O monge e o executivo – líder servidor

Resenha do livro

Para retorno de minha longa pausa em escrever nesse blog, gostaria de falar a respeito de um interessante livro que li à pouco tempo: Como se tornar um líder servidor – os princípios de liderança do Monge e o Executivo de James C. Hunter.

O autor demonstra ao longo das páginas desse livro, quais as responsabilidades dos líderes dentro das empresas e com seus colaboradores e o quanto isso é pesado de se carregar. Por que muitas pessoas desistem da liderança ou a tornam um fardo para as outras pessoas. Uma frase por ele repetida é “dois terços das pessoas não se demitem de suas empresas, elas se demitem de seus líderes”.

Ele inicia com a personalidade de maior impacto na história humana e suas palavras sobre liderança, o que dá o mote e o título do livro. Nosso Senhor Jesus, que fez  ainda muito mais por exemplos e ratificou como deve se comportar um líder.

O texto é bastante pragmático e até auto explicativo, pois conta como foi construído e faz menção aos obstáculos que encontrava e como foram solucionados. O que as empresas não fazem depois de enviarem seus lideres para simpósios e treinamentos, ou seja, cobrar as mudanças de comportamento de seus gerentes e supervisores para que eles melhorem sempre.

Uma auto análise sempre ajuda, como somos no comportamento do dia a dia em frente daqueles que lideramos, foi da mesma forma que nos portamos em nossa entrevista de emprego para essa vaga ou se é da mesma forma que nos apresentamos aos nossos líderes superiores. Aonde foi parar a paciência, aquela calma e a grande vontade em agir em pró dos outros?

Não existe um bom líder sem valores e ele tem de fazer muito mais do que falar e cobrar dos outros, mas agir, para ser sempre o exemplo a ser seguido, os olhos de todos estão voltados para o líder e ele deve corresponder a isso.

“Dar exemplo não é a melhor maneira de influenciar os outros – é a única” Albert Schweitzer – Teólogo e filósofo alemão (1875 – 1965)

A guerra das línguas

Para que lutar pelo seu patrimônio?

Há quem ache que a sua língua materna não vale nada, de que falar é apenas um ato de comunicação e que como os modos de comunicação, pode ser cambiável de acordo com a situação, em vez de TV use o celular ou a Internet. Contudo essas pessoas ignoram a história e sobretudo a geopolítica. Ignoram que em muitos lugares do mundo existem guerras sendo travadas devido ao direito de povos de possuirem e manterem a sua língua materna.

Hoje, o nosso país é um lugar tranquilo em relação ao nosso idioma, por isso abre caminho para teoria esdrúxulas (estranhas mesmo!) que desejam fazer alterações de normas e julgam que devemos nos alinhar com a forma falada em Portugal. Ou seja, não existe o menor nexo nessas teorias, querem tirar a linha principal da língua e querem ao mesmo tempo, tornar compatíveis formas faladas totalmente distintas. Não existe a menor coerência nisso.

Para os que acreditam que nesse país somente exista paz e amor, vou contar uma breve história: vim de uma região marcada pelas colônias estrangeiras, uma terra de imigrantes que vieram de muitas regiões diferentes, como espanhóis, italianos, japoneses e alemães. Cada qual com o seus respectivos idiomas nativos e que aos poucos aderiam ao português como língua comum, contudo no período da II Grande Guerra, o nosso presidente Getúlio Vargas, pressionado pelas forças aliadas proibe o uso de línguas oriundas dos países do chamado Eixo (Alemanha, Itália e Japão) e se inicia uma perseguição aos imigrantes que falassem taís idiomas. Conheci pessoas dessa época, pessoas que guardam marcas dessa violação de seus direitos. Alguns se rebelaram e para manterem vivo a sua cultura e a sua língua se refugiavam em fazendas ocultas e pouco contato tinham com pessoas do mundo exterior. Preferiram se isolar à ter que perder a sua identidade.

A crise da Criméia

Essa terra que já foi marcada por guerras no passado é palco de uma  disputa pela Rússia e pelos Estados Unidos. A Rússia diz manter tropas lá devido a grande parte da população local ser falante do idioma russo e que esses desejam fazer parte do seu país. Os ocidentais como Estados Unidos e União Européia dizem que o governo local é ilegítimo e que não podem se separar do resto da Ucrânia. O detalhe interessante dessa nótícia é que os moradores da Criméia não são exatamante descendentes de russos ou que possuam naturalização nesse país, mas são falantes nativos, ou seja, o russo é a língua natal deles e devido ao interesse estratégico o governo russo até facilita para quem mora na Criméia, tirar documentos naquele país.

Os exemplos estão em todo o mundo: o governo inglês proibiu por muito tempo o Gaélo, língua nativa da Irlanda e da Escócia, em uma tentativa de coibir as intenções separatistas dessas regiões, contudo esses movimentos estão em marcha e na Escócia estão marcando um plebiscito para escolherem se poderão se separar da antiga Grã-Bretanha, apesar das sanções prometidas, como a proibição do uso da moeda inglesa no novo país.

Um outro local do mundo, onde isso ocorre em mais situações é a Espanha, o território independente da Catalunha conseguiu mais sucesso em sua corrida separatista, usando dinheiro do que o seu vizinho, País Basco (Euskadi) com as bombas do movimento de separação E.T.A. (Euskadi Ta Askatasuna). Apesar das ações do governo da Espanha, como a declaração do ministro da Educação Wert que disse “precisamos espanholar a Catalunha”, em uma citação direta de que um dos pontos chaves do movimento separatista é o uso de sua língua natal e que isso faz parte da identidade desse povo.

A antropologia descreve a língua como o meio para transferência da cultura entre os membros de uma mesma etnia ou nação, isso foi mais formalizado com o surgimento da língua oficial:

“É a língua que é tomada como única num Estado (País). Ou seja, é a língua que todos habitantes do País precisam saber, que todos precisam usar em todas as ações oficiais, ou seja nas suas relações com as instituições do Estado. A língua oficial é também a língua nacional. Ou seja, não é possível que uma língua seja a língua oficial de um País sem ser também sua língua nacional. Isto mostra a relação forte estabelecida historicamente entre o conceito de Estado e o de Nação.”

Apesar de algumas idéias separatistas que se vinculam pela Internet, no Brasil, a língua oficial continua a ser o Português.

Foi um erro no passado, o modelo de Catecismo utilizado pela Igreja Católica com os indígenas brasileiros. Eles eram proibidos de usar a sua língua, seus nomes, sua cultura e tinham que se tornar “pessoas civilizadas”. O atual modelo de catecismo usado pelas ordens católicas, como os Jesuitas no oriente são mais integradoras, os orientais não necessitam alterar seu nome, sua língua ou seus costumes para se tornarem cristãos. Claro que, estamos totalmente cientes da necessidade da evangelização e apoiamos todas a iniciativas para que a Santa Sé continue em sua empreitada.

Não existe como se separar a língua da identidade cultural de um indivíduo, quando isso se faz é de uma enorme violência tentar privar a pessoa daquilo que a faz ser o que é. Quando lutaremos pela nossa língua, de igual modo que os outros povos o fazem? Apenas quando estiverem nos proibindo de a utilizar?

“A educação tem raízes amargas, mas os seus frutos são doces.”  Aristóteles

A série A Feiticeira

Uma forma de enxergar a modernidade

Essa antiga série que foi cultuada pelos ocultistas como sendo para fazer uma apologia à bruxaria e aos cultos pagãos, na verdade, seria apenas uma paródia em que demonstrava que o “american way of life” (modo de vida americano) seria tão bom que até uma pessoa adotada de super poderes escolheria viver desse modo em vez de usar os seus “encantos”.

Apesar de simples, o jeitinho de Samantha Stevens encantou os telespectadores, bastava ela mexer o nariz e os seus desejos viravam realidade. Mas se obervarmos melhor, a ênfase na série era para os produtos modernos que estavam em todas as cenas, como o aspirador de pó, o forno e até as viagens espaciais. Sempre patrulhada pelo seu marido que não era nada concordado com os feitiços da esposa e de seus familiares.

Para os americanos, o que importava era doutrinar pessoas como nós para o lado deles. Não podemos esquecer o quanto era difundido nos tempos da “guerra fria” (Estados Unidos x União Sovietica) os atrasos no sistema comunista, a baixa qualidade de seus produtos e as violações as liberdade individuais. Infelizmente para os americanos, a série passou muito mais sobre os poderes da encantadora bruxinha do que como uma propaganda para o seu modo de vida.

Podemos notar que hoje, os articulistas usam esse tipo de material para demonstrar o quanto que os Estados Unidos é um país imperialista e que gosta de “brincar no quintal dos vizinhos” e que costuma não pedir licença para o fazer. Casos como o ex-analista da NSA ( National Security Agency) ligada a CIA, fazem aparecer os podres do velho Tio Sam.

Isso não seria nada de mais, se não fosse um fato, desde os anos 70, os ditos “revolucionários” começaram a criticar o mundo ocidental, como o capitalismo selvagem, os aliados americanos e os governos e políticos por eles apoiados. Por outro lado, faziam uma apologia ao sistema comunista decadente e até mesmo um “requiem” de sua presumida morte. Fomos inevitavelmente afetados por essas palavras, afinal “não se chuta cachorro morto” e quantos não tiveram pena do pobre Che Guevara e de seus companheiros de luta. Desse mundo de faz-de-conta nasceram os petistas e seus simpatizantes que estão sempre em prontidão a apoiar tudo o que seja contra a nossa sociedade. Nesse ponto, o leitor atento diria, “mas não é contra os norte-americanos e seu estilo de vida?”.

Isso mesmo, eles usam os abusos dos “ianques” como desculpa para atacar as instituições que tenham semelhança com o modo de vida deles, como a família, a religião, a propriedade, entre outros. O discurso que se inicia em uma premissa aberta, que possa valer em vários casos, passa para um caso específico mas análogo, que não possui ligação direta ao fato apontado.

Casos como o do “deliquente” preso, nu, a um poste e espancado é fortemente explorado por esses “vermelhos encapuzados”. Outro caso foi o do cinegrafista que foi atingido em meio a um protesto de “direcionados” pelo seu sistema, gritaram em coro, afirmando que a culpa é da polícia, mas quando a verdade apareceu, se calaram para pedir desculpas.

Para bem entender essas duas notícias tem que se visualizar o modo operante que está por trás das tratativas de cada uma, primeiro fazem a campanha pejorativa e depreciativa da instituição, nesse caso “a polícia”, depois vitimizam os criminosos e quando a sociedade reage, somo incompetentes para isso (primeiro caso acima), não importa a desculpa. A razão disso é para tornar a sociedade indefesa e cooperativa para o novo sistema que eles preparam. A idéia de revolução seria da “derrubada de um governo totalitário para o trocar por um governo democrático”, mas a idéia da revolução comunista é “derrubar um governo totalitário por outro mais totalitário ainda” vide os governos da antiga União Soviética, da China, de Cuba, da Coreia do Norte e da nossa vizinha Venezuela.

Nesses casos, gostaria mesmo é de ser como a Feiticeira e com um mexer de nariz, mudar totalmente essa realidade.

“O grande inimigo da verdade não é muito frequentemente a mentira (deliberada, controvertida e desonesta), mas o mito – persistente, persuasivo, e não realista.” John F. Kennedy

Eu acho que vi um gatinho!!! Eu ví sim!

A nova roupagem do mal

Todo mundo se lembra do personagem Piu-piu, um passarinho amarelo que escapava dos planos do gato Frajola, contudo alguém já se perguntou pela razões do pássaro, o gato era óbvio e direto, suas intenções eram a de mastigar e engolir o Piu piu. Contudo o pássaro amarelo que inicialmente parecia apenas escapar das armadilhas e dos truques do gato, na verdade tinha a intenção de destruir o felino.

Diversos grupos e movimentos sociais vestem essa roupagem, de vítimas, indefesos e que não querem prejudicar ninguém, contudo são os mais maquiavélicos, tramam na calada da noite e destroem a sociedade. Usam a máxima de Lenin como um slogan de propaganda, serve para tudo, o famoso “xingue-os do que você é, acuse-os daquilo que você faz”. Compartilham mensagens com forte apelo sentimental, como a frase do Piu piu que faz dar dó no coração das pessoas e quando você abaixa a guarda, já está “morto”, como o gato Frajola. Só que o felino volta sempre no próximo episódio.

Parece tudo muito abstrato mas é fácil perceber no mundo real, campanhas da ONU para combater a exploração de mulheres, que qualquer pessoa de “bom coração” apoiaria, servem de “cortina de fumaça” para interesses escusos, como a liberação da prostituição. Basta perguntar: “quem será explorado nessa história?”. Nem preciso mencionar a “intragável” FEMEN que diz lutar pela dignidade da mulher com os “seios de fora”, que tipo de dignidade é essa? Seria como fazer uma campanha pela virgindade destribuindo camisinhas, não ter o menor nexo.

Os comunistas e aqueles influenciados pela sua ideologia, que nem sabe que são, recorrem a esses artifícios para parecerem pessoas de “boas intenções” perante a nossa sociedade. Costumam lutar pelos seus direitos, pela sua liberdade, lutar contra a exploração, maus-tratos e tudo aquilo que representa a “elite burguesa”. Basta um “espanador” e esse “pó” de boas intenções desaparece. Eles escondem sua verdadeira face atráz de algumas omissões, eles não dizem tudo, apenas a parte conveniente do discurso e como um “anzol”, fisga os “peixes” desavisados que acreditam ter algum ganho nisso.

Aonde está a tal burguesia que tanto proclamam, quais são os valores que ela defende e quais são os meios da mídia por onde são vinculadas tais idéias? Se a resposta pudesse ser uma imagem, seria algo bem pequeno, pois a chamada “burguesia’ no Brasil, nada tem de tradicional ou que esteja tão distante da nossa realidade, aqui existe médico que é primo do porteiro e formados em engenharia que vendem cachorro-quente. Se não são as pessoas são os valores?

Não, pois em nossa breve história não tivemos tempo em distinguir os costumes pelas camadas sociais, apenas tentamos dar um pouco de refinamento ao caos de uma colonização tão heterogênea e dar alguns “bons modos” a nossa população. Mas se não é isso, o que eles combatem? Tudo o que torna a nossa sociedade diferente de uma barbárie, como dizia Nietzche. As pessoas medíocres, que ele chamavam de “filisteus”, conseguiam enxergar nas formas mais caóticas um certo padrão, ou seja, acreditavam que se algo repetia, era porque era correto. Esses “filisteus” não sabiam o que era cultura e o que era barbárie e optavam pelo último.

Qualque semelhança com a realidade atual de nosso país, não é mera coincidência”

Podem verificar que palavras como “cultura”, “artes” e “entretenimento” sairam de moda e foram substituidos por “funk”, “manifestação” e “rolezinho”, as palavras saem de um “forno” de algum “padeiro louco” e são indiscriminadamente veiculadas pela mídia como verdades absolutas e como se fossem “cartorários”, jornalistas dão o seu avál para as maiores loucuras cuja intenção é apenas confundir o público em geral.

Como se dizia em Goías e Mato Grosso, o famoso “boi de piranha”, uma pobre vítima para salvar uma boiada é oferecido em notícias escandalosas para atrairem as atenções enquanto as pequenas e graves mudanças ocorrem. A gradativa “tolerância” ao consumo de maconha e crack, as tentativas de se destruir a instituição familiar e o uso de “bandeiras” de tolerância sexual para poderem liberar a pedofilia e outras formas de fetiche.

Não menos importante é a guerra que se trava contra os valores cristãos e não são as mudanças do Concílio Vaticano II a que me refiro, são as pequenas mudanças, as concessões e o politicamente correto que gradativamente nos priva de nossa tradição e da nossa fé. Ter caráter, ser honesto, trabalhar pelos seus ideais é coisa vista como ultrapassada pois não se “bota canga” naquele que sabe o que quer. Mas as pessoas que descrêem de tudo, não possuem motivação e querem viver do “comodismo” são as presas mais fáceis.

“As convicções são inimigas mais perigosas da verdade do que as mentiras” Friedrich Nietzsche

A Harley do Papa está à venda!!!

O valor angariado será destinado à caridade

No ano passado, o Sumo Pontífice ganhou de presente de uma comitiva de vários motociclistas que foram ao Vaticano pelos 110 anos da lendária motocicleta Harley-Davidson, uma Dyna Super Glide, que possui 1585 cc. O Papa Francisco recebeu também uma jaqueta de couro para fazer par com a moto.

A casa de leilão Bonhams de Paris anunciou o leilão para o dia seis de fevereiro e estima que o arremate esteja entre  um valor de 12.000,00 a 15.000,00 euros. O valor integral será convertido em doação para a associação Cáritas Roma e já possui até um destino, a restauração do centro de acolhida Don Luigi di Liegro, situado na estação central de trens de Roma.

O modelo se tornou único, pois o Papa Francisco fez questão de deixar sua assinatura no tanque da moto, antes de realizar a doação.

Ben Walker, encarregado da seção de motos da Bonhams declarou que a casa de leilão se sente muito honrada em realizar essa venda e também devido a destinação dos fundos para a caridade, que uma causa tão importante.

O que não se sabe é se o Pontífice de 77 anos de idade, tenha alguma vez montado na motocicleta, mas como previu Walker, a kilometragem deve estar bastante baixa que também garantiu que irá ser feito o leilão da jaqueta que foi presenteada ao Santo Padre.

Fonte: El País (Espanha)

Porque não sou ateu?

Como provar a verdade

Há muito tempo venho tentado provar  a minha fé, tive momentos em que totalmente absorto no racionalismo cheguei a questionar totalmente a religião que seguia e que talvez fosse melhor não acreditar em mais nada. Porém esses momentos passam, como dizia Voltaire “Um pouco de filosofia inclina o homem ao ateísmo. Profunda filosofia faz retornar o homem à religião”.

A primeira questão que proponho é a seguinte, ao caminhar pela vida me deparei com diversas situações e com momentos que considerei memoráveis, contudo imagino e me atormenta o fato deles serem únicos, como também sou único em todo o Universo e a mera imagem de que tudo o que acumulei em toda essa existência possa desaparecer com o final dessa máquina, chamada corpo humano, me parece um inexorável desperdício. Pois ainda não existe uma tecnologia que possa acessar todos os dados desse hard disk chamado “cérebro humano”.

Como os ateus e os céticos costumam se orgulhar de sua lógica como se fosse uma murralha ou escudo contra todos os males, iremos nos utilizar dela para apresentar os nossos pontos de vista:

Se porventura, eu me torná-se ateu, hipótese inicial e se ao falecer estivesse correto em minha escolha que bem isso me traria, pois como concebem os ateus, não existe outro mundo ou plano, apenas o fim, frio e duro. Como poderia eu comemorar minha vitória se nada mais existe e minha luz se apagar como uma simples chama.

Com essa mesma hipótese, se eu fosse ainda ateu e ao falecer, descobrisse estar enganado, que horrível seria pois chamais poderia aceitar o convite para entrar nos Céus, pois teria muitos motivos a me envergonhar e seria zuado por São Pedro por toda a eternidade.

Contudo, a hipótese contrária, se eu continuar Católico Apostólico Romano e estiver errado, não teria motivo algum a me envergonhar, pois como dizem os ateus, a morte é apenas um fechar de olhos e nada mais. Seria apenas como desligar uma lâmpada e nada mais sentiria.

Continuando na mesma hipótese, se continuo sendo o mesmo Católico e acreditando em meu Deus, Nosso Senhor, e estiver totalmente certo disso, que felicidade, que júbilo será alcançar os Céus e receber os cumprimentos de todos os Santos e Mártires de nossa Sagrada Igreja e estar em comunhão com Deus de todas as formas.

Ou seja, a sombra de medo que lançam sobre a Fé, nada mais é do que uma sombra, a mera presença da luz a destroi. Como se referia o Santo Padre, Papa Francisco em sua homilia da Missa de Epifania sobre os Reis Magos: “seguindo uma luz, eles procuram a Luz. A estrela aparecida no céu acende, nas suas mentes e corações, uma luz que os move à procura da grande Luz de Cristo. Os Magos seguem fielmente aquela luz, que os penetra interiormente, e encontram o Senhor.”

Ironias da vida: Justiça

A lei dos homens confunde o certo pelo justo

Quem não se depara com situações que se analizadas friamente aparecem ser incrivelmente hilárias, senão tristes, quem não vê no dia a dia o quanto de pessoas que sofrem as maiores opressões, quem tanto trabalha e não recebe a merecida paga, quem tanto se dá mas pouco recebe. Pessoas em situações semelhantes, onde o vizinho é ressarcido e ele não. Alguns são beneficiados e outros recebem migalhas. Quando algo parece certo mas não é justo, como colocar a prova essas situações?

Belas palavras, péssimas leis

No Brasil, os deputados e senadores deveriam se candidatar a carreira de poetas, são ótimos com as palavras mas péssimos legisladores. Pode até parecer chacota, mas existe sempre algum motivo, leis magnífica com excelentes promessas e que não servem para nada no momento em que entram em prática, não é incomum. Basta lembrar da “lei seca” e do bafômetro que entrou em vigor e caiu devido a uma “vigarice” dos advogados: “ninguém pode criar prova contra si mesmo”. Interessante, então as confissões de crimes são “objetos ilegais”?

Insalubre herança

A colonização do Brasil e a vinda da família real  portuguesa deram ao Brasil um singular lugar na história do mundo, fomentou a revolução industrial inglesa e serviu de cabide para  um governo corrupto, aventureiros transvestidos de empresários e jogadas comerciais que mais parecem feitas em um “cassino”. Quem hoje acompanha os jornais e as críticas dos gastos do congresso nacional devem se lembrar daquilo que foi a formação de nosso governo no período do reinado de D. João VI no Brasil de outrora. O primeiro Banco do Brasil que faliu ao tentar bancar a coroa portuguesa, avessa ao trabalho mas muito ávida por gastos e opulência.

Os homens não temem a morte, apenas a temem encontrar em sua agenda!

O homem moderno não teme aquilo que vê, teme aquilo que imagina. Somos treinados a sermos “psicopatas” para que não tenhamos a exata proporção entre aquilo que existe e aquilo que é real. Esse é um dos pontos de partida do movimento comunista. A propaganda das ameaças em forma tão desproporcional que torna os indivíduos em pessoas paranóicas e psicopatas. Para entender isso, basta ver a forma como são apresentados diversos fatos históricos, de forma individualizada e extremamente agressiva para um lado e conivente para o outro.

Pessoas que morrem de pena de ver um cão abandonado mas não enxergam os mendigos na rua. Situações como a invasão de um centro de pesquisas para resgatar cães, cujo resultado poderia até ser benéfico se não fosse a quantidade de leis quebradas, assim como as depredações físicas que causaram.

Parece ser exagerada essa coluna, mas exagerado mesmo são as postagens que vemos diariamente na internet. A palavra “selfie” que indica tirar uma foto de si mesmo é eleita a palavra do ano, uma indicação direta do mais puro “narcisismo” e  “hedonismo” (unir a própria imagem ao prazer de se mostrar), ou aquilo que deveria ter como destino “uma lixeira” acaba sendo exaustivamente compartilhado e acessado. Fotos com erros, imagens com penetras e imagens com duplo sentido conseguem muito mais do que “15 minutos de fama” pelas redes sociais. Antigamente quando algum erro acontecia, bastava tirar uma nova foto e ignorar o erro, contudo hoje, isso dá mais sucesso do que as fotos perfeitas, luz, sombreamento e detalhes de uma bela imagem não são mais aquilo que se preocupa. Isso só perde para as “escorregadas” acidentais ou propositais de algumas famosas em mostrar algumas partes do corpo e ficam mais em evidência do  que se tivessem feito um contrato milionário com a Playboy para mostrar o corpo inteiro.

Saco de gatos ou conclusão

A forma com que a mídia está trabalhando os mais diversos assuntos chega a assustar, pois como já alertava Nietzsche, o leitor de matérias “medíocres” acaba se contaminando com essas formulas prontas de “raciocíonio” e de linguística e começa a utilizar no seu cotidiano em um círculo vicioso, aquilo que ele fala, ele  lê, aquilo que ouve (de si mesmo) e lê confirmando, ele acredita. Não questiona os  fatos e a sua linguagem se deteriora. A primeira sugestão para fugir desse sistema é a mesma que recebi em minha infância, leia e leia bastante. Nossa atividade cognitiva (pensar) é fruto de muito conhecimento e das interações dentre essas idéias, quem procura conhecimento de forma fácil, como em resumos e resenhas, não consegue fazer mais do que imitar algum pensador.

Além de aprender a calcular, na matemática existe a “verificação da formula”, ou seja, nenhuma resposta pode ser aceito como verdadeira até que seja provado o seu valor. Muitas afirmações que se lê hoje em dia, desmoronam na frente das mínimas conferências. Pode ser por alguma analogia (comparação indireta), ou pelo conceito utilizado ou mesmo pela etimologia (origem da palavra). O certo é, nenhuma afirmação pode ser feita com apenas uma premissa e aquilo que vale para um indivíduo, vale para todos.

Para aqueles que ficaram sem resposta, vou dar um exemplo: existem pessoas ávidas em afirmar que liberdade religiosa é acreditar naquilo que quiserem e pode ser qualquer coisa. Correto?

Totalmente errado e vamos por a prova. Existe um homem chamado Charles Manson que se encontra atualmente na prisão e está com prisão perpétua, ele e seu grupo cometeram vários assassinatos com requintes de tortura, entre eles o da atriz Sharon Tate, esposa do diretor de cinema Roman Polanski que na época estava grávida de nove meses. Seu grupo agiu de acordo com as crenças de Manson e nada mais do que isso. Se a afirmação acima estivesse certa, Charles Manson teria de ser libertado e qualquer pessoa com as mesmas crenças que ele não poderiam ser presas. O que vale para um indivíduo, vale para todos, pois todos são iguais perante a lei. . Podem verificar a história desse homem no  Wikipédia. Por isso, não podemos permitir que liberdade religiosa seja uma anarquia e que existem pré-requisitos para que uma religião seja aceita como tal.

“Nós nos transformamos naquilo que praticamos com freqüência. A perfeição, portanto, não é um ato isolado. É um hábito”  Aristóteles

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