Os novos pecados!!!

A sociedade evolui, como tudo que a acompanha

No tempo de Moises, as necessidades eram práticas, pessoas morando em um deserto, local hóstil e sem acesso fácil a suprimentos. Bens como água e comida são escassos e a vida em conjunto era causa de grande stress. Para se evitar uma dispersão foi se criado leis para um convívio pacífico, por isso as leis mosaicas serviram bem. A tabua com as dez leis ditas por Deus a Moises são na verdade, a primeira relação de delitos da história.

Na idade média, com as sociedades mais bem estruturadas e todo o sistema de classes sociais formado, as necessidades se aprimoraram e um doutor da igreja formulou os novos pecados. Ficou se na história como sendo os pecados mais extravagantes, os Sete Pecados Capitais de São Tomás de Aquino são notórios por sua convergência com a riqueza e a “boa vida”.

No mundo atual, a globalização e as redes de computadores dão um cenário diferente, o engajamento e o “mundo virtual” criam novas possibilidades de convívio, como também criam novas “faltas” possíveis de se cometer:

1- Não desperdiçaras alimentos, existem crianças na África e em várias partes do mundo morrendo de fome, por causa de guerras e conflitos.

2- Não compartilharas falso testemunho, antes de divulgar por sua rede social, qualquer informação, investigue a veracidade da mesma.

3- Não roubarás a senha de outro, apesar de ser amigo, parente ou seu par romântico, a senha é um bem incompartilhável.

4- Não utilizares gás CFC ou qualquer outro que prejudique a camada de ozónio.

5- Não descartarás o lixo indiscriminadamente e realizarás quando possível, a reciclágem dos materiais.

6- Não fomentarás pirâmides pela internet, ou qualquer outro tipo de campanha que cause SPAM.

7- Não utilizarás nenhum produto tóxico ao seu organismo, como drogas, cigarros e produtos farmacêuticos que não sejam prescritos pela autoridade médica.

8- Não dirigirás, se beber e nem realizará nenhuma tarefa que ponha em risco a sua saúde ou a de outros.

9- Não realizarás atos terroristas, seja no mundo real, ferindo e matando pessoas, seja no mundo virtual, derrubando sites ou prejudicando os internautas.

10- Não se vitimarás para obter benefícios ilícitos ou apenas para causar pena e constrangimento em outras pessoas.

Este texto é meramente sugestivo, a Santa Madre Igreja é quem possui a prerogativa de alterar qualquer doutrina, segundo  Mateus 16:19 e 18:18: “E eu te darei as chaves do reino dos céus; e tudo o que ligares na terra será ligado nos céus, e tudo o que desligares na terra será desligado nos céus.” Nesse versículo, Jesus está falando diretamente ao Apóstolo Pedro e indiretamente aos outros Apóstolos. As palavras de Jesus significam que Pedro teria o direito de entrar no reino e teria autoridade geral aqui simbolizada pela posse de chaves.Isso quer dizer que o céu aceitará e aprovará aquilo que ele e os seus sucessores ligam ou desligam aqui na terra.

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O mundo moderno versus Roma Antiga

O mundo muda, os problemas continuamImpério Romano

As pessoas conhecem o mundo desde o momento que nascem e montam um cenário de história real até no máximo duas gerações anteriores, o testemunho de seus pais e avós serve como uma baliza de como era antes e o resto ele lê de livros e filmes de história. A impressão dessa pequena visão é o mundo muda e se moderniza sempre. Atitudes que escandalizam hoje, são notáveis e inéditas, mas não é assim, situações se repetem e repetem e o ser humano cai nos mesmos erros.

O maior império já visto na história humana, o Império Romano, a primeira vista, muito diferente do mundo atual mas não tanto assim, podemos encontrar muitas semelhanças, querem ver?

Globalização à antiga

“Quando em Roma, faça como os romanos”, a capital do império ditava as modas e tendências usadas em todas as províncias e servia como centro de distribuição de bens produzidos em cada canto do império, um britânico poderia tomar um vinho produzido na França num copo vindo da Grécia, vestindo roupas vindas do Egito. A uniformidade alcançada pelo Império Romano lhe deu o fôlego necessário para durar tanto tempo.

Necessidades atuais

Como nos dias de hoje, os Romanos necessitavam de moradia, estrutura sanitária e lazer. As chegadas de um grande número de estrangeiros fez com que houvesse um déficit habitacional e as moradias improvisadas careciam de uma estrutura de água e esgoto. Ou seja, nada semelhante com os dias de hoje, os romanos se orgulhavam de sua engenharia como os aquedutos, sistemas de abastecimento de água que usavam a queda natural e vinham de montanhas próximas as cidades.

O lazer era muito importante, enquanto os ricos iam para as termas, fazer negócios e maquinar esquemas contra Cesar, os pobres se reuniam nas arenas do grande Coliseu, onde assistiam aos espetáculos com gladiadores e ganhavam pão. A velha política do “panes et circus” que nada se assemelha aos nosso sistemas de previdência e amparo ao cidadão.

A economia como base

A integração de tantos povos diferentes baseados em uma única estrutura de comando só foi possível com o advento do sistema monetário. Os antigos sistemas de troca eram ainda feitos de forma local, mas para o centro do Império era preciso usar moedas.

Com o tempo, o centro do Império começou a se especializar em oferecer serviços, muito mais que produzir, fato este que fez crescer a importância de suas províncias. A concorrência também se tornou acirrada, a mão de obra escrava diminuía o custo em algumas províncias contra a produção artesanal em outras.

A crise social

A República Romana e o Império foram forjados sobre um sistema patriarcal rígido, mas que dava muita liberdade e deveres as mulheres, elas eram responsáveis pela educação dos filhos, ou seja, eram letradas, podiam se divorciar e abrir pequenos negócios e sabiam gerir a própria renda e a de sua casa.  A própria palavra Economia, vem do grego οικονομία (de οἶκος , translit. oikos, ‘casa’ + νόμος , translit. nomos, ‘costume ou lei’, ou também ‘gerir, administrar’: daí “regras da casa” ou “administração doméstica”. Essa administração doméstica foi responsável pelo sucesso e ascensão do império, pois os maridos delas, muitos eram legionários e acabavam se ausentando muito de Roma.

A crise se iniciou com a chegada dos costumes estrangeiros, novos sistemas e novas religiões, o que afastou os romanos de suas origens e de seus sistemas. Atualmente, as crises nos valores tem tido exatamente o mesmo efeito em nossa sociedade. Crise na produção, concorrências desleais de países com mão de obra barata, problemas urbanos, crise habitacional e falta de saneamento básico. O governo tenta “tapar o sol com a peneira”, com programas sociais e distribuição de “benefícios”. As atividades rentáveis são estagnadas com impostos e o governo “corrupto” vive de mordomias.

Tal lá, tal cá. Nada ocorre por acaso, não importa o nome diferente que se dá, naquela época a língua internacional era o latim, hoje é o inglês. As grandes potências possuem fatores em comum, como a produção de armas e monopólios comerciais.

No momento que, a sociedade se conscientizar disso, pelo menos, teremos uma chance de não acabarmos como o Império Romano, em outra Idade Média.

“A história é uma galeria de quadros onde há poucos originais e muitas cópias.” 
(Alexis de Tocqueville)