Sindrome do Herói Solitário


Continuando: Somos todos manipulados007-skyfall

Um dos clichês mais utilizados por Hollywood em suas produções é a imagem do herói solitário, aquele indivíduo que sozinho luta contra o mundo, por uma vingança ou por alguma injustiça que tenta consertar. Teoricamente, ele luta pelo bem comum, mas na verdade, é bem egocentrico.

Algumas características desse tipo de papel são as frases de efeito e a ênfase nas cenas de ação, mas apesar de parecer o “super-homem”, esse tipo de herói não consegue resolver problemas comuns a todo o ser-humano, como no caso de Bruce Willis em “Duro de Matar”, em que ele não consegue manter seu casamento apesar de salvar um monte de gente.

Um dos piores defeitos desse tipo de papel, é a vingança. Por pior que seja a vida de uma pessoa, pior que seja a sua perda, a vingança nunca resolve. Essa característica é vendida em pacote, junto com o princípio de liberdade dos norte-americanos. Uma liberdade extremamente relativa, na qual, eles podem interferir em qualquer país do mundo, mas não aceitam críticas ou qualquer tipo de interferência em seu país.

O herói pode fazer qualquer coisa, quebrar todas as regras e violar todas as leis, como também ser rebelde e não aceitar ordens de seus superiores, ou seja, um total mal exemplo. Apesar de ser vendido em larga escala e o pior de tudo, aceito pela grande maioria.

A idéia de que o “sistema” é sempre errado e que “poda” a liberdade individual é colocado em contra-ponto com o princípio de que o governo “norte-americano” é o único correto no mundo. Mesmo num futuro distante, quando fizermos parte de uma confederação de planetas. Um dos personagens que tenta ser diferente, justamente pela sua construção, é James Bond, o agente 007 faz parte da elite do grupo de espionagem conhecido como MI-6, apesar de sua rebeldia acaba sempre obedecendo o seu superior. Sua lealdade é sempre posta em prova e de forma discreta ele critica o governo norte-americano. Como quando encontram uma arma nuclear que a CIA teria perdido.

RESUMO

Particularmente, gosto de assistir tais tipos de filme, mas compreendo até que grau pode se assimilar suas ideias, como passatempo pode ser bastante interessante mas como lição de vida, deixa a desejar. Devemos separar o que é real da pura ficção. Nem sempre, sermos um Robin Hood ou Indiana Jones pode ser válido na vida real, pois se esses heróis existissem mesmo, acabariam presos.

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