A mina de ouro dos Bancos de Dados

A evolução da informática

As novas tecnologias e as novas formas de armazenamento estão novas possibilidades para mercado de informática. Além de conhecer os clientes, as empresas estão tentando prever o comportamento do consumidor, antecipando produtos e serviços que atendam as novas necessidades.

Empresas como  Google, Facebook. Amazon, Microsoft, Walmart e LinkedIn têm investido em analises de dados e quando não o fazem em seus próprios servidores, delegam as tarefas a terceiros, o que acaba criando um mercado novo e lucrativo.

O termo Big Data, representa esse novo filão, a exploração analítica dos grandes bancos de dados dos servidores das grandes empresas.  Estima-se este mercado em US $ 28 bilhões (22 bilhões de euros) pelo Instituto Gartner, em 2012, e 36 bilhões em 2013.

Desempenho e Marketing

Sistemas como Balanced Scoreboard (metodologia de medição e gestão de desempenho) que ao serem implantados, procuram dentro dos dados os indicativos mais relevantes para a empresa, além de um aumento no fluxo de dados, esses sistemas podem melhorar o desempenho da empresa. Segundo pesquisadores, dois do MIT (Massachusetts Institute of Technology) ,Erik Brynjolfsson  e Heekyung Kim, em parceria com Lorin Hitt, um pesquisador da Universidade da Pensilvânia (Wharton Business School), que realizaram um estudo sobre o desempenho de 179 empresas, acabaram descobrindo que as empresas que utilizam analise de dados para incrementar sua estrategia, tiveram um acréscimo de 5% a 6% em seus resultados.

A analise de dados permite um acréscimo de receita enquanto ajusta a empresa às necessidades dos clientes e reduz o custo operacional, ao cortar os processos tido como “excepcionais”.

Controle, vigilância e transparência

Os novos desafios das novas tecnologias não se restringem mais a coleta e armazenamento de dados, mas também a classificação e análise dos mesmos. A necessidade de um constante confronto entre esses dados e os indicativos produzidos pelo departamento de marketing, para tornar os resultados, os mais significativos com a estratégia estipulada e coerentes aos objetivos da empresa, gerando uma vantagem competitiva no mercado.

Novos tipos de funcionários são necessários, pessoas que criem e administrem Bancos de Dados passíveis de serem melhor analisados com ferramentas mais ajustáveis, tais ferramentas seriam os softwares que permitem se adaptar ao panorama de produtos, serviços e clientes, criando uma nova visão do conjunto.

Os órgãos públicos também necessitam se adaptar a esta nova realidade, mas além de melhorar seu desempenho e diminuir os seus custos, as empresas públicas devem dar maior segurança aos dados dos clientes. Segurança essa não apenas a terceiros, mas ser capaz de demonstrar aos seus usuários, de que forma os seus dados estão sendo utilizados, sem quebrar a cadeia de confiabilidade necessária.

A analise de dados podem garantir um melhor desempenho perante o mercado, mas não se deve se esquecer dos direitos dos consumidores.

Fonte: Le Monde

Administração: O líder nato

Como reconhecer a liderança

O paradigma da administração moderna consiste em reconhecer o líder, aquilo que os modos tradicionais pressupõe como necessário, apenas uma lista de qualidades e uma caneta. Bastaria alguns testes, uma avaliação e uma entrevista para que “ticando” as qualidades da lista de acordo com os resultados e teríamos o administrador desejado.

Mas como sempre, o fator humano é imprevisível e pode extrapolar qualquer sistema, a liderança está além de um mero conjunto de características, o líder nato expõe isso de forma sutil, a qual não aparece em testes e avaliações. A simples observação do comportamento de grupos, prova isso. Um indivíduo e “eleito” de forma implícita e todos os outros começam a seguir essa figura de autoridade.

Pressupomos que ele tenha algumas das qualidades pretendidas, mas na maioria das vezes não terá todas e pode ser até falho em alguma das essenciais, mas o grupo o reconhece como tal: o seu líder.

Nas empresas costuma ocorrer o contrário daquilo que seria o natural, em vez do grupo escolher seu líder, com uma “eleição informal”, se costuma nomear um funcionário pelo seu desempenho e pelas características que possui como carisma, comunicação, determinação, disciplina, visão, valores entre outras. Essas características mudam um pouco entre um autor e outro.

Mas é regra de ouro em Administração que “uma pessoa sobe em uma empresa até o nível de sua ignorância“, ou seja, se ele estava no lugar que melhor conhecer, quando subir esta será a última vez que irá fazer isso. O resultado fatalmente não será o melhor nem para ele e nem para a empresa. A frustração de não ter o bom resultado que vivia anteriormente pode resultar em uma demissão, tanto por parte do funcionário como oriundo da própria empresa.

Liderança Medíocre

Na maioria dos casos é isso que ocorre, as características foram localizadas, ele possui o mínimo de conhecimento necessário, mas seu desempenho não decola, seus resultados são estáveis e nem de longe pode encontrar termos como pressão ou mudanças. Tais palavras não fazem parte de seu vocabulário, contudo se perpetua no comando, pois não corre riscos e suas decisões são previsíveis e deixa os superiores satisfeitos. Faz o que mandam e não questiona as estratégias, como definiu Kaplan e Norton em seus estudos “os gerentes gastam mais tempo com os operacionais do que com  a estratégia”.

Esses lideres têm como fatores negativos: não serem reconhecidos pelo grupo, o seu papel é sempre sabotado como as medidas que pretendem adotar, não funcionam bem em ambientes instáveis e não operam bem sob pressão.

O tempos atuais requerem mais que um “capataz” para ser líder de um grupo, as características tradicionais são importantes mas o comportamento de forma geral deve ser levado em conta. Uma nova visão para os departamentos de Recursos Humanos se faz necessária, mais holística e com enfase nas mudanças tecnológicas.

O computador revolucionou os processos dentro das empresas, a internet os integrou e a agora o Cloud Computing (Computação em nuvem) compartilhou os dados e reduziu os cutos, o BYOD Bring your own device (Traga seu próprio aparelho), libertou os colaboradores do monopólio dos departamentos de TI e garantiu o direito de escolha da tecnologia.

Com tudo isso, nesse novo ambiente de trabalho, as decisões do líder devem ser mais do que para manter o próprio emprego, eles devem ousar com audácia (medidas não convencionais), querer com vigor (resultados), ouvir (calar-se com força) e saber com inteligência.

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