Ironias da vida: do Discurso à Realidade

A tradição das belas palavras e dos mal feitos

Neste país existe um costume de se fazerem belos discursos, com muitos enfeites mas com nenhum conteúdo, isso lembra bem a frase, “para inglês ver“, que teria sido criada na época da vinda família real ao Brasil, escoltada pela frota inglesa e que devido ao agradecimento pelo seu ato foi muito agraciada em nossa terra.

A cidade do Rio de Janeiro, que se tornou a capital do novo reino, teve as fachadas de sua casas reformadas e outras benfeitorias que eram apenas um modo de disfarçar os modos primitivos de seu povo. Hoje, isso aparece em muitas áreas, o Brasil se tornou um grande produtor de arte efêmera, produções suntuosas de pouca utilidade. Perdem o sentido de que, as vezes, as coisas simples podem beneficiar muito mais do que meras obras de fachada.

Uma situação ululante é o cinema nacional em contrapartida ao comerciais de propaganda, os filmes são de baixa produção com um layout pobre e suas histórias são de dar pena, apenas tristezas. Agora, as propagandas são bem produzidas, layout de primeiro mundo com histórias cativantes. Isso apenas mostra que, quando é necessário uma análise mais profunda, ou passar um melhor conteúdo, nossos especialistas perdem o rumo.

Mas e na vida, no dia a dia, as pessoas preferem escolher a beleza em vez da utilidade, o imediato em lugar do perene, daquilo que realmente beneficia a ele e aos outros. O Brasil é um dos países que mais faculdades possui, o que a princípio seria ótimo, mas realmente o que o mercado nacional necessita é de técnicos. Pessoas que ponham a mão na massa. Planejar, organizar,decidir e fiscalizar são atividades importantes, mas quando tem muito cacique pra pouco índio, as coisas não acabam bem.

O objetivo dessa publicação é a reflexão, aquele momento em que a pessoa para e analisa a sua vida, o que você faz que realmente importa. Quem será beneficiado por elas, quais as consequências de suas atitudes e quanto tempo elas continuaram a existir? Muitas perguntas, tantas que poderia se fazer um livro disso.

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Da ficção à realidade Parte II

Uma verdadeira obsessão

Todo mundo queria um Atari.

Todo mundo queria um Atari.

Desde a invenção da fotografia, o homem se viu frente a uma possibilidade assustadora, a de registrar fielmente a realidade a sua volta de uma forma a mais próxima daquilo que seus olhos podem captar. A máquina fotográfica foi tão interessante que o Imperador D. Pedro II não teve dúvidas em torná-la seu hobbie.

A seguir veio o cinema, que iniciou pura ficção com as obras dos franceses mas que seguiu em seguida os rumos da sua arte irmã, a fotografia, se tornando o que muitos julgam ser, máis sério e realístico. Diferente das antigas pinturas e esculturas, a fotografia e o cinema não tinham a intervenção do autor, ou seja, não seria alterado o resultado devido ao ponto de vista ou as limitações e as técnicas do escultor ou pintor, como também não se rendiam as regras de cada época e aos esterótipos sociais.

No início a fotografia era extremamente cara e utilizada de forma elitizada, os americanos apontam para as fotos das grandes ferrovias que começaram a integrar a sua nação e que nelas falta, na maioria, a presença de chineses que eram utilizados como operários. Assim como o rádio, a fotografia se tornou um veículo publicitário de grande força e que logo se rendeu às elites e aos interesses econômicos e políticos.

Não é de se estranhar o papel da fotografia e do rádio nas grandes mudanças do início do século XX, como a Revolução Russa, a nomeação de Hitler na Alemanha, a eleição de Mussolini na Itália. Fatos que talvez sem a juda dessas ferramentas não ocorreria.

Da política ao lazer

As formas de encararmos o mundo realisticamente influiu em diversos movimentos, como o pós-guerra nos anos 60 e 70, com os hippies e os movimentos pela Paz Mundial e atualmente chega em na forma de Ongs em defesa dos animais e do meio ambiente. Isso contribuiu para mudar as nossas forma de lazer, com a chegada das novas tecnologias, como o video-game,  o computador e o celular.

Muitas pessoas acreditam que a evolução seja como que “natural“, e que uma nova tecnologia chegue para substituir a outra, sendo resultado das descobertas dos cientistas e desenvolvedores, mas isso não é sempre verdade. Quando os computadores começaram se imaginou um futuro bem diferente para eles e por isso muitas empresas perderam dinheiro e até faliram. Na verdade são os usuários que determinam qual o rumo que se deve tomar, se você estiver no mesmo “canal” que os clientes querem e se sabe criar a necessidade, como dizia Steve Jobs, você terá sucesso. Esses são os casos do Facebook e do Iphone.

Os video-games não podiam fugir a essa regra e os jogos realísticos quando cada dia mais adeptos. Quando eu era criança, nos distinguiamos o notíciário das séries, a realidade da ficção, mas hoje isso se torna difícil, jogos de video-game como “Gran Thief Auto” mais se parece com um noticiário ao mostrar as ações de assaltante de carros.

Muitos jogos tem tanto sangue como em um açougue, o próximo passo poderá ser o cheiro, quem sabe os japoneses não criem algum dispositivo para isso.

Como eu dizia no texto anterior, isso está tirando das crianças a capacidade de fantasiar, nos atuais desenhos animados, os personagens são extremante realísticos, como os animais do desenho Madagascar, basta comparar com os antigos Mickey, Pato Donald, Pica-pau e companhia. Apesar de serem baseados em animais, eles possuem feições humanas e características antropomôrficas como roupas, algumas é claro.

Só falta os animais cobrarem “royalties” e direitos autorais pelo uso das imagens deles!

“A melhor coisa sobre uma fotografia, é que ela não muda mesmo quando as pessoas mudam.” Andy Warhol