Irrita você

Andar de coletivos na cidade de São Paulo

Antes de existir essa nova doença, o stress, antigamente quando algo te incomodava somente se chamava “irritação”, mas isso apenas indicava o efeito de raiva produzido em situação que “existem”, mas teoricamente, não deveriam existir. São frutos da falta de diversos fatores humanos essenciais, como educação, bom modos, planejamento e bom senso.

Alguns exemplos de situações típica e cotidianas, infelizmente:

Irrita você, andar de pé no ônibus, somente porque o ponto, no qual você sobe está no meio do itinerário e a maioria das pessoas vai descer um ponto antes do seu.

Irrita você, quando chega no seu ponto, você dá sinal e as cinco pessoas que estão na frente da porta não vão descer e não deixam passagem, mesmo que você peça licença

Irrita você, a velhinha que sobe e fica em pé do seu lado, só porque quer justamente o assento em que você está e o assento destinado a idosos está vago.

Irrita você, o rapaz que carrega até a “pia da cozinha” na mochila e esquece de a  tirar das costas e fica bem no meio do corredor atrapalhando todo mundo.

Irrita você, o ônibus que tem o “sinal de parada” quebrado e quando você aperta o botão, apenas pisca, se você tem fé no motorista, aperta apenas uma vez e se passa o ponto e grita para parar, o cobrador diz que, “o passageiro não apertou o botão e eles não adivinham” e a situação contrária, quando você fica apertando o botão ininterruptamente e o cobrador grita que “hei, não tem interruptor em casa”. Em todos os casos, o passageiro é quem está errado.

Irrita você, entrar num ônibos lotado, que aqui em São Paulo é pleonasmo, pois achar “ônibus vázio” é sinal de muita sorte. Você tentar passar a roleta mas todo mundo se concentra na primeira porta de saída e a segunda porta que fica atráz está vazia e você passa do seu ponto.

Irrita você, e muito, alguém escutando funk num volume alto e compartilhando com todos, aqueles “eufemismos” ao contrário, e na outra mão, o infeliz, carrega um fone de ouvido.

Se você vive outras situações em coletivos que o irritam, nos envia sua história, para mostrarmos aqui.

São Paulo vista por um estrangeiro!!!

A vista da cidade por olhos diferentes

Como disse anteriormente em outro post aqui publicado, seria interessante haver um concurso de fotos sobre a cidade de São Paulo, como por exemplo, as fachadas de prédios. Nesta cidade de estilos tão diferentes, existem maravilhas arquitetônicas que vivem ocultas a meio de tantos prédios de perfil “quadrado”, prédios estes que se fossem narrativas, seriam tão somente “politicamente corretos”, práticos e sem nada a acrescentar aos nossos olhos. Mas existem outros, com singulares combinações de materiais, formas e cores que nos enchem a própria alma, como se vivos fossem. A esses, dedico essa breve matéria.

Aproveitei para atualizar as fotos, espero que gostem!!!

Palacete Martins Fontes, Avenida Ipiranga

Palacete Martins Fontes, Avenida Ipiranga

Mercado Municipal
Mercado Municipal

 

 

 

O trem urbano, um personagem de nossa paisagem...

O trem urbano, um personagem de nossa paisagem…

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Rua paralela a 25 de março

 

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Prédio na Avenida Senador Queiroz

Os novos pecados!!!

A sociedade evolui, como tudo que a acompanha

No tempo de Moises, as necessidades eram práticas, pessoas morando em um deserto, local hóstil e sem acesso fácil a suprimentos. Bens como água e comida são escassos e a vida em conjunto era causa de grande stress. Para se evitar uma dispersão foi se criado leis para um convívio pacífico, por isso as leis mosaicas serviram bem. A tabua com as dez leis ditas por Deus a Moises são na verdade, a primeira relação de delitos da história.

Na idade média, com as sociedades mais bem estruturadas e todo o sistema de classes sociais formado, as necessidades se aprimoraram e um doutor da igreja formulou os novos pecados. Ficou se na história como sendo os pecados mais extravagantes, os Sete Pecados Capitais de São Tomás de Aquino são notórios por sua convergência com a riqueza e a “boa vida”.

No mundo atual, a globalização e as redes de computadores dão um cenário diferente, o engajamento e o “mundo virtual” criam novas possibilidades de convívio, como também criam novas “faltas” possíveis de se cometer:

1- Não desperdiçaras alimentos, existem crianças na África e em várias partes do mundo morrendo de fome, por causa de guerras e conflitos.

2- Não compartilharas falso testemunho, antes de divulgar por sua rede social, qualquer informação, investigue a veracidade da mesma.

3- Não roubarás a senha de outro, apesar de ser amigo, parente ou seu par romântico, a senha é um bem incompartilhável.

4- Não utilizares gás CFC ou qualquer outro que prejudique a camada de ozónio.

5- Não descartarás o lixo indiscriminadamente e realizarás quando possível, a reciclágem dos materiais.

6- Não fomentarás pirâmides pela internet, ou qualquer outro tipo de campanha que cause SPAM.

7- Não utilizarás nenhum produto tóxico ao seu organismo, como drogas, cigarros e produtos farmacêuticos que não sejam prescritos pela autoridade médica.

8- Não dirigirás, se beber e nem realizará nenhuma tarefa que ponha em risco a sua saúde ou a de outros.

9- Não realizarás atos terroristas, seja no mundo real, ferindo e matando pessoas, seja no mundo virtual, derrubando sites ou prejudicando os internautas.

10- Não se vitimarás para obter benefícios ilícitos ou apenas para causar pena e constrangimento em outras pessoas.

Este texto é meramente sugestivo, a Santa Madre Igreja é quem possui a prerogativa de alterar qualquer doutrina, segundo  Mateus 16:19 e 18:18: “E eu te darei as chaves do reino dos céus; e tudo o que ligares na terra será ligado nos céus, e tudo o que desligares na terra será desligado nos céus.” Nesse versículo, Jesus está falando diretamente ao Apóstolo Pedro e indiretamente aos outros Apóstolos. As palavras de Jesus significam que Pedro teria o direito de entrar no reino e teria autoridade geral aqui simbolizada pela posse de chaves.Isso quer dizer que o céu aceitará e aprovará aquilo que ele e os seus sucessores ligam ou desligam aqui na terra.

Um rei sem reino!!!

A melancôlica vida do herdeiro da coroa portuguesa

Após a morte em 1976, de seu pai, Duarte Nuno,  que  Dom Duarte Pío de Bragança se tornou o legítimo candidato a rei de Portugal, mas parece não existir a possibilidade do povo pedir a volta do sistema monárquico em seu país.

Em entrevista ao jornal El País, o simpático rei conversa em um polido castelhano e ironicamente mostra o retrato de seu antepassado, Nuno Álvares Pereira, o qual havia derrotado os espanhois na guerra de Aljubarrota. Mesmo vencendo, ele se mostrou amistoso aos inimigos derrotados e os tratou com piedade. Fato este visto pelo Vaticano e Nuno Álvares foi santificado a pouco tempo, segundo Dom Duarte, apesar das negativas do governo espanhol.

A entrevista ocorreu em sua residência de São Pedro de Sintra, há quarenta quilometros de Lisboa, uma bela construção, antiga, rodeada por jardins e de aspecto envelhecido. A decoração é cheia de lembranças dos bons tempos, armas e retratos de antepassados famosos. Como o nosso imperador Dom Pedro I.

O título oficial de Dom Duarte é de Duque de Bragança, nasceu no exílio mas é português nato, pois foi em solo português na embaixada de Berna em 1945. Iniciou os estudos com os Jesuitas e se formou em agricultura pela Universidade de Lisboa. Depois foi cumprir o serviço militar em Angola, justamente nos anos da guerra, como mostra em retratos, ele era piloto de helicópteros.

Apesar de não possuir a coroa, sua agenda é bastante corrida. Preside uma fundação, como também participa do Conselho da Confederação Nacional de Cooperativas Agrícolas e Crédito. Recebe eventualmente algumas autoridades e figuras proeminentes em Portugal, como também é chamado a dar sua opnião a respeito de assuntos de interesse popular. Segundo o governo, ele não recebe ajuda de custos para seus gastos, mas possui um passaporte diplomático.

Diz que costuma viajar e que seu carro tem dez anos, e é contra os gastos do governo republicano em obras desnecessárias. Católico, abomina a posição do atual governo em permitir o aborto em vez de incentivar a adoção.

Casou há cinquenta anos com Isabel Inês de Castro Curvelo de Herédia , no momento em que era tido como solteirão convicto. Com ela teve três filhos, o maior, está com 16 anos e vive preso a um ipad. Segundo seu pai, tem gosto por biologia e se preocupa com a sucessão e não quer se tornar outra figura insignificante a margem da história.

“Es una responsabilidad: asumir la cabeza de una casa real con casi mil años de historia. Y servir al pueblo donde el pueblo diga, reinando o no”.  -” É uma responsabilidade assumir a liderança de uma casa real com quase mil anos de história. E servir a um povo onde ele diga,  reinando ou não.”

Fonte:  El País

História, um capítulo da Geopolítica

Como evolui a visão da História

Muitas pessoas imaginam que a história seja fixa, que aquilo que ocorreu não muda, pois os fatos são sempre os mesmos. Pode até ser, mas a nossa visão deles se modifica, segundo aspectos que podem ser sócio-políticos ou a educação ou a linguagem ou os registros históricos. Esses fatores mostram um sistema dinâmico que tende a tornar a história um resultado do ambiente em que vivemos, que seria tanto pelo meio social, econômico, político e educacional, como veremos agora.

Aspectos sócio-políticos

Temos como premissas invariáveis que certos personagens históricos sejam “bons” e outros “maus”, como também sobre os episódios da história, de acordo com a nossa posição social e econômica. Claro que, a mídia, apesar de muitos não admitirem, tem forte influência sobre isso. Como se diz, o “terrorista” para uns, é o “libertador” para outros. Temos exemplos tanto históricos, como atuais. A Alemanha Nazista, considerada inimiga da humanidade, foi e ainda é considerada uma “força de libertação”, por poloneses e russos em diversas comunidades que sofriam com governos autoritários como o de Stalin.

Aspectos na educação e na linguagem

Um acontecimento histórico pode mudar de acordo com o modo em que ensinado, por exemplo, na década de quarenta e cinquenta, nas Escolas brasileiras, devido ao “americanismo” ensinavam de forma mais enfâtica sobre o descobrimento da América, sobre Cristóvão Colombo e  as sua três caravelas. Na década de setenta, após o golpe militar e seu nacionalismo “obrigatório”, mudaram a ênfase e voltaram na para a descoberta do Brasil, em Pedro Alvarés Cabral e na carta de Pero Vaz de Caminha. Hoje, esses acontecimentos se tornaram infimos, o trabalho de Ongs em divulgar a situação precária dos índios diminuiram a importância histórica do descobrimento e mudaram o foco para os aspectos negativos dessa colonização.

Registros históricos

Outro fator que ajuda na modificação da visão dos fatos históricos são os novos registros encontrados, cada novo escrito, pintura, foto ou testemunho serve como um novo ponto de vista. Fatos tidos como indubitáveis podem ser desmentidos pelo simples novo parecer, como também na ausência de evidências registradas, a ciência pode entrar em ação através de novos métodos, como o exame de DNA. Fato este que teve recentemente com uma urna encontrada, na qual havia um lenço que se supõe ter sido do Rei Luiz XVI, decapitado durante a Revolução Francesa. A amostra de DNA de um parente reconhecido pode auxiliar em elucidar esse mistério.

O maior exemplo disso são os fatos dos século XX, como foi o século em que se revolucionou os meios de comunicação e registros de fatos, como a fotografia, que se desenvolveu no século anterior, a criação do rádio, o cinema, a televisão, como também, a criação do computador e a internet. Tudo isso fez com que os acontecimentos tomassem uma nova dimensão, muito mais real e próxima dos espectadores. Por isso, foi se dramatizado tanto as guerras, as catastrofes e os crimes desse período, a primeira e a segunda Guerras Mundiais, tem esse nome mas nem todos países do mundo participaram dela. O naufrágio do Titanic, apesar de ter tido sobreviventes é considerado pior do que naufrágios anteriores, nos quais não houve sobreviventes. No Brasil, um exemplo bem interessante, a Guerra de Canudos que é lembrada por causa do escritor Euclides da Cunha que a acompanhou e imortalizou em seu livro, “Os Sertões“. A pergunta é, não houve guerras piores ou apenas não foram bem registradas???

A desassociação de idéias

Ao estudarmos os fatos segundo os pontos de vista das matérias de forma acadêmica, como engenharia, administração, economia ou qualquer outra, acabamos inevitavelmente desassociando os diversos resultados possíveis. Ao darmos uma finalidade ao nosso trabalho, esta respeita e será julgada segundo o objetivo da matéria.

Não temos culpa de outros resultados, o capitalismo como sistema de orientação é o que possibilita isso, um exemplo disso seria a produção de veículos. Quando a indústria automotiva anuncia uma produção recorde de veículos, coisas boas e ruins acontecem.

Os positivos:

Os empregados dessas indústrias, nos grupos que bateram sua meta, receberão maiores comissões.

As revendas de automóveis terão mais veículos para suprir o mercado e realizar mais vendas.

Mais veículos, indicam mais documentos emitidos e os despachantes ganham mais com isso.

Os negativos:

Mais veículos nas ruas, aumentam os engarrafamentos e pioram a circulação das pessoas.

A maior percentagem de uso das vias públicas, aumenta os desgastes das mesmas e aumenta os custos de manutenção.

O maior número de veículos, apesar das medidas preventivas em cada um, inevitavelmente aumentam a poluição, o nível de ruído das cidades e o calor, causador do efeito estufa.

Existem outros, mas jamais os encontraremos em um relatório do engenheiro que produziu o carro. Somos induzidos a correr atrás de nossos objetivos. O capitalismo incentiva  a competição, o bem comum é secundário, como viver em uma sociadade dessa forma. Uma sociedade caótica que não possibilita um objetivo comum a todas as pessoas, que é perniciosa e arrogante, que pode se destruir examente por possibilitar as pessoas de usufruir de suas beneces.

O sistema que melhor se encaixa nessa situação e resolveria esse tipo de problema seria o keynesianismo, por dar as ferramentas de controle ao sistema sem perder a propriedade, o capital e todos os fatores que tornam possível o equilíbrio do sistema econômico.

Conclusão

A Geopolítica é implacável, o método da desassociação mostra como as pessoas agem e não conseguem obter uma macro visão dos acontecimentos. Os exemplos atuais mostram que mesmo estando tão próximos aos fatos, as informações que chegam são parciais e não é necessário nenhuma “teoria da conspiração” para explicar isso. A informação tende a ser posicianada de acordo com os meios em que é propagada. Nossa premissas e nossos pontos de vista fazem o resto, no final temos uma visão parcial de todo o problema.

A Internet com seu imenso fluxo de material acaba tendo o resultado inverso do esperado, as notícias acabam ficando esprimidas e os internautas se acostumam com isso. O raciocínio se torna preguiçoso, os conceitos mastigados e pré-julgados são fáceis, como também se torna fácil se “vender o peixe” de ideologias baratas e conceitos deturpados.

Por isso, a Geopolítica não está em pauta ultimamente, ela prova que os fatos tidos como certos e naturais tem causas infraestruturais muito maiores. O porque de algumas leis existirem e outras não, a produção de alimentos tem prioridade nesse ou naquele produto. Quais assuntos tem destaque na mídia e quais desaparecem em uma cortina de fumaça. Depende de cada um de nós, desconfiar daquilo que nos é servido e procurar sempre, outra alternativa.

Só depois que a tecnologia inventou o telefone, o telégrafo, a televisão, a internet, foi que se descobriu que o problema de comunicação mais sério era o de perto. 
 Millôr Fernandes    

O mais antigo Metro se aposenta

Vagões com um século de uso

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Nesta semana, realizaram a última viagem com os antigos vagões belgas da mais antiga linha de Metrô da América Latina. Em 1913, chegaram em Buenos Aires, os vagões produzidos na Bélgica pela empresa La Brugeoise, produzidos com bancos e acabamento em madeira, tinham espelhos entre as janelas.

Os vagões que estavam em operação há um século, agora serão substituidos por chineses, adquiridos pelo governo da Presidente Cristina Fernández de Kirchner. A decisão do Prefeito Mauricio Macri, opositor da presidente, foi devido ao fato destes serem os mais antigos vagões em operação no mundo todo.

Operavam na linha A, de nove quilometros, através de quinze estações, entre a Praça de Maio e o Bairro das Flores. Foram várias vezes reformados, mas sempre mantendo as característica originais do início do século XX, como  as lâmpadas e as portas. Não utilizavam ar condicionado como outros vagões da cidade portenha, por isso, sempre com as janelas abertas e o peculiar chiado das rodas nos trilhos. A diferença entre eles seria mais pelo balanço dos vagões antigos, que pareciam querer descarrilhar. Apesar disso, em todo esse tempo, não teve nenhum acidente sério.

Os cidadães locais os utilizavam com naturalidade, mas os turistas os viam como uma atração a mais na capital Argentina.

Na opinião dos usuários, eles deixaram saudade, mas alguns acham que poderiam já estarem perigosos, segundo um funcionário do Metrô, os sistemas de freio eram muito antigos e os vagões tinham que recebem muita manutenção.

O possível destino destes 55 vagões será se tornarem bibliotecas públicas em diversos pontos da cidade. O governo federal planejava reformar novamente esses vagões, mas a decisão de retirá-los de circulação foi do prefeito.

O governo de Kirchner comprou 45 vagões chineses por 100 milhões de dolares e está descontente com a decisão do prefeito de paralizar a linha A até a colocação dos novos chineses.

Fonte: El País

Uma estranha matemática

Como calcular sua jornada num ónibus circular

Na cidade de São Paulo, milhares de pessoas utilizam do transporte público e acabam se deparando com situações no mínimo inusitadas. Como no caso de calcular o tempo de viagem, muitos podem se assustar a princípio, mas após algum tempo utilizando a mesma rota e saindo no mesmo horário, você pode perceber algumas coisas.

Num dia normal, quando está tudo preparado e funciona de acordo com o esperado, você se veste e se arruma, saí de casa e chega no ponto da mesma maneira, se houver atraso no transporte, com certeza não será culpa sua. O transporte chega e você se dirige ao trabalho normalmente. Claro que, normalmente apertado, normalmente irritado e normalmente desrespeitado.

Mas, tem dias que nada parece dar certo, suas meias somem, o sapato está sujo, a sua camiseta favorita está no cesto para lavar e acabou a pasta de dente. Você sai na pressa, com passos rápidos e se atrasa uns 10 minutos. Pega a lotação seguinte e para sua surpresa, chega no serviço, meia hora atrasado. Isso mesmo, no mínimo, meia hora atrasado.

A estranha matemática do transporte é essa, dez minutos correspondem a meia hora e dependendo da distância, pode chegar até a uma hora. Tal cálculo pode ajudar em alguma coisa? Sim, pois este cálculo prova que se colocarmos veículos em intervalos iguais o dia todo em uma mesma linha, muitos irão chegar mais rápido do que outros e alguns carros estarão superlotados e outros com capacidade ociosa.

Seria uma questão de observar melhor os horário de pico e o que ocorre nas respectivas rotas. Existem veículos que saem com capacidade ociosa e chegam no ponto final do mesmo jeito, mas durante o trajeto ficam super lotados e não proporcionam um serviço de qualidade aos usuários.

Uma sentença de morte!!!

O neologismo mata o bom senso

Estamos hoje fadados a engolir “perolas” criadas por pessoas que tem preguiça de pensar, de usar da lógica e procurar a explicação mais correta para um assunto. Ao assistirmos um noticiário somos sempre surpreendidos com fantásticas sentenças, normalmente num relato de alguma tragédia. Vamos ao significado da palavra risco.

Significado de Risco

subst. m.
1. traço, linha: fazer riscos no papel
2. abertura no cabelo

subst. m.
1. possibilidade de perigo

correr o risco de
aceitar o perigo de.

pôr em risco
pôr em perigo.

risco de vida
perigo de vida.

Esta é a definição normal e apropriada, diferente do que vemos hoje em dia.

Por gentileza, para um teste, acompanhem esse raciocínio:

Quando você entra em um jogo e faz uma aposta, você está pondo em risco seu dinheiro, ou seja, corre o risco de perder o dinheiro.

Quando não utiliza um equipamento de proteção ou não toma a medida de segurança necessária e pode se ferir, você corre o risco de perder a saúde.

Finalizando, quando você se encontra em uma situação extrema, em que possa até morrer, o correto seria dizer que, corre o risco de vida e não de morte, afinal, o que você pode perde é a vida e não a morte, ou seja, nós corremos o risco de perder algo que já possuímos, seja dinheiro, saúde ou a própria vida.

Por isso a estranha situação criada por jornalistas ao informarem que certa pessoa “não corre risco de morte” ou fulano “corre risco de morte“. Eu também quero correr risco de morte, pois se eu perder a morte, jamais poderei morrer.

Quem quer, faz, quem não quer, manda!!!

A sabedoria popular nas empresas

Os ditados ou proverbios populares são descritos por alguns historiadores como resquícios de antigas civilizações. Ao estarem em declínio, essas civilizações teriam feito uma espécie de “compressão” de seu conhecimento e cultura em pequenas frases, fáceis de decorar e espalhadas para todos os indivíduos restantes para que esse conhecimento não desaparecesse.

A transmissão oral desses “provérbios” foi tão difundida que fica em muitos casos, quase impossível localizar a origem de cada um. Casos a parte como, “quem tem boca vai a Roma” ou em “Roma faça como os Romanos”. Claro que esses mudaram desde a sua origem, como o primeiro que era “quem tem boca vaia Roma”.

Na publicidade

Há tempos, os publicitários descobriram o poder dos provérbios. A cumplicidade que as pessoas tem com essas sentenças podem tornar previsível o resultado de uma campanha publicitária. As pessoas ligam os provérbios as situações de seu dia a dia e principalmente em que momento receberam tal conhecimento.

Na administração

Os gerentes eficazes sabem a importância de utilizar um “ditado popular”, ao criar uma campanha de incentivo ou promocional. O uso correto evita a disperção do público alvo e é proporcional a capacidade de penetração da campanha. Quem quer conseguir atingir metas de forma mais contundente não deve abrir mão de importante ferramenta.

Ou seja, cada ditado corresponde a uma parte inconsciente do ser humano, a sabedoria inerte em cada frase faz com que esse conhecimento se funda em nossa mente de tal maneira que podemos nos lembrar dela, muito tempo depois e nem sequer nos recordaremos de como foi assimilado.

Tradução: o caso Johnnie Walker

Imagem e nome do uísque

Se traduz somente quando convêm

Um interessante caso, a Diageo, proprietária da marca Johnnie Walker, processa uma empresa brasileira por plágio. O motivo seria uma cachaça com o nome de João Andante. O produto nacional, com produção quase artesanal de 200 garafas ao mês e produzida a uns 3 anos em Belo Horizonte, mostra um homem de aspecto esfarrapado, barba comprida, de chapéu caipira, segurando um pequeno graveto na boca e carregando um pedaço de madeira no ombro com uma trouxa na ponta.

A questão é, a tradução literal de Johnnie Walker seria João Andante? A primeira vista, sim, mas ao pesquizarmos a origem da marca encontramos outra história. O fundador que tinha uma loja de bebidas em Ayrshire e se chamava John Walker e era conhecido como Johnnie. A marca só teve sucesso nas mãos de seus descendentes, Alexander Walker e Alexander Walker II, respectivamente filho e neto de John “Johnnie” Walker.

Vamos analizar a questão, Johnnie não é “João“, é simplesmente um apelido dado ao fundador que se chamava realmente “João”. Outro ponto, Walker não significa respectivamente “andante”, na verdade não caberia traduzir essa palavra, afinal ela é o sobrenome da família fundadora.

Ou seja, a justiça brasileira, como sempre, subverniente aos ditames estrangeiros está recebendo com muito facilidade a proposição de plágio fundado em uma simples “tradução”. Nosso país não é como a Espanha ou outros países que se orgulham de seu idioma e fazem questão de traduzir os nomes estrangeiros, cansamos de ler no El Paíz, a respeito do príncipe Carlos (Charles) da Inglaterra ou sobre seu filho Guillermo (William).

Claro que a semelhança da imagem, seria outro caso, muito mais para uma caricatura do que propriamente, para um caso de plágio.

Rótulo do produto nacional