A vitória da mediocridade!?

Somos ou não um Homer Simpson da vida

Podemos ver em postagens pela internet e pelas rede sociais, idéias que mais parecem trechos de comédias Stand-up e que começaram a se integrar nas conversas do dia a dia. Pensamentos, pérolas e citações jogadas ao vento que a princípio chegam a ser até inocente mas que começam incomodamente a frutificar. Aquele velho ditado é sempre verdade: quem planta ventos, colhe tempestade.

Uma palavra que está sendo literalmente enterrada é o termo “consequência”, como outros que nem “bom senso” e “educação”(aqui não apenas o objeto de trabalho das instituições de ensino). Quando expomos uma idéia através de um silogismo não basta que tenhamos premissas verdadeiras, a lógica exige um fim, um objetivo para a idéia proposta, ou seja, a premissa não é um fim em si mesma. Isso apenas para iniciar a conversa e outra coisa, existem consequências para tudo que fazemos, não importa o tempo, o local ou a situação e para quem será a consequência, ela inevitavelmente virá.

O nosso objetivo não é dar uma aula de filosofia mas apenas alertar para pequenos pensamentos inconsequentes que podem prejudicar o nosso futuro nesse planeta. Começamos por uma pequena premissa: ninquém em sã consciência e sendo uma pessoa de boa moral e de bons costumes, jamais aceitaria um ato violento, um prejuizo ou algo que ferisse uma criança, uma mulher, um idoso ou um animal. Mas porque temos tantas frases de “não machuquem crianças” ou “cuidem bem de seu animal” e coisas desse tipo, pois quem faz algo assim é criminoso e existem leis para coibirem e até para punirem esses tipos de ações. Contudo não é esse objetivo que se encontram nessas frases, não é feito para as pessoas más, mas são criados para nos doutrinar e nos fazerem acreditar em “maus tratos” em toda a parte e o pior, que somos incopetentes para lidarmos com isso. Eles querem que passemos para o Estado toda a responsabilidade de cuidar de nossos mais indefesos elementos.

Ainda por cima, existem coisas muito mais perigosas por trás disso, como a preparação para uma cultura que aceite a “zoofilia”, como se está sendo feito em órgãos de psicologia com o conceito de “pedofilia”, que se pretende retirar da lista de transtornos mentais. Para os que não conhecem o termo, eis a explicação do dicionário:

Zoofilia, do grego ζωον (zôon, “animal”) e φιλία (filia, “amizade” ou “amor”), é uma parafilia definida pela atração ou envolvimento sexual de humanos com animais. Tais indivíduos são chamados zoófilos. Os termos zoossexual e zoossexualidade descrevem toda a gama de orientação humana/animal.

Cuidar de crianças, idosos e animais é dever de todos, porém não podemos “trocar os pés pelas mãos” e compartilhar tudo o que parece “bonitinho” e feito de “bom coração” se não analisarmos a real intenção por trás de belas palavras, podemos estar colaborando com uma forma de inverter nossos valores. Gosto de meu bichinho de estimação mas amo meu filho e não o contrário e não existe ONG ou entidade que prove o contrário. O seres humanos são criticados pela forma com que cuidam do planeta e dos seres vivos que aqui vivem, contudo temos consciência disso e se alguém pode mudar alguma coisa, somos nós mesmos, porém sem abrirmos mão da nossa posição e de nossos valores.

Existem “ateus” e existem “atoas”, são pessoas inconformadas com a própria existencia que tentam minar a fé dos outros com pensamentos expúrios e mesquinhos que são repetidos por pessoas inocentes e até de boa fé. Como um que eu vi, escrito em um túmulo, antes de lembrar dos mortos, lembre de quem está vivo. Não me dou ao trabalho nem de repetir na sua forma exata, pois é uma amostra daquilo que produz uma mente pequena e egoista. Se não gosta da fé, pelo menos se cale, mas quando abrir a boca, pelo menos pense um pouco, antes de proferir alguma coisa. Se você tem a chance e a oportunidade de estar desfrutando dessa vida, isso não é atoa, existiram muitas e muitas pessoas que passaram por aqui primeiro, pessoas essas que já deixaram essa vida e lutaram, como sempre a humanidade lutou, para deixar algo melhor aos seus descendentes. Na religião temos diversos bons ensinamentos sobre isso, mas para os que não creem, basta estudar a história e principalmente a geopolítica para ver isso e entender.

Ame o seu semelhante, mas honre seus mortos, pois só sabe quem é, aquele que conhece de onde veio!

Para bem entender Maquiavel

Outra pobre vítima das novas idéias é Nicolau Maquiável, existe gente que até questiona a criação de sua maior obra “O príncipe“, que nem deveria ter sido escrito. Oh! Pobre criatura, são inumeraveis os benefícios dessa obra, desde a língua Italiana, para a história e a administração pública. Os historiadores puderam rastrear em suas citações, obras perdidas da Idade Antiga, sua divulgação, ajudou na disseminação do dialeto florentino por toda a Itália e se você não gosta de Maquiavel, lembre-se:

Se não aprender com o Príncipe, seu inimigo aprenderá.

Pela primeira vez, foi sintetizado a arte da manipulação, da Administração Pública e de todas as formas de recursos que os poderosos poderiam dispor para alcançar, manter e expandir seus reinos. Não importa como eles o conseguiram, se por nascimento ou conquista, se através da religião ou nomeados ou eleitos. Todos tem de conhecer o Príncipe e não importa nem um pouco, se a pessoa a quem se destinava a obra, teve um real benefício dela. A humanidade tem hoje, esse benefício.

A Guarda Pretoriana

Maquiavel citava sempre o Império Romano e seus Imperadores, pois aproventando a deixa, vou para um assunto mais moderno. A crise que sofremos com a juventude e a polícia. Um jovem morto por um policial causou forte indignação em sua comunidade e artistas criam uma campanha sobre a tragédia: “por que o senhor atirou em mim?”.

Contudo, basta uma nova visão desse quadro que teremos um novo papel para cada personagem, a vítima aqui não é apenas o rapaz morto, mas o policial também, vítima de um sistema que deliberadamente não o prepara e que o julga se algo dá errado.

Na Roma Antiga, o exército era formado pelas legiões e cada legião tinha funções específicas, mas uma era a mais especial, a Guarda Pretoriana, a guarda pessoal do Imperador. Sua função era ser a única força policial e armada dentro dos muros de Roma, o uniforme deles não era vermelho como os dos outros centuriões (soldados) mas era escuro e tinham privilégios, como os únicos a terem permissão a portar armas e podiam prender sumariamente qualquer pessoa. No início isso foi bastante útil ao Imperador, que confiando em sua guarda pessoal, poderia ordenar a prisão de qualquer inimigo ou opositor e não importava se ele fosse rico ou tivesse um cargo público, como Senador.

Contudo, o ponto mais dificil de se delegar algum poder é, o que a pessoa que recebeu tal dádiva pode realmente fazer com ela e isso que Maquiavel mostra com maestria. A Guarda Pretoriana se percebeu do poder que tinha em suas mãos e começou a prender Imperadores e trocá-los como bem entendiam. A crise política que se seguiu foi profunda e ajudou a desencadear o fim do Império Romano. Voltando ao nosso tempo, os políticos com isso aprenderam que jamais podem delegar poder demais as forças policiais, pois se as mesmas estiverem descontentes e existirem fatos que manchem as suas reputações, quem poderá impedir que sejam eles os alvos dos seus próprios protetores.

Se não preparam a polícia, são obrigados a aparelhar, e se com poucas condições, ainda assim, eles fizerem bem o seu trabalho, será pela força da lei que os amordaçam. Uma democracia tímida e sem respaldo popular teme qualquer grupo que lhe obrige a fazer aquilo que é necessário. No frigir dos ovos, não importa quem atirou ou quem recebeu o tiro, somos todos culpados por manter um sistema que não dá objetivos concretos aos jovens e os mantém em uma ignorância de suas capacidades e ainda divide a sociedade, dizendo quem é inimigo de quem e não permitindo que se façam trabalhos em conjunto em pró a toda a nação.

“Os homens são tão simples que quem quer enganar sempre encontra alguém que se deixa enganar.” Nicolau Maquiavel

Anúncios

A Guerra lá e cá

Conflitos podem ser piores do que guerras declaradas

O cessar fogo após 8 dias de conflito, deixa 162 palestinos mortos e 5 israelenses, segundo a agência de notícias Al Jazeera. O conflito que foi marcado pela velha retórica israelense de “estar se defendendo” de foguetes lançados do território de Gaza não deixa de mostrar a diferença tecnológica entre os dois lados. Enquanto os foguetes árabes, ultrapassados, no máximo fazem estragos em casas e lugares públicos, os bombardeios “cirúrgicos” de Israel mataram no início desse conflito o chefe de segurança do Hamas. O Hamas é a autoridade palestina escolhida pelo povo islâmico para comandar o território de Gaza em 2007. O governo israelense não aceitou a decisão popular e desde então tenta derrubá-los da autoridade palestina.

Da mesma forma que FEMEM, grupo de ativistas russas, fez em uma passeata contra o casamento gay e a adoção de crianças por pessoas do mesmo sexo, realizado pelo Civitas (grupo católico) na França. Ao atacarem os manifestantes e tentarem tirar a roupa de uma mulher, as ativistas do FEMEM foram expulsas e foram se queixar de estarem sendo agredidas. O governo israelense age assim também, como “minoria perseguida”, ataca e quando é rechaçado, se queixa de violência.

Recentemente, autoridades israelenses confirmaram a existência de assassinatos planejados de autoridades árabes. O que reabre as dúvidas sobre a misteriosa morte de Yasser Arafat, envenenado por material radioativo, segundo especialistas franceses.

No Brasil, um país tido como aparentemente pacífico, existe uma realidade parecida ou pior. No mês de outubro passado foram registrados 176 mortos em 150 casos de homicídios  culposos, com intenção de matar, um aumento de 92% em relação ao mesmo mês do ano passado.

O conflito aberto que ocorre em Gaza conta com artilharia pesada e com o moderno sistema de defesa israelense, o que diminui em muito os estragos dos misses palestinos. O conflito “não declarado” que ocorre em São Paulo, tem como principal armamento, armas de fogo pessoais. Por serem fáceis de ocultar e o sistema de “guerrilha”, no qual, os alvos são escolhidos e determinados em situações de pouco movimento, no máximo bares.

Os motivos dessas chacinas são cobrança de dívidas de drogas, facções rivais e descoberta de policiais. Este último, por vários motivos. As ações de combate a entrada de drogas no estado, que surtiu efeito e diminuiu a quantidade de produto a ser comercializado nas ruas, enraivecendo grupos interessados. O vazamento de uma lista de dados pessoais de policiais, confirmada semana passada.

Diversas informações falam sobre pagamento de um “prêmio” por policiais mortos ou quitação de dívidas de drogas. A reação das autoridades foi a mudança de “chefes” do PCC (Primeiro Comando da Capital) para outros presídios, mais isolados e com segurança reforçada.

Devido a falta de mudança no quadro geral, com a continuidade da violência, nesta quarta-feira, o governador Geraldo Alckmin (PSDB) anunciou a exoneração de Antonio Ferreira Pinto do cargo de secretário de Segurança Pública. A crise na segurança foi menosprezada pelo governo, que teria não aceitado uma oferta de ajuda do governo federal. Desde o dia 24 de outubro, 253 pessoas foram mortas na região metropolitana de São Paulo –média de 9,7 por dia.

Este ano, quase que dobrou a violência contra policiais, 95 policiais mortos desde o início do ano, contra 47 o ano passado, no estado. Perspectiva que faz diminuir o número de candidatos as vagas de policiais nas academias e desincentiva os membros da corporação a seguir carreira. A realidade deles é muito diferente de como era antigamente, para se chegar em casa ou ao sair, os policiais evitam usar fardas e adereços que mostrem a sua função, vivem acuados e com medo e com a ampliação do crime acabam morando em meio a áreas perigosas.

A saída da atuação das autoridades competentes nas áreas de risco das grandes periferias, o aumento do consumo de drogas e a crise econômica montam um cenário volátil. Uma mudança no papel da polícia é pedida à tempos, mas a discussão sobre a existência de duas polícias, civil e militar tomam tempo e desgastam a imagem das corporações. O tempo de meias medidas acabou, o governo deve agir em nome da população ou seremos um território em conflito aberto.

Fontes: Folha de S.Paulo e Al Jazeera

  • Calendário

    setembro 2017
    S T Q Q S S D
    « nov    
     123
    45678910
    11121314151617
    18192021222324
    252627282930  
  • Ich bin