Não vejo, não ouço, não falo!!!


Lema dedicado gentilmente aos “lefrevistas”

Esta resposta dedico à aqueles que não podem responder, não por descaso, mas por estarem tão atarefados em manter a Igreja Católica em seu caminho justo de Nosso Senhor que não podem se dedicar a responder a essas “picuinhas”!

Não vejo

Não acompanho a atualidade, a realidade é apenas uma paisagem além de minha janela, trabalhadores desanimados, mendigos e drogados não existem em meu mundo. Se não existem em meu mundo, não necessito levar a minha Igreja a eles. Catequese é apenas um “brunch” com colegas e amigos, um momento para discutir as notícias da atualidade de forma distânte e apática.

Ignoro que as pessoas falham, principalmente aquelas que persistem em procurar erros nos outros. Os sistemas não são perfeitos, não há resposta para todas as questões. Somente Nosso Senhor é perfeito e como foi muito bem descrito por Sua Santidade, a Igreja é um organismo formado por duas partes, um Deus perfeito e por pessoas que são “falíveis”, que erram, se enganam, mas persistem e não perdem seus princípios.

Alguns exemplos, o fato de Padres não usarem batina no seu dia a dia, cada Paróquia possui seus problemas e a sua realidade, por mais que “eu” ache conveniente, distinto e elegante ver um sacerdote de Batina, eu sei e entendo que para realizar seu trabalho social e conseguir se misturar ao povo, as vezes, a imagem do sacerdote deve ser a próxima da população local. Um homem de “uniforme” não será bem aceito em uma comunidade como uma favela.

Continuando neste mesmo assunto, a diferença das Batinas do Rito Latino e do Rito Oriental, vou a outro motivo, as campanhas das Igrejas Evangélicas que mostram a “riqueza” da Igreja Católica e isto não seria importante, se não repercutisse na cabeça e na opinião dos fieis. Mostrar um Padre ricamente paramentado é tudo o que eles querem, o elogio é repetido por alguns, mas a crítica é repetida por vários.

Não ouço

A linguagem é algo dinânimo, evolui com a sociedade humana, infelizmente, essa evolução é algo nem sempre benéfico as regras, como a gramática e a ortografia. Existe uma tendência a simplificar as coisas, abreviar as mensagens e as idéias. Na publicidade existe uma regra, se adequar a linguagem do ouvinte para que a mensagem seja melhor entendida, por isso, o Concílio Vaticano II, achou necessário conceder o uso do vernáculo nas Celebrações Eucarísticas. Agora, o erro foi se cometer vários abusos, sim, abusos permitidos apenas por “boas intenções” mas que nos desviam da verdadeira Eucaristia e da Liturgia da palavra.

Eu cresci no momento da mudança, o Padre de nossa antiga Paróquia, o mesmo que me batizou, realizava uma Missa bastante solene, ainda que utilizando o vernáculo, podia se notar que ele fazia questão de cada detalhe, cada gesto, para proporcionar aos fieis tudo o que poderiamos exigir de uma Missa bem realizada. Confesso que quando comecei a assistir as Missas mais modernas, me assustei a princípio, tanto com as músicas como com algumas alterações. Mas é claro que é possível perceber aonde ocorrem as tais excessos.

Quando ocorre no interior que algum Padre de uma certa paróquia não corresponda ao anseio popular e a sua Missa não esteja condinzente, os fieis costumam assistir a Missa em outra Paróquia, como forma de um protesto pacífico. Posso garantir que, mesmo sendo longe, os fieis não perdem o ânimo e “religiosamente” comparecem.

Quanto a qualidade do Novus Ordo Missae, uso as próprias palavras de Dom Marcel Lefrebvre,  Deve-se dizer, então, que todas essas Missas são inválidas? Desde que existam as condições essenciais para a validez, quer dizer, a matéria, a forma, a intenção e o sacerdote validamente ordenado, não se pode afirmar que sejam inválidas. “Declaração sobre a Missa Nova e o Papa” que está no site oficial da FSSPX.

Quanto ao nome da Fraternidade por ele criado, Pio X, Papa este, considerado tradicionalista, foi também responsável por avanços na Liturgia católica, como facilitar a participação dos fieis na Eucaristia e fomentar o acesso das crianças, com a codificação da Doutrina da Igreja Católica e favorecer o uso de termos vernaculares na catequese. Sua medidas, em resposta ao período em que vivia, com laicismo e o modernismo, eram tidas como ortodoxas, mas visavam a manutenção de um estilo de vida cristão. Medidas estas que indiretamente estariam presentes no Concílio Vaticano II.

Quanto aos excessos, não se preocupem, existem órgãos responsáveis que se encarregam de “puxar a orelha” de quem sair da linha. Podem por exemplo ver um interessante texto intitulado “Enxugar a Missa” do  V. Ex.ª Revma Dom José Maria Maimone, Bispo emérito de Umuarama (PR) no site da CNBB.

Não falo

Não pronuncio palavras de encorajamento, não dou elogios, não dou a justa palavra aos que labutam em nome de Nosso Senhor Jesus Cristo e não propago as boas novas e nem noticio as benesses da vida cristã. Fico procurando os defeitos, mostro as notícias de forma tendenciosa e encaro a vida de forma pessimista e penso que tudo está fadado ao fracasso.

Minha decepção com a referida comunidade ocorreu devido a minha formação Católica tradicional, minha mãe era uma defensora da Missa em Latim, mas nos anos 70 não havia muito “eco” em sua ideias e ela não tinha uma boa resposta nem das autoridades eclesiásticas e nem por parte de fieis. Mesmo assim, jamais desviou um passo sequer de sua religião, continuava a ir as Missas dominicais e era integrante ativa do Sagrado Coração de Jesus.

Quando conheci a Fraternidade São Pio X, pelo seu site “extra” oficial, o Frates In Unun, a princípio, fiquei bastante otimista a ver que o trabalho de minha mãe não era apenas o de algumas pessoas solitárias, mas que havia um grupo organizado para isso. Contudo ao acompanhar a história da referida entidade me deparei com o modo com que eles se referem àqueles que se mantiveram “fieis” a Igreja e ao Papa, sobretudo nos comentários rançosos, preconceitusos e com verdadeiras verborragias desnecessárias para parecerem “intelectuais“.

A Igreja Católica Apostólica Romana, não pertence a uma elite, seus um bilhão e duzentos milhões de fieis estão em todos os níveis sociais, não confundam a Doutrina Católica com a Maçonaria, nada aqui é secreto e nem feito para ser de difícil compreensão, como não entender um texto como a Epístola aos Tralianos que diz:

“3. Da mesma forma deverão todos respeitar os diáconos como a Jesus Cristo, como também ao bispo que é a imagem do Pai, aos presbíteros, porém como ao se­nado de Deus e ao colégio dos apóstolos. Sem eles, já não se pode falar de Igreja. Estou convencido que em relação a eles assim procedeis, pois recebi e guardo comigo a prova de vossa caridade na pessoa de vosso bispo: sua mesma presença se constitui num grande ensinamento, sua mansidão é um poder. Suponho que os próprios ateus o respeitem. Por amor vos poupo, embora pudesse escrever com mais veemência sobre o assunto. Não me atrevi a dar-vos ordens, como se fosse Apóstolo, pois me encontro na condição de condenado.”

Agora, quanto a um certo comentário, muito popularizado, quando derem uma de “engenheiro” e forem fazer o projeto para pavimentar “seu” quintal, usem materiais ecologicamente corretos, pois os “crânios” estaram em falta.

INSTAVRARE OMNIA IN CHRISTO

Deo gràtias

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