Da ficção à realidade Parte II

Uma verdadeira obsessão

Todo mundo queria um Atari.

Todo mundo queria um Atari.

Desde a invenção da fotografia, o homem se viu frente a uma possibilidade assustadora, a de registrar fielmente a realidade a sua volta de uma forma a mais próxima daquilo que seus olhos podem captar. A máquina fotográfica foi tão interessante que o Imperador D. Pedro II não teve dúvidas em torná-la seu hobbie.

A seguir veio o cinema, que iniciou pura ficção com as obras dos franceses mas que seguiu em seguida os rumos da sua arte irmã, a fotografia, se tornando o que muitos julgam ser, máis sério e realístico. Diferente das antigas pinturas e esculturas, a fotografia e o cinema não tinham a intervenção do autor, ou seja, não seria alterado o resultado devido ao ponto de vista ou as limitações e as técnicas do escultor ou pintor, como também não se rendiam as regras de cada época e aos esterótipos sociais.

No início a fotografia era extremamente cara e utilizada de forma elitizada, os americanos apontam para as fotos das grandes ferrovias que começaram a integrar a sua nação e que nelas falta, na maioria, a presença de chineses que eram utilizados como operários. Assim como o rádio, a fotografia se tornou um veículo publicitário de grande força e que logo se rendeu às elites e aos interesses econômicos e políticos.

Não é de se estranhar o papel da fotografia e do rádio nas grandes mudanças do início do século XX, como a Revolução Russa, a nomeação de Hitler na Alemanha, a eleição de Mussolini na Itália. Fatos que talvez sem a juda dessas ferramentas não ocorreria.

Da política ao lazer

As formas de encararmos o mundo realisticamente influiu em diversos movimentos, como o pós-guerra nos anos 60 e 70, com os hippies e os movimentos pela Paz Mundial e atualmente chega em na forma de Ongs em defesa dos animais e do meio ambiente. Isso contribuiu para mudar as nossas forma de lazer, com a chegada das novas tecnologias, como o video-game,  o computador e o celular.

Muitas pessoas acreditam que a evolução seja como que “natural“, e que uma nova tecnologia chegue para substituir a outra, sendo resultado das descobertas dos cientistas e desenvolvedores, mas isso não é sempre verdade. Quando os computadores começaram se imaginou um futuro bem diferente para eles e por isso muitas empresas perderam dinheiro e até faliram. Na verdade são os usuários que determinam qual o rumo que se deve tomar, se você estiver no mesmo “canal” que os clientes querem e se sabe criar a necessidade, como dizia Steve Jobs, você terá sucesso. Esses são os casos do Facebook e do Iphone.

Os video-games não podiam fugir a essa regra e os jogos realísticos quando cada dia mais adeptos. Quando eu era criança, nos distinguiamos o notíciário das séries, a realidade da ficção, mas hoje isso se torna difícil, jogos de video-game como “Gran Thief Auto” mais se parece com um noticiário ao mostrar as ações de assaltante de carros.

Muitos jogos tem tanto sangue como em um açougue, o próximo passo poderá ser o cheiro, quem sabe os japoneses não criem algum dispositivo para isso.

Como eu dizia no texto anterior, isso está tirando das crianças a capacidade de fantasiar, nos atuais desenhos animados, os personagens são extremante realísticos, como os animais do desenho Madagascar, basta comparar com os antigos Mickey, Pato Donald, Pica-pau e companhia. Apesar de serem baseados em animais, eles possuem feições humanas e características antropomôrficas como roupas, algumas é claro.

Só falta os animais cobrarem “royalties” e direitos autorais pelo uso das imagens deles!

“A melhor coisa sobre uma fotografia, é que ela não muda mesmo quando as pessoas mudam.” Andy Warhol

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Da ficção a realidade

Como colocar as carroças na frente dos boisinfancia perdida

A atual sociedade humana ocidental tem enfrentado uma crise existencial sem precedentes em sua história, uma crise de valores e um decréscimo em sua qualidade de vida espiritual que os faz ficar sem rumo.

Porque!? Seria a primeira questão a nos ser imposta. Quais as sua origens e seu modo de agir em nossa sociedade!?

Muitas questões a serem respondidas, mas veremos então as principais e mais ocultas. As crianças estão perdendo aquilo de melhor que havia na infância, a fantasia, os contos de fada, o “sonhar” acordado. Eles estão sendo jogados no mundo adulto antes de desfrutarem do mundo infantil, ou seja antes de serem crianças, se tornam pequenos adultos.

Aonde foram parar os contos de fadas!?

O que parece é que adultos que não estavam satisfeitos com os contos de fadas que ouviram na suas infâncias, querem torná-los adultos, querem dar explicações lógicas ao mundo dos sonhos. Uma tremenda confusão, que seria muito mais, caso de resolver em um  psicólogo e não em “roubar” a infância de nossa crianças. Ou numa resposta mais pragmática, seria uma crise de “criatividade” geral e devido a maioria dos “contos de fadas” serem tão antigos que nem possuem mais “direitos autorais” para que esses “embusteiros” sejam processados. Exemplos não faltam, como a nova Cinderela, do filme “Espelho, espelho meu” e a nova Rapunzel que aparece no longa, “Enrolados”. Tudo muito diferente daquilo que nós adultos, conhecemos de nossa infância.

A sexualização precoce

Na minha juventude me lembro de quantas discussões se faziam, de como seria para se introduzir, a “Educação Sexual” nas escolas e algumas décadas depois, parece que uma barreira estourou, tudo o que se se delimitava foram esquecidos e passados por cima. Hoje se fala com pré-adolescentes, como se fossem jovens, já com vida sexual ativa e tudo, sobre anti-concepcionais e gravidez.

Um ponto que parece bem estranho é que falam sobre “opção” sexual para quem nem ainda teve chance de uma experiência sexual significativa para se fazer qualquer tipo de escolha.

As definições e as críticas

Um outro personagem que entrou nessa história é a tão conhecida “Internet”, que se fosse “mãe”, seria processada por “descuido” e por ensinar o que não deve. Os jovens entram em contato com um mundo adulto, sem estarem preparados para isso. Tudo o que é de ruim e de “desgosto” humano é colocado na internet. Eles entram em contato com o lado “sujo” e nem sequer tiveram o conhecimento das teorias e dos significados daquilo que construíram a atual humanidade. Falta lhes a “dialética”, o “discurso”, a “lógica” da filosofia.

Os absurdos ocorrem em todos os níveis, principalmente na antiga “babá” eletrônica, a televisão, que tentam nos ensinar em como educar nossos filhos longe de má influências, sendo que as piores influências são as deles mesmos.

Como posso criticar o mundo em que vivo, se ainda não o conheço, as crianças estão aprendendo a criticar a tudo, os país, amigos e parentes, sem antes ter o conhecimento. Crescem revoltados com aquilo que nem ainda viram e depois ficam frustados.

O nosso papel

Como país e educadores, não devemos nos omitir, termos coragem e não deixarmos tudo nas mãos da tecnologia, ela é apenas uma ferramenta, ela não tem noção de ética ou de moral. Devemos nós sermos exemplos disso, o que ainda, indubitavelmente é o melhor método de educar. Somos responsáveis pelo nosso futuro e o futuro desses jovens que moldamos, nas palavras do Papa Bento XVI e do Papa Francisco – não sejam tíbios.

Alternativas para o aborto

Quando a ação transpõe o discurso

Caríssimos, não me enaltece falar sobre certos assuntos, principalmente quando pedem uma reflexão interior, e este assunto pede. Mas devido a opiniões que tenho visto na imprensa, me calar parece no momento uma grave omissão. Os discursos inflamados de ambos os lados não mostram uma solução para o problema, é apenas mais “gasolina para essa fogueira” e o pior, muitos querem ver o “circo pegar fogo”.

Aos que são contra o aborto, gostaria de lhes chamar a atenção para o modo utilizado, aclamações violentas apenas trazem mais violência e as palavras escolhidas como “lutar”, “proibir” e “combater” trazem em seus significados imagens de “violência” que não condizem com a doutrina cristã. A fé clama que sejamos humildes, a reconhecermos em nós mesmos, nossas falhas e nos convida a caminhar com o Cristo em seus ensinamentos.

Nada dizem sobre violência, como nos Estados Unidos, que médicos e enfermeiros que praticavam aborto foram mortos. Quem fez isso não é melhor do que o outro. Um erro não justifica outro. Querer o mal a outro, já é um pecado.

Vou apresentar um caso real, a algum tempo, conheci uma menina, para mim é ainda menina, 14 anos. Atualmente denominam “pré-adolescente”, mas eu sou muito velho para isso. Pois bem, essa menina estava em um hospital, havia dias em que tinha dado a luz e estava em uma encruzilhada. Na sua primeira relação ganhou dois presentes, uma benção e uma maldição. Ficou grávida e contraiu AIDS, que infortúnio!

Estava eu em visita a outra paciente, no outro dia soubera que a menina havia fugido do hospital. Como a criança não tinha o vírus, ela não podia dar de amamentar. Como era de menor não podia ficar com a criança que seria enviada a uma casa de adoção e ela mesma não tinha lar. Seus pais eram usuários de drogas e estavam na “crakolandia”. O ofícial de justiça viria buscá-la para ser internada na “Casa”. A única alternativa que esta menina viu no momento, foi fugir.

Agora pergunto, que alternativa vocês iriam sugerir a essa criança? Posso afirmar que um aborto, aqui e como em outros casos semelhantes, no hospital me disseram ser bastante comum, não soluciona em nada! Agora, as instituições católicas que cuidam de casos assim estão a míngua e somente vemos florescer “ervas-daninhas”. Casos de escândalos em entidades beneficentes aparecem a todo o momento.

Vamos por partes, o primeiro problema aqui é a instituição chamada “família” que está sendo desmantelada pouco a pouco. A segunda questão, criança é criança, quando iremos parar de permitir que jovens percam a infância se tornando adultos cedo demais. Mostram para eles um mundo de “sexualização” e violência que não condiz com essa fase que deveria ser a priori “tão maravilhosa”. Dou de exemplo, um caso que vi hoje, mulher que levou uma criança de 3 anos para assistir a filme de terror. Só apareceu na mídia por causa das testemunhas.

E por isso não concordo com aqueles que são “contra o trabalho infantil”, tiram o menor do serviço e entregam para o traficante. Ensinar responsabilidade, respeito, honra e honestidade nunca é demais. Mas claro que, sempre com bom senso, não permitir os abusos.

Um ponto que sempre bato, a amizade, ensinar ao jovem o valor dos amigos é uma forma de estabelecer quais são as relações humanas saudáveis e quais não são. O jovem vai aprender a distinguir.

Se depois disso, se ocorrer um caso de aborto, será natural e espontâneo e nada poderemos fazer a respeito. Ao retirarmos as situações que causam o aborto, ele passa a não existir.

Claro que, temos sempre um “infeliz”, para não dizer outro nome. Que cria a situação, faz de tudo para alguém chegar no limite e cometer uma “loucura”. Casos de aborto e suicídio são resultados de extrema opressão, pais, amigos, clérigos e hoje, até “internet” são responsáveis por opressão. O aumento de casos de “bullying” preocupa no mundo todo.

Agora paro e reflito. O caminho é este, um jovem criado com valores e responsabilidade não terá tão facilmente, pois ainda existe o problema dos grupos, chances de cair nessas armadilhas, sexo, drogas e violência. Mas o que eu faço e o que posso fazer para dirimir ainda mais essa situação. Vou começar em casa, cuidar dos meus e tentar ajudar a outros, cada vez mais. Não lhes peço resposta, apenas que reflitam sobre isso!

Dòmine, non sum dignus, ut intres Sub tectum meum, sed tantum dic Verbo, et sanabitur anima meã.

Amizade

Amizade

A amizade, uma bela lembrança de nossa infância

Nada tem sido tratado de forma tão relapsa hoje em dia, como tem sido tratada a amizade. Esta forma de relacionamento humano, tão especial em nossa infância e adolescência, tem sido negligenciada de forma metódica pela mídia. Parece não ser “politicamente correto” fazer apologia sobre esse maravilhoso tema, muito pelo contrário, o que ocorre é uma “sexualização” de tudo. Nada escapa as novas definições, heróis antigos são repaginados e famosas duplas são mostradas com outras ligações. Esquecem dos valores que esses heróis ensinavam e do exemplo que eram para os jovens. Não podemos esquecer que, não escolhemos a família, aonde nascemos. Não podemos escolher por quem nos apaixonamos, mas podemos escolher os nossos amigos. Nada mais imprescindível do que ter um bom amigo, naquele momento em que nada dá certo, e você precisa apenas de alguém para te escutar e não de críticas ou de um puxão de orelha.

A família é conjunto de pessoas que te conhece bem demais. Sua personalidade e suas pequenas gafes, são coisas que se eles não dizem, você tem mesmo assim, a impressão de estão ali, como um fantasma para te assombrar. Não dá pra contar com eles em um momento que está vulnerável. Pode ouvir algo que, com certeza​, não será agradável.

O seu amor, aquela pessoa que não te deixa pensar direito. A  maioria dos seus problemas começam ou terminam nessa pessoa. A última coisa que você faria é discutir com ela, o problema que ela causou ou que ela nem deve saber ainda, que existe. O melhor amigo, aquela pessoa que conhece seus defeitos, mas não se importa. Conhece seus pontos fortes, mas não se aproveita. Atenção: se ele se aproveitar, é porque não é seu “melhor” amigo. Esta é a pessoa, que te escuta e te dá uma solução, no mínimo, razoável, pode não ser a melhor, mas faz bem ao coração, alguém te dizer que, você tem razão.

Esta é uma campanha, cultive a amizade, você ainda vai precisar muito dela. Seus amigos são um tesouro, guarde os bem.

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