Sindrome da tragédia anunciada


As constantes crises no setor de energia brasileira

O modelo adotado há decadas pelo Brasil, mostra constantemente graves problemas que são sempre resolvidos por medidas paleativas, ou seja, nada que não mude em muito a constante situação de uma “quase” crise. Da mesma forma que a seca do nordeste dá renda aos políticos e empresários nordestinos, o setor de energia serve para engordar muitos bolsos.

Modelo mal dimensionado

Quando olho para o nossso sistema de hidrelétricas me veem a mente as aulas de um antigo professor de física, que assisti na minha adolêscencia, ou seja, há um bom tempo atrás. Ele provavá cientificamente que o modelo de grande hidrelétricas era oneroso e contra produtivo, com alto impacto ambiental e que grande parte da energia obtida por esse método era desperdiçada nas longas distâncias a serem percorridas até os grandes centros.

O professor mostrava por meio de cálculos que uma pequena usina seria capaz de manter uma cidade e que se em todas as regiões que tivessem rios, isso fosse implantado, não teriamos a escassez de energia tão apregoada.

Medidas paleativas

O horário de verão, como as outras medidas que o governo costuma usar, são apenas uma cortina de fumaça, o povo fica assombrado com os valores mostrados de economia de energia mas em termos reais isso pouco resolve. Quando o projeto foi proposto, o índice estimado seria de 20% de economia, mas se comemora como uma vitória quando ele passa de 2%, uma grande diferença.

Alternativas engavetadas

A burocracia e a falta de vontade “política”, não permitem a real implantação de alternativas, como o carro elétrico que devido aos impostos, custará uma fortuna. A energia solar e a eólica (ventos) carecem de incentivos para serem implantadas. Para que certas medidas funcionem nesse país, sempre se necessita que elas possam ser controladas por uma minoria, qualquer forma de “democratizar” uma fonte de renda não é bem vinda nesse território.

Exemplo gritante disso é o “pró-álcool” que somente foi levado adiante por causa da elite dos canavieiros, acostumados a emprestar dinheiro do governo, a preços baixos, não pagar e ainda serem perdoados.  O projeto de biocombustível com diesel que foi testado por agricultores no centro-oeste foi um desses projetos que por ter sido levado aiante por pequenos empresários não teve o mesmo apoio por parte do governo.

Como também, as usinas termo-elétricas para se usar o gás metano do lixo, muitos projetos foram apresentados mas pouco ainda se fez nessa área que em um breve futuro pode impactar em muito a vida de todos.

Um triste futuro

Hoje, as fichas todas estão no “pré-sal” e na futura produção de petróleo nessas áreas, mas o que assistimos é apenas um grande número de expeculações, mas será mesmo que conseguiremos produzir tudo isso. Se isso não funcionar da maneira esperada, como a Petrobrás irá se manter e a contínua situação “vermelha”, na qual o governo mantém essa companhia será remediada. Segundo especialistas, não haverá solução viável.

“Pode-se enganar a todos por algum tempo; pode-se enganar alguns por todo o tempo; mas não se pode enganar a todos todo o tempo.” Abraham Lincoln

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