Católicos venezuelanos sem vinho para Missa

Bispos Venezuelanos se queixam da falta do produto

Os católicos venezuelanos estão sendo impedidos de assistir a missa devido a falta do vinho para se celebrar a Eucaristia, segundo o Conselho dos Bispos da Venezuela, a falta do produto se deve a dificuldade de produzir internamente e o alto custo da importação, como também a dificuldade em encontrar vinhos que sejam os mais puros e naturais possíveis, como se recomenda para tais celebrações.

Recomendam os produtos de origem argentina ou chilena pela melhor qualidade e menor preço do que os europeus, como espanhois, franceses e italianos que seriam mais caros.

O bispo de Los Teques e Presidente da Comissão da Liturgia, Dom Freddy Jesús Fuenmayor Suárez anunciou em comunicado os principais pontos desta escassez, a empresa responsável, Pomar, pela distribuição do vinho para as Igrejas da Venzuela não estaria sendo capaz de produzir e engarafar uma quantidade suficiente. Os importadores não teriam recursos financeiros para a compra do produto no estrangeiro. A dificuldade de se certificar produtos na conformidade daquilo que se é pedido pela Comissão do Episcopado local. A adição de produtos estranhos, como açúcar e sucos de outras frutas ao vinho e a crise na produção local com a dificuldade da importação causam esta situação inusitada.

A falta do sacramento da comunhão, infelizmente tem afetado a população venezuelana e o governo não tem agido, estando imparcial a isto.

Fonte: El País

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Carta aos filhos

Que herança para o 12 de outubro

O que você gostaria de falar aos seus filhos no seu último sopro de vida, naquele último instante, quando o palco se esvazia e as luzes se apagam. Qual a imagem que você escolheria que eles guardassem de você. Como foi a convivência entre vocês, quantos momentos compartilhados e com que qualidade eles foram aproveitados.

Podemos explicar muito de poucas coisas, a simples presença de alguém pode falar muito, mesmo que ele não pronuncie nada. Pequenos gestos tem muito valor, quando mais nada vale a pena. O ser humano pode lutar tanto, enriquecer tanto que mesmo assim, não poderá comprar a paz de espírito como uma mercadoria.

Como disse Rudyard Kipling em seu Poema “Se“:

“[…] dar segundo a segundo, ao minuto fatal, todo valor e brilho […]”

O maior valor para o homem, no seu final, pode ser aquilo de que ele mais se queixou em sua vida, as relações com as outras pessoas, aquele embate diário, aquele conflito de vontades e interesses. Pais, amigos, familiares e os filhos, todos a sua volta, pedindo algo, reclamando e te sacudindo como um boneco de piñata, prestes a estourar em um monte de presentes e mimos.

Como você lidou com isso pode representar tudo agora, quantas vezes desligou o telefone e foi trocar a fralda de algum chorão, apesar de fazer hora extra e estar morto de cansado, você ficou algum tempo, sentado na cama, ao lado de alguém que estava com febre e esperou pacientemente ela dormir.

Pequenos rituais, como comprar um pastel de feira ou um chocolate na padaria, acompanhado desses seus adoráveis pestinhas que aguardavam ansiosos a sua presença de forma quase religiosa ou um compromisso intransferível. Por essas e outras, por algum tempo, você se tornou uma pessoa especial. Pelo menos, para essas pequenas pessoas que você cativou com tanto cuidado e carinho.

Apesar de a noite, você se lamentar escondido, em algum canto escuro, de não poder ter dado muito mais para eles, ou dos sonhos que não realizou, ou dos bens que não adquiriu ou dos negócios que não deram certo. Houve sempre a presença de alguém que retribuiu com um pequeno e sincero sorriso, o simples fato de você ter chegado em casa vivo.

Depois de tudo isso, nem mais uma palavra significaria tanto para você do que a presença deles, ali, naquele instante. Pois tudo o que foi feito, foi de valor, pelo menos para alguém que significou muito para você, desde aquele momento em que, de alguma forma mágica, uma nova vida apareceu no mundo e na sua vida!

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