Pronunciar ou não pronunciar … eis a questão!!!


As palavras estrangeiras no nosso dia a dia

Uma situação que me é comum é ver alguém corrigir a pronuncia de alguma palavra estrangeira, seja um nome próprio ou de algum utensílio ou marca. Com certeza fico indignado, a maioria dos brasileiros não fala um segundo idioma e quando diz que o faz, não é capaz de manter uma conversação loquaz em qualquer outro idioma.

Se torna um pedantismo, querer pronunciar e usar corretamente apenas uma palavra ou expressão, pois na maioria das vezes, existem correlatos em português, outra coisa, no estrangeiro, quando uma pessoa fala palavras provindas de outro idioma, eles o fazem com a sua própria pronuncia e quando estes veem para o Brasil, continuam o fazer em seu idioma, o que provoca elogios por nosso compatriotas e se torna motivo de imitação.

Na Espanha, existem costumes contrários aos dos brasileiros, os nomes próprios são traduzidos, como o do Príncipe William da Inglaterra que se torna o estranho Guilhermo e utênsilios de informática, como Mouse se tornam Raton. Fica difícil definir uma linha entre a defesa dos valores do seu idioma e as atualizações da globalização, pois podem se tornar motivo de gozação.

Se mantermos de forma rígida os nossos valores, poderemos ficar para trás nos avanços tecnológicos, por outro lado, temos um idioma com um grande número de palavras que é mal utilizado. O que preocupa é o grau de subversão a que somos expostos diariamente, esse inclinar de cabeça ao Imperialismo norte-americano. Temos uma resposta automática, de dizer SIM para aquilo que veem do estrangeiro, como se eles sempre tivessem as respostas certas.

De quem seria a culpa desse estado, da mídia, que propaga as idéias padrões envoltas nas chamadas notícias, na educação que em padrão imita o sistema europeu ou na falta de uma cultura mais independente, com valores próprios.

“Precisamos ser poliglotas em nossa própria língua.” – Gramático

2 Comentários

  1. Neste momento na França está em discussão a liberação do governo para que as universidades também ofereçam aulas em inglês. Por lá, a maneira de ver as coisas é diferente, a maioria dos franceses só fala francês mesmo e às vezes alguma língua regional, inclusive muitas delas estão quase desaparecendo e há esforços de alguns setores da sociedade para que isto não ocorra. Também na África, nas ex-colônias francesas, há uma tentativa de recuperar as línguas locais em detrimento da língua do colonizador, por ser uma língua emprestada. Dá pra ler a respeito em: http://www.scoop.it/t/per-linguam. Até!


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