Do sublimar ao óbvio


Mirou no que viu, acertou o que não viu

Existem pessoas que ficam a “caçar” o que chamam de mensagens sublimares, seriam coisas como imagens embutidas em outras que na primeira vista, estariam imperceptíveis e que não seriam percebidas por um observador normal. Também procuram essas mensagens em músicas, vídeos e outras mídias, ao mudar a velocidade do registro ou inverter o sentido, ou seja, algo como tocar ao contrário, para se encontrar alguma coisa oculta.
Normalmente, isso não revela nada que seja fácil de perceber e necessita de uma certa dose de imaginação, as pesquizas sérias a esse respeito, no melhor que puderam alcançar de resultado, foi que pessoas ao assistirem sessões de cinema com imagens sublimares de alimentos, tiveram fome, é claro que foi apenas um percentual das pessoas presentes e que esse estímulo foi temporário.

Nos sabemos que a visão humana é um órgão extraordinário e que pode receber muito mais informação que o cérebro tem capacidade de processar e que existem diversos truques ópticos que podem enganar os nossos sentidos. Refletindo sobre isso podemos concluir que, qual a influência em nossas vidas de imagens e sons imperceptíveis em um padrão normal? Isso altera alguma coisa?

A resposta pode ser talvez sim, talvez não! Contudo se perde o foco das coisas que realmente influenciam, que nos moldam, as opniões vendidas e dissiminadas. Somos treinados desde a mais tenra infância a responder aos estímulos, para tanto basta um teste, quantas situações nas quais a resposta era óbvia para você, pareceu totalmente estranha aos seus pais. Um exemplo disso é nessa época atual, quando você dá um celular de teclas para uma criança de uns três anos, automaticamente a criança passa o dedo na tela, como nada ocorre, ela conclui que o aparelho esteja quebrado. Nossa, já vi essa situação e ouvi de outras pessoas.

Aprendizagem reflexiva

Nós aprendemos o tempo todo, as informações chegam de diversas formas, através de conversas, interações e muitas vezes, através de meios de comunicação que ganham para vincular as notícias, ou seja, existem interesses por trás dessas informações, e elas são manipuladas, muitas vezes no conteúdo, outras vezes, na forma em que são apresentadas. Quantas vezes você parou para refletir se a notícia que você recebeu, independente do meio em  que foi mostrada, seja verdadeira e que possa ser de confiança. Da mesma forma que você pode ser induzido a vincular uma informação falsa, existem maneiras de induzir os próprios meios de comunicação a vincular as notícias.

Como em um efeito dominó, as notícias passam de um lado para outro do planeta, jornais compram notícias de centrais que por sua vez, recebem de outras centrais. Como naquele velho ditado, “quem conta um conto, aumenta um ponto”, a história vai se “adaptando“, mudando com as linguagens de cada intermediário. Pode ser até mesmo, inconsequente, mas as mudanças acontessem.

Desde que se inventou a fotografia, muito se pode divulgar com tão pouco. Basta uma imagem para sermos induzidos a amar ou odiar alguém. Não é para tanto que “historicamente” falando, um dos pais do Photoshop é o ditador russo Joseph Stalin, que mandou a retirada de fotos oficiais, a imagem de alguns companheiros dele. Companheiros estes que após a sua subida no poder, ele mesmo mandou matar. Acordos de bastidadores, como o de chamar certas “celebridades” por apelidos de impacto ou introduzir certas frases em notícias, basta ver a atual “cura gay” que nem é o nome da lei, foi apenas um nome dado pela própria mídia.

“Devemos julgar um homem mais pelas suas perguntas que pelas respostas.” Voltaire

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