O transporte na contra mão da evolução


Legislação de Trânsito - Simulado por Matéria - 02

A falta de diálogo entre as partes

O que vemos na imprensa são problemas pontuais e as soluções apresentadas, na maioria, unilaterais e feitas pelo governo que não atendem as necessidades da população e das empresas envolvidas. Portanto, hoje, temos três partes distintas nessa história: o governo, as empresas de transporte e a população. Entendendo que nesse último existem duas partes interessadas, as empresas e os trabalhadores das mesmas.

Enquanto o governo fala em sanções para tentar regrar o sistema, existem os interesses de cada uma das partes em jogo e não existe conversações entre elas que busquem medidas coerentes com as necessidades gerais. A entrega de bens dentro dos grandes centros urbanos e o transporte das pessoas costuma ser um caos. Os chamados horários de pico são uma grande dor de cabeça para a engenharia de tráfego.

Começa nesse ponto os problemas, os engenheiros de tráfego são sobretudo “engenheiros” e analisam, planejam e organizam o transporte como se estivessem em uma linha de montagem, formados e doutrinados em faculdades que se omitem em questões como “drogas nas universidades” mas se ofendem em serem denunciados. Fazem um interessante trabalho em ocultar dados quando o cenário de acidentes de trânsito melhora para apenas divulgar aqueles períodos de maior incidência, apenas para validar o discurso de “a ONU solicita”. 

Somos uma nação independente e soberana, não precisamos do aval da ONU ou de qualquer órgão internacional para gerirmos o nosso trânsito, tal narrativa é lesa pátria e deveria ser considerada um crime!

O intuito afoito de tudo governar desses experts em trânsito criam as leis absurdas que nos deparamos diariamente e que não são devidamente comprovadas, como o cinto de segurança. Sou obrigado a usar no meu carro, porém como uso transporte público e passo até 04 horas diárias em trânsito, não uso. Essa lei vale se você estiver em até 05 pessoas, acima disso, não precisa. Ou vocês não perceberam que isso faz parte da indústria da multa e o intuito é arrecadar dinheiro dos contribuintes donos de veículos automotor. Ou ninguém nunca leu os estudos sobre cintos de segurança, que possui uma eficácia de 50% nos casos de colisões frontais com até 50km/hora, ou seja, nem todos os casos são passiveis de alguma proteção e não vale para outros tipos de acidente, como cair em um lago ou rio, no qual, o uso do cinto aumenta demasiadamente as chances de morte.

Para ilustrar, um caso ocorrido aqui em São Paulo, um veículo com duas passageiras, sendo uma instrutora e sua aluna, caíram no córrego que fica na parte central da Av. Aricanduva e foi num horário de grande trânsito. Um bombeiro que estava de folga e assistiu o acidente, correu e pulou na água para tentar retirá-las do veículo que estava de ponta cabeça na água, devido as duas estarem com o cinto, o resgaste levou uns 10 minutos e com isso, ambas foram a óbito.

Quando você realiza o curso de reciclagem do DETRAN, se depara com a parte que diz que as leis de trânsito são dinâmicas e que precisam do apoio da sociedade em fornecer idéias e sugestões, mas isso não é o que parece ocorrer na maioria dos casos.

Lição da Alemanha: nesse inverno, a antiga potência europeia nos mostrou que ambientalismo nada tem a ver com planejamento, ao diminuírem o uso de energia nuclear e passarem para energia eólica, se esqueceram do rigoroso frio que acabou congelando as pás dos grandes moinhos e que usaram grandes quantidades de gasolina para queimar e descongelar, indo na contra mão do intuito deles e o impacto no trânsito foi de que a crescente frota de carros elétricos estimulado pelo governo Merkel foi discretamente solicitado ficar em casa devido a possível falta de energia elétrica.

E não seja como o Pateta no trânsito, em seu desenho de 1950, ele mostra um transeunte que se parece mais com o antigo personagem Dr. Jekill e Mister Hyde (o médico e o mostro) que caminhando pelas ruas ruas é pacato, ordeiro e gentil e até mesmo um pouco inocente, sendo uma vítima passiva dos maus condutores. Porém ele muda ao entrar em seu veículo e se torna egoísta, imprudente e perigoso. Algo bastante coerente ao pensamento de Abraham Lincoln, “para conhecer o verdadeiro caráter de um homem, dê-lhe poder”.

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