O tijolo e a palavra

O tijolo sonha em ser…

A palavra sonha em ser…

Com tijolos construímos prédios,

Prédios que abrigam pessoas…

Com palavras construímos idéias,

Idéias que melhoram a vida das pessoas!

O tijolo almeja em ser…

A palavra almeja em ser…

Com tijolos construimos estradas,

Estradas que conduzem as pessoas de um lugar para outro!

Com palavras construimos um caminho,

Um caminho entre o que fomos e o que seremos!

O tijolo sonha em ser…

A palavra sonha em ser…

Com tijolos contruimos pontes,

Pontes que ligam cidades, países… pessoas!

Com palavras nos conectamos,

Nos conectamos com a alma e o coração das pessoas!

Como o tijolo, a palavra é instrumento,

Instrumento para construir idéias, caminhos e conexões,

Ferramentas para um novo mundo e ferramentas para a paz!

Somos todos anjos

Nos querem em pedestais,

Humanos que se acham os tais,

Filhos de Deus e apenas meros mortais,

Que caminham sem conhecer a verdade,

Aquela mesma que em meu peito arde.

Deus os ama e nos envia por isso,

Somos apenas instrumentos de seu juizo,

Nem reclamamos e até disso tenho gosto,

A cada geração, volto e caminho entre eles,

De meu posto, vejo seres de coração e carne.

Cada problema, cada sentimento é para mim um alento,

Desconheço cada um e cada um para mim se torna um tormento,

Minha consciência, distante e usual é meu trabalho

Anjos tem em suas mãos todo o poder,

Mas de Deus, um Dom ansiamos receber.

Uma alma como a dos humanos, reclamo,

Para poder a emoção sentir, eu vos clamo,

A justiça é minha arma, a razão, meu caminho,

Só não posso errar, na desculpa de sentir,

Amar a mim, como amo a quem tanto assisti.

A idade do homem

Evoluir pode ser bom

A cautela é filha de mãe justa,

O que toma com uma mão, repõe com a outra,

A energia, dádiva da juventude, torna-se prudência,

O fôlego de grandes braçadas, tornam-se carinhos suaves,

Os tropeços nas palavras se suavizam em sussuros cometidos,

Gestos intempestuosos se acalmam em esperas resignadas,

Sonhos inalcançáveis no passado, um mundo palpável no presente,

Palavras vazias se enchem de significado,

Fé e esperança, aquecem a alma e

Espantam o frio de uma vida vazia,

Com rostos em quadros e

Uma paisagem por trás de uma janela,

Toma o teu papel e se torna o personagem,

A ti pertence o mundo,

E tua obra só tem valor quando abrir a mão

De criar para si mesmo e

Dar aos teus herdeiros,

Aquilo que realmente vale,

Todo o teu amor!!!

 

O Vaso (poema)…

Um vaso de ternura

Das flores, a mais bela…

Deposito de amor, que recebe a água da vida,

Vida que desabrocha e cresce em suas vísceras,

Coberta de folhas aveludadas,

Uma cama macia na qual me deito,

Carne macia, gentil geografia,

Que meus dedos exploram,

Como um cego, ao ler uma oração em braile,

Me curvo e te venero,

Pelos lábios comprimidos, o sopro se esvai

De minha boca a tua e

De meu coração ao teu,

Num vai e vem constante,

Como as vagas do oceano,

Que num barranco, se quebram em estrondo!

Pelas palavras acentuadas

A defesa do bom e velho Portuguêsacentuacao-grafica

Não me digno mais a ficar em tal situação,

Pelos indolentes, que mudam essa língua,

Além da preguiça, nada mais têm.

Inflacionam nosso números,

Valem só cinquenta, os nossos tíbios cinqüenta.

Junto me a Fernando Pessoa, nosso poeta mór,

Quero ser e querer, o direito que defendíamos,

A letra pequena que vem do Inglês,

Não nos serve, como a assertiva lusíada,

Que nos mostra o mundo, como ele é,

Dita ao navegante, aonde ele está,

E dá ao artilheiro a precisão,

Com elegantes modos e pronuncia cortês,

Aponta na palavra, quem é a tônica,

Que cadencia meu belo palavrório,

Valioso, como tesouro de um corsário,

Depositado no baú de algum dicionário.

Como um Deus, o poeta regressará

Dando a sentença morta, sua justa ressurreição.

“Quero correr esse risco de VIDA, pois a morte  já é certa.”

Medo do Futuro


horizonte

Tenho medo do Futuro!

Deste mundo bicolor,

Feito em preto e rosa.

Tenho medo do Futuro!

Deste jardim sangrento

Onde murcham flores,

De fé e de honra.

Tenho medo do Futuro!

Mas crescem ervas,

De medos e lascividades

Tenho medo do Futuro!

De amizades mortas,

E amores fúteis.

Tenho medo do Futuro!

Que muda o que sei,

E chama de pré,

Os meus conceitos.

Tenho medo do Futuro!

De desculpas e mentiras,

Que não sabe de onde vêm.

Tenho medo do Futuro!

Que sem passado,

Não pode ter direito

De se chamar Futuro.

Estou doente!

As dores de minhas sensações

Quando não posso bloguear, adoeço,

Minha visão turva, meu peito incha,

Minha mente povoa, com milhares de letras,

Muitas voam, outras pulam ou rastejam

Quando não posso bloguear, adoeço,

Os dedos não param, procuram pela teclas,

Os olhos piscam, não enxergam o horizonte,

Só uma tela em branco, gritando por mudar,

Quando não posso bloguear, adoeço,

Minha alma grita, meu coração para,

O meu mundo perde sentido,

Como jardins sem cores, flores sem perfume,

Tenho febre em meus desejos,

Enjoo de meus alimentos,

Quando não posso bloguear, adoeço,

Não consumo mais, fatias de notícias,

Pedaços de imagens e goles de músicas,

O informativo não me desce mais,

Quando não posso bloguear, adoeço,

Me conectar, se torna mais um braço,

Uma perna ou um dente que cresce,

Algo que se me cortam, morro um pouco mais!!!