Escritor Artista!!!

Arte em forma de texto,

As letras são como a argila que aperto em minhas mãos,

Aperto em minhas mãos e escorre por entre meus dedos,

Escorre pelos dedos e inunda a minha pena,

Inunda minha pena, que a modernidade chama de teclado,

Teclado, que se piano fosse, nem uma nota soaria,

De minha pena, pousa no papel branco,

No Papel branco, nem pintor sou, mas tela se chama,

Tela que posa de quadro, que nem mágica, as palavras se formam,

Palavra por palavra, o texto se cria,

O texto se cria, onde nada antes havia,

Nada antes havia e agora se ergue uma escultura,

Se ergue uma escultura, que quase posso tocar,

Quase posso tocar, contudo ela minha alma toca,

Ela minha alma toca, aquilo que na ideia começou,

E num sentimento terminou!

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Miau – O que pensa o gato?

Miau – Was denken Sie, die Katze?

Vou dormir, dormir, dormir se acordado estou!!!

Ich werde schlafen, schlafen, schlafen Ich bin wach!

Sonho com ratos, ratos, ratos … hora de acordar!!!

Ich träume von Mäusen, Ratten, Mäuse … Zeit aufzuwachen!

Rato dá apetite. Vou comer, comer, comer… ração. Rato dá indigestão!!!

Maus ermöglicht Appetit. Ich werde essen, essen, essen … Ration. Maus ermöglicht Verdauungsstörungen!

Ração dá sede!!! Vou beber, beber, beber leite!!! Água é para otários!!!

Führen Sie durstig! Ich werde trinken, trinken, trinken Milch! Wasser ist für Trottel!

Espreguiçar, espreguiçar, espreguiçar… se não tenho o que fazer, vou namorar uma gata!!!

Faulenzen, Faulenzen, Faulenzen … wenn ich zu tun habe, werde ich heute ein Baby!

Correr, correr, correr… ninguém me ajuda!!! Subir no telhado, cansa!!!

Laufen, laufen, laufen … mir jemand helfen! Oben auf dem Dach, Reifen!

Se meu objetivo não consegui…

Wenn mein Ziel Ich konnte nicht …

Vou dormir, dormir, dormir… tudo de novo!!!

Ich werde schlafen, schlafen, schlafen … alle immer wieder!

Vende-se Disco Voador!!!

Pequenos prazeres!

Kleine freuden

O que é tão bom que não pode ser colocado em um texto!

Was ist so gut, dass sie nicht in einem Text stehen!

O perfume de uma xícara de café, o toque suave de uma flor, a amizade sincera!

Der Duft einer Tasse Kaffee, die Soft-Touch einer Blume, die aufrichtige Freundschaft!

O sabor de uma torta de maçã, o alívio de um suspiro, as cores dos olhos da pessoa que você ama!

Der Geschmack eines Apfelkuchen, ein Seufzer der Erleichterung, die Farben der Augen der Person, die Sie lieben!

Para se viver, as pessoas precisam de grandes sonhos mas só se vive um passo de cada vez!

Um zu leben, brauchen Menschen, große Träume, aber nur eine lebt ein Schritt zu einer Zeit!

A cada xícara de café, a cada suspiro, a cada sonho, você vive mais um pouco!

Jede Tasse Kaffee, jeder Atemzug, jeder Traum, Sie leben ein wenig länger!

Como esse texto, linha a linha, você lê um pouco de cada vêz…

Da dieser Text, Zeile für Zeile, lesen Sie ein wenig in einer Zeit …

Para no final, inevitável, você saber que viveu cada segundo como se fosse o último!

Für die endgültige, unvermeidlich, wissen Sie, dass er jede Sekunde lebte wie es meine letzte war!

E no último momento, será isso o que realmente importa!

Und im letzten Moment, ist das, was wirklich zählt!

Para meu amigo lichtbildwerfer

Um mein Freund lichtbildwerfer

Minhas faces, meinen Wangen

Meinen Wangen

Minhas faces

Ich bin alter, Ich bin müde

Estoy en todos los lugares

Ne me quitte pas!

Pero, estoy con vosotros, die ganze Zeit!

Tengo el fuerza del sol y los colores del arco iris

Ich bin wie ein kleines Samenkorn!

Pero puedo cambiar el mundo!

Nur ein Wort, eine Berührung

E a mágica acontece!

A Caverna – O começo

A CavernaA Caverna

Uma criatura estava há muito tempo escondida em uma caverna. Estava ali desde que chegara de um lugar muito distante. Ao cair nesse planeta, sua impressão foram as piores possíveis, criaturas selvagens e seres gigantescos. Não porquê fizessem a ele algum mal ou trouxessem perigo, mas devido a sua falta de uma consciência superior, tornaria difícil qualquer tipo de comunicação. Certo dia algo mudou, um som ritmado que não havia antes, vinha de não muito longe.

Como a caverna estava ao lado de uma montanha, essa se encontrava logo acima de uma planície de vegetação baixa e algumas árvores e no centro, um lago, não muito grande, mas suficiente para dar de beber aos seres locais. O som que se ouvia vinha de um lugar próximo do lago. A primeira vista, era um grupo de uns dez ou doze seres, diferentes dos seres locais, pois caminhavam em duas patas e eram menos peludos. Fizeram um tipo de fogueira. A princípio, julgara que tinha sido um acidente da natureza e eles estivessem lá procurando abrigo. Os seres faziam barulho de forma continua e ritmada, sem se importar com os outros seres. O ser da caverna havia se lembrado dos grandes animais que vira no inicio de sua reclusão nesse lugar e que já havia algum tempo que haviam desaparecido.

Resolveu descer mais próximo para ouvir melhor e cada vez mais se aproximava do grupo. Gradativamente foi se aproximando e se aproximando, chegando a ficar atrás de algumas folhagens e começou a sondar aquela nova espécie. Seres primitivos, provavelmente supersticiosos que apesar de temerem a natureza, não temiam o fogo a sua frente. Ponto interessante para se estudar. Os sons que emitiam era algum tipo de dialeto, com poucas palavras, mas que repetiam e mostravam ter alguma noção de diálogo. O ser estava começando a entender os sons e a compreender o sentido daquelas batidas, quando foi visto por um deles, um ser pequeno e muito barulhento que chamou a atenção dos outros para sua presença. O ser da caverna desapareceu imediatamente, pelo que pode notar antes de entrar na caverna de novo, os seres do grupo não faziam ideia para onde ele fora e o procuravam em volta da moita em que ele estava. Para eles, o estranho ser havia evaporado ou fugido voando.

De volta a sua reclusão, o ser lembrava daquele encontro e do que vira e ouvira, como também da forma com que fora chamado, a palavra que ele aprenderia mais tarde era ANJO.

continua…

Conto: A caverna II – Morrer é preciso

A caverna II – Morrer é preciso

Os homens, é assim que esses seres se denominam, homens. São estranhos, curiosos e muito perigosos, principalmente para eles mesmos. Continuou a observar aquele grupo, sempre a distância, até um dia. Outro grupo havia entrado na área de caça e isso não foi bem recebido. O ser da caverna olhava tudo com especial interesse no resultado. O combate fora desorganizado e bem mais afoito do que planejado, o que culminou na queda de um dos locais. Os outros, seus colegas, nem perceberam e se puseram a perseguir os invasores.

Com uma forma bastante peculiar, se aproximou do ser caído, analisando sua constituição e a gravidade dos ferimentos. Nada de mais, apenas um pouco de energia e algumas torções e ele não morreria mais, mas não havia nem consciência do que lhe ocorrera. Após esse ocorrido, pode constatar as diferenças entre suas espécies e as semelhanças. Montado em sua mente um quebra cabeça sobre que futuro seria reservado para aquela espécie.

Para sua surpresa, após alguns dias, na entrada de sua caverna, apareceram muitos objetos, jarros e folhas e sobre esses, frutas e algum tipo de alimento. Ele fora descoberto, os tais homens começaram a lhe render veneração devido aquele que ele salvara e de alguma forma descobriu o que lhe havia acontecido. Infelizmente nada ali lhe agradaria, sua espécie não costumava se alimentar de outros seres, apenas energia.

Não precisamos dizer qual foi sua reação ao encontrar sentado ao lado da entrada, aquele que ele havia salvo. Os olhos grandes e parados, sem uma expressão qualquer de surpresa. Apenas um esperar, calmo e resignado. O que será que queria esse ser. Os resultados de sua analise, estavam lhe saltando aos olhos. O ser que ali estava, era jovem e forte em comparação dos outros e apesar das diferentes espécies, havia um contato mental que ele não esperava. Aqueles que ele observara, não estavam tão atrasados como parecia. Ficaram ali por algum tempo, o jovem pronunciou palavras estranhas como numa reza e num breve agradecimento, fez um gesto de reverência e foi embora.

No breve contato que tiveram, ele também pode sondar sua mente. O jovem acredita que ele é um deus ou anjo e que não é desse mundo. Dai em diante sua vida mudou completamente, todos os dias, o jovem vinha, se ajoelhava e entoava alguns cânticos ou rezas. Mas o que gradativamente ocorreu com o passar do tempo foi, conhecer o povo daquele lugar e as idéias que eles tinham do ser da caverna, como por exemplo, o jovem fora denominado seu sacerdote, pois ele era aquele que o ser havia tocado, e esse termo passou tanto a designar o toque físico, como o toque espiritual. Ele, portanto, era o único que podia ver e se comunicar com o “deus da caverna”, as preces que ele elaborava nessas visitas começaram a ser tidas como de “inspiração divina”. Poderia até se zangar com o rapaz, pois ele passava ao seu povo, ordens, como se o outro as ditasse. Mas o jogo era interessante e ambas as partes tinham seus próprios benefícios. Foram formadas lendas, como que ele veio do “céu”, num sentido espiritual e religioso. Realizava milagres, enquanto estivesse feliz com o povo, como abençoar as colheitas, as coletas de frutas e dar boa sorte aos homens, nas caçadas. Fatos que ocorriam ou por coincidência ou mais pela fé do povo. Quem iria saber!

Mas a sua passividade iria acabar, após algum tempo, ele vira o jovem se tornar um adulto e este era o responsável pelo seu povo. Nunca pedia nada, somente se curvava a sua frente e orava. Um dia, ele apareceu de forma diferente, trazia ao colo uma criança e lhe depositou a sua frente. Rapidamente percebeu que se tratava de um acidente, e que este fora fatal. A criança estava morta, mas o homem suplicava, não apenas por palavras, mas com toda a força de seu ser. Suplica por um milagre. Ele não podia entender a diferença entre aquele menino e o que lhe ocorrera tanto tempo antes.

Havia apenas uma solução, decisiva e irreversível, dar a vida por aquele jovem. Fato que ele imaginara, mas que nunca tivera coragem de confessar. Se ele fizesse isso, seria a primeira vez, de muitas mais. Deixaria o velho corpo e entraria no novo. Sem dizer uma palavra, pediu ao sacerdote depositar o corpo na caverna e que saísse. Aquilo que ele fez prontamente e sem um pingo de duvida.

Passado algum tempo, numa espera angustiante, eis que o menino aparece na porta da caverna. Vivo e radiante, o sacerdote o abraça e se lembra de entrar e agradecer, mas ao entrar encontra o ser da caverna sentado numa rocha, petrificado como se fosse parte da caverna. O homem não teve duvidas em contar ao povo que o “deus da caverna” dera a vida pelo seu filho e mostrava a criança saudável para todos, as cicatrizes e não se cansava de contar a sua história enquanto viveu. O povo fechou a caverna com pedras, para eles, o deus estava morto, havia voltado para o seu mundo.

Enquanto isso, para o ser da caverna, num novo corpo, uma nova jornada se iniciava.

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