O Senhor está no céu!!!

Até parece ser uma afirmação Bíblica

Mas na verdade, essa frase não se refere a religião, apenas em seu sentido ambiguo! Pois foi com frases como essa que após os anos 60, começaram a parecer a “cultura” do politicamente correto que foi mal utilizada e dava as pessoas um certo sentido de humildade que não tinha o menor bom senso.

As pessoas  de meia-idade começaram a abdicar de sua condição e negavam veementemente que estariam envelhecendo. Quando alguém se referia a elas com os devidos pronomes de tratamento: o senhor ou a senhora, recebiam “como uma bofetada” a seguinte resposta: “senhor(a) está no céu”. Minha saudosa mãe ainda caprichava mais um pouco e completava com um: “velha é a sogra da sua vô”.

Contudo, isso causou e ainda causa diversas consequências (palavra muito esquecida), que são perniciosas em nossa cultura. O envelhecimento é algo natural e devido a ele a nossa hierarquia muda. Quem estava como jovem, se tornará um dia ancião. Nada mais justo que ele seja tratado como tal, com respeito e educação, contudo numa ansia de sermos mais humildes e parecermos todos iguais não aceitamos mais tais tratamentos.

Isso beneficia à quem, apenas aqueles militantes de esquerda que sonham com utopias estranhas a sociedade humana, pessoas que com falsas promessas, dizem que somos iguais e que a nossa hierarquia é apenas uma forma de “coerção”. Quanta besteira, eles apenas não dizem que após você aceitar as teorias deles e chamarem uns aos outros de “camaradas” irá ter “camaradas” que iram mandar na sua vida e que a classe dominante vai ser a classe que eles criarem, ou seja, eles mesmos.

Certas coisas não são ruins em si mesmas, contudo podem causar grandes estragos. Nesse caso, não foi apenas os pronomes de tratamentos usados coloquialmente que sofreram, mas todos eles, seja pelo uso incorreto ou pela sua exclusão. Qualquer um virou “Doutor” sem ser médico ou Juiz e em compensação não colocam mais Vossa Reverendíssima para os Padres, ou Dom para aristocratas, como fizeram com a estação de metro, agora denominada Pedro II. O nosso terceiro regente, segundo imperador e o único líder de nosso país que governou por mais de cinquenta anos, de repente perdeu seu título.

E das palavras para os atos é apenas um pulo, pequenos gestos e costumes começaram a desaparecer, a boa educação e o respeito mudaram de sentido. Se diz ser ridículo mostrar alguma deferência para com os outros, com os mais velhos e com as autoridades. Reclamamos de não receber aquilo que não sabemos dar, o exemplo.

“Os fenômenos humanos são biológicos em suas raízes, sociais em seus fins e mentais em seus meios.”  Jean Piaget

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Poluição Visual no Metrô

Somos obrigados a ver tanta propaganda

Apesar da lei que proibe outdoors nas ruas de São Paulo ou placas fora de uma certa medida para que não sejam feitas excessívas distrações aos motorista e para tentar padronizar a paisagem da cidade. O mesmo não vale para as estações e os trens do metrô de São Paulo.

Acompanhei alguns comentários a respeito dessa lei, tanto contra ou a favor, o que me causou estranheza é que falam a respeito da liberdade de escolha do indivíduo que anda pela cidade, que esta liberdade estaria sendo violada pois os indivíduos não poderiam fechar seus olhos quando passam por essas propagandas. Contudo ninguém fala sobre essa liberdade quando o assunto é mídia, tanto a televisiva, a impressa ou ainda a internet.

A lei que proibe o uso de outdoors na cidade, apesar de coercitiva sobre a forma de propaganda, ela é democrática no quesito de quem é regulamentado, ou seja, todas as empresas devem acatar essa lei, independente de seu tamanho ou de sua atividade comercial. Quanto aos advogados opinarem sobre isso, parece bastante improdutivo, visto que eles ainda seguem em sua própria atividade, uma antiga norma para que a sua propaganda seja bastante discreta e se limite a pequenas plaquetas e aos cartões pessoais.

O metrô é bastante loquente nos quesitos de falar sobre si mesmo, dando ares de primeiro mundo aos serviços prestados, contudo, os serviços ainda carecem de uma humanização, como toaletes, bebedouros, fraldários e assentos nas estações, como também a diminuição gradativa dos assentos dentro dos vagões. Os avisos que recebemos são apenas as obrigações dos passageiros e as normas de uso dos trens, mas e as responsabilidades dos funcionários dos metros e da instituição com os seus usuários.

Em particular, existe uma norma que proibe que se peça esmola ou se pratique o comercio ambulante nos trens e nas estações e ainda pede para que os usuários não encorajem tais atividades, contudo, o que torna isso uma incoerência são os cartazes e os monitores espalhados pelas estações e pelos trens, uma verdadeira poluição visual. O comércio ambulante e as esmolas são proibidas, contudo, o metrô não se cansa em “passar o chapéu” para multinacionais com propagandas de filmes e para uma grande emissora de tv aberta com chamadas sobre novelas e espaço para moda com referência aos artistas dessas novelas.

Diferente da lei dos outdoors, o metrô faz distinção em suas normas e prestigia aos grandes contratos, dando aos estrangeiros uma imagem falsa de prosperidade. Os usuários são desprezados em poderem opinar sobre as imagens que são obrigados a assistir no metrô e ainda não possuem um serviço a altura do preço pago. Diferente do ônibus, no metrô, o passageiro paga antes de entrar no trem, ou seja, receber o serviço e não existe a gratuidade se sair da estação, apenas se mudar de linha (diferente do ônibus). Outras coisas que faltam, seria um informe nas plataformas de quanto tempo demoraria o próximo trem e quais as normas (fixadas nas paredes) que os serviços de metrô são obrigados a realizar, qual o tempo máximo de espera nas estações e quais os motivos das paradas entre estações.

Fora dos chamados  horário de pico, costuma-se fazer pausas entre as estações ou ter um maior tempo de parada, sem qualquer justificativa da empresa ou comunicado aos passageiros, sendo uma afronta aos direitos dos cidadãos e quando falam em  melhoria, fazem catracas de vidro que na verdade, possuem como objetivo impedir a passagem livre de crianças menores e estão sempre querendo diminuir o limite de idade para que esses possam receber a gratuidade.

“Povos livres, lembrai-vos desta máxima: A liberdade pode ser conquistada, mas nunca recuperada.”  Jean-Jacques Rousseau

A lei da palmada ou …

Um verdadeiro tapa nas caras dos pais

A lei que retira a autoridade dos pais e a polêmica de um livro norte-americano que orienta sobre o uso de “corretivos físicos” na educação de crianças.

O projeto de lei chamado de “Lei da Palmada” que está em trâmite no Senado federal para ainda ser sancionado pela Presidente, representa um golpe contra a autoridade dos pais e tende a transferir para o Estado a responsabilidade da Educação dos filhos. Com aquele velho discurso de maus tratos e violência domêstica, os ditos “especialistas’ querem pintar um quadro “muito mais feio do que o é” na convivência entre pais e filhos. Contudo, com apenas um pouquinho de bom senso, pode se revelar que existe uma grande distância entre a violência e uma palmada e que as “boas intenções” por trás dessa iniciativa não são tão boas assim.

Hoje, os pais se encontram de mãos atadas, a “nova educação” que lhes foi mostrada pelo ECA não funciona e não adianta tentar “comprar” seu filho com produtos de cunho consumista, pois até mesmo eles, percebem a perecibilidade do êxtase gerado pelo sistema de consumo compulsivo. Hoje, temos jovens que aprendem muito mas nada sabem, são resultados de um sistema no qual se premia o discutir, o criticar, mas não o apresentar argumentos, da mesma forma como temia Platão:

“Platão aprovava o adestramento dos jovens na técnica dos debates, mas achava que o modo pelo qual os sofistas a ensinavam arriscava corromper os alunos, viciando-os em contestar tudo e qualquer coisa e fazendo deles discutidores vazios que, confiantes no poder ilimitado da refutação, acabavam por não acreditar mais em nada. Tornavam-se contestadores cínicos e carreiristas amorais.”

Trecho retirado do artigo “Ainda a educação grega” escrito pelo filósofo Olavo de Carvalho no site “Mídia sem máscara“, isso é claro, demonstra um horizonte muito “bom” em comparação com a realidade brasileira, pois os jovens de Platão sabiam dialogar, ou seja, compreendiam e utilizavam a sua língua de maneira correta, nesse ponto, o que temos hoje são “analfabetos funcionais” e o pior, existem professores que querem que a sua ignorância se torne padrão para afundar mais ainda esse barco.

A Antropologia define a linguística como a ferramenta para transmissão da cultura dentro de um povo, no caso, antigamente eram todos os membros da tribo ou povoado que seriam responsáveis pela educação dos jovens e os pais (responsáveis diretos) pelos castigos que receberiam caso transgredissem alguma norma. O que ocorre ultimamente é que se criou uma fenda entre as gerações e essa cultura está se perdendo, como os valores que elas representam.

A pergunta seria, o que é pior? Uma cultura que ensina métodos de castigo e punição ou uma ausência de normas, aonde o “sadismo” humano pode se demonstrar da forma que quizer? Não adianta virem com esses “cânticos de utopias” de dialogos, pois desmontaram até a linguagem, pais e filhos não estão na mesma sintonia. O conteúdo “objetivo” aprendido na Escola não consegue ser a forma de moldar nesses jovens espíritos os valores como a honra, a honestidade, a dignidade e a responsabilidade, e o pior, palavras como caráter, civismo, pátria e nação são vistas como palavrões.

Quando a juventude procura um objetivo que não encontra em sua casa ou na sociedade, costuma ter um sentimento de vazio interior e começa a procurar em outros lugares. As gerações mais novas sempre fazem de tudo para contrariar e constranger as gerações anteriores nessa busca. Basta lembrar os jovens dos anos 50 com jaquetas de couro e motocicletas e os hippies dos anos 70. O que temos agora é uma síntese de todos esses movimentos. A juventude está fazendo de tudo para constranger, violam o próprio corpo, não respeitam a si mesmos ou os outros e não entendem o que pode ser um limite.

Existem verdadeiras operações de “emburrecimento” para ajudar ainda, posts que aparecem nas redes sociais e até propagandas que acabam dando novas definições para diversas palavras, por exemplo, a palavra respeito: dizendo ser apenas, “fazer aos outros o que gostaria que os outros fizessem por você”. Bem diferente da sua definição de dicionário:

“A palavra respeito provém do latim respectus e significa “atenção” ou “consideração”. De acordo com o Dicionário da Língua Portuguesa da Porto Editora, o respeito prende-se com a veneração ou a obediência para com alguém. O respeito inclui cuidado, consideração e deferência…O respeito não só se manifesta pelas atitudes das pessoas ou pelas leis, mas também se exprime para com a autoridade, como acontece com os alunos em relação aos professores ou ainda com os filhos em relação aos pais.”

Quando li a respeito de um livro norte-americano publicado por um pastor que ensina métodos de castigo e punição à crianças, confesso que me espantei. O motivo de tal publicação é gritante,  a total ausência de comunicação entre as gerações, essa grande lacuna que se criou e a perda gradativa da cultura ocidental e de seus valores. Como sempre, os jornalistas adoram demonstrar de forma quase “caricata” esse tipo de assunto. A polêmica seria devido ao incidente de pais que teriam espancado até a morte seus filhos, na matéria, foi mencionado três casos e que esses pais teriam sidos induzidos por terem lido a publicação e a seguido.

A educação de crianças e de jovens não é como uma receita de bolo, não existem métodos para todos os casos, as situações variam e dizer que alguém seguiu a risca um método e agiu até matar é de uma enorme “estupidez”. Pessoas não são máquinas e não agem assim, elas possuem interações e essas interações geram sentimentos diversos e o controle dessas emoções é algo extremamente dificil, diga se de passagem, os psicólogos. Por isso temos a cultura e ela é a única que consegue moldar as pessoas de forma que nem elas consigam escapar. O velho ditado diz, macaco vê, macaco faz representa bem isso. A melhor forma de educar é sem dúvida a do exemplo e educamos os jovens para serem os futuros pais.

Se você na infância, aprendeu que um castigo só pode ser recebido quando você ultrapassou um limite e que esse castigo foi direto e proporcional à sua falta, com certeza, irá repetir isso com seus filhos. Não se trata de ódio, de algum rancor ou sadismo, apenas a simples justiça. Não sei se foi erro de tradução, mas no texto que li, fala sobre castigo com galhos. Bom, eu nunca ví isso, na minha terra, se usava varas e muitos a denominavam “varas de marmelo”(flexiveis e inquebráveis), contudo, não existiam mais árvores de marmelo em nossa região, apenas usavam o nome. Pode se usar um chinelo também, mas o importante é o fator psicológico muito mais do que o físico. Não se trata de espancar ninguém, apenas demonstrar que um limite foi ultrapassado e que você foi obrigado a ultrapassar o seu.

Parta sempre da premissa de que as crianças são inteligentes e possuem a capacidade de aprender da mesma forma, coisas certas e coisas erradas, com um agravante, o errado é sempre mais atrativo. As situações em que elas podem fugir das regras são infinitas, visto a criatividade humana ser ainda extremamente surpreendente. Sempre segui certas regras para conduzir a educação de meus filhos, que aprendi com meus pais, claro que aprendi a duras penas, confesso! Mas na me arrependo disso!

Uma surra é uma medida extrema: antes de fazer isso, procure conversar, se a conversa não surte efeito, parta para a bronca e se a bronca não dá certo, tem de dar um castigo ou uma punição.

Um castigo é sempre uma boa alternativa: quando se deixa uma criança sentada em um banquinho ou sem aquele doce ou brinquedo que ele gosta, pode dar resultado, desde que não seja apenas para que você possa desfrutar de alguns momentos de silêncio e sim, seja para educar seu filho. Ele ira perceber isso!

Nunca deixe para amanhã, o que pode fazer hoje: se tiver que dar um tapa na bunda, que seja agora, se fizer isso depois, perdeu a chance de dar uma lição e apenas irá ser odiado por isso.

A qualidade vale mais que a quantidade: se tiver de fazer, faça uma vez e bem feito. Não estrage o momento com um arrependimento, se sentir remorso que o faça trancado em um quarto, não demonstre fraqueza, pois a criança perceberá isso e não te respeitará nunca mais.

A punição terá de ser proporcional a falta: esse é o mais dificil de pesar nessa história, mas lembre que o castigo representa a ultrapassagem de uma linha divisória e não um sistema exato de premiação. O objetivo do castigo físico é que o caso não se repita novamente e que não terá de dar o castigo de novo também.

Se tiver de repetir alguma punição, pare e pense, isso é realmente necessário? Se sim, alguma coisa está errada e deve rever toda a situação, quais as causas para essas faltas, existe o ambiente ou a participação de terceiros ou é você mesmo o motivo e ele está apenas querendo te desafiar.

Como diz o famoso educador Içami Tiba: Quem ama, educa! No caso, ele é totalmente contrário aos castigos físicos em sua filosofia e propõe métodos alternativos, eu lí o seu livro e considerei muito interessante, contudo, existem situações que podem ultrapassar aquela propostas feitas por psicólogos e terapeutas, pois os nossos sentimentos e atitudes podem também influenciar e as nossa atitudes serão imitadas, inclusive em nossos erros. Nesses casos, como coibir uma atitude que nós mesmos demonstramos, uma palavra que nós mesmo dissermos, sem nos tornar um idiota ou “déspota insano”.

O que mais percebo em livros de especialistas é que eles sempre parecem ser resultado de um tipo de “revanchismo”, pois querem fazer um acerto contas do passado e por isso desejam coibir métodos que não aceitavam durante as próprias infâncias. Outro detalhe é a falta de entendimento de história e da geopolítica, os atos humanos existem e funcionam por algum motivo e nenhuma era humana simplesmente desapareceu. As pessoas mudam e evoluem, seja para se adaptarem a uma nova situação ou seja simplesmente para sobreviver, contudo não existe coerência em achar que os métodos antigos são arcaicos, simplesmente por serem antigos.

Existem aqueles que adoram usar o período helenístico (grécia antiga) como exemplo de uma era de evolução, entretanto, não aceitam o fato de que eles proibiam muitas coisas e tinham costumes que nós repudiamos hoje. As punições fisicas eram usadas de diversas formas, como nas escolas, em todos os níveis e isso se manteve em outras civilizações posteriores. A prática de castigar os filhos é mencionado até no Antigo Testamento como salutar para uma boa educação. A criatividade não é propriedade de nenhuma era e o mundo não se iniciou no momento do nosso nascimento. As antigas gerações testaram diversas formas para educar e manter o seu legado e no final, escolheram  aquelas que foram mais eficientes.

“Educai as crianças, para que não seja necessário punir os adultos.” Pitágoras

Leia mais: Conceito de respeito – O que é, Definição e Significado http://conceito.de/respeito#ixzz2nUFH2ZeI

Da comodidade e da obsessão

Os motivos para não largarmos de velhos hábitos

Qualquer coisa que usamos com frequência, como um relacionamento, um travesseiro, nosso carro, comer num determinado restaurante, entre outros, pode ter como motivo o grau de cumplicidade que temos com determinados objetos e situações. Esse grau de cumplicidade pode ser criado pelo bem estar ou pela vontade de melhorarmos uma dada situação.

Nosso objetivo é nos sentirmos bem ou pela vaidade de dar ao outro uma melhor situação. As vezes nos consideramos “donos” da razão e acabamos tentando impor uma idéia ou sistema a outras pessoas ou seres. Como no caso do homem que tenta sem sucesso ensinar seu pequeno cão a defecar em um jornal. Nem sempre conseguimos alterar o mundo a nossa volta, não podemos esquecer que existem outros que também possuem a vontade de fazer alterações ou de manter certos sistemas. Torna-se portanto uma “queda de braço”, quem pode mais, chora menos.

O ser humano, ao contrário de outros animais, tem como característica as vezes fugir dos seus instintos de preservação e de segurança e procura estar em situações de risco para provar algo. Isso consegue dar resultados inusitados e a história é uma gigantesca fonte de casos onde a procura pelo novo deram “novos” resultados. Não podemos nos esquecer do descobrimento da América ou dos grandes avanços da ciência, muitos criados por acidentes.

O que de um lado pode ser muito bom, de outro lado pode se mostrar uma verdadeira penúria. O quanto é chato uma visita incomoda ou um telefone te pedindo para aderir a um grupo ou a um tipo de pensamento diferente do seu. Como é se sentir violado no seu direito básico de liberdade de pensamento ou de “ir e vir”, se a opinião alheia insiste em te incomodar.

Tal fato encontrou um novo lar, as redes sociais, aonde indivíduos inescrupulosos se valem da distância entre eles e aqueles que recebem e lêem sobre a opinião deles, mensagens feitas para destilar o veneno da maldade. Um quase anonimato com “assinatura”, uma forma de “dar fé” em assuntos burlescos e sem sentido. O caçoar sem escrúpulos e o criticar sem o peso da responsabilidade de ter de arcar com as consequências de suas palavras. Não somos donos da verdade e nem sabemos tudo, mas opinar de forma leviana sem questionar as origens de algum assunto pode causar graves prejuizos a terceiros ou nós mesmos. Outra questão é, nem sempre aquilo que aparenta ser de “boa fé“, realmente seria para auxiliar alguém, pois de “boas intenções o inferno está cheio“.

“A maioria das pessoas não quer realmente a liberdade, pois liberdade envolve responsabilidade, e a maioria das pessoas tem medo de responsabilidade.” Sigmund Freud

A bissexualidade vai predominar no futuro? Por quê?

Não, ela não vai predominar!

Esse artigo, escrevo como resposta a um blog que lí no portal do UOL, sob o nome de Blog da Regina Navarro Lins; junto a  isso foi realizado uma enquete para saber a opinião dos leitores a respeito desse tema. No caso, o texto como sempre, dos que defendem “novas alternativas sexuais”, possui argumentos falhos e imprecisos, pois são sempre confundidos fatos e direitos. Por isso, não são mostrados por completo e levam o leitor a se confundir ou ter uma visão apenas parcial do assunto. No caso de algo existir, não é por isso que se torna um direito ou que seja culturalmente aceito.

Historicamente, a bissexualidade e o homosexualismo existiram não apenas na Grécia antiga, como foi citado, mas também em diversos outros povos e em diversos ooutros momentos da história. No caso, nunca houve uma aceitação tácita, apenas eram tolerados por razões de demonstração de poder. No mesmo molde, houve também os incestos e outras práticas sexuais não heterodóxas. O resultado disso, sempre foi muito parecido, ou eram coibidos através de alguma proibição e sua rigorosa punição ou cairam  em desuso devido a cultura vigente, como por exemplo, devido as contribuições dadas pela práticas religiosas. Como sempre, essas tendências que apareciam e se expandiam, acabavam desaparecendo e retornando para algum ponto escuro na psiquê humana.

O ato sexual para o ser humano é muito mais uma atividade cultural do que mental, por isso não adianta massagear o ego de seus leitores ou verter rios de elogios ao intelécto do homem do futuro. Para iniciar, a atividade sexual deve ser antecipada pela “atração sexual” e no caso, essa deve ser igualmente correspondida pelo parceiro ou parceira. Como dizem estar difícil encontrar a “outra metade da laranja”, imagina encontrar outros “dois terços da fruta” como é o objetivo do texto em questão.

O ato sexual convencional ou qualquer outro nome que o descreva é o único que existe de fato e direito, ou seja, além de existir ele pode ser objeto de uma ação. No caso de um dos conjugês não aceitar realizar a consumação do ato, o outro pode pedir a anulação do casamento devido a isso, mas no caso de práticas não convencionais, como a bissexualidade e o homossexualismo, não existe tal prescrição e se for pedir ao juiz que anule uma união porque o outro não aceitou tais práticas, não poderá encontrar jurisprudência a favor disso. Qualquer tipo de ato sexual que não o tradicional, deve ser entendido como uma concessão do parceiro ou parceira, ou seja, não pode ser entendido como uma obrigação ou realizado através de coerção.

Apesar da mente não auxiliar muito, a não ser que seja em elaborar novas cantadas mais eficazes, a cultura e as atividades sexuais sempre andaram de mãos dadas. Que outra manifestação humana pode ser mais incrível e cheia de detalhes, como também unir um enorme números de pessoas e toda espécie de atividade para apenas uma única finalidade, uma excelente noite de Núpcias. Nada melhor do que um Casamento tradicional com véu e grinalda. Tão bom, tão vinculado e enraizado em nossa sociedade que até aqueles que se manifestavam pela destruição da família se renderam a ele. Com isso, criaram o que chamam de “casamento homossexual”.

A cultura influência tanto que temos interessantes exemplos disso, os índios brasileiros possuem como forma de demonstração do estado de uma moça virgem, que ela tenha um cordão em volta de sua barriga para demonstrá-lo e quando se casa, apenas ela pode retirar o objeto para simbolizar a aceitação para com seu companheiro e que possam consumar o ato. Enquanto os tidos civilizados são capazes de rasgar as roupas de uma mulher para ter relações forçadas com ela, as índias nuas e não civilizadas se protegem apenas com um cordão.

Como cita Edgar Gregersen em Sexo: a perspectiva antropológica, os fatores culturais além de influenciarem na conduta sexual, criam uma normatização daquilo que é “naturalizado” e não deve ser discutido. “O que é natural em uma cultura, entretanto, nem sempre é natural em outra. A poligamia é um exemplo disso. As posições sexuais variam de acordo com a cultura da qual os indivíduos fazem parte. A posição missionária (papai-e-mamãe) é comum nos grupos que sofreram a influência dos missionários cristãos, enquanto que em outros grupos, como os Bororó do sul do Brasil e os trobriandeses, pode até ser vista como uma ofensa.”
Com tudo isso, se torna, impossível, prever qual será a moda em matéria de sexo, no futuro, contudo, é mais fácil dizer que se manterá da mesma forma que hoje, pois o ser humano prefere a segurança de sua cultura e sabe que qualquer atitude diferente pode resultar em sua exclusão do seu grupo.
Em síntese, se esse tipo de previsão pudesse ocorrer, como seria a nossa vida hoje. Muitas previsões a respeito do após ano 2000, as quais foram realizadas por especialistas em diversas áreas e com base nas tendências que estavam em vigor em suas épocas, se mostraram “totalmente furadas”.
  • As mulheres andariam nuas (previsão comum na década de 20, a respeito da diminuição constante das saias das mulheres);
  • Os carros voariam (previsão dos anos 60, com base no desenvolvimento do motor à jato);
  • Os computadores controlariam nossas casas e nossas vidas (previsão dos anos 70 e 80, com base na criação dos computadores e seus acessórios que poderiam conectá-los a diversos aparelhos e máquinas).

Por diversos motivos, o que parece ser uma tendência futura acaba não se realizando, o estudo da história demonstra que certos fenômenos na raça humana, ocorrem em ciclos, ou seja, aparecem, crescem e depois somem. Isso, é claro, não impede que se repitam. Estudos mostram que, apesar da tecnologia, o modo de vida no Egito antigo se assemelha muito com os padrões atuais, o uso de roupas, maquiagem, os móveis domésticos, os serviços, registros públicos, armazenagem de alimentos, pagamentos de impostos e até na vida sexual, pois eles já conheciam os métodos anticoncepcionais. Costumamos repetir as mesmas coisas, mas também, costumamos a descartar os nossos erros.

Muitos costumam considerar a relação entre o filósofo Jean Paul Sartre e sua companheira, Simone de Beauvoir, como um marco em relacionamentos abertos, contudo, sobre o relacionamento que ela  teve com o escritor norte-americano Nelson Algren, foi descoberto recentemente que teria sido muito mais platônico do que se supunha anteriormente e que ela era muito mais tradicional em suas ações do que fez acreditar. Enquanto Sartre desfrutava das liberalidades da ‘Cidade Luz’, Simone estava lecionando em cidades do interior, sempre discreta, após as aulas saía para longas caminhadas pelo campo, com um cesto, parava em alguma sombra e realizava um piquenique sempre na companhia de um bom livro.

Fonte: http://pt.shvoong.com/social-sciences/1673608-sexo-perspectiva-antropol%C3%B3gica/#ixzz2mjJQErMX

A arte da previsão consiste em antecipar o que acontecerá e depois explicar o porque não aconteceu.Winston Churchill
 

Subir para cima e sair para fora! São erros?

 ‘Las 500 dudas más frecuentes del español’

“As 500 dúvidas mais frequentes do Espanhol”, esse é o título do mais novo manual do Instituto Cervantes, apresentado em Espanha por García de La Concha, diretor do Instituto, que iniciou a apresentação lembrando da última vez que teve uma dúvida em linguística e mencionou, “Dudar es comenzar a acertar” (Duvidar é começar a acertar).

O título acima é parte da tradução do utilizado na matéria escrita por , no El País. De forma a questionar os leitores a procurar seus erros no uso cotidiano do idioma e não podemos omitir as semelhanças entre o Português e o Espanhol em termos de usos e desusos. Como pede García ao propor uma campanha: ‘No maltrate el español. Hable y escriba bien”.

“Não maltrate o Português. Fale e escreva bem”

Sua campanha poderia muito bem ser “importada” para o nosso Brasil e para o nosso idioma tão “maltratado” por causa da preguiça, dos vícios de linguagem, dos SMS dos celulares, dos chats de internet e por muitos outros. Como aconselha García: “El gran problema proviene de la lectura. La fijación de la norma y la riqueza de uso no se aprende en la teoría de un libro, se aprende a base de leer, uno se va empapando. Más libros, más libres. Más libros, más cultos. Más libros, más ricos”.

“O grande problema vem da leitura. A fixação da norma e da riqueza do uso, não se aprende apenas na teoria de um livro, a aprendizagem é baseada na leitura, agregando. Mais livros, mais livres. Mais livros, mais cultos. Mais livros, mais ricos”.

Ainda ressalta que a norma não é apenas uma convenção da Academia,  é um aspecto da descrição da língua do falante médio culto. A obra de consulta foi coordenada por Florentino Paredes, Professor da Universidade de Alcalá e sai após um ano do éxito literário “El libro del español correcto” , também do Instituto Cervantes que teve uma tiragem de 15.000 exemplares vendidos.

Para quem quizer acessar o original, o link é:

http://cultura.elpais.com/cultura/2013/11/12/actualidad/1384268754_274100.html

Como sempre, um bom exemplo de cuidado com o idioma!

Fonte: El País

A César o que é de César! Ou não?

Aonde estão os moralistas quando precisamos deles?

Não gosto de polêmicas, mas um tipo de notícias está crescendo ultimamente, além da intimidade de famosos, os “paparazzi” estão agora divulgando notícias escandalosas de menores. A notícia de uma filha de uma famosa de apenas 13 anos que havia terminado com o namorado e agora tinha divulgado fotos com uma amiga, que seria seu novo relacionamento. Agora, a apresentadora e artista mirim Maísa do SBT teria feito declarações não condizentes com a sua idade:

“Não é novidade que a apresentadora Maisa Silva, revelada pelo programa infantil “Bom Dia & Cia.”, é à frente de seu tempo. E para variar, a pequena surpreendeu com uma declaração nos bastidores do “Teleton”, do SBT, realizado no último final de semana, de acordo com o jornal “Diário de S. Paulo”.

Ao ser questionada se está namorando, Maisinha, de apenas 11 anos, não titubeou em responder. “Estou solteiríssima. Não é hora de namorar ainda. Sou muito novinha. Não quero engravidar por enquanto”, disse, arrancando risos de quem observava.”

Materia extraida da TribunaHoje do Portal R7, aparentemente inocente, a situação foi encarada como uma piada, do tipo daquelas quando os nossos filhos pequenos tentam usar os nossos sapatos e saem desfilando pela casa. Mas aqui, não se trata disso, se trata de uma criança exposta de forma contundente e que expõe uma opinião além daquilo que é coerente com sua idade e para piorar, usa sua extrema exposição como exemplo para milhares de crianças que a acompanham em sua carreira televisiva.

Muitos dizem que isso é fruto da Internet, que não há “faixa etária” nas páginas em que navegam hoje os jovens e que isso é “normal”. Como dizer isso, e os pais e os educadores, não são eles os responsáveis pelo que as crianças podem utilizar e estar acessando em seus computadores, smatphones e tablets?

Os ventos trazidos pelos anos 60 da era Hippie criaram uma geração de pais omissos, a recusa em receber as regras e as tradições dos mais antigos os tornou coniventes com situações que não conseguem mais controlar. Quantos jovens entram para o mundo das drogas, bebidas, roubo, prostituição e assassinatos. Esses jovens sem rosto, pois são tantos que se tornaram estatísticas. Recordo me do tempo em que falavam sobre a extrema Ásia e locais para se consumir ópio e as pessoas aqui no Ocidente ficavam escandalizadas, mas hoje importamos isso, temos as chamadas “crackolândias” a seu aberto nos centros das cidades.

Para INGLÊS ver!

As campanhas que se dizem contra a pedofilia são apenas propagandas? Nós vemos nos noticiários serem denunciados borracheiros, caminhoneiros e outros que até podem ser inocentes e os jornalistas reclamam que não podem mostrar as imagens de jovens “marginais” pois existe a lei que protege a face deles. Contudo os famosos estão imunes a esse tratamento, se expondo diariamente e escandalizando de todas as formas possíveis. De quem é a culpa, dos jornais e sites que publicam esse tipo de matéria ou dos consumidores desse material?

Isso lembra a famosa pergunta, “Tostines vende mais, por que é fresquinho ou é fresquinho por que vende mais?“, se torna o lema dos publicitários, “Se tem mulher pelada, vende mais!“. E aí de quem fala contra, é fresquinho, reacionário, mente fechada, quadrado e recebe outros pejorativos também.

Somos omissos, quando deveriamos agir e reclamamos apenas quando o problema chega a nossa casa. Nem adianta vir falar de “Fim do Mundo”, o Mundo somos nós e agir assim é querer se omitir das próprias responsabilidades, reclamar que tudo está errado é fácil. Difícil é corrigir os próprios erros.

“As pessoas reclamam muito, mas se acovardam na hora de tomar providências. Querem que tudo mude, mas elas mesmas se recusam a mudar.” Paulo Coelho