O mundo virtual, seus paradigmas


Um novo mundo, mas será realmente diferente?realidade virtual

Com o surgimento do computador, começou a se esboçar um conceito novo, o do mundo virtual. Um mundo paralelo ao nosso, com regras e usos diferentes para aquilo que chamamos de “objetos” no mundo real.

O recém-ingressados no uso de tecnologias tem se familiarizado tanto com esse mundo, que não sabe distinguir entre o mundo real e o virtual. A princípio, nas primeiras máquinas, você tinha de digitar sempre o que queria, como se faz com uma calculadora, onde insere valores e realiza os cálculos. Essa memória, chamada de RAM (Randon Acess Memory) é volátil e quando se desliga a máquina, tudo se perde.

Numa segunda etapa, surgiram os discos magnetos e os disquetes, fora alguns sistemas que não vingaram, como a cópia em fita cassete. As primeiras HDs (hard disk) com grande tamanho e pequena capacidade, base para novos sistemas e embrião do mundo virtual.

A tecnologia mudou e mudou, os processadores aumentar em capacidade e as HD inverteram suas proporções, menor tamanho e muito maior capacidade. Isso criou as regras do mundo virtual, você salva um programa num disco, ao rodar o programa sobe para memória volátil da máquina, aquilo que você faz pode ser salvo e se alterar e não salvar, será perdido. Parece um conceito bem simples, mas vamos para o mundo real.

Paralelos com o mundo Real

Imagine você fazer uma maquiagem no rosto. Você olha o resultado no espelho e não aprova, em vez de “salvar”, você descarta as mudanças apenas acessando o original, não é simples e fácil. Ou num caso extremo, alguém morre, no mundo virtual seria “deletado”, basta acessar o arquivo de segurança conhecido por Backup e restaurar ao padrão anterior.

A regra dos nomes, cada objeto em uma pasta deve possuir um nome próprio distinto, ou seja, não pode haver dois arquivos com mesmo nome. Imagine no mundo real, um homônimo que se muda para sua rua anula a sua existência.

A regra das extensões, cada arquivo, executável ou não, possui um complemente que se chama extensão, a princípio tinha obrigatoriamente três letras, mas isso mudou com a internet e novas linguagens. Esta extensão é responsável por dizer, a que programa o arquivo corresponde, ou seja, quem pode rodar, abrir ou editar o arquivo. Facilitaria muito no mundo real, numa sala cheia de funcionários, cada divisão se reportaria ao seu respectivo supervisor que de forma incrível, não enxergaria os demais funcionários e não sofreria nenhum tipo de interrupção.

Regras particulares, arquivos de áudio, imagem e vídeos, possuem características próprias de acordo com o programa em que são utilizados, podem somente rodar, rodar e gravar ou até mesmo, editar. Essas características foram introduzidas devido a problemas de pirataria e direitos autorais.

Dos jogos aos armamentos

A criação de jogos em realidade virtual, onde sensores captam determinados movimentos do usuário e transportam para o ambiente do jogo, dando a impressão de inserção no Mundo Virtual, deu a tecnologia necessária para novos armamentos, em que o soldado fica em uma base a distância e comanda um equipamento de combate, sem qualquer risco de dano físico. Pode ser exemplificado nesse esquema abaixo:

  • Mundo Real (Soldado) => Realidade Virtual (ambiente/elementos) => Mundo Real (Armamento)

Outro uso militar da Realidade Virtual é para o treinamento de soldados, usando ambientes simulados, o que diminui em muito o custo de operações simuladas e o risco de vida para os agentes envolvidos.

Na saúde

A realidade virtual foi cogitada como um sistema de auxílio em diversas terapias, pois induz a pessoa a vivenciar em um ambiente controlado onde suas ansiedades podem ser corrigidas e sua percepção da realidade modificada. Uma situação que a pessoa considere penosa no seu dia a dia pode ser diminuída até não incomodar mais, como a gula, o cigarro e outras dependências.

Para o futuro

Muitas previsões foram feitas para o uso da realidade virtual no futuro, que variam entre benéficas e as teorias da conspiração tão alardeadas por Hollywood e seus filmes. Os últimos estudos que fazem desde simulações do “cérebro humano” à inteligência artificial não tiveram ainda os resultados esperados, a simulação cerebral apenas consegue responder parte de testes de QI.

Usos como, em androides (robôs com aparência humana) controlados a distância para usos em ambientes hostis ao ser humano ou tecido orgânico que substitua partes do corpo humano ainda são parte de obras de ficção científica. As regras e as limitações do mundo virtual dão respostas para fatos do mundo real que não sonharíamos pudesse existir, organizar uma sala e mudar tudo de lugar apenas mudando o perfil de exibição é um recurso muito prático que qualquer empregada sonharia existir. O mundo virtual possibilitou o ser humano acessar um tipo de realidade, somente possível em sua mente ou em seus sonhos!

“Tudo em nós está em nosso conceito do mundo; modificar o nosso conceito do mundo é modificar o mundo para nós, isto é, é modificar o mundo, pois ele nunca será, para nós, senão o que é para nós…”

Fernando Pessoa

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