por Bram Stoker, que utilizou elementos reais do seu tempo, como o incidente com o navio Demeter com muita imaginação e elementos  de puro terror. A história real com o livro rendem a Romênia, um grande Ibope, pois recebem centenas de turistas anualmente, que querem conhecer o Castelo e as terras por onde teria andado o verdadeiro Drácula.

As declarações de Charles, parecem ter produzido um novo fôlego as autoridades romenas que estão explorando intensamente, com bastante propaganda, o fato da avô de Charles ter sido casada com Vlad III e como confirmou o príncipe, “o sangue de Vlad, o Empalador, corre em minhas veias”

Apenas no ano passado, cerca de 118.000 mil turistas ingleses visitaram a Transilvânia e possivelmente entres eles, está Charles, que regularmente visita a região, sendo o feliz proprietário de uma casa lá, há pelo menos 6 anos. Fato interessante para os turistas de terror.

Keep calm and Carry on

Mantenha-se calmo e siga em frente

Este lema, encontrado em cartazes que infestam a Grã-Bretanha tem uma história bastante interessante. Durante a II Grande Guerra, o governo inglês queria manter a moral e o ânimo do povo nesse difícil período. Em meio as bombas alemãs e as sirenes do toque de recolher. Além dos constantes apagões para evitar que as aeronaves do III Reich pudessem ter uma visão clara de seus alvos.

A princípio foram criados três lemas que seriam impressos em cartaz padrão, letras brancas e fundo colorido e com a coroa do rei Jorge VI. Os dois primeiros lemas foram utilizados em público, mas o terceiro nunca fora visto. Seu objetivo era ser utilizado somente se os alemães invadissem a Inglaterra.

Como isto nunca aconteceu, os cartazes foram guardados e esquecidos. Os seus idealizadores acreditavam que os impressos foram destruídos, por não terem sido usados. Mas, no ano 2000,  Stuart Manley, ao abrir uma caixa de livros que acabara de adquirir e encontrou acidentalmente um original.

Ele gostou e com consentimento de sua esposa, emolduraram e penduraram o cartaz na loja. Os clientes que viam, também gostavam e pediam cópias, com o tempo, colocaram o lema em diversos objetos que podem ser visto no site:

www.keepcalmandcarryon.com

Manley explica que o cartaz é simples, mas seus elementos trazem uma grande harmonia e a legenda é realmente inspiradora e em épocas de recessão, crise e todos os tipos de problema, adquirir um cartaz é bem mais barato e menos nocivo a saúde que anti-depressivos. Como também serve para ser colocado em consultórios, escritórios e todo tipo de profissional liberal pode se beneficiar de um cartaz que fortalece a confiança do seus clientes.

Fonte: El Pais

Filha única: moda

A moda de pintar um dedo diferente

Muitas pessoas estão comentando sobre a moda de pintar uma das unhas de cada mão com uma cor ou glitter diferente das demais. O dedo escolhido para isso é normalmente o anelar, e tal moda estaria vinculada ao fato de se usar a aliança nesse dedo especificamente.

Segundo alguns, o dedo anular é o menos utilizado em trabalhos pesados e como antigamente, as pessoas carregavam mais peso. Nesse dedo, a aliança estaria mais segura. E o seu amor também.

Na tradição inglesa, a noiva usava a aliança no polegar e na cerimônia de casamento o noivo, retirava a aliança e a passava de dedo em dedo enquanto invocava o nome do Pai, do Filho, do Espírito Santo,  Amem e colocava a aliança no dedo anelar e ali ficava.

Para os romanos, no dedo anelar da mãos esquerda havia uma “veia d´amore” que era ligada diretamente ao coração e portanto tal dedo, representaria quem você ama.

Os chineses tem uma tradição em que cada dedo representa uma pessoa, dessa forma:

  • os polegares: seus pais;
  • os indicadores: seus irmãos;
  • os médios: você mesmo;
  • os anelares: seu companheiro(a);
  • os minguinhos: seus filhos(as).

Ao unir as mãos conforme a figura abaixo, e apontar os dedos médios para você mesmo, faça o seguinte:

Tente separar os polegares, você consegue, porque você um dia irá sair de casa, e irá se separar de seus pais.

Tente separar os indicadores, você consegue, porque um dia cada um irá seguir seu rumo na vida e você se separará dos seus irmãos.

Tente separar os minguinhos, você conseguirá, pois seus filhos irão trilhar seus caminhos na vida e você irão se separar.

Por último, tente separar os anelares, você não consegue, pois você e seu amor estarão juntos para sempre.

Não somos americanos?

Somos Americanos, sim!

Esta questão é bastante controversa, muitos defendem como significado de “americanos”, as pessoas nascidas nos Estados Unidos da América, o que na verdade, seria uma incongruência, pois todos que nascem no Continente Americano, seria por  definição Americano. Tal fato se dá pelo seguinte motivo, ao se dizer norte-americano, estamos nos referindo a três nações distintas, ao México, os Estados Unidos e o Canadá.

Por uma questão cultural, os Estados Unidos não querem ser confundidos com mexicanos ou até com seus vizinhos canadenses, apesar do idioma. Alguns defendem a nomenclatura “estadounidense” por ser mais exata, ao se referir ao primeiro nome e por não ter outro aqui com o “Estados Unidos”, apesar de que pela história já existiu um Estados Unidos do Brasil, conforme algumas antigas moedas nacionais.

Conforme a nossa primeira constituição republicana de 24 de fevereiro de 1891 em seu primeiro artigo. Por curiosidade, nessa Constituição se previa a construção de Brasilia ao demarcar no planalto central um território para a futura capital.

Outros fatos são também relevantes para mostrar o nosso contraste com eles:

  • Qual a sua altura, se você disser 1 (hum) metro e 70 (setenta) centímetros, isto equivaleria a 5,57 pés.
  • Qual o seu peso, se disser uns 70 Kg, isto significaria uns 154 libras, o valor numérico é maior, mas não significa que você esteja mais pesado.
  • Você costuma dirigir na estrada a uns 100 Km/h. Se o seu carro vier com velocímetro norte americano, isto significará 62,15 Milhas por hora. Que lento, hein!
  • O mesmo vale para outras medidas como Temperatura, no Brasil usamos Graus Célsius e nos Estados Unidos Fahrenheit ou Kevin, e se você anda na rua e avista um termômetro com 22° C se estive nos Estados Unidos isto significaria 71,6ºF. Você já estaria fritando com toda essa temperatura!

Piadas a parte, esses fatos se devem a nossa colonização, distinta da deles, os ingleses tinham sua métrica e não foram conquistados por Napoleão Bonaparte, por isso não receberam os padrões de medida estipulados pela Revolução Francesa. Na Europa cada feudo tinha suas unidades de peso e comprimento, por isso, a tremenda confusão. Com a Revolução criaram um padrão que foi difundido por todo continente europeu e suas colônias.

Os norte-americanos ficaram fora desse padrão e até hoje sua população não aceitou qualquer mudança.

Outras diferenças como a palavra Jurisdição, apesar de difundida pelos filmes estrangeiros, não significa território e sim conjuntos de leis ou casos referentes a uma determinada matéria de direito, aqui no Brasil.

Apesar disso, os carros “estadounidenses” tem como lado esquerdo, a porta de entrada do motorista, diferente dos ingleses, que o lado é o direito. Esta foi uma herança do lado de se montar os cavalos, que na Inglaterra se fazia ao lado contrario do usual em toda Europa. E que por algum motivo, não quiseram mudar!

Para finalizar, nascemos no Continente Americano e temos o direito de nos chamar de Americanos. Mesmo que não comemoremos o dia 12 de Outubro, como o Dia de Descobrimento da América. Fato este que está sendo cada vez mais estigmatizado por todo continente, que preferem mudar o motivo da comemoração e o nome da data, para não se lembrarem do momento em começaram a serem explorados!