A Caverna – O começo

A CavernaA Caverna

Uma criatura estava há muito tempo escondida em uma caverna. Estava ali desde que chegara de um lugar muito distante. Ao cair nesse planeta, sua impressão foram as piores possíveis, criaturas selvagens e seres gigantescos. Não porquê fizessem a ele algum mal ou trouxessem perigo, mas devido a sua falta de uma consciência superior, tornaria difícil qualquer tipo de comunicação. Certo dia algo mudou, um som ritmado que não havia antes, vinha de não muito longe.

Como a caverna estava ao lado de uma montanha, essa se encontrava logo acima de uma planície de vegetação baixa e algumas árvores e no centro, um lago, não muito grande, mas suficiente para dar de beber aos seres locais. O som que se ouvia vinha de um lugar próximo do lago. A primeira vista, era um grupo de uns dez ou doze seres, diferentes dos seres locais, pois caminhavam em duas patas e eram menos peludos. Fizeram um tipo de fogueira. A princípio, julgara que tinha sido um acidente da natureza e eles estivessem lá procurando abrigo. Os seres faziam barulho de forma continua e ritmada, sem se importar com os outros seres. O ser da caverna havia se lembrado dos grandes animais que vira no inicio de sua reclusão nesse lugar e que já havia algum tempo que haviam desaparecido.

Resolveu descer mais próximo para ouvir melhor e cada vez mais se aproximava do grupo. Gradativamente foi se aproximando e se aproximando, chegando a ficar atrás de algumas folhagens e começou a sondar aquela nova espécie. Seres primitivos, provavelmente supersticiosos que apesar de temerem a natureza, não temiam o fogo a sua frente. Ponto interessante para se estudar. Os sons que emitiam era algum tipo de dialeto, com poucas palavras, mas que repetiam e mostravam ter alguma noção de diálogo. O ser estava começando a entender os sons e a compreender o sentido daquelas batidas, quando foi visto por um deles, um ser pequeno e muito barulhento que chamou a atenção dos outros para sua presença. O ser da caverna desapareceu imediatamente, pelo que pode notar antes de entrar na caverna de novo, os seres do grupo não faziam ideia para onde ele fora e o procuravam em volta da moita em que ele estava. Para eles, o estranho ser havia evaporado ou fugido voando.

De volta a sua reclusão, o ser lembrava daquele encontro e do que vira e ouvira, como também da forma com que fora chamado, a palavra que ele aprenderia mais tarde era ANJO.

continua…

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