O que vale a vida humana?

O valor é apenas uma medida financeira?

O referendo que está sendo hoje votado na Catalunha que pode representar a separação desse estado da Espanha, mostra um lado diferente dos ideais separatistas, as questões financeiras.

Por 40 anos o grupo separatista ETA (Euskadi da Akatasuna) que reivindicava a autonomia do estado Basco, que se auto-denomina Pais Basco, apesar das bombas, protestos e guerrilhas com ações violentas e raptos, eles não alcançaram o objetivo almejado. Chegaram a ser temporariamente “tolerados” e conseguiram eleger representantes na política, apenas para serem descobertos e presos.

Apesar de estar em trégua a um ano e  ter anunciado uma dissolução total de suas ações, ainda é perseguido, no último mês, três possíveis líderes do grupo foram presos na França. Sendo Izaskun Lesaka, considerada a mais importante líder do movimento. Apesar da trégua, o último atentado ocorreu em 2009, e de mais de 700 presos, o governo espanhol se recusa a qualquer dialogo com o grupo.

Então, o que vale mais, as vidas humanas perdidas, o sangue derramado ou o valor econômico, com a independência da Catalunha, vence o “dinheiro” e os acordos de gabinete, as ações dramáticas e as justas reivindicações de nada valem se não podem criar benefícios as classes governantes. Palavras como Independência, Nação e Soberania só valem se forem permitidas, é como um “jogo de crianças”, vocês só podem “brincar” de democracia se os “adultos” deixarem!

 “Quando o dinheiro vai na frente, todos os caminhos se abrem.”
( William Shakespeare )

Traduções, quais as regras???

Este é um assunto sempre OUVIDO, mas nunca “discutido”.

Quem é cinéfilo e apegado a detalhes como eu, que tenho um leve Transtorno Obssessivo Compulsivo, já percebeu algumas nuances, como a tradução de nomes e de frases de efeito como expressões e ditados populares. O rei da Inglaterra, Henrique VIII já foi chamado pelo nome original em Inglês, como o do primeiro presidente dos E.U.A. que de  “Jorge” Washington (tradução), foi utilizado o original  “George” Washington. Qual a regra para isso?

Isto parece um assunto sem a menor relevância, mas se estudado pela geopeolítica vemos que se trata da supremacia de um idioma sobre os outro. Como no caso de CSI Miami, onde o chefe de Investigações se chama Horatio, pronuncia-se “Ooráichio”, mas que no capítulo de estreia se apresentou a pequena menina como Horácio e disse que seu nome era feio. Feio porque? Foi pronunciado em “Português” e não em “inglês”? Nos capítulos seguintes voltou a pronuncia do original. Ninguém se incomoda ao ouvir em um filme “todo” dublado, palavras que não se traduzem, como os nomes?

Fato muito visto hoje em dia, são as mães que recebem da mídia essas maravilhosas informações e acabam batizando seus “pimpolhos” de Maicol, Jequisom, Woshinton ou de outras neologias retiradas de outro idioma qualquer, que possui regras de pronuncia totalmente distintas do nosso Português.

Como se quer criar uma identidade nacional se nem o idioma é usado de foma unânime. Valorizar as palavras, é valorizar as idéias. Não adianta ter grandes ambições se não podemos nos comunicar. A soberania de nosso idioma é condição “sine qua non” para um país independente. (Olha  a palavrinha estrangeira aí).

Quando tratarmos os “gringos” da mesma forma que nos tratam no exterior, com firme convicção, sem violência ou revanchismo, que eles devem aqui, falar e pronunciar de forma correta a nossa língua, tal como lá. Aí sim, estaremos dando o primeiro passo para o “orgulho nacional”.

Gostaria de receber mais adendos a este assunto e outros nomes maravilhosos para podermos discutir.

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