Um outro futuro: O quinto elemento


Cena quinto elemento

Um roteiro bastante interessante

Como todas as obras do francês Luc Besson, o roteiro é muito bem amarrado e os clichés se tornaram até antológicos, como o termo “perfeito”, repetido em diversas cenas e se adequando a cada situação. O futuro é apresentado como se o mundo tivesse que inevitavelmente se unir, as cidades crescem para cima e os carros voam. As partes inferiores ficam presas em um mundo de escuridão e neblina.

Estados Unidos e o Capitalismo extremo

Os países se unem em uma única federação, como sempre sediada no antigo Estados Unidos, com um presidente como figura central de poder. O capitalismo se torna intenso, isso aparece com as cenas exageradas, como o caso do “outdoor” gigante do Mac Donald´s que serve de “drive-thru” para os carros voadores. Outro detalhe, os hamburgueres são transportados por trem devido ao imenso consumo.

Alguns pontos significativos, como na cabeceira da cama do personagem de Bruce Willis, uma flâmula da seleção brasileira que estaria ainda em 2263 como tetracampeão do mundo, ou poderia ser apenas uma relíquia histórica. O estado como não é absoluto, apenas exerce controle em alguns itens, mas não proíbe tacitamente, como o cigarro, que é fornecido em quatro unidades por dia.

Se de um lado a tecnologia é mostrada em alta, os problemas também não ficam atrás, como as cenas do aeroporto, onde o lixo é gigantesco. Uma fixação de diversos grupos que apostam nas “incompetências humanas” em gerir a sua própria existência e que o mundo não tenha capacidade de nos comportar.

O herói solitário

O personagem Korben Dallas é o eterno herói solitário que mais uma vez irá “salvar o mundo“, jargão esse repetido em várias cenas. Sua parceira acidental e personagem central, visto ser ela o Quinto Elemento, Leeloo (Leeloominaï Lekatariba Lamina-Tchaï Ekbat De Sebat) de Milla Jovovich provando que apesar de toda a tecnologia humana e de todo o conhecimento científico, uma volta ao elementar é que poderá salvar nos. Apesar de serem discretos nisso, representa também uma volta ao plano espiritual, pois o responsável por guardar o conhecimento é nada menos que um Padre, Vito Cornelius (Ian Holm), um tanto atrapalhado, mas inteligente e assertivo em suas especulações.

O mundo tal qual ser apresenta, sempre retorna aos seus princípios, a tradição é sempre um elo de ligação entre as pessoas e nossas ações são sempre feitas com um objetivo maior, seja para nós mesmos ou para os outros.

Acredito que o futuro será de uma certa forma criado dessa maneira, apesar das almas desfortunadas que querem escravizar a humanidade em suas mais baixas necessidades e dar falsas sensações de liberdade. Somos responsáveis pelo destino de nossa civilização. Os atos de cada ser são pequenos mas significativos nessa evolução.

Se o pensamento corrompe a linguagem, a linguagem também pode corromper o pensamento. George Orwell

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