Poluição Visual no Metrô

Somos obrigados a ver tanta propaganda

Apesar da lei que proibe outdoors nas ruas de São Paulo ou placas fora de uma certa medida para que não sejam feitas excessívas distrações aos motorista e para tentar padronizar a paisagem da cidade. O mesmo não vale para as estações e os trens do metrô de São Paulo.

Acompanhei alguns comentários a respeito dessa lei, tanto contra ou a favor, o que me causou estranheza é que falam a respeito da liberdade de escolha do indivíduo que anda pela cidade, que esta liberdade estaria sendo violada pois os indivíduos não poderiam fechar seus olhos quando passam por essas propagandas. Contudo ninguém fala sobre essa liberdade quando o assunto é mídia, tanto a televisiva, a impressa ou ainda a internet.

A lei que proibe o uso de outdoors na cidade, apesar de coercitiva sobre a forma de propaganda, ela é democrática no quesito de quem é regulamentado, ou seja, todas as empresas devem acatar essa lei, independente de seu tamanho ou de sua atividade comercial. Quanto aos advogados opinarem sobre isso, parece bastante improdutivo, visto que eles ainda seguem em sua própria atividade, uma antiga norma para que a sua propaganda seja bastante discreta e se limite a pequenas plaquetas e aos cartões pessoais.

O metrô é bastante loquente nos quesitos de falar sobre si mesmo, dando ares de primeiro mundo aos serviços prestados, contudo, os serviços ainda carecem de uma humanização, como toaletes, bebedouros, fraldários e assentos nas estações, como também a diminuição gradativa dos assentos dentro dos vagões. Os avisos que recebemos são apenas as obrigações dos passageiros e as normas de uso dos trens, mas e as responsabilidades dos funcionários dos metros e da instituição com os seus usuários.

Em particular, existe uma norma que proibe que se peça esmola ou se pratique o comercio ambulante nos trens e nas estações e ainda pede para que os usuários não encorajem tais atividades, contudo, o que torna isso uma incoerência são os cartazes e os monitores espalhados pelas estações e pelos trens, uma verdadeira poluição visual. O comércio ambulante e as esmolas são proibidas, contudo, o metrô não se cansa em “passar o chapéu” para multinacionais com propagandas de filmes e para uma grande emissora de tv aberta com chamadas sobre novelas e espaço para moda com referência aos artistas dessas novelas.

Diferente da lei dos outdoors, o metrô faz distinção em suas normas e prestigia aos grandes contratos, dando aos estrangeiros uma imagem falsa de prosperidade. Os usuários são desprezados em poderem opinar sobre as imagens que são obrigados a assistir no metrô e ainda não possuem um serviço a altura do preço pago. Diferente do ônibus, no metrô, o passageiro paga antes de entrar no trem, ou seja, receber o serviço e não existe a gratuidade se sair da estação, apenas se mudar de linha (diferente do ônibus). Outras coisas que faltam, seria um informe nas plataformas de quanto tempo demoraria o próximo trem e quais as normas (fixadas nas paredes) que os serviços de metrô são obrigados a realizar, qual o tempo máximo de espera nas estações e quais os motivos das paradas entre estações.

Fora dos chamados  horário de pico, costuma-se fazer pausas entre as estações ou ter um maior tempo de parada, sem qualquer justificativa da empresa ou comunicado aos passageiros, sendo uma afronta aos direitos dos cidadãos e quando falam em  melhoria, fazem catracas de vidro que na verdade, possuem como objetivo impedir a passagem livre de crianças menores e estão sempre querendo diminuir o limite de idade para que esses possam receber a gratuidade.

“Povos livres, lembrai-vos desta máxima: A liberdade pode ser conquistada, mas nunca recuperada.”  Jean-Jacques Rousseau

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Do “politicamente correto” ao Moralmente Incorreto

As inversões de valores continuam

Apesar das piadas, não existem como saber os resultados de alguns hábitos na vida do ser humano, os especialistas (psicólogos e psiquiatras) sempre reforçam a idéia de que nossas ações são resultados do meio em que vivemos somado a nossa experiência de vida e podemos ter os mais variados tipos de reações para uma mesma “situação hipotética”.

Jogos de vídeo game

Achei muito interessante um certo jogo para Smartphones Android, por ser um exemplo muito gritante do que anda ocorrendo em nossa sociedade. No caso, o jogo se chama Moscow Subway Surfers ( Surfistas do Metrô de Moscou) e é sobre um(a) jovem (no caso, o personagem pode ser trocado) que é apanhado “pichando” um vagão dos metrôs da capital russa. O homem que o apanha é um gordo fiscal acompanhado por um cão.

Na fuga, o objetivo é apanhar o maior número de moedas e as ferramentas que o auxiliam em sua corrida para não ser apanhado pelo fiscal e seu cão. Saltar sobre os trens, surfar pelo ar e até voar com uma mochila foguete. Pode completar missões ao passar pelas letras da palavra procurada ou comprar outros acessórios com os pontos ganhos, o que aumenta as chances de adquirir uma alta pontuação.

O jogo, aparentemente inocente nos leva a algumas reflexões, o personagem simpático lembra alguns “anti-herois” populares como o Pica-pau e o mexicano “Chaves”, mas as atitudes não muito corretas desses personagens não são imitadas pelas crianças, ou você já teve vontade de roubar um sanduiche de “mortadela”, como o Chaves ou de furar a casa de seu vizinho com uma broca, como o Pica-pau.

Mudanças no ar

Os conceitos “pós politicamente correto” estão sendo gradativamente alterados, ou seja, aquilo que viamos como delito em nossa infância, já não é tão feio assim. Nessa situação se encontra o ato de “pichar” muros, que era uma forma de “atentado ao patrimônio público” que virou arte e agora se chama “grafitagem”.

No caso de surfar em cima de trens, ônibus ou metrô, isso já é uma prática bastante comum em diversos centros urbanos mundo afora, fato este que só se torna noticiário se por acaso, alguém se acidentar. O jogo inocente no mundo virtual pode ser estopim de alguma coisa no mundo real se ele encontrar um ambiente propício para um “incêndio”, basta encontrar o “combustível” correto como um certa moral “desvirtuada” ou a sistémica falta de escrúpulos produzida por uma educação de baixa qualidade e alienante.

“A INTELIGÊNCIA É O QUE VOCÊ USA QUANDO NÃO SABE O QUE FAZER.” Jean Piaget

Aonde estão as obrigações do Metrô

Qual o serviço mínimo a se esperar dessa empresa?

Quando estamos nas estações do Metrô de São Paulo, nos deparamos com inúmeras placa e avisos nos indicando como proceder, os cuidados com o vão entre a plataforma e o trem, cuidados com bolsas e mochilas, aviso para não prender a porta para não causar atrasos no sistema, cuidados com a bicicleta, disque denúncia, não pedir esmola e nem vender nas estações e nos trens, como também não fumar.

Tantos deveres e obrigações para o usuário, mas e o inverso: na página do Metropolitano de São Paulo temos no máximo, as notícias e avisos de atraso que esquecem de algumas questões:

  • qual é tempo máximo tolerável de atraso?
  • quais as obrigações do Metrô no caso de atraso?
  • qual a quantidade máxima de passageiros por vagão?
  • quais os planos para diminuir o impacto nos horários de pico?
  • quando podemos ser ressarcidos por prejuizos causados pela falta de serviço no Metrô?

Porque não existe uma carta de intenções que demonstrem o nível mínimo de qualidade dos serviços do Metropolitano de São Paulo, como também da infraestrutura básica a se esperar das estações, como bebedouros, toaletes, trocadores de fraldas, quiosques para consumo de alimentos e ambulatórios.

Não somos máquinas

Apesar dos anúncios de recordes do número de passageiros, não existe um retorno na qualidade dos serviços prestados, na maioria das vezes escutamos uma frase em um português horrível:

– Paramos para aguardar a movimentação do trem a frente!!!

Claro que o trem está a nossa frente, nós estamos sobre um trilho, ou está a nossa frente ou está atrás, não é possível estar ao nosso lado ou acima de nós!!! Porque não utilizar, outro trem ou do sistema. Afinal não esperaremos o trem que está atrás de nós. Em outras situações, nem anúncio do motivo da parada ou do atraso existe, num verdadeiro desrespeito a população.

Mobilização popular

Quando a população irá se conscientizar de que merece muito mais pelo valor pago. Diferente do ônibus, em que existe uma real “integração” e durante um período você tem direito a troca de ônibus e de itinerário sem pagar outra tarifa. Ledo engano, se você imagina que isto é de graça, o valor da passagem cobre muito bem isso.

No Metrô isso é mais gritante, ao sair de uma estação você tem de pagar integral se entrar em outra e o desconto no ônibus é de menos da metade de uma tarifa inteira.

“As únicas coisas que evoluem por vontade própria em uma organização são a desordem, o atrito e o mau desempenho.”  Peter Drucker

Irrita você

Andar de coletivos na cidade de São Paulo

Antes de existir essa nova doença, o stress, antigamente quando algo te incomodava somente se chamava “irritação”, mas isso apenas indicava o efeito de raiva produzido em situação que “existem”, mas teoricamente, não deveriam existir. São frutos da falta de diversos fatores humanos essenciais, como educação, bom modos, planejamento e bom senso.

Alguns exemplos de situações típica e cotidianas, infelizmente:

Irrita você, andar de pé no ônibus, somente porque o ponto, no qual você sobe está no meio do itinerário e a maioria das pessoas vai descer um ponto antes do seu.

Irrita você, quando chega no seu ponto, você dá sinal e as cinco pessoas que estão na frente da porta não vão descer e não deixam passagem, mesmo que você peça licença

Irrita você, a velhinha que sobe e fica em pé do seu lado, só porque quer justamente o assento em que você está e o assento destinado a idosos está vago.

Irrita você, o rapaz que carrega até a “pia da cozinha” na mochila e esquece de a  tirar das costas e fica bem no meio do corredor atrapalhando todo mundo.

Irrita você, o ônibus que tem o “sinal de parada” quebrado e quando você aperta o botão, apenas pisca, se você tem fé no motorista, aperta apenas uma vez e se passa o ponto e grita para parar, o cobrador diz que, “o passageiro não apertou o botão e eles não adivinham” e a situação contrária, quando você fica apertando o botão ininterruptamente e o cobrador grita que “hei, não tem interruptor em casa”. Em todos os casos, o passageiro é quem está errado.

Irrita você, entrar num ônibos lotado, que aqui em São Paulo é pleonasmo, pois achar “ônibus vázio” é sinal de muita sorte. Você tentar passar a roleta mas todo mundo se concentra na primeira porta de saída e a segunda porta que fica atráz está vazia e você passa do seu ponto.

Irrita você, e muito, alguém escutando funk num volume alto e compartilhando com todos, aqueles “eufemismos” ao contrário, e na outra mão, o infeliz, carrega um fone de ouvido.

Se você vive outras situações em coletivos que o irritam, nos envia sua história, para mostrarmos aqui.

O mais antigo Metro se aposenta

Vagões com um século de uso

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Nesta semana, realizaram a última viagem com os antigos vagões belgas da mais antiga linha de Metrô da América Latina. Em 1913, chegaram em Buenos Aires, os vagões produzidos na Bélgica pela empresa La Brugeoise, produzidos com bancos e acabamento em madeira, tinham espelhos entre as janelas.

Os vagões que estavam em operação há um século, agora serão substituidos por chineses, adquiridos pelo governo da Presidente Cristina Fernández de Kirchner. A decisão do Prefeito Mauricio Macri, opositor da presidente, foi devido ao fato destes serem os mais antigos vagões em operação no mundo todo.

Operavam na linha A, de nove quilometros, através de quinze estações, entre a Praça de Maio e o Bairro das Flores. Foram várias vezes reformados, mas sempre mantendo as característica originais do início do século XX, como  as lâmpadas e as portas. Não utilizavam ar condicionado como outros vagões da cidade portenha, por isso, sempre com as janelas abertas e o peculiar chiado das rodas nos trilhos. A diferença entre eles seria mais pelo balanço dos vagões antigos, que pareciam querer descarrilhar. Apesar disso, em todo esse tempo, não teve nenhum acidente sério.

Os cidadães locais os utilizavam com naturalidade, mas os turistas os viam como uma atração a mais na capital Argentina.

Na opinião dos usuários, eles deixaram saudade, mas alguns acham que poderiam já estarem perigosos, segundo um funcionário do Metrô, os sistemas de freio eram muito antigos e os vagões tinham que recebem muita manutenção.

O possível destino destes 55 vagões será se tornarem bibliotecas públicas em diversos pontos da cidade. O governo federal planejava reformar novamente esses vagões, mas a decisão de retirá-los de circulação foi do prefeito.

O governo de Kirchner comprou 45 vagões chineses por 100 milhões de dolares e está descontente com a decisão do prefeito de paralizar a linha A até a colocação dos novos chineses.

Fonte: El País

Comodidade versus Lucratividade

Os objetivos divergentes do transporte público

Muitos negócios são públicos, porque “a priori”, não deveriam dar lucro. Como a saúde, a segurança, a iluminação pública, a coleta de lixo e o transporte público. Mas no caso desse último, as novas formas de se explorar esse filão de mercado, com cooperativas e terceirizados tem criado novos sistemas e padrões de comportamento por parte tanto da Prefeitura como dessas empresas.

As rotas são planejadas para suprir a maior área possível e os veículos são customizados, grandes, pequenos ou médios de acordo com demanda da região. Tendo como objetivo, um uso de quase 100% da capacidade dos veículos disponíveis. Mas como esse planejamento visa a média do percurso, os usuários que estão pegando o ônibus na metade do caminho são prejudicados, pois não encontram lugar para sentar.

Tanto nos terminais de ônibus, como de metro, existe uma padronização que está fazendo os usuários cada vez mais se tornarem passageiros. Pois eles só passam. Diminuem o número de assentos, é difícil encontrar toaletes e em muitos lugares não existem lanchonetes. Os veículos seguem essa tendência com menos assentos e maior vão livre. O design desses serviços deveriam ter como objetivo, o bem estar do público que usufrui do sistema.

Muitas rotas longas, com uma média de 40 km de extensão, deveriam ter melhores aferimentos e alternativas mais curtas, para quem desce no meio da rota ou alternativa para quem sobe no meio da rota, diminuindo a sobrecarga, principalmente nos horários de pico.

Campanhas educativas seriam uma boa alternativa, como para idosos, deficiente e pessoas com criança de colo deveriam evitar os horários de pico, quando os trabalhadores vão para o serviço ou voltam dele. Que os usuários calculem bem o termino da validade do bilhete, para que não fiquem na parte da frente do ônibus mais tempo do que o necessário e quando passarem a catraca irem para o fundo do ônibus, apesar de alguns veículos somente possuírem porta no meio. Se dirija para a porta apenas quando estiver próximo do seu ponto e não fique sentado até o último minuto, para sair correndo quando parar no seu ponto.

Outra coisa, nos terminais, quem estiver sentado deveria ser educado para aguardar quem está de pé, sair primeiro, pois eles saíram mais depressa e já estão cansados de estarem em pé.

Esses detalhes se bem administrados podem ter um pequeno impacto no lucro das empresas e um enorme aumento na nossa comodidade em utilizar o transporte público em nossa cidade.

“Nada denuncia mais o grau de civilidade de um país e de um povo do que o modo de tratar a coisa pública e a coletividade.” Glória Kalil – Consultora de moda

Le Monde se retrata com o Facebook

Alerta de Bug de segurança do Facebook

Após editar uma matéria que reproduz o que apareceu como um alerta no Metro fr. o Le Monde divulga uma matéria se retratando com o Facebook. Com o subtítulo de Explicações e Dúvidas o Le Monde retorna ao assunto para elucidar os fatos ocorridos.

Após a matéria do Metro, o Le Monde começa a receber centenas de e-mails de pessoas que se diziam “traídas” pelo Facebook, pois as mensagens que eles tinham postado como privadas até 2009, estavam reaparecendo na linha do tempo do seu mural como públicas. Eram casos de professores que diziam que seus alunos estavam sabendo de suas conversas privadas ou mulheres que tinham conversas intimas com namorados que agora eram de conhecimento das amigas e de familiares, entre outros. O Le Monde publica a sua matéria concomitante a entrar em contato com o representante francês do Facebook.

O engenheiro responsável, apesar de alguma demora, responde que os casos analisados não provam isso e o que tinha ocorrido é que essas conversas já estavam visíveis no mural dos clientes e que este não estavam sabendo utilizar a opção de “privacidade” devido as mudanças de uso da ferramenta e a instalação da linha do tempo.

Apesar disso, os casos começam a pulular em toda a parte e o Le Monde recebe mais e-mails, mas com nem um deles foi possível se provar que houve quebra de segurança por parte do Facebook e isto apenas provou as publicações oficiais da empresa que se prontificou em demonstrar as formas de uso de suas ferramentas de uso, como também as mudanças ocorridas nos últimos anos e suas consequências e benefícios para o usuário.

O Le Monde encerra concluindo que o Alerta foi desnecessário e que a única pessoa que pode modificar suas mensagens por esta rede social e torná-las públicas a qualquer momento é você mesmo.

Fonte: Le Monde, fr.

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