Porque não sou ateu?

Como provar a verdade

Há muito tempo venho tentado provar  a minha fé, tive momentos em que totalmente absorto no racionalismo cheguei a questionar totalmente a religião que seguia e que talvez fosse melhor não acreditar em mais nada. Porém esses momentos passam, como dizia Voltaire “Um pouco de filosofia inclina o homem ao ateísmo. Profunda filosofia faz retornar o homem à religião”.

A primeira questão que proponho é a seguinte, ao caminhar pela vida me deparei com diversas situações e com momentos que considerei memoráveis, contudo imagino e me atormenta o fato deles serem únicos, como também sou único em todo o Universo e a mera imagem de que tudo o que acumulei em toda essa existência possa desaparecer com o final dessa máquina, chamada corpo humano, me parece um inexorável desperdício. Pois ainda não existe uma tecnologia que possa acessar todos os dados desse hard disk chamado “cérebro humano”.

Como os ateus e os céticos costumam se orgulhar de sua lógica como se fosse uma murralha ou escudo contra todos os males, iremos nos utilizar dela para apresentar os nossos pontos de vista:

Se porventura, eu me torná-se ateu, hipótese inicial e se ao falecer estivesse correto em minha escolha que bem isso me traria, pois como concebem os ateus, não existe outro mundo ou plano, apenas o fim, frio e duro. Como poderia eu comemorar minha vitória se nada mais existe e minha luz se apagar como uma simples chama.

Com essa mesma hipótese, se eu fosse ainda ateu e ao falecer, descobrisse estar enganado, que horrível seria pois chamais poderia aceitar o convite para entrar nos Céus, pois teria muitos motivos a me envergonhar e seria zuado por São Pedro por toda a eternidade.

Contudo, a hipótese contrária, se eu continuar Católico Apostólico Romano e estiver errado, não teria motivo algum a me envergonhar, pois como dizem os ateus, a morte é apenas um fechar de olhos e nada mais. Seria apenas como desligar uma lâmpada e nada mais sentiria.

Continuando na mesma hipótese, se continuo sendo o mesmo Católico e acreditando em meu Deus, Nosso Senhor, e estiver totalmente certo disso, que felicidade, que júbilo será alcançar os Céus e receber os cumprimentos de todos os Santos e Mártires de nossa Sagrada Igreja e estar em comunhão com Deus de todas as formas.

Ou seja, a sombra de medo que lançam sobre a Fé, nada mais é do que uma sombra, a mera presença da luz a destroi. Como se referia o Santo Padre, Papa Francisco em sua homilia da Missa de Epifania sobre os Reis Magos: “seguindo uma luz, eles procuram a Luz. A estrela aparecida no céu acende, nas suas mentes e corações, uma luz que os move à procura da grande Luz de Cristo. Os Magos seguem fielmente aquela luz, que os penetra interiormente, e encontram o Senhor.”

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Comunidades de comunidade: uma nova paróquia

As novas ações propostas pela CNBBupload_j97F0OA1CA54cmtC7dXg25i5F

Foi com a alegria que encontrei os novos textos da CNBB, “Comunidades de Comunidade: uma nova paróquia” e o “Recuperar a comunidade como dimensão essencial da vida cristã”, através do blog católico, Profissão de fé, o qual eu sigo.

A história como sempre se repete, o início lembra os desafios de Jesus com a deterioração das comunidades judaicas em sua época, devido ao avanço do Império Romano e das novas influências trazidas de lugares distantes e os resultados nessas comunidades. Transporta nos a época atual, aonde as novas tecnologias que deveriam integrar o homem, o torna cada vez mais distante de seus irmãos.  O papel da televisão, do celular e do computador nessa nova etapa da jornada da humanidade.

A proposta, ao meu ver, é um retorno as raízes, uma volta as comunidades assim como elas eram no princípio desse país. Pois como vim de uma cidade pequena do interior, nós tínhamos um senso muito forte de paróquia, a coisa mais comum era se perguntar aos outros, a que paróquia você pertence, São José, São Judas Tadeu, Nossa Senhora da Conceição, Santo António e outras…

Havia um senso de participação “ativa” nessas comunidades, ou seja, diferente dessa nova forma onde as pessoas reclamam de “intromissões” na sua vida e desse senso de “vida privada” que é tão egoísta e mesquinho. Essa nova forma de vida, tão presos ao que lhes pertence, tão medrosos do que os estranhos podem lhes fazer. Como diz um ditado espanhol, “vivir con miedo, és viver la médias”, viver com medo é viver pela metade.

Aqui seria uma “boa” teologia da Libertação, diferente daquela Marxista e diferente daquilo que entende os “pseudo-tradicionalistas”, o nosso Senhor disse, “a verdade vós libertará”, libertar de nossos pecados, nossos medos, dessa vida pela metade, desse mundo mesquinho e egoísta. Nada daquilo que li em um comentário, “libertar de Deus”. Como pode isso!? Deus não nos prende, Deus nos liberta para o seguirmos, de nossa livre vontade, com todas a nossas forças, esperanças e com tudo aquilo que é bom e justo.

Como era diferente esse tipo de vida, agora de novo proposto, ajudar apenas por ajudar e receber em troca muito mais do que deu, sem nada esperar. Fui convidado certa vez a ser festeiro na paróquia de Santo António e posso dizer que compensa tal tipo de trabalho, o convício social é outro, apesar daqueles que pensam pequeno, mas isso existe em toda a parte, posso perceber isso pela internet. Como era interessante as trocas de experiência proporcionadas, as pessoas convidavam umas as outras a irem em sua paróquia para demonstrar como de forma ativa, eles ajudavam nessas comunidades. As celebrações, as quermesses, as romarias, as procissões e todas séries de atividades, como os dizimistas, as catequeses, os cursos de padrinhos e noivos, as pessoas simplesmente apareciam e perguntavam, em que eu posso ajudar.

“É preciso aprender de Maria a disponibilidade total com que Ela recebeu Cristo na sua vida.” Twitter do Papa Francisco 18/05/2013

Você é religioso???

Uma pergunta capciosa…O Papa e Nossa Senhora

Na minha juventude  e até algum tempo atrás, minha resposta a essa pergunta seria indubitavelmente um “NÃO”, pois afinal sempre acreditei que o termo “religioso” se tratava de pessoas que são fanáticas, como os “carólas” e os “fariseus” da Bíblia. Atitudes estas, sempre censuradas em minha família. Contudo nunca havia percebido o quanto “religiosos” nós somos.

Hoje, ao relembrar o passado e ao passar a limpo a minha vida, em um lapso  de nostalgia pude constatar que a religião nos foi inserida como que em um processo de “osmose”, gradativamente e de forma tão natural que nem percebemos, seria algo como o “ar que respiramos”, ninguém fica se recordando de que precisa respirar para viver, apenas respira. O mesmo ocorreu comigo, quando pequeno, meu pai ia ao nosso quarto antes de dormimos para “tirar a prova” se sabiamos as orações, me lembro do “Pai nosso”, da “Ave Maria” e do “Credo”, nos sábados e domingos, impreterivelmente estavamos na Missa e eu costuma trocar, como sempre, as horas, num dia era as sete e no outro as seis, mas eu nunca lembrava qual era qual.

Tinhamos regras, meu pai dizia que só podiamos usar uma “roupa nova”, se a estreassemos na Missa primeiro e após a Missa ganhavamos a pipoca do famoso pipoqueiro que ficava na porta da Igreja. Nos parecia um tipo de prêmio por nossa boa conduta. Ficar em silêncio, numa postura correta e prestar atenção nas palavras do Padre, quem cochilasse levaria imediatamente um cutucão de minha mãe, era de rotina. Seguir atentamente a folha do dia e da mesma forma escutar a homilia e não ficar comentando sobre as roupas das pessoas. Coisa essa que nossa mãe fazia, mas que para nós não era permitido.

Tinhamos vários outros hábitos, como quando visitavamos uma nova cidade, isso pegamos da família de minha mãe, visitavamos sempre a Igreja Matriz e o cemitério, pela família de meu pai, apenas a Igreja era suficiente. Quando visitavamos a minha avó, mãe de meu pai, ela as vezes estava no quarto rezando o Terço e como eu era criança, não ficaria tão chato ser eu que a chamasse. Entrava no quarto em silêncio e ficava de pê ao lado dela, que estava sempre de joelhos em seu “genoflexiório” diante de um pequeno altar, com vários Santos, em especial a Cruz e Nossa Senhora de Lourdes, da qual ela era devota. Sem interromper as orações ela me olhava de canto, fazia um gesto de consentimento com a cabeça enquanto eu aguardava ela terminar, com as mãos unidas e a cabeça baixa. Fazia o sinal da Cruz e saíamos juntos. Isso sempre me pareceu natural, mas percebo que os jovens hoje em dia desconhecem essas práticas.

Não preciso nem mencionar que eram encarados da mesma forma, outros eventos, como o Catecismo, a preparação da Crisma e os cursos que existiam na Casa Paroquial. Os eventos públicos como as Procissões, as quermesses e as datas especiais tinham tanto valor social que até mesmo quem não era católico comparecia. A visita da Bandeira do Divino era sempre um acontecimento de importância e me recordo deste desde a minha infância com a minha mãe passando a Bandeira por toda a casa e pedindo para nós beijassemos a ponta dela.

Dar aos jovens uma formação religiosa me parece hoje, a melhor forma de os livrar das armadilhas das “falsas” religiões e dos “embusteiros” de plantão. Sempre segui uma regra, “quando encontrar meu Deus, eu saberei, pois tanto ele fará parte de mim, como eu farei parte dele” e isto me pareceu estar sempre presente nas palavras do Papa Bento XVI que pedia a nos que tenhamos fé com razão:

“A razão acolhe uma verdade por força de sua evidência intrínseca, mediata ou imediata; a fé, contudo, aceita uma verdade com base na autoridade da Palavra de Deus que se revela”, explicou.

Além disso, o Santo Padre ressaltou que tal distinção não equivale à separação, mas implica uma mútua e benéfica cooperação.

“A fé, de fato, protege a razão de toda a tentação de desconfiança nas próprias capacidades, a incentiva a se abrir a horizontes sempre mais amplos, mantém viva a busca dos fundamentos e, quando a razão mesma é aplicada na esfera sobrenatural do relacionamento entre Deus e o homem, enriquece o seu trabalho. […] Por outro lado, não é somente a fé que ajuda a razão. Também a razão, com os seus meios, pode fazer algo de importante pela fé”. Bento XVI – Catequese sobre  São Thomas Aquino. 16/06/2010

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