O que vale a vida humana?

O valor é apenas uma medida financeira?

O referendo que está sendo hoje votado na Catalunha que pode representar a separação desse estado da Espanha, mostra um lado diferente dos ideais separatistas, as questões financeiras.

Por 40 anos o grupo separatista ETA (Euskadi da Akatasuna) que reivindicava a autonomia do estado Basco, que se auto-denomina Pais Basco, apesar das bombas, protestos e guerrilhas com ações violentas e raptos, eles não alcançaram o objetivo almejado. Chegaram a ser temporariamente “tolerados” e conseguiram eleger representantes na política, apenas para serem descobertos e presos.

Apesar de estar em trégua a um ano e  ter anunciado uma dissolução total de suas ações, ainda é perseguido, no último mês, três possíveis líderes do grupo foram presos na França. Sendo Izaskun Lesaka, considerada a mais importante líder do movimento. Apesar da trégua, o último atentado ocorreu em 2009, e de mais de 700 presos, o governo espanhol se recusa a qualquer dialogo com o grupo.

Então, o que vale mais, as vidas humanas perdidas, o sangue derramado ou o valor econômico, com a independência da Catalunha, vence o “dinheiro” e os acordos de gabinete, as ações dramáticas e as justas reivindicações de nada valem se não podem criar benefícios as classes governantes. Palavras como Independência, Nação e Soberania só valem se forem permitidas, é como um “jogo de crianças”, vocês só podem “brincar” de democracia se os “adultos” deixarem!

 “Quando o dinheiro vai na frente, todos os caminhos se abrem.”
( William Shakespeare )
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Mascarados invadem a Espanha!!!

De fofos companheiros à Invasores noturnos

A Espanha se preocupa cada vez mais com as invasões de Guaxinins. Estes animais que vieram dos Estados Unidos, eram mantidos em cativeiro, geralmente um por cada proprietário. Mas quando o animal é filhote, fica até fácil de controlar, mas após o primeiro ano, ele se torna adulto e aumenta as dificuldades.

Devido não ser regulamentado a posse, desde 2011, estão na lista de animais exóticos invasores. Os proprietários desses animais tem optado por soltarem eles mesmos os animais na natureza, a avisar as autoridades. Os resultados são que esses indivíduos estão procriando e vários focos foram encontrados em diversos pontos da Espanha. Foram capturados mais de 300 animais no centro do País. Segundo especialistas, duas fêmeas e um macho seriam os responsáveis por uma população de mais de 400 guaxinins, pois eles se reproduzem rápido e tem uma grande adaptabilidade ao ambiente.

Um local que chamou a  atenção foi o Parque Doñana, na Andaluzia, uma reserva ambiental que preserva muitas espécies de aves e anfíbios. A introdução de um animal onívoro (come qualquer coisa) e predador voraz, pode causar um forte impacto na cadeia alimentar dessas espécies. No momento, foram capturados no parque, oito animais jovens e três adultos, o que prova que estão se instalando de forma permanente e já começaram a procriar.

Outra grande preocupação é quanto a disseminação de doenças, os Guaxinins são portadores de doenças infecciosas e parasitárias, tais como raiva e da doença “larva migrans”, causada pelo parasita Baylisascaris procyonis . Esta última seria nativa dos Estados Unidos, mas recentemente apareceu um foco na Alemanha, onde já existiriam uma população de mais de 400.000 indivíduos.

Esses animais são famosos como ladrões noturnos, costumam revirar o lixo humano e por terem polegar, o que é incomum,  conseguem abrir recipientes fechados como latas e potes, como também sabem abrir portas e puxar maçanetas. Roubam ovos de aves e chegam até a pescar. Ou seja, um animalzinho muito bem preparado para uma vida ao ar livre e que pode ameaçar outras espécies.

Fonte: Le Monde

Um grande salto de Marketing

Um pequeno passo e uma grande queda

A queda foi de Felix Baumgartner, o intrépido paraquedista austríaco que bateu vários recordes, como o de mais alto salto, a maior velocidade em queda livre e a maior altitude para um balão tripulado mas que infelizmente não quebrou o de maior tempo em queda livre. Recorde esse realizado por outro paraquedista há cinquenta anos, que coincidentemente fazia parte de sua equipe de apoio.

Inversamente proporcional a essa queda foi repercussão do seu feito para o seu patrocinador, a Red Bull que ganhou em termos de publicidade, o equivalente a um anuncio mundial de quatro horas de duração. O feito do paraquedista filmado minuto a minuto não deixava de mostrar o logotipo do anunciante e isto foi divulgado em diversos meios, principalmente pela internet. Alguns chegaram a comparar o evento a chegada do homem a lua de 1969.

O modelo seguido pela Red Bull é chamado de “branded content” (marca em conteúdo), uma formula em que o conteúdo do evento é misturado a marca que o patrocina. Formula que na maioria das vezes, uns 95%, não alcançam o resultado esperado. Diferente do que acontece com a Red Bull, que alcançou excelentes níveis de repercussão em seus eventos. Suas características são o patrocínio completo do evento e usar de um grande apelo emocional para a sua divulgação.

Desta forma, a empresa se compromete totalmente com os riscos, como em alguns fracassos no passado e até mesmo casos de morte. Contudo, a forma com que esses eventos são criados cria uma repercussão que vai muito além do sistema tradicional, ou seja, a propaganda da marca não é a única forma de propagar o evento. A importância do evento é tanta, que outras mídias se encarregam em mostrá-lo, como no caso da internet e dos telejornais e jornais pelo mundo a fora. Como se uma rede em cadeia fosse acionada e o resultado é muito maior do que os custos para o evento eram capazes de cobrir.

O retorno para a Red Bull está sendo incomensurável em termos de publicidade e vendas. Feito este comparado pelo El País ao patrocínio dado por Isabel de Castela ao navegador italiano Colombo, rainha lhe deu três caravelas e alguns marinheiros, caso o evento não desse certo, a Espanha não perderia muito, como deu certo, ganharam o Novo Mundo e o seu nome entrou para a história.

Fonte: El País

França investiga Facebook

Facebook é colocado na parede

Mais um capítulo da novela sobre as falhas de segurança do Facebook começou na França. A Ministra para Economia Digital, Fleur Pellerin,  pediu aos usuários que tiverem dados privados divulgados nos murais do aplicativo que informem, quem ficar em dúvida que cancele temporariamente sua conta,  e aqueles que se sentirem lesados pela divulgação de qualquer informação confidencial que abram denúncia.

Este pronunciamento ocorre após a empresa norte-americana ter se reunido com o Comissão Nacional de Informática e Liberdades (CNLI) da França. O Facebook se pronunciou satisfeito em poder dar sua versão da história, mas o órgão regulador francês não teve a mesma impressão dessa reunião e não ficou satisfeito com as explicações.

O acontecimento que iniciou tudo isso foi a atualização do Timeline, que segundo os usuários deixaria a mostra mensagens antigas que originalmente estariam com o status de privadas. Conforme foi inicialmente divulgado pela Metro na França. Fato que se espalhou por toda a Europa e que deu partida a uma enxurrada de denuncias.

Os engenheiros do Facebook responderam após analises de que se tratavam de mensagens publicadas antes do Timeline e que elas já estariam com status de públicas e que foram melhor visualizadas com a atualização do recurso. Essas declarações não aparentam ser suficientes para o governo francês. O Ministro da Recuperação Industrial Montebourg e a própria ministra Pellerin divulgaram nota oficial acusando a empresa de “falta de transparência”.

O mesmo ocorre na Espanha, segundo as agências de consumidores, sobem o número de reclamações que serão investigadas antes de fazer um parecer sobre se houve ou não violação da segurança dos dados. Segundo a AEPD (Agência Espanhola de Proteção de Dados) houve um acréscimo de 70% no número de denuncias em relação a 2010, em que foram investigadas 168 casos.

Esse números, divulgados no relatório anual da agência demonstram o aumento da conscientização dos usuário no uso de seus dados pessoais e um aumento na desconfiança nas empresas que prometem guardá-los.

Fonte: El País

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