Quanto um desenho pode influenciar

A maldição dos mangás japoneses

Nossa realidade e nossa história se difere em muito da realidade japonesa e da sua cultura, voltados para a violência de uma forma aparentemente “disciplinada”, as crianças que possuem como cursos regulares nas escolas, as artes marciais.

Contudo em nosso país, a realidade é outra e esses tipos de programas são encarados como uma forma de fuga para os problemas diários ou como uma forma de os enfrentar. Porém eles esquecem que as Artes Marciais não existem para uma resposta violenta aos nossos problemas. Ela existe para ser uma ascese, uma forma de evolução física e espiritual, se aprende a lutar justamente para não ter de lutar, como se diz nesse pensamento do Bushido:

Se o inimigo é inferior a ti, então por que brigar?

Se o inimigo é superior a ti, então por que brigar?

Se o inimigo é igual a ti, compreenderá o que tu compreendes.

Então não haverá luta.

Honra não é orgulho.

É a consciência real daquilo que se possui.

O Bushido é o caminho de vida de um Samurai, guerreiro e serviçal de um Mestre ou Senhor Feudal no Japão. Para que se possa entender um Mangá, desenho japonês, é necessário entender o pensamento de um japonês. Infelizmente, nossos jovens ficam tão empolgados nessas histórias de lutas e sangue que não percebem as armadilhas. Os recentes casos de filhos matando os pais e o aumento de crimes baseados em desenhos ou games (jogos eletrônicos) é uma prova disso. Mas é claro que como dizem os especialistas, não será apenas o desenho o único fator prepoderante, tem que haver um ambiente propício para que a influência seja efetiva, como a personalidade, um histórico de violência domêstica ou na escola que se tornam os catalisadores para que esse jovem entre em “ebulição” e acabe estourando em um ato violento.

Naruto

Um dos mangás favoritos dos jovens atualmente é a história de Naruto, um menino que sonha em ser o líder de sua aldeia, o Hokagui, mas ele é desprezado pelas pessoas e nem ao menos sabe porquê, ele cresce e sua trajetória é um caminho de aprendizado. Contudo temos o seu parceiro e futuro inimigo Saske Uchiha, um jovem promissor que vêm de umas das mais poderosas famílias de sua cidade, esse jovem tráz consigo uma tragédia, ter assístido seu irmão mais velho ter assassinado toda a sua família para obter um “poder” supremo. Apesar das imagens serem veladas é deveras impressionante esse fato, o que imagino fazer na cabeça de alguém que está em formação e que não esteja bem guiado.

Há pelo menos duas gerações, estamos deixando a educação de nossos filho aos cuidados de um aparelho eletrônico chamado de televisão. Que nível de qualidade podemos esperar disso, somos realmente influentes na vida deles ou apenas aqueles que põe a comida na mesa, a roupa para vestirem ou o material de estudo. Quanto tempo dispomos para realmente interagirmos com nossos filhos. Que exemplos damos se não estamos presentes.

Alternativas para o aborto

Quando a ação transpõe o discurso

Caríssimos, não me enaltece falar sobre certos assuntos, principalmente quando pedem uma reflexão interior, e este assunto pede. Mas devido a opiniões que tenho visto na imprensa, me calar parece no momento uma grave omissão. Os discursos inflamados de ambos os lados não mostram uma solução para o problema, é apenas mais “gasolina para essa fogueira” e o pior, muitos querem ver o “circo pegar fogo”.

Aos que são contra o aborto, gostaria de lhes chamar a atenção para o modo utilizado, aclamações violentas apenas trazem mais violência e as palavras escolhidas como “lutar”, “proibir” e “combater” trazem em seus significados imagens de “violência” que não condizem com a doutrina cristã. A fé clama que sejamos humildes, a reconhecermos em nós mesmos, nossas falhas e nos convida a caminhar com o Cristo em seus ensinamentos.

Nada dizem sobre violência, como nos Estados Unidos, que médicos e enfermeiros que praticavam aborto foram mortos. Quem fez isso não é melhor do que o outro. Um erro não justifica outro. Querer o mal a outro, já é um pecado.

Vou apresentar um caso real, a algum tempo, conheci uma menina, para mim é ainda menina, 14 anos. Atualmente denominam “pré-adolescente”, mas eu sou muito velho para isso. Pois bem, essa menina estava em um hospital, havia dias em que tinha dado a luz e estava em uma encruzilhada. Na sua primeira relação ganhou dois presentes, uma benção e uma maldição. Ficou grávida e contraiu AIDS, que infortúnio!

Estava eu em visita a outra paciente, no outro dia soubera que a menina havia fugido do hospital. Como a criança não tinha o vírus, ela não podia dar de amamentar. Como era de menor não podia ficar com a criança que seria enviada a uma casa de adoção e ela mesma não tinha lar. Seus pais eram usuários de drogas e estavam na “crakolandia”. O ofícial de justiça viria buscá-la para ser internada na “Casa”. A única alternativa que esta menina viu no momento, foi fugir.

Agora pergunto, que alternativa vocês iriam sugerir a essa criança? Posso afirmar que um aborto, aqui e como em outros casos semelhantes, no hospital me disseram ser bastante comum, não soluciona em nada! Agora, as instituições católicas que cuidam de casos assim estão a míngua e somente vemos florescer “ervas-daninhas”. Casos de escândalos em entidades beneficentes aparecem a todo o momento.

Vamos por partes, o primeiro problema aqui é a instituição chamada “família” que está sendo desmantelada pouco a pouco. A segunda questão, criança é criança, quando iremos parar de permitir que jovens percam a infância se tornando adultos cedo demais. Mostram para eles um mundo de “sexualização” e violência que não condiz com essa fase que deveria ser a priori “tão maravilhosa”. Dou de exemplo, um caso que vi hoje, mulher que levou uma criança de 3 anos para assistir a filme de terror. Só apareceu na mídia por causa das testemunhas.

E por isso não concordo com aqueles que são “contra o trabalho infantil”, tiram o menor do serviço e entregam para o traficante. Ensinar responsabilidade, respeito, honra e honestidade nunca é demais. Mas claro que, sempre com bom senso, não permitir os abusos.

Um ponto que sempre bato, a amizade, ensinar ao jovem o valor dos amigos é uma forma de estabelecer quais são as relações humanas saudáveis e quais não são. O jovem vai aprender a distinguir.

Se depois disso, se ocorrer um caso de aborto, será natural e espontâneo e nada poderemos fazer a respeito. Ao retirarmos as situações que causam o aborto, ele passa a não existir.

Claro que, temos sempre um “infeliz”, para não dizer outro nome. Que cria a situação, faz de tudo para alguém chegar no limite e cometer uma “loucura”. Casos de aborto e suicídio são resultados de extrema opressão, pais, amigos, clérigos e hoje, até “internet” são responsáveis por opressão. O aumento de casos de “bullying” preocupa no mundo todo.

Agora paro e reflito. O caminho é este, um jovem criado com valores e responsabilidade não terá tão facilmente, pois ainda existe o problema dos grupos, chances de cair nessas armadilhas, sexo, drogas e violência. Mas o que eu faço e o que posso fazer para dirimir ainda mais essa situação. Vou começar em casa, cuidar dos meus e tentar ajudar a outros, cada vez mais. Não lhes peço resposta, apenas que reflitam sobre isso!

Dòmine, non sum dignus, ut intres Sub tectum meum, sed tantum dic Verbo, et sanabitur anima meã.

Entre o Sacro e o Profano

A Zona Leste é realmente uma coisa estranha

Desde que eu vim morar na Z.L. (Zona Leste) de São Paulo, o Z.L. é para os íntimos, tenho me deparado com situações no mínimo inusitadas. Além das figuras que você encontra no dia a dia, na rua, nos ônibus e em toda parte. Os finais de semana são coisas que no mínimo podem enlouquecer um ser humano.

A paisagem é dividida entre homens de terno, fora de medida, mulheres de cabelos longos ou coques no alto da cabeça, geralmente com um livro embaixo do braço e jovens de shorts, bermudas, chinelos e meninas de roupa tão curta que se torna impossível não chamar a atenção. Ou seja, de um lado temos evangélicos e do outro funkeiros. A única semelhança entre esses grupos é a altura do som que eles costumam ouvir. Por sinal, tenho uma vizinha que escuta som tão alto e além do mais, deixa as caixas de som no corredor entre as casas, apenas para perturbar a vizinhança. Ela não tem com quem conversar e adora ser xingada.

Como estava dizendo, a semelhança até poderia ser maior, mas infelizmente não é, além do som, que de tão alto fica distorcido, esses jovens funkeiros conseguem passar a limpo a lista de pecados capitais como se fosse escrita em cartilha de escola. Não satisfeitos. ainda agem de modo irresponsável, com menores andando de moto, sem capacete ou de carro, tirando “rachas” (apostando corrida). A situação não termina aí. O consumo de álcool. cigarros e até mesmo drogas mais pesadas é generalizada e não existem autoridades aptas em coibir esses abusos.

As letras das músicas, isto é, quando você consegue entender alguma coisa, incitam a violência, até entre mulheres, promiscuidades e servem de propaganda para famosas marcas. Ou seja, a luxúria, a vaidade e ganância em um único pacote. Apesar de saberem que são vistas como “objetos” e estranhamente chamadas de “piriguetes”, as meninas comparecem em peso nessas festas. Durante a  festa, elas dizem não se importarem  de serem chamadas assim. Mas não assumem esses papeis no seu dia a dia.

Essas músicas podem ser vistas, hoje em dia, em diversos pontos da cidade, não se restringindo mais a Z.L. e os jovens que originalmente eram das classes C e D, começam cada vez mais receberem integrantes das classes B e A, pode ser notado pelos carros, cada vez mais luxuosos. Os encontros são marcados via internet, pelas Redes Sociais, para utilizarem pontos diferentes e não serem imediatamente descobertos pelas autoridades policiais.

Para os acomodados que não se importam, cabe lembrar que cada vez mais jovens estão entrando nesse mundo e eles entram muito cedo. Muitos aparentam ter uns doze anos de idade e são levados a começar a beber e a fazer sexo e como é de praxe, sem proteção alguma. O leva ao aumento de casos de gravidez na adolescência e colabora com as epidemias de DST (doenças sexualmente transmissíveis) como o HIV (aids).

“Quantas vezes o medo que temos de um mal nos leva a outro ainda pior.” Nicolas Boileau

Daí a Cesar, o que é de Cesar…

A cada qual, o justo preço será pago

Até quando a sociedade humana irá aceitar que crimes sejam cometidos e seus autores não paguem por isso. Até quando irão fechar os olhos para as verdades que não calam e o óbvio. Os políticos e os jovens se tornaram classes privilegiadas que a lei não toca, refugiados atrás de direitos e do politicamente correto.

Quanto a homens formados, não temos muito o que fazer, já os jovens… A lei acoberta os errados e diz ser para todos, a lei não previne situações, apenas varre para debaixo do tapete. Os menores que são tidos como “sem solução” vão para instituições como a “Casa” e a partir dos dezoito anos, sua ficha é limpa e eles estão livres para cometer mais crimes. Isso porque não existe uma política de acompanhamento, nem profissionais e nem uma estrutura que possa absolver esses “potenciais” delinquentes.

Um situação de problema deve ser enfrentada de frente, sem rodeios, o que falta a esses jovens, como vivem e quais são suas expectativas para a vida? O atual modo de se ver a situação dos jovens é marcada pelo radicalismo, toda vez, que um jovem trabalha é encarrada como exploração de menor e o jovem na Escola, está encaminhado! Fecham os olhos para fatos que são mostrados em números pelas pesquisas, o aumento do consumo de drogas entre jovens que estudam e  a diminuição da idade em que se inicia a atividade sexual, como o aumento dos casos de HIV entre menores de 14 anos.

A atividade escolar é maravilhosa mas a realidade é outra, a má remuneração dos professores que são obrigados a trabalhar sob um sistema arcaico. O maior problema NÃO é o tempo que o aluno fica na escola e sim a qualidade da mesma, ou acham normal a quantidade de vídeos de jovens se atracando em lutas selvagens dentro de instituições de ensino. Ou já temos escolas de gladiadores.

As questões morais pululam e não podem ser ignoradas, o papel das mulheres mudou na sociedade, é verdade, mas para que, se tornarem aquilo que mais odiavam nos homens, ignorantes brutos que resolvem desavenças na porrada. Muitos desses vídeos, tem como lutadores, meninas, que se vangloriam de serem violentas.

Aqui no Ocidente, se critica muito o papel das mulheres nos países Islâmicos, por serem retrógrados demais, mas e aqui, em vez de evoluir, elas cometem os mesmos erros dos que as açoitaram por tanto tempo.

Quando vai se entender a diferença entre “aprender a trabalhar” e “exploração infantil”, os autores pela história são unânimes em listar as qualidades do trabalho para o crescimento moral, intelectual e social do ser humano. E quando, os pseudo-intelectuais brasileiros irão perceber as jogadas por traz de ONGs estrangeira que dizem “combater” a exploração de mão de obra infantil no terceiro mundo, mas que na verdade são fachadas. Porque não o fazem na China que é um país comunista, pois o seu maior intuito é encarecer a mão de obra do país e impedir que seu produtos sejam tão competitivos como os produtos estrangeiros.

O Brasil está se tornando um dos maiores consumidores de Smartphones do mundo, mas produzimos? E quando produzimos somos donos do Know-how?

A fina teia que liga as ações sociais e a economia do país, torna pessoas com potencial produtivo em meros “clientes” dos sistemas de amparo do governo e nossa sociedade em uma inerte massa consumista. Uma pena para os nosso jovens, que   caminham sem rumo, entre o crime e a inépcia.

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