Lista Negra na Internet

Rússia cria lista negra da Internet

A partir de hoje, a Rússia contará com uma lista negra de sites que incitem pedofilia, promovam suicídio, tráfico ou consumo de drogas. O Registro Federal russo obriga que os sites informem no registro o tipo de conteúdo utilizado pelo mesmo.  Os sites que forem apanhados com conteúdo proibido serão bloqueados.

Os site de notícias Ria Novosti informa que “qualquer pessoa pode denunciar qualquer site que pareça suspeito ou ilegal. Mesmo de forma anônima. Mas isso não quer dizer que qualquer site seja bloqueado.”

Esta lista seria administrada pela Duma, a Câmara baixa do Parlamento russo. Na votação, na qual ela saiu vitoriosa, a lei  de “proteção para crianças” contra perigos para “saúde e desenvolvimento”, muitos opositores expressaram seus medos, de uma possível censura e perseguições. O wikipedia russo e alguns outros sites protestaram contra tal medida. A Wikipedia em RU, ficou 24 horas fora do ar. O Livejournal, site popular na Rússia, declarou  “estas alterações podem levar ao estabelecimento da censura na Internet russa “, os opositores argumentam que ficou muito amplo e subjetivo e que quem fizer a fiscalização poderá incluir na lista qualquer site.

A lei foi aprovada em julho e assinada pelo Presidente Vladimir Putin e também aprovada pelo Primeiro Ministro Dimitry Medvedev. O mesmo que recebeu o criador do Facebook, Marck Zuckerberg, em sua residência. Medvedev declarou que apoia a Internet livre, desde que siga algumas regras.

Fonte: Le Monde

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Facebook na Rússia

Marck Zuckerberg encontra Medvedev

O presidente e fundador do Facebook se encontrou nessa segunda feira, durante vinte minutos, com o Primeiro-Ministro da Rússia Dmitri Medvedev.

Esse encontro é crucial para a empresa de Zuckerberg, pois após período de queda nas bolsas de valores, as denúncias de falhas de segurança na França, que volta a investigar esse caso, conforme anuncio do governo francês. O Facebook precisa de uma prova de fogo para garantir sua confiabilidade.

Hoje, a Rússia possui mais internautas que a Alemanha, o que a torna o principal mercado para redes sociais na Europa, sua tradição de cortina de ferro, com bloqueios, censuras e espionagem são obstáculos que põe a prova a capacidade do Facebook em se adaptar a diferentes tipos de mercado. Um exemplo de seu papel na Rússia foi que, durante o forte inverno russo, as panfletagens convocando o povo para manifestações ocorreu justamente com o uso dessa rede social.

As conversas entre Zuckerberg e Medvedev foram informais e o Primeiro Ministro ganhou uma camiseta. Ao conversarem sobre o papel do Facebook em relação a política, Medvedev se referiu ao papel da rede social em relação a campanha presidencial norte americana, segundo foi informado pela sua assessoria de imprensa.

Um dos fundadores do Facebook é russo, Sergey Brin, como também seus principais financiadores. O que torna a responsabilidade naquele país ainda maior. Medvedev falou sobre os desafios dos direitos autorais e as novas tecnologias: “Na minha opinião, é muito importante para encontrar um equilíbrio entre as formas tradicionais para proteger os direitos autorais de um lado e do outro lado os novos usos que apareceram na Internet e tornar possível a utilização de materiais com direitos autorais livremente. Como encontrar esse equilíbrio? Este é, provavelmente, a tarefa mais importante que cai para advogados, empresários e aqueles que gerenciar redes sociais “, disse o Primeiro Ministro da Rússia.

Esta visita é uma continuação de outras ações comerciais com os russos, como um acordo com uma empresa de telefonia, a Beeline, para fornecer aplicativos gratuitos a assinantes. Zuckerberg também visitou a praça vermelha, onde parou para comer no Mac Donalds, foi juiz em um concurso de programadores e a noite iria fazer parte de um programa de comédia russa.

O fundador postou em sua página do Facebook como foi positiva a conversa com Medvedev, que tem sido um bom incentivador da internet em seu país de forma comercial, mas sem deixar de fora, de forma paralela, as questões políticas.

 Fontes: Le Monde e New York Times