O tijolo e a palavra

O tijolo sonha em ser…

A palavra sonha em ser…

Com tijolos construímos prédios,

Prédios que abrigam pessoas…

Com palavras construímos idéias,

Idéias que melhoram a vida das pessoas!

O tijolo almeja em ser…

A palavra almeja em ser…

Com tijolos construimos estradas,

Estradas que conduzem as pessoas de um lugar para outro!

Com palavras construimos um caminho,

Um caminho entre o que fomos e o que seremos!

O tijolo sonha em ser…

A palavra sonha em ser…

Com tijolos contruimos pontes,

Pontes que ligam cidades, países… pessoas!

Com palavras nos conectamos,

Nos conectamos com a alma e o coração das pessoas!

Como o tijolo, a palavra é instrumento,

Instrumento para construir idéias, caminhos e conexões,

Ferramentas para um novo mundo e ferramentas para a paz!

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Das touradas à morte

Quando soa o som do inevitável

As pessoas temem o que não conhecem e o maior misterio da vida é o post-mortem, o fim da existência e o passar para o outro plano. Independente de sua fé, dogmas ou conhecimento alguns parâmetros nos mostram que essa passagem pode ser suave e que independente do modo, após ocorrer, se torna até indolor.

Lembre-se que a dor e as sensações estão ligadas ao corpo físico e não ao espírito ou a alma. Claro que, caso não acredite nisso, o desligar da “máquina” o torna imune a qualquer sensação.

Os Sonhos e a Morte

Um outro fenômeno que pode ser tão perigoso quanto a morte pode ser o mundo dos sonhos, misterioso e enigmatico, tem a capacidade de acalentar ou de nos atormentar com as mais incriveis figuras. Como disse a Morte para Morpheus Senhor dos Sonhos, “as pessoas temem a morte mas não temem entrar em suas terras todas as noites, mesmo sendo mais perigosas…”

Tradições de morte

Na evolução humana, diversas tradições acabam sendo perdidas, esquecidas ou até mesmo proibidas, como no caso das Touradas. Estamos vivendo um momento singular na história humana, no qual estamos literalmente “jogando a sujeira para debaixo do tapete” e estamos nos esquivando daquilo que é inevitável: a própria Morte!

Na tentativa de pouparmos os mais jovens das agressões do mundo, estamos lhes oferecendo um mundo “higienizado“, tão esteril de emoções que os torna depressivos e passíveis de uma nova doença, o “stress”. Na medicina, comprovam os cientístas,que o contato com o agente causador de uma doença como uma bactéria acaba fazendo com que a pessoa crie as condições de naturalmente se defender dessa doença.

Há três séculos atrás, um enforcamento se tornava um evento público com direito a platéia e tudo. Hoje, existem muitas pessoas que defendem a volta da pena de morte, mas claro que na forma de um evento um pouco mais discreto.

As Touradas

Várias regiões da Espanha, que tinham por tradição as Touradas, estão gradativamente as proibindo e isso começou com a proibição da morte dos touros na arena em alguns países como Portugal, como também as ações de algumas Ongs em defesa dos animais. Essas Ongs relutam em entender que nem sempre o touro perde, que a tradição é muito mais que violência e morte, mas demonstra que a disciplina e coragem podem fazer com um mero ser humano enfrentar uma “fera“, como os touros da raça “Miura”. Animais que nascem e são criados em liberdade para serem totalmente aversos ao cativeiro e que são escolhidos pelas características da própria mãe, como a ferocidade e a vitalidade.

As pessoas que sentem mal ao assistirem um evento como uma Tourada, não deviam nem tentar assistir. Elas não tem culpa de se sentirem assim, isso é resultado dessa vida de isolamento que chamam de modernidade. Quando eu era criança, na região de onde eu vim, era comum para se preparar o almoço ter de se matar o frango ou um porco, ou seja, se você quer comer, tem de preparar a comida e não é possível se fazer isso com o animal vivo.

Pessoas assim não conseguem ver um animal ser maltratado mas conseguem assistir a um UFC ou a programas policiais com bastante adrenalina. As respostas destes são as mesmas de sempre, cheias de rancor contra a violência e ultraje. Contudo não se percebem da violência de suas palavras e que seus métodos se assemelham aos da própria Tourada, se querem a paz, propaguem a paz. Dizer que se necessitam de armas para combater as armas é pura demagogia.

Uma declaração de Arnado Jabor foi duramente criticada por defender que quem não gosta de Touradas deveria não consumir carne bovina. Isso reflete aquilo o que eu disse, nos tornamos covardes que se vangloriam de não causarmos mal a nenhum animal apenas porque não estamos presentes no momento de sua morte, mas não nos omitimos em receber os benefícios da mesma.

Ser a favor da paz, sim. Da hipocrisia, nunca!!!