Big Data, um novo desafio

Um termo bastante difícil de definir

Segundo o buscador do Google na França, o termo Big Data tem tido um acréscimo de buscas pela Internet, de mais de dez vezes, entre dezembro de 2011 e dezembro de 2013.  Este termo, por definições aceitas, refere-se à coleção, exploração e análise de grandes quantidades de dados, como uma coleção de números, imagens, textos, genes, estrelas, partículas ou dados de tráfego, entre outros. A palavra Big (grande) pode significar o que o ouvinte entender, desde os milhões de gigabytes que as grandes empresas de Internet possuem como o Google e o Facebook.

Os especialistas acreditam que a popularização desse termo tenha sido muito maior devido as promessas do que pelo conceito. Desde que Edward Snowden divulgou documentos secretos do órgão de intelegência do qual fazia parte, a NSA (National Security Agency) Agência de Segurança Nacional, o termo encontrou um outro par. Além de Big Data, o Big Brother (termo relativo ao estado que vigia e manipula seus cidadãos) que foi criado por George Orwell em seu livro 1984.

Os especialistas tem cada vez mais seduzido membros de diversas áreas com as promessas das grandes possibilidades dos Big Data, como na área médica para melhoria de diagnósticos e precisão nos tratamentos, campanhas publicitárias com melhor resultado de retorno através da Internet, as estimativas de prêmios de seguros, recomendações de compras on-line para comerciantes e até a evolução dos crimes para a polícia.

Desde que foram criados os “banco de dados”, os quesitos mais importantes nunca foram os dados em si, mas a forma de relacionar cada registro com os outros para se obter um resultado que realmente valesse a pena. Quantos infográficos são produzidos que na verdade não se referem a coisa alguma palpável e que iludem os leitores. Outra questão importante é o desenvolvimento de linguagens que possam ser responsáveis em criar softwares (programas) capazes de lerem todos esses dados e formarem um panorama que possa ser entendido pela mente humana. Como um programa da Bolsa de Valores americana que mostrava um campo de trigo e aquelas ações que melhor desempenho tinham, eram mostrados como o trigo mais alto se revelando na paisagem.

“A coisa mais indispensável a um homem é reconhecer o uso que deve fazer do seu próprio conhecimento.”Platão

Fonte: Le Monde – Fr.

A mina de ouro dos Bancos de Dados

A evolução da informática

As novas tecnologias e as novas formas de armazenamento estão novas possibilidades para mercado de informática. Além de conhecer os clientes, as empresas estão tentando prever o comportamento do consumidor, antecipando produtos e serviços que atendam as novas necessidades.

Empresas como  Google, Facebook. Amazon, Microsoft, Walmart e LinkedIn têm investido em analises de dados e quando não o fazem em seus próprios servidores, delegam as tarefas a terceiros, o que acaba criando um mercado novo e lucrativo.

O termo Big Data, representa esse novo filão, a exploração analítica dos grandes bancos de dados dos servidores das grandes empresas.  Estima-se este mercado em US $ 28 bilhões (22 bilhões de euros) pelo Instituto Gartner, em 2012, e 36 bilhões em 2013.

Desempenho e Marketing

Sistemas como Balanced Scoreboard (metodologia de medição e gestão de desempenho) que ao serem implantados, procuram dentro dos dados os indicativos mais relevantes para a empresa, além de um aumento no fluxo de dados, esses sistemas podem melhorar o desempenho da empresa. Segundo pesquisadores, dois do MIT (Massachusetts Institute of Technology) ,Erik Brynjolfsson  e Heekyung Kim, em parceria com Lorin Hitt, um pesquisador da Universidade da Pensilvânia (Wharton Business School), que realizaram um estudo sobre o desempenho de 179 empresas, acabaram descobrindo que as empresas que utilizam analise de dados para incrementar sua estrategia, tiveram um acréscimo de 5% a 6% em seus resultados.

A analise de dados permite um acréscimo de receita enquanto ajusta a empresa às necessidades dos clientes e reduz o custo operacional, ao cortar os processos tido como “excepcionais”.

Controle, vigilância e transparência

Os novos desafios das novas tecnologias não se restringem mais a coleta e armazenamento de dados, mas também a classificação e análise dos mesmos. A necessidade de um constante confronto entre esses dados e os indicativos produzidos pelo departamento de marketing, para tornar os resultados, os mais significativos com a estratégia estipulada e coerentes aos objetivos da empresa, gerando uma vantagem competitiva no mercado.

Novos tipos de funcionários são necessários, pessoas que criem e administrem Bancos de Dados passíveis de serem melhor analisados com ferramentas mais ajustáveis, tais ferramentas seriam os softwares que permitem se adaptar ao panorama de produtos, serviços e clientes, criando uma nova visão do conjunto.

Os órgãos públicos também necessitam se adaptar a esta nova realidade, mas além de melhorar seu desempenho e diminuir os seus custos, as empresas públicas devem dar maior segurança aos dados dos clientes. Segurança essa não apenas a terceiros, mas ser capaz de demonstrar aos seus usuários, de que forma os seus dados estão sendo utilizados, sem quebrar a cadeia de confiabilidade necessária.

A analise de dados podem garantir um melhor desempenho perante o mercado, mas não se deve se esquecer dos direitos dos consumidores.

Fonte: Le Monde

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