Da formalidade e do sucesso!!!

Como um, as vezes, um não está ligado ao outro

O ser humano tem a incrivel capacidade de criar formalidades, convenções e burocracia, mas da mesma forma, consegue reverter tudo isso. E ao conseguir isso, cria situações tão esdrúxulas que se tornam motivo de sucesso. Isto já aconteceu com tantos personagens históricos, como autores e artistas.

Recentemente, temos a explosiva história de Stefani Joanne Angelina Germanotta, mais conhecida como Lady Gaga, esta novaiorquina que fala sobre o seu tempo de estudos em uma escola de artes. Naquela época, confessa ela, as professoras não levavam fé em uma carreira de renome para a jovem estudante.

Mas ao iniciar sua carreira de cantora, parece que tudo isso mudou e de certa forma, os anos de estudos foram de alguma valia. Quando assisto aos clipes de Lady Gaga, sempre me recordo, com certa nostalgia, dos tempos em que estudava no colegial e das aulas de educação artística.

O uso e a combinação de materiais, objetos estranhos, texturas, cores e sempre, com uma certa dose de inovação, fazem lembrar dos trabalhos exigidos pelos professores. Claro que isto, em demasia, acaba descambando pro lado do excêntrico ou do escratológico, como no caso do seu vestido de carne da cantora. Mas, devemos confessar que, na maioria das vezes, funciona.

Nos clipes, Bad Romance e Alejandro, podemos ver essas combinações, como nas pedras que flutuam ao lado da cantora, aparentemente paralisada ou nos uniformes militares dos dançarinos com o uso de meias “arrastão”.

Não quero mostrar aqui que seja ruim estudar ou que não deveriamos seguir as regras dos livros, mas que as vezes o ser humano supera seu próprios limites e chega a lugares que seriam teoricamente seriam impossíveis. Por um momento imaginem, quantos professores de artes existem no mundo, quantos livros publicados a respeito, quantos  artigos e quanto sistemas foram criados e aprovados para definir o que seja uma obra de arte. Apesar disso, das centenas de estudantes que se formam nos cursos de artes anualmente, quais as chances de aparecer outra Lady Gaga?

Isso vale também para outras matérias, como administração, matemática, história ou música, quais as chances de surgir outro Einsten, que na juventude foi apenas um estudante medíocre de matemática, mas que se tornou um dos maiores génios da história, justamente nessa matéria.

“O único lugar onde o sucesso vem antes do trabalho é no dicionário.”

Albert Einstein

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O porquê do fim do mundo!

Somos escravos de nossa tecnologiaparadigma1

Há muito tempo, o homem passa a responsabilidade de gerir a sua vida à máquinas e aos sistemas. Uma das mais antigas, apesar de não ser sempre a mesma, seria o relógio. Teve diversos tipos, relógio de sol, relógio de areia (ampulheta), relógio de água, o análogo e por último, o digital.

A evolução natural do relógio foi o calendário, o atual, o Gregoriano, utiliza a translação do Sol para medir os anos, meses e dias, uma forma de estabelecer o período das estações, apesar de ultimamente, isso não ser muito preciso, o aquecimento global e outros fenômenos, como o El Niño, modificaram muito o clima.

O uso constante desses sistemas e de fontes de energias não renováveis começam a criar paradigmas nas cabeças das pessoas, como vou viver sem automóveis, computadores ou relógios. As situações cômicas que se repetem, por falta de energia, o comércio tem de fechar mais cedo, ou seja, não vendem se não tem um micro para registrar ou uma linha para efetuar a transação, no caso de cartões  de débito ou crédito.

Somos tão dependentes dessa tecnologia que nem conseguimos imaginar a vida sem esses aparelhos ou como viver sem comida processada. Um fato que eu já mencionei aqui, estamos criando gerações de crianças que não fazem idéia de onde veio o ovo ou a carne ou muitos dos produtos que usa no dia a dia.

Muito conhecimento, pouco discernimento

Apesar de poderem acessar, via internet, muito do que o ser humano pode criar e como ocorreu nesses últimos milénios de história, falta a essas pessoas, a vivência, a experiência de “tocar” nesse conhecimento. Uma idéia simplista é conhecer todos os quadros do Louvre e achar que entende como eles chegaram lá, viver cada época e sentir na pele, as lamúrias e as alegrias. As gerações são curtas e até tentam passar conhecimento, mas os sofrimentos são ocultos, os mais velhos são tacanhos e mesquinhos em passá-los.

Um pequeno exemplo, não faz tanto tempo que no Brasil usamos fogão a gáz, mas a maioria das pessoas nem se lembra como usar um fogão a lenha. Na minha terra, muitos imigrantes usam por questão de tradição, mas não é o mesmo aqui em São Paulo.

A raça humana venceu as intempéries do clima, da natureza e a competição com outras espécies, dominou as forças da natureza, como o fogo e se refugiou nos períodos em que estavam mais vulneráveis, como o sono. Venceu seus próprios medos e as supertições, a quanto tempo não se sacrifica uma “virgem” para o sol nascer de novo ou acreditam que o inverno é para sempre.

Conhecimento e Responsabilidade

Somos os únicos responsáveis pelos resultados de nossos atos e parece uma doença hoje, muitos belos raciocíonios que se eximem de pagar o preço de suas escolhas. Muitos direitos e pouco deveres, quero ser respeitado mas não dou respeito. Afinal, respeito não se pede, se conquista.

Estamos vivendo um êxtase, um ápice, nossos sentidos e nervos explodem de tantas sensações, de tantos estímulos, tudo parece possível e alcançável, mas o choque é grande. A sociedade não está preparada, o ser humano socialmente vive hoje como vivia a muito tempo, os grupos sociais são os mesmos, mudam as formulas mas procuramos a segurança do que conhecemos no período em que eramos crianças, a família, os amigos e colegas.

Isto torna a vida insuportável, um peso tão grande e nada faz com que nos livremos disso. Por isso, necessitamos de uma válvula de escape, uma maneira de terminarmos com a existência da forma como ela é. O ser humano, escravo de uma civilização na qual anseia dominar e para isso se torna parte de um sistema que o domina.

Não consegue se imaginar sem esse sistema, por isso anseia tanto o Fim do Mundo, uma resposta que neutraliza os sentidos e muda de uma vez tudo o que conhecemos. O que ele perde, tem medo de perder, mas acabando com tudo, morreria junto a culpa por destruir seu próprio mundo, seu modo de vida. Um sistema inebriante que não deseja mas também não vive sem.

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