Comodidade versus Lucratividade

Os objetivos divergentes do transporte público

Muitos negócios são públicos, porque “a priori”, não deveriam dar lucro. Como a saúde, a segurança, a iluminação pública, a coleta de lixo e o transporte público. Mas no caso desse último, as novas formas de se explorar esse filão de mercado, com cooperativas e terceirizados tem criado novos sistemas e padrões de comportamento por parte tanto da Prefeitura como dessas empresas.

As rotas são planejadas para suprir a maior área possível e os veículos são customizados, grandes, pequenos ou médios de acordo com demanda da região. Tendo como objetivo, um uso de quase 100% da capacidade dos veículos disponíveis. Mas como esse planejamento visa a média do percurso, os usuários que estão pegando o ônibus na metade do caminho são prejudicados, pois não encontram lugar para sentar.

Tanto nos terminais de ônibus, como de metro, existe uma padronização que está fazendo os usuários cada vez mais se tornarem passageiros. Pois eles só passam. Diminuem o número de assentos, é difícil encontrar toaletes e em muitos lugares não existem lanchonetes. Os veículos seguem essa tendência com menos assentos e maior vão livre. O design desses serviços deveriam ter como objetivo, o bem estar do público que usufrui do sistema.

Muitas rotas longas, com uma média de 40 km de extensão, deveriam ter melhores aferimentos e alternativas mais curtas, para quem desce no meio da rota ou alternativa para quem sobe no meio da rota, diminuindo a sobrecarga, principalmente nos horários de pico.

Campanhas educativas seriam uma boa alternativa, como para idosos, deficiente e pessoas com criança de colo deveriam evitar os horários de pico, quando os trabalhadores vão para o serviço ou voltam dele. Que os usuários calculem bem o termino da validade do bilhete, para que não fiquem na parte da frente do ônibus mais tempo do que o necessário e quando passarem a catraca irem para o fundo do ônibus, apesar de alguns veículos somente possuírem porta no meio. Se dirija para a porta apenas quando estiver próximo do seu ponto e não fique sentado até o último minuto, para sair correndo quando parar no seu ponto.

Outra coisa, nos terminais, quem estiver sentado deveria ser educado para aguardar quem está de pé, sair primeiro, pois eles saíram mais depressa e já estão cansados de estarem em pé.

Esses detalhes se bem administrados podem ter um pequeno impacto no lucro das empresas e um enorme aumento na nossa comodidade em utilizar o transporte público em nossa cidade.

“Nada denuncia mais o grau de civilidade de um país e de um povo do que o modo de tratar a coisa pública e a coletividade.” Glória Kalil – Consultora de moda

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São Mateus: trânsito conturbado

Com trânsito, nem santo pode!!!

Nem o santo resolve o trânsito em São Mateus

Apesar do bairro se chamar São Mateus, nem milagre pode resolver os atuais problemas de trânsitos na Zona Leste de São Paulo. Os problemas são crônicos e cada vez mais geram mais incômodos à população.

Quem vive em São Mateus e trabalha em outros bairros de São Paulo, conhece bem os problemas dos chamados Horários de Pico: ônibus super-lotados, falta de veículos, linhas extremamente longas, veículos quebrados, falta de fiscalizam e orientação.

  • Ônibus Super-lotados: no início da manhã é o que mais se encontra, é causado pela falta de veículos na linha que passam em intervalos muito maiores do que aqueles informados pelo serviço da Prefeitura. No caso dos chamados “perueiros”, se agrava devido ao incentivo que a Prefeitura dá aos mesmos: o pagamento por bilhete passado.
  • Falta de veículos: os sindicatos dizem que são as empresas que seguram veículos nas garagens, outros dizem que falta mão de obra, motoristas e cobradores.
  • Linhas extremamente longas: o planejamento das linhas está desatualizado pelo número de usuários. Quem pega na metade do caminho, muitas vezes vê o ônibus passar direto pelo ponto. Fato que nem é culpa do motorista e sim da Super-Lotação que o impede de colocar mais pessoas. Afinal, ônibus não é feito de borracha, ele não estica.
  • Veículos quebrados: panes nos freios, caixa de câmbio, embreagens e parte elétrica são comuns, tendo linhas que aparecem pelo menos um ônibus quebrado por semana. Outra questão que afeta em muito São Mateus são os “trólebus” ou ônibus elétrico, apesar dos investimentos da Prefeitura em novos veículos, isso não solucionou a questão das falhas no suprimento de energia para os veículo. Novos ou antigos, eles param do mesmo jeito se não tiverem energia.
  • Falta de fiscalização e orientação: os pontos finais que ficam dentro dos bairros mais distantes carecem de uma melhor fiscalização para que os problemas acima mencionados sejam melhor vistos pelos setores responsáveis da SP Trans. E a falta de fiscais de trânsito, os “amarelinhos” nas principais vias do Bairro, como a Avenida Mateo Bei e a Avenida Sapopemba ajudam a intensificar os problemas. Um acidente, um carro quebrado ou um farol sem energia causam graves transtornos e atrasos para a população.

As vezes, com um pouco de vontade política pode se fazer muito. Na Avenida Mateo Bei, existem muitos policiais que fazem o chamado “bico de farda“. Uma política implantada pela PM do Estado para desincentivar os policiais a praticarem bicos ilegais, nos quais eles correm até risco de vida. Não poderia se fazer uma proposta para a corporação e deslocar alguns membros para atenderem o trânsito no horário de pico.

Outro ponto seria a mudanças de rotas que passam por vias extremamente carregadas e adicionar novas rotas, mais curtas, o que poderia gerar interesse de “perueiros” em explorar novos nichos. Não haveria um aumento direto da frota, fato este que os órgãos públicos enfatizam ser impossível, uma vez que as vias em São Paulo estão chegando ao seu limite de capacidade e cada ônibus a mais, ocupa o lugar de 3 a 4 veículos pequenos.

A população de São Mateus aguarda com ansiedade que o resultado dessas eleições, seja ele qual for, traga alguma melhora para o sistema de tráfego e o trânsito local.

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