Para bem entender a Missa Tridentina

O Motu Proprio do Papa e seus problemasO Papa e Nossa Senhora

Após publicar o Motu Proprio Summorum Pontificum de 2007, se criou diversas situações que o Santo Padre quiz prever em sua carta mas que insistem em fugir ao controle. Houve quem recebesse com extremo entusiamo, outros, mais ou menos e aqueles que ficaram indiferentes. Gostaria aqui de fazer uma breve explanação a respeito.

O texto se refere a Missa Tridentina ou chamado Rito Extraordinário, apesar das várias denominações, se referem a missa celebrada segundo a liturgia do Missal de 1962, ou seja, antes do Concilio Vaticano II e de acordo com a forma “antiga”, celebrada em latim e com uma ritualistica própria. Necessita de Calendário Litúrgico e o Lecionário. Ou seja, não é a chamada missa “moderna”, celebrada em latim e que o Papa doravante denominou como Rito Ordinário.

Calendário Litúrgico

O Calendário litúrgico da Igreja Católica Apostólica Romana foi feito para cobrir todo o ano litúrgico cristão, abordando várias passagens bíblicas consoante o período em causa, considerando as duas principais celebrações cristãs: o Natal e a Páscoa. Divide-se em três anos: A, B e C.

Foi concebido para a Igreja celebrar o Mistério de Cristo (particularmente o seu Mistério pascal) como Corpo de Cristo as principais etapas da vida de Jesus e refletir sobre sua missão e mensagem.

Lecionário

Genericamente, um lecionário é uma lista de textos das escrituras bíblicas (chamadas lectio – leitura) recomendadas para o uso na adoração ou no estudo em um dia em particular. Os lecionários cristãos são usualmente construídos em torno do ano litúrgico, mas algumas vezes são centrados no ano secular ( como no caso dos planos de leitura da Bíblia em um ano). Os lecionários cristãos geralmente incluem a leitura de um texto da bíblia hebraica, um Salmo, uma leitura das epístolas e uma leitura do evangelho.

Rito Moderno

O chamado Rito Moderno ou Ordinário seria aquele promulgado pelo Concílio Vaticano II que teria como principal característica, ser celebrado no vernáculo local, ou seja, na língua de cada país em que é celebrada. Como também, fez outras importantes mudanças, como o sacerdote que a celebra de frente para o pública e de costas para o altar, com maior interação dos fieis e uma ritualística mais flexível, com tantas músicas e alterações.

Este Rito é o encontrado em toda parte e aceito pela maioria dos fieis, as interações populares produziram repercussões em diversos setores, como nas mídias e criaram nomes como o do Padre Marcelo, Fábio de Melo, Zezinho e outros, como também, sendo percursor de movimentos, como a Canção Nova e os Carismáticos.

O Rito Extraordinário, por ser considerado pré-conciliar, ou seja anterior as mudanças, foi visto como uma forma de estabelecer as pazes com a Fraternidade Pio X, movimento criado após o Concílio pelo Arcebispo Dom Marcel Lefebvre, que não aceitava as alterações criadas pelos bispos e membros deste Concílio.

O intuito de Sua Santidade ao dar novos parâmetros ao Rito Extraordinário foi o de permitir que os fieis que desejassem manter essa forma, pudessem o fazer com um horário ou periodicidade que fosse compatível com a necessidade local. Claro que, sem se perder o Rito Ordinário, como o mais usual.

Em sua Carta aos Bispos, o Papa complementa as informações do Motu Proprio e estabelece que os mesmos devem ser os responsáveis pelas definições e por autorizar as missas em latim. Não está expresso que tenham que autorizar, mas se sub-entende.

Abaixo, a definição do papel dos Bispos perante a Igreja e aos fieis, descrito na CONSTITUIÇÃO DOGMÁTICA
LUMEN GENTIUM SOBRE A IGREJA:

 Os Bispos, sucessores dos Apóstolos

20. A missão divina confiada por Cristo aos Apóstolos durará até ao fim dos tempos (cfr. Mt. 28,20), uma vez que o Evangelho que eles devem anunciar é em todo o tempo o princípio de toda a vida na Igreja. Pelo que os Apóstolos trataram de estabelecer sucessores, nesta sociedade hierarquicamente constituída.

Assim, não só tiveram vários auxiliares no ministério (40) mas, para que a missão que lhes fora entregue se continuasse após a sua morte, confiaram a seus imediatos colaboradores, como em testamento, o encargo de completarem e confirmarem a obra começada por eles (41), recomendando-lhes que velassem por todo o rebanho, sobre o qual o Espírito Santo os restabelecera para apascentarem a Igreja de Deus (cfr. Act. 20, 28). Estabeleceram assim homens com esta finalidade e ordenaram também que após a sua morte fosse o seu ministério assumido por outros homens experimentados (42). Entre os vários ministérios que na Igreja se exercem desde os primeiros tempos, consta da tradição que o principal é o daqueles que, constituídos no episcopado em sucessão ininterrupta (43) são transmissores do múnus apostólico (44). E assim, como testemunha santo Ireneu, a tradição apostólica é manifestada em todo o mundo (45) e guardada (46) por aqueles que pelos Apóstolos foram constituídos Bispos e seus sucessores.

Portanto, os Bispos receberam, com os seus colaboradores os presbíteros e diáconos, o encargo da comunidade (47), presidindo em lugar de Deus ao rebanho (48) de que são pastores como mestres da doutrina, sacerdotes do culto sagrado, ministros do governo (49). E assim como permanece o múnus confiado pelo Senhor singularmente a Pedro, primeiro entre os Apóstolos, e que se devia transmitir aos seus sucessores, do mesmo modo permanece o múnus dos Apóstolos de apascentar a Igreja, o qual deve ser exercido perpetuamente pela sagrada Ordem dos Bispos (50). Ensina, por isso, o sagrado Concílio que, por instituição divina, os Bispos sucedem aos Apóstolos (51), como pastores da Igreja; quem os ouve, ouve a Cristo; quem os despreza, despreza a Cristo e Aquele que enviou Cristo (cfr. Luc. 10,16) (52).”

Em resumo, os Bispos devem ter a palavra para definir a organização das Missas, principalmente se houver uma mudança dessa monta, como o Rito. Claro que, devemos nos lembrar que apesar de aparentemente diferentes, a liturgia expressada é a mesma, o objetivo dessas celebrações são a comunhão com o Cristo vivo e não apenas uma pantomina.

Muitos tem criticado tanto o Santo Padre, como os Bispos pela demora e pela burocracia em se autorizar as Missas no Rito Extraordinário, mas se esquecem das consequências de uma mudança radical em todo “modus operanti” da Igreja. Sua Santidade não quer que o Rito Extraordinário fique banalizado, uma cerimônia apenas de forma, sem o conteúdo espiritual necessário, como também, não quer que se torne obrigatório para não criar mais cismas.

Existem três possíveis consequências as mudanças, muitos fieis não aprovariam a Missa em Latim, por terem conhecido e abraçado a Missa em seu próprio vernáculo e aprovarem certos modos, como o cantar e a maior participação. Alguns fieis irão aprovar, mas apenas para assistir de vez em quando, pelo fato de não entenderem o Latim, mas aprovam por acharem mais bonita e solene tal tipo de Missa, entretanto, não para todos os dias. Outras pessoas, como eu, gostariam muito desse tipo por não sermos versados em música moderna e por estarmos no pequeno grupo que conhecem um pouco mais de Latim. Não digo “falar Latim”, pois isso apenas se o fosse para falar sozinho.

 Quanto a Fraternidade Sacerdotal Pio X

Esta Fraternidade não apenas pede a mudança do Rito da Missa, mas de várias questões como o Catecismo, mas devemos nos lembrar que antes de levantar a bandeira dos Tradicionalistas, qual a situação atual desta Fraternidade. O Santo Padre em sua magnitude e bondade livrou da excomunhão os quatros bispos nomeados pelo Arcebispo Lefebvre sem a devida autorização papal, mas não mudou a situação da entidade, conforme o dito em sua carta aos Bispos para explicar os seus motivos para tal decisão:

O facto de a Fraternidade São Pio X não possuir uma posição canónica na Igreja não se baseia, ao fim e ao cabo, em razões disciplinares mas doutrinais. Enquanto a Fraternidade não tiver uma posição canónica na Igreja, também os seus ministros não exercem ministérios legítimos na Igreja. Por conseguinte, é necessário distinguir o nível disciplinar, que diz respeito às pessoas enquanto tais, do nível doutrinal em que estão em questão o ministério e a instituição. Especificando uma vez mais: enquanto as questões relativas à doutrina não forem esclarecidas, a Fraternidade não possui qualquer estado canónico na Igreja, e os seus ministros – embora tenham sido libertos da punição eclesiástica – não exercem de modo legítimo qualquer ministério na Igreja.”

Recentemente fui chamado de “modernista” por um simpatizante desta fraternidade. Se ser fiel ao Papa, sucessor direto do Apóstolo Pedro em uma linha de quase 2.000 anos e ser fiel ao mandamentos da Santa Igreja Católica que são muito mais do que apenas ler a Bíblia e alguns textos de um certo Papa. Creio ser um “modernista” muito, mas muito antigo em minha visão.

Conclusão

Minha opinião é que a Missa Tridentina deve ser autorizada em locais em que se possa manter toda a tradição e pompa que tal cerimonial exige. Tanto o o sacerdote, como seus auxiliares devem estar bem preparados, como também a postura e algum conhecimento dos fieis deve ser exigido. Uma pessoa totalmente leiga pode se sentir perdida em uma Missa realizada desse modo. Me parece ser justo a boa fé dos próprios fieis, como também dos catequistas que estejam prontos em auxiliar a outros a conhecerem melhor a Missa Tridentina. Com certeza, divulgar algum material impresso pela própria Igreja seria muito bom, apesar de hoje em dia, pela própria Internet, termos acesso a vários textos a respeito, como também a toda Missa em Latim, com a sua respectiva tradução.

Somos todos manipulados

A manipulação começa em nossas premissastumblr_ln881lfj6L1qd8e59

As idéias que temos do mundo fazem uma base que podemos usar a nosso favor e que eventualmente viram contra nós. As premissas mal utilizadas podem significar uma armadilha que a mídia e os governos, como também as lideranças usam como apostas contra a liberdade de pensamento individual.

Cada idéia sua é feita a partir de uma realidade, de um momento e de uma determinada situação e não serve para todos os lugares em que estiver ou todas as situações em que possa estar inserido. O maniqueismo é a príncipal prova disso, um mundo visto em preto e branco, certo e errado, não deixa muitas opções de escolha. Num livro ou filme de ação, você sempre torce pro mocinho que consequentente é sempre o do lado americano ou ocidental ou humano ou pertencente a alguma minoria.

Tente torcer para o leão, a cobra gigante ou o alienígena, e verá que não é possível, mesmo que queira. As pequenas noções de certo ou errado, de bem ou mal são apresentadas nessas obras de tal forma que não temos escolha e consideramos o que nos é apresentado, do ponto de vista do autor, como coisa mais correta e indubitável. Fazemos uma escolha de forma tão natural que não percebemos o fato que não existe outras opções, apenas aquela.

Discussões sem escolha

As situações que considero mais incrível são algumas discussões que deveriam desparecer depois de uma rápida analise. Isso mesmo, desaparecer, pois o fato de se discutir uma escolha, muitas vezes oculta um fato. Isso ofusca uma situação real que ninguém quer modificar e para que isso não ocorra, deixa que as pessoas fiquem discutindo escolhas que nem precisariam fazer. Estranho, né???

Uma breve analogia, é omesmo que discutir a escolha de um determinado jogador para uma determinada posição dentro de um time de futebol. Enquanto dão muitas opiniões acaloradas para tal assunto, ninguém percebe que o fato gritante é, será que esse time todo estaria apto a jogar?

Um conselho, mesmo que gratuito, acredito que útil, quando alguém lhe propor fazer uma escolha, primeiramente se distancia do assunto, a ausência de emoções pode ser um bom começo. Outra questão, se pergunte se é a “escolha” o que realmente importa ou se ela esta inserida numa realidade maior e se existem outras questões mais importantes para resolver primeiro, não se deixe levar pelas outras pessoas que fazem de certos assuntos uma “roupa”, algo que se tem que usar obrigatoriamente, só porque está na moda, como a última novela ou com quem um artista deve se casar. Procure, pesquise, estude e aprenda, sempre mais e não será refém desses astutos “formadores de opinião” que se proclamam “os sabe tudo” dessa vida.

… só existe opção quando se tem informação … Ninguém pode dizer que é livre para tomar o sorvete que quiser se conhece apenas o sabor limão.”

O porquê do fim do mundo!

Somos escravos de nossa tecnologiaparadigma1

Há muito tempo, o homem passa a responsabilidade de gerir a sua vida à máquinas e aos sistemas. Uma das mais antigas, apesar de não ser sempre a mesma, seria o relógio. Teve diversos tipos, relógio de sol, relógio de areia (ampulheta), relógio de água, o análogo e por último, o digital.

A evolução natural do relógio foi o calendário, o atual, o Gregoriano, utiliza a translação do Sol para medir os anos, meses e dias, uma forma de estabelecer o período das estações, apesar de ultimamente, isso não ser muito preciso, o aquecimento global e outros fenômenos, como o El Niño, modificaram muito o clima.

O uso constante desses sistemas e de fontes de energias não renováveis começam a criar paradigmas nas cabeças das pessoas, como vou viver sem automóveis, computadores ou relógios. As situações cômicas que se repetem, por falta de energia, o comércio tem de fechar mais cedo, ou seja, não vendem se não tem um micro para registrar ou uma linha para efetuar a transação, no caso de cartões  de débito ou crédito.

Somos tão dependentes dessa tecnologia que nem conseguimos imaginar a vida sem esses aparelhos ou como viver sem comida processada. Um fato que eu já mencionei aqui, estamos criando gerações de crianças que não fazem idéia de onde veio o ovo ou a carne ou muitos dos produtos que usa no dia a dia.

Muito conhecimento, pouco discernimento

Apesar de poderem acessar, via internet, muito do que o ser humano pode criar e como ocorreu nesses últimos milénios de história, falta a essas pessoas, a vivência, a experiência de “tocar” nesse conhecimento. Uma idéia simplista é conhecer todos os quadros do Louvre e achar que entende como eles chegaram lá, viver cada época e sentir na pele, as lamúrias e as alegrias. As gerações são curtas e até tentam passar conhecimento, mas os sofrimentos são ocultos, os mais velhos são tacanhos e mesquinhos em passá-los.

Um pequeno exemplo, não faz tanto tempo que no Brasil usamos fogão a gáz, mas a maioria das pessoas nem se lembra como usar um fogão a lenha. Na minha terra, muitos imigrantes usam por questão de tradição, mas não é o mesmo aqui em São Paulo.

A raça humana venceu as intempéries do clima, da natureza e a competição com outras espécies, dominou as forças da natureza, como o fogo e se refugiou nos períodos em que estavam mais vulneráveis, como o sono. Venceu seus próprios medos e as supertições, a quanto tempo não se sacrifica uma “virgem” para o sol nascer de novo ou acreditam que o inverno é para sempre.

Conhecimento e Responsabilidade

Somos os únicos responsáveis pelos resultados de nossos atos e parece uma doença hoje, muitos belos raciocíonios que se eximem de pagar o preço de suas escolhas. Muitos direitos e pouco deveres, quero ser respeitado mas não dou respeito. Afinal, respeito não se pede, se conquista.

Estamos vivendo um êxtase, um ápice, nossos sentidos e nervos explodem de tantas sensações, de tantos estímulos, tudo parece possível e alcançável, mas o choque é grande. A sociedade não está preparada, o ser humano socialmente vive hoje como vivia a muito tempo, os grupos sociais são os mesmos, mudam as formulas mas procuramos a segurança do que conhecemos no período em que eramos crianças, a família, os amigos e colegas.

Isto torna a vida insuportável, um peso tão grande e nada faz com que nos livremos disso. Por isso, necessitamos de uma válvula de escape, uma maneira de terminarmos com a existência da forma como ela é. O ser humano, escravo de uma civilização na qual anseia dominar e para isso se torna parte de um sistema que o domina.

Não consegue se imaginar sem esse sistema, por isso anseia tanto o Fim do Mundo, uma resposta que neutraliza os sentidos e muda de uma vez tudo o que conhecemos. O que ele perde, tem medo de perder, mas acabando com tudo, morreria junto a culpa por destruir seu próprio mundo, seu modo de vida. Um sistema inebriante que não deseja mas também não vive sem.

O mundo virtual, seus paradigmas

Um novo mundo, mas será realmente diferente?realidade virtual

Com o surgimento do computador, começou a se esboçar um conceito novo, o do mundo virtual. Um mundo paralelo ao nosso, com regras e usos diferentes para aquilo que chamamos de “objetos” no mundo real.

O recém-ingressados no uso de tecnologias tem se familiarizado tanto com esse mundo, que não sabe distinguir entre o mundo real e o virtual. A princípio, nas primeiras máquinas, você tinha de digitar sempre o que queria, como se faz com uma calculadora, onde insere valores e realiza os cálculos. Essa memória, chamada de RAM (Randon Acess Memory) é volátil e quando se desliga a máquina, tudo se perde.

Numa segunda etapa, surgiram os discos magnetos e os disquetes, fora alguns sistemas que não vingaram, como a cópia em fita cassete. As primeiras HDs (hard disk) com grande tamanho e pequena capacidade, base para novos sistemas e embrião do mundo virtual.

A tecnologia mudou e mudou, os processadores aumentar em capacidade e as HD inverteram suas proporções, menor tamanho e muito maior capacidade. Isso criou as regras do mundo virtual, você salva um programa num disco, ao rodar o programa sobe para memória volátil da máquina, aquilo que você faz pode ser salvo e se alterar e não salvar, será perdido. Parece um conceito bem simples, mas vamos para o mundo real.

Paralelos com o mundo Real

Imagine você fazer uma maquiagem no rosto. Você olha o resultado no espelho e não aprova, em vez de “salvar”, você descarta as mudanças apenas acessando o original, não é simples e fácil. Ou num caso extremo, alguém morre, no mundo virtual seria “deletado”, basta acessar o arquivo de segurança conhecido por Backup e restaurar ao padrão anterior.

A regra dos nomes, cada objeto em uma pasta deve possuir um nome próprio distinto, ou seja, não pode haver dois arquivos com mesmo nome. Imagine no mundo real, um homônimo que se muda para sua rua anula a sua existência.

A regra das extensões, cada arquivo, executável ou não, possui um complemente que se chama extensão, a princípio tinha obrigatoriamente três letras, mas isso mudou com a internet e novas linguagens. Esta extensão é responsável por dizer, a que programa o arquivo corresponde, ou seja, quem pode rodar, abrir ou editar o arquivo. Facilitaria muito no mundo real, numa sala cheia de funcionários, cada divisão se reportaria ao seu respectivo supervisor que de forma incrível, não enxergaria os demais funcionários e não sofreria nenhum tipo de interrupção.

Regras particulares, arquivos de áudio, imagem e vídeos, possuem características próprias de acordo com o programa em que são utilizados, podem somente rodar, rodar e gravar ou até mesmo, editar. Essas características foram introduzidas devido a problemas de pirataria e direitos autorais.

Dos jogos aos armamentos

A criação de jogos em realidade virtual, onde sensores captam determinados movimentos do usuário e transportam para o ambiente do jogo, dando a impressão de inserção no Mundo Virtual, deu a tecnologia necessária para novos armamentos, em que o soldado fica em uma base a distância e comanda um equipamento de combate, sem qualquer risco de dano físico. Pode ser exemplificado nesse esquema abaixo:

  • Mundo Real (Soldado) => Realidade Virtual (ambiente/elementos) => Mundo Real (Armamento)

Outro uso militar da Realidade Virtual é para o treinamento de soldados, usando ambientes simulados, o que diminui em muito o custo de operações simuladas e o risco de vida para os agentes envolvidos.

Na saúde

A realidade virtual foi cogitada como um sistema de auxílio em diversas terapias, pois induz a pessoa a vivenciar em um ambiente controlado onde suas ansiedades podem ser corrigidas e sua percepção da realidade modificada. Uma situação que a pessoa considere penosa no seu dia a dia pode ser diminuída até não incomodar mais, como a gula, o cigarro e outras dependências.

Para o futuro

Muitas previsões foram feitas para o uso da realidade virtual no futuro, que variam entre benéficas e as teorias da conspiração tão alardeadas por Hollywood e seus filmes. Os últimos estudos que fazem desde simulações do “cérebro humano” à inteligência artificial não tiveram ainda os resultados esperados, a simulação cerebral apenas consegue responder parte de testes de QI.

Usos como, em androides (robôs com aparência humana) controlados a distância para usos em ambientes hostis ao ser humano ou tecido orgânico que substitua partes do corpo humano ainda são parte de obras de ficção científica. As regras e as limitações do mundo virtual dão respostas para fatos do mundo real que não sonharíamos pudesse existir, organizar uma sala e mudar tudo de lugar apenas mudando o perfil de exibição é um recurso muito prático que qualquer empregada sonharia existir. O mundo virtual possibilitou o ser humano acessar um tipo de realidade, somente possível em sua mente ou em seus sonhos!

“Tudo em nós está em nosso conceito do mundo; modificar o nosso conceito do mundo é modificar o mundo para nós, isto é, é modificar o mundo, pois ele nunca será, para nós, senão o que é para nós…”

Fernando Pessoa

Pelas palavras acentuadas

A defesa do bom e velho Portuguêsacentuacao-grafica

Não me digno mais a ficar em tal situação,

Pelos indolentes, que mudam essa língua,

Além da preguiça, nada mais têm.

Inflacionam nosso números,

Valem só cinquenta, os nossos tíbios cinqüenta.

Junto me a Fernando Pessoa, nosso poeta mór,

Quero ser e querer, o direito que defendíamos,

A letra pequena que vem do Inglês,

Não nos serve, como a assertiva lusíada,

Que nos mostra o mundo, como ele é,

Dita ao navegante, aonde ele está,

E dá ao artilheiro a precisão,

Com elegantes modos e pronuncia cortês,

Aponta na palavra, quem é a tônica,

Que cadencia meu belo palavrório,

Valioso, como tesouro de um corsário,

Depositado no baú de algum dicionário.

Como um Deus, o poeta regressará

Dando a sentença morta, sua justa ressurreição.

“Quero correr esse risco de VIDA, pois a morte  já é certa.”

Imprensa Belga e Google chegam a um acordo

Após seis anos de litígioBelgica_Flandres

O chefe da Google na Bélgica, Thierry Geertys,  anunciou uma trégua na disputa que tinham com os editores de jornais locais belgas, pelo comunicado, a Google não irá pagar e nem ter de reconhecer a violação de direitos autorais, pelo qual tinha sido processada.

A disputa que começou em 2006 a pedido dos editores de jornais belgas que processavam o Google News por violação de direitos autorais e uso indevido de imagens e notícias. O processo que já teve até vitórias para os editores estava se arrastando e um acordo fora do tribunal foi a solução. A Google por sua vez, removeu todo o conteúdo de sua ferramenta de buscas.

O acordo que chegaram, segundo Geertys, acaba com todo os processos que estavam na justiça, mas não irão ter de pagar aos editores e nem aos autores das notícias, apenas irão arcar com as custas processuais.

Os editores irão receber ajuda para captar novos assinantes e em publicidade com as ferramentas do próprio Google, como o Adwords, que seria uma forma de captação financeira direta pelo Google e o Google +, para captação de novos leitores. Outra forma de ajuda, seria a distribuição em  plataforma para smartphones e tablets de notícias originais dos jornais belgas.

Segundo Geertys isso é um exemplo de relacionamento amigável, contrapondo ao que ocorre na Alemanha e na França, aonde a legislação de proteção dos direitos autorais visa cobrar do Google pelo uso de material publicado pela imprensa. Ele também mencionou os casos da  Holanda, Austrália, Grã-Bretanha e Canadá que têm realizado “Na Internet, reformas de direitos autorais amigáveis” .

Fontes: El País e Spiegel On-line

O gerenciamento e as abelhas

Como as abelhas tomam decisõesGet and pass these bees by eyes, olfactories, tendrils and proboscis.

Muito tem se discutido sobre a inteligência coletiva, diversos trabalhos foram feitos sobre animais que costumam andar juntos, como as formigas, os peixes, as aves e as abelhas. Como o coletivo, muda o comportamento do indivíduo e como as ações conjuntas aparentam ter um certo grau de organização e como as decisões são tomadas em situações de múltiplas escolhas. Qual o melhor lugar para obter alimento, qual a melhor direção a tomar e qual o melhor momento para se sair da comunidade.

As abelhas são famosas por causa de decisões acertadas, diz o dito popular que em “local que se tem um enxame de abelhas é livre do perigo de fogo”, mas como isso é possível. O experimento abaixo do biólogo Thomas Seeley, realizado em uma pequena ilha ao sul do Maine:

“No fim da primavera, quando a colmeia atinge sua lotação máxima, a colônia em geral se divide, e a rainha, alguns zangões e cerca de metade das operárias voam por uma pequena distância e agrupam-se em um galho de árvore. Ali as abelhas ficam enquanto uma pequena porcentagem delas sai em busca de novo local para estabelecer a colmeia. O lugar ideal seria uma cavidade em uma árvore, distante do chão, com um pequeno buraco de entrada voltado para o sul e muito espaço interno para os filhotes e o armazenamento de mel.

Para descobrir como as abelhas tomam essa decisão, a equipe de Seeley aplicou pontos de tinta e minúsculos marcadores de plástico para identificar todas as 4 mil abelhas em cada um dos vários enxames pequenos que levaram para a ilha Appledore, onde está instalado o Laboratório Marinho dos Baixios. Ali, em uma série de experimentos, eles soltaram cada um dos enxames para que localizassem caixas que haviam sido deixadas em um dos lados da ilha, que tem cerca de 1 quilômetro de extensão e, embora seja coberta de arbustos, quase não tem árvores ou outros lugares para as colmeias.

Em um dos experimentos, os cientistas prepararam cinco caixas, das quais quatro não eram grandes o bastante e apenas uma tinha o tamanho ideal. As abelhas exploradoras logo descobriram as cinco caixas. Quando voltaram ao enxame, cada uma delas realizou uma dança que incentivava outras exploradoras a darem uma olhada. (Essas danças incluem um código com indicações da localização de uma caixa.) E a intensidade da dança refletia o entusiasmo da abelha exploradora com o local. Pouco tempo depois, dezenas de exploradoras sacolejavam suas perninhas, algumas para uma das caixas, outras para as outras, e logo viam-se pequenas nuvens de abelhas em volta de todas as caixas.

O momento decisivo não ocorreu diante do agrupamento principal de abelhas, mas junto às caixas, para onde voaram as exploradoras.Assim que a quantidade de abelhas diante do buraco de uma caixa chegava a 15 – um limite confirmado por outros experimentos –, elas se davam conta de que o quórum mínimo havia sido alcançado, e voltavam para o enxame principal com a novidade. “Era uma corrida”, diz Seeley. “Qual local seria o primeiro a atrair 15 abelhas?”

As exploradoras vindas da caixa escolhida então dispersavam-se pelo enxame, avisando que era hora de mudança. Assim que se aqueceram, todas as abelhas decolaram juntas para o novo lar – exatamente a melhor das cinco caixas.

Regras nas escolhas

As regras usadas pelas abelhas para chegar a uma decisão – buscar várias opções, estimular a livre competição entre as idéias e recorrer a um mecanismo eficaz para restringir as escolhas – deixaram Seeley tão impressionado que agora ele as aplica no departamento que chefia na Universidade Cornell.“Usei o que havia aprendido para conduzir as reuniões do departamento”, conta ele. A fim de não chegar a uma reunião já com uma opinião formada, ouvir apenas o que a confirmava e pressionar os outros para que a adotassem, Seeley solicita ao grupo que identifique todas as possibilidades, que troquem idéias durante algum tempo e, em seguida, façam uma votação secreta. “Isso é exatamente o que fazem as abelhas do enxame, proporcionando ao grupo um tempo para que surjam as melhores idéias.”

Na verdade, quase todo grupo que seguir as regras das abelhas vai-se tornar mais inteligente, argumenta James Surowiecki, autor do livro A Sabedoria das Multidões. Investidores no mercado de ações e cientistas em um projeto de pesquisa podem ser grupos inteligentes, diz ele, sempre que seus membros sejam diversificados, com opiniões próprias e recorrerem a algum mecanismo – uma votação, um leilão, um rateio – para chegar a uma decisão coletiva.”

Na administração

Esses experimentos provam que é possível se criar uma inteligência coletiva ao se dispor indivíduos com opiniões próprias e cada qual com seus argumentos em um determinado local e aguardar para que cheguem a melhor decisão. O fato é isto funciona se não existir um individualismo na situação mencionada ou a procura de um líder. As abelhas funcionam a tanto tempo porque suas decisões são tomadas seguindo esse sistema e não porque uma abelha se tornará a chefe. Procurar um líder em um sistema de inteligência coletiva é como “dar um tiro na água”, a resposta para o problema proposta será encontrada, como também ela será a melhor resposta, mas a soma das inteligência individuais, que coletaram, cada qual, diferentes informações, foi o meio pelo qual possibilitou a se chegar em tal resposta.

O gerente eficaz, escuta todas as opiniões e mais as suas, realiza uma soma de benefícios e um rateio de riscos, dentro de um ambiente de oportunidades e eventuais ameaças para chegar a melhor decisão. Sempre pautado pela visão de negócios da empresa e balizado pela missão que estará formulada  na estratégia de marketing.

As decisões das abelhas nesta forma dão respaldo a fama de “seguras” que elas possuem, ou seja, elas não tomariam decisões de risco em um mercado extremamente competidor e se tomarem, com certeza será uma decisão com resultado “morno”, elas não assumiriam riscos. Da mesma forma, gabinetes com executivos “seniors” não costumam investir em negócios novos com poucas informações.

Os milionários da Internet

Pessoas como Bill Gates (Microsoft), Mark Zukerberg e Steve Jobs são exemplos de indivíduos que tomaram decisões com pequenas bases de dados a respeito de seus mercados, afinal, não existia mercado para micros naquela época, eles conheciam as bases da tecnologia que se tornaria o mundo da informática. Ninguém tinha ideia de como o público reagiria e quais as utilidades práticas para tais equipamentos, tanto que as expectativas foram totalmente derrubadas com as atuais formas com que a utilizamos.

“As pessoas não sabem o que querem até você mostrar a elas.”

Steve Jobs

Esta frase mostra o paradigma da administração “humana”, o de criar “necessidades”, ou seja, o bom administrador não apenas mantém aquilo que está dando certo, ele cria novas situações que são responsáveis por novas expectativas em uma inovação constante e Steve Jobs, pelo seu trabalho foi o exemplo vivo de criar “necessidades”, ou alguém imaginava um dia “querer ter” um tablet ou i-phone. As formigas e abelhas procuram novas colmeias e ninhos, comida e se refugiarem das intempéries (chuva, fogo) e de predadores, ou seja, “necessidades conhecidas”.

Resumo

A inteligência coletiva é uma ótima ferramenta para decisões seguras em ambientes controlados, que possuem informações a serem coletadas por diferentes formas, através de pessoas com diferentes opiniões, para juntos, chegarem a melhor decisão. Não seria o ideal em ambientes e mercados altamente competitivos com poucas informações e sistemas ainda em “experiência”.

Meu mundo caiu

Porque mudou tanto em tão pouco tempoBatman-and-Robin

Parodiando Maysa e sua música, ‘Meu mundo caiu’, um sucesso nos anos 60, podemos ter alguma noção do quanto mudou no mundo em algumas décadas. As noções das coisas mudaram e hoje existem pessoas que querem crucificar obras feitas sob uma óptica totalmente diferente da atual, como o caso do livro de Monteiro Lobato, que agora é considerado racista.

Algumas mudanças que não se explicam:

– Por que os Trapalhões e o Monteiro Lobato não eram racistas?

– Por que o Village People não era gay?

-Por que o Batman e Robin não era um casal?

-Por que não existia o “politicamente correto”?

-Por que duas mulheres de mãos dadas na rua, eram amigas, irmãs ou mãe e filha e não outra coisa?

-Por que fumar dava status e beber era elegante?

-Por que a bomba de Hiroshima era chamada de a “Bomba da Paz”?

-Por que os três patetas eram quatro?

-Por que se temiam os comunistas e eles eram perseguidos nas ruas e não se escondiam dentro do governo?

-Por que toda criança acreditava em Papai-Noel, Coelho da Páscoa e na Seleção Brasileira?

-Por que ouvir Rock,  era ser rebelde e Tatuagem e piercing eram coisas de pirata?

-Por que domingo era dia de folga e também, o dia de assistir o Airton Senna?

-Por que piadas e anedotas não vinham com tarja de preconceito, intolerância ou qualquer “ismo”?

-Por que a censura era coisa do governo e minoria era um grupo que cabia num fusca?

-Por que o mundo era em preto e branco (não apenas a TV) e tudo se dividia entre Estados Unidos e União Soviética?

-Por que a alta costura dava para entender, mas não para comprar e hoje, você nem entende e nem compra?

-Por que os nomes continuam, mas a imagem muda? Madonna era Nossa Senhora em italiano.

-Por que ler era sinônimo de cultura e assistir TV emburrecia? Hoje a internet têm os dois, mas o efeito é o do segundo.

-Por que os erros de ontem continuam a serem repetidos hoje?

Pelo meu direito de ser estrangeiro

Na moda das reivindicações

Como todo grupo de minorias que pede pelos seus direitos, reivindico os meus, afinal não tem grupo menor do que o de um só. Pelos princípios da liberdade humana de pensamento e expressão quero me expor e como toda ideia que vaga pela Internet, quero ter o direito de ser copiado indiscriminadamente e lesado sem medida:

Reivindico o direito de não falar Português, afinal, essa língua só é usada por preguiça mesmo, ninguém a defende de qualquer maneira e se rendem a qualquer tipo de palavra ou expressão estrangeira que soe um pouco mais inteligente.

Reivindico o direito de não ouvir samba e não assistir futebol, qualquer motivo que eu expor aqui será tão meloso e sentimental quanto os motivos daqueles que “curtem” essas coisas.

Reivindico o direito de não gostar de qualquer um por qualquer razão que seja, afinal está incluso nesse, o sub-direito de não me explicar.

Reivindico o direito de mudar de lado sobre qualquer assunto, afinal, na maioria das vezes, os dois lados estarão errados e quem perde é o “consumidor”.

Reivindico o direito de torcer pelo meu time de futebol, mesmo que nem saiba quais são seus jogadores ou técnico ou quando jogue.

Reivindico o direito de não ouvir besteiras e nem de ter de aturar “ignorantes”, mesmo que não gostem, pois está implícito aqui o sub-direito de ser surdo-mudo.

Reivindico o direito de ficar com raiva, beiço caído e demonstrar qualquer tipo de sinal de insatisfação com a minha vida e com tudo o que me cerca. Isso tudo e o sub-direito de chutar o meu cachorro.

Reivindico o direito de não ouvir e nem aceitar o proselitismo de qualquer um que seja. Aqui cabe o sub-direito de mandar quem for para “aquele lugar”.

proselitismo (do latim eclesiástico prosélytus, que por sua vez provém do grego προσήλυτος) é o intento, zelo, diligência, empenho ativista de converter uma ou várias pessoas a uma determinada causa, ideia ou religião (proselitismo religioso).

Reivindico o direito de amar quem quer que for, mesmo que não me ame, incluindo aqui, todos os meus familiares e amigos (quem não é um, é outro).

Reivindico o direito de não ler artigos, notícia ou obras tendenciosas, da moda ou simplesmente carentes de qualquer noção de bom senso, lógica ou justiça.

Reivindico o direito de não saber tudo, porém saber aquilo que preciso saber. Isso é mais que suficiente para afirmar que não é preciso curso de engenharia para montar um quebra-cabeças e nem de medicina para usar um “band-aid”.

Reivindico o direito de não comer aquilo que não gosto de comer, incluindo aqui, carne seca e outros. Com o sub-direito de comer na hora que quiser comer, mesmo que coincida com a hora de que estou com fome.

Reivindico o direito de perder a noção do ridículo e falar e fazer qualquer coisa estranha, como pegar o ônibus errado  ou por sal no café, entre outros.

Reivindico o direito de não pensar pela cabeça dos outros e nem de falar nada que seja “politicamente correto”, pois quem se restringe no direito de pensar, falar ou agir por medo de incomodar, é porque se anulou como ser humano e perdeu qualquer tipo de amor próprio.

Que assim se faça e pela autoridade imbuída a mim por mim mesmo, diga que sanciono e dou deferimento.

Albert_Camus

Símbolos no cotidiano II

Usamos mas não entendemos

Os brasileiros tem o costume de eleger símbolos, imagens e adereços muito mais pela moda do que pelo significado. Recentemente uma novela mostrou em sua abertura o símbolo do infinito e depois disso, muitas pessoas passaram a utilizar como pingente de colar, tatuagem ou em brincos e anéis, mas ao questionar o usuário sobre o símbolo, não sabia nem o nome ou muito menos o significado.

Origem do Símbolo do Infinitosimbolo do infinito

Foi John Wallis quem o trouxe (o número “8” deitado) em 1655 para a Matemática. Existem várias hipóteses para esse este ser o símbolo do Infinito. Uma delas, fala sobre o fato do numeral romano para 1000 “CIC” (que teria origem no mesmo símbolo do etrusco para 1000) que se assemelhava ao símbolo atual do Infinito. Este numeral romano tinha também o significado de “muitos”. Outra hipótese para o Símbolo do Infinito deriva da letra grega “Omega” ( ω ) que era a última letra do alfabeto grego. E outra: antes das máquinas de composição serem inventadas, o símbolo “∞” era muito fácil de ser impresso em tipografia, pois bastava simplesmente deitar o número 8 de lado para se obter o Símbolo do Infinito. Também era representado por uma serpente que mordia a ponta do próprio rabo.

O Símbolo da Fatal SurfFatal logo

Outro símbolo bastante usado ultimamente é a cruz céltica, uma cruz sobre um anel, símbolo de uma grife de roupas, Fatal Surf, que começou como moda jovem, mas está sendo bastante popular e pode ser vista em muitos lugares com pessoas de várias idades e diferentes classes sociais.

Origem da Cruz CélticaCruz Céltica

Nas regiões celtas da Irlanda e da Bretanha são encontradas muitas cruzes com este formato, especialmente a partir do século VII. Algumas dessas cruzes célticas continham inscrições, com letras rúnicas. Algumas cruzes sobrexistem na Cornualha e em Gales, nas ilhas Iona e Hébridas, como também em muitos outros lugares da Irlanda.

Cruzes assim, feitas de pedra, são achadas ao sul da Escócia e na Cumbria, mas estas foram feitas já sob influência anglo-saxã. As cruzes célticas mais famosas são a Cruz de Kells, em Meath County e as cruzes no Monasterboice, em County Louth.

Existem numerosas representações da cruz combinada com um círculo, ao longo da história da cristandade. A chamada Cruz do Sol, que tem sua origem no paganismo do Noroeste Europeu – que simbolizava o deus nórdico Odin – e ainda nos Pireneus e na Península Ibérica – sem que haja uma origem comum entre estas e a cruz cristã.

Note-se que antigamente a palavra “cruz” no Inglês antigo/Anglo-saxão, significava “rood” (cruz de Cristo ou crucifixo). A palavra “cruz” em Inglês tem origem indirecta do Latim cruxcrucis, passando para kross através do Nórdico primitivo. Linguisticamente é supreendente a forma como os invasores pagãos nórdicos/escandinavos (“Vikings“) devem ter adotado a palavra deles para “cruz” nos anglo-saxônicos que se tornaram Cristãos.

Uso político

A Cruz Céltica é muito utilizada por movimentos nacionalistas, como na Rússia, França, Itália e Estados Unidos e por representantes das raças arianas e neo-nazistas, como White Power (Poder Branco), White Nacionalist, Third Position (Terceira Posição) e Catholic Nacionalist (Católicos Nacionalistas). Pode ser chamada, nesses casos de Sun Wheel (Roda do Sol) e representa, em alguns casos, as minorias celtas e as suas reivindicações políticas.

Nacionalistas Russos

Somos um país de origem Católico-cristã, ou seja, aqui a Cruz, qualquer que seja, é um Símbolo de Fé e não o usamos com conotações ideológicas. Descobrir na Internet os significados de um símbolo para um grupo qualquer, não muda o modo como a maioria o vê. Usar um símbolo que você desconhece o significado, pode até ser ignorância, mas incentivar ações proibitivas e censura é agir de má-fé. Existe muita violência no mundo, para que se incentive mais violência.

Bandeira da Cidade de São PauloBandeira-da-Cidade-de-São-Paulo

Pode bem ser um exemplo de como costumamos usar uma Cruz por aqui:

Esta bandeira representa ao fundo, a  Cruz de Malta (a Cruz da Caravelas), primeiras embarcações que aqui chegaram, um braço de uma armadura que representa o movimento das Bandeiras, primeiros paulistas a conquistar o sertão e explorar o interior do território nacional, com ramas de café, primeiro produto que gerou o crescimento econômico do Estado e a legenda em latim, “Non Ducor, duco” (Não conduzido, conduzo).

Um exemplo para diferenças culturais: nos Estados Unidos, o Rock`n Roll surgiu como movimento de contestação e rebeldia, contudo, após a II Grande Guerra, as forças de ocupação no Japão instalavam alto-falantes nos vilarejos para transmitir instruções aos japoneses, usavam um sistema de rádio e tocavam músicas americanas para os soldados. Quando se tocava Rock`n Roll, as crianças, os velhos e todos da comunidade saiam nas ruas para dançar, eles estavam livres daquela visão preconceituosa ocidental e aceitavam o estilo apenas como uma boa música para remexer o quadril.

A Renner e a Skrewdriver

A Skrewdriver foi uma banda formada em 1976 na Inglaterra, com músicas de estilo conservador que se mesclava com os movimentos de extrema direita. Com a morte de seu fundador, em 1993, a banda se desfez. Uma postagem no Twitter foi o início de uma “saia-justa” para a Renner que teve de retirar das vendas, uma blusa com o símbolo da banda. O motivo do alarde foi que a banda inglesa seria cultuada por movimentos neo-nazistas na Europa, mas isto não é o mesmo aqui. Qualquer um pode escutar esse tipo de música e não ter a menor ligação que seja com esses movimentos. Considero ignorante quem prega esse tipo de informação pela Internet e pior ainda quem divulga com todo esse estardalhaço.

Renner Skrewdriver

Para melhor esclarecer, o símbolo em questão, a águia, não foi apenas usada pelos nazista, mas é atualmente um dos símbolos da Alemanha, pois era anterior e tradicional,  e o S duplo não é nem parecido com o Símbolo da Schutzstaffel (Pelotão de Proteção), o deles era estilizado em runas ( antigas pedras nórdicas). Podem perceber a diferença! Não é mesmo?

logotipo_de_bundesrat

logo SS

CUIDADO: As informações que você adquire em qualquer lugar, revistas, livros, na Escola ou pela Internet devem ser bem ponderadas, pois será o uso dessa informação que decidirá se ela é boa ou ruim. Não se deixe levar pela moda ou por opiniões alheias. A sua consciência é seu juiz e ela foi lhe dada por Deus e ainda o ser humano possui o livre-arbítrio e é ele o responsável pelo seu destino.

“Eu acredito que cada direito implica em uma responsabilidade, cada oportunidade em uma obrigação; e cada posse, um tributo.”

John D.Rockefeller