O Angry birds pode estar dedando você

Os aplicativos na mira da inteligência

Os documentos vazados pelo ex-funcionário da NSA, Edward Snowden, através do The Guardian (Inglaterra) e do New York Times (USA) estão demonstrando os esforços das agências de inteligência como a NSA (National Security Agency) e o GCHQ (Government Communications Headquarters) britanico em obter os dados de aplicativos de celulares.

Aplicativos como o Angry Birds costumam disponibilizar diversas informações privadas de seus usuários via internet, como o modelo do celular, o tamanho da tela e informações pessoais, como idade sexo e sua localização. Alguns aplicativos podem partilhar informações mais sensíveis como a orientação e a preferência sexual. Esses aplicativos rodam tanto em android como IOS (i-phones).

A maioria dos usuários não sabem que podem estar sendo espionados e quais informações podem estar sendo “vazadas” pelos aplicativos que costuma baixar e utilizar, mesmo nos modelos mais modernos.

O conjunto das informações coletadas por essas agências, podem fornecer muitas informações a respeito do uso desses aparelhos telefônicos e sobre as redes a que pertencem e o uso em determinados grupos, muito além de apenas informações individuais.

Isto explica o motivo da NSA ter disponibilizado acumuladamente mais de 1 bilhão de dolares em recursos para desenvolver equipamentos que possam recolher as informações de celulares. Pois segundo essas agências, as atividades terroristas teriam como sua melhor ferramenta para o planejamento e organização de suas atividades, o uso de celulares.

Fonte: The Guardian

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Quem quer privacidade?

Como libertar quem ama as suas correntes?

Vivemos uma época além dos sonhos de George Orwell, em seu 1984, ele imaginava o Big Brother (Grande Irmão) que vigiava a vida das pessoas, seus passos, suas palavras e até seus desejos. Com um monte de câmaras, em toda parte, não havia local escondido para ele, dentro da civilização humana.

Fizemos melhor que isso, todos sonham hoje em dia com um dispositivo como um celular, tablet ou notebook com aplicativos para segurança. Segurança de si mesmo, segurança de seus dados (informações) e de seu aparelho, mas nos esquecemos o preço dessa segurança. Esses aplicativos que possuem vida própria e independem de nossa vontade, podem acessar nossos dados, conhecer nossos contatos e realizar cópias daquilo que possuimos em lugares não registrados, como a tecnologia do registro em Nuvens (cloud), em que os dados se situam em algum lugar da internet entre os servidores, como uma posição não fixa, apenas existindo a sua entrada.

Nossa própria vontade nos faz adquirir essas aparelhos e damos toda a sorte de informações particulares para quem pedimos proteção. Estamos invariavelmente abrindo mão de nossa privacidade e não o faríamos se não quiséssemos tanto isso. Os aplicativos podem até usar mecanismos como GPS para nos localizar e sermos focados em um mapa como cobaias de laboratório. Nunca foi tão fácil dominar o ser humano, desde o que disse Steve Jobs:

As pessoas não sabem o que querem, até mostrarmos a ela.

Ele inaugurou uma nova fase na nossa tecnologia moderna, uma forma de induzirmos as pessoas adquirir produtos que não conheciam apenas criando novas necessidades. A modernidade não gerou nada novo, como se faz entender seu nome, não reformou o silogismo de Sócrates, apenas foi pragmática o suficiente para gerar um novo conforto em cima de nossa velha ociosidade. Deu novas cores para a velha comunicação, que não é apenas falada ou escrita. Hoje ela é falada, escrita, “musicada” e até “videografada” e tudo de forma interativa, somos receptores e emissores de todo o conteúdo, ou seja, somos co-responsáveis do baluarte do conhecimento humano.

Tal responsabilidade é muito grande, mas imaginem que, qualquer pessoa pode enviar ou “compartilhar” uma informação e de que, de má fé, isso não é verdadeiro ou é prejudicial para os outros. Podemos ao “compartilhar” essa informação sermos cumplices de um “cybercrime”.

Para bem entender o inferno, como diria Dante, abrimos mão de nossa liberdade e de nossa privacidade por um conforto efêmero e ainda estamos dando aos outro a chance de nos prejudicarem. Não podemos fugir se formos acusados e no entanto estamos a mercê de uma avalanche de informações que de tão grande não possui “autor” ou responsável, pois os maus se escondem no anonimato.

“A televisão acabou com a janela. E a internet acabou com a privacidade, diria o facebook.” Dani Leão

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