Cálculo baseado em pinguins

Cálculo poderá ser usado em robôs

François Blanchete e seus colegas da Universidade da Califórnia em Merced estudam matemática para resolver questões práticas do dia a dia. Apesar disso, nem sempre é possível se utilizar de cálculos para resolverem todos os problemas devido a problemas de observação e isolamento de todos as variáveis possíveis no modelo a ser observado, como no caso de aves em pleno o voo.

Escolheram então um grupo de pinguins Imperador para tentar fazer um modelo matemático que pudesse demonstrar a distribuição de calor em pequenos grupos de pinguins. Em vez de irem a Antártica para realizarem seus experimentos, eles procuraram fitas de vídeo sobre esses animais.

Na observação do comportamento do grupo puderam concluir que, os animais ficavam muito juntos e que os que ficavam por fora se moviam. Os pinguins que estavam do lado externo estavam expostos para os ventos e o frio, mas constantemente mudavam de lugar de forma rotacionar sua posição com outros elementos do grupo.

Descobriram então um eficiente modelo de fuga do frio, “…todos os pinguins tentam perder o mínimo de calor, isso resulta em um modelo em que cada animal é exposto a mesma freqüência de vento e chuva”, disse Blanchette. Os pinguins Imperador podem explorar da melhor forma o calor do grupo e se manterem vivos mesmo nas mais duras tempestades do polo sul.

Os pesquisadores estão contentes com o resultado e esperam poder utilizar esse modelo em outras situações, como toxinas em colônias de bactérias e até em robôs que trabalhem em condições adversas, a maior parte do grupo realiza o trabalho e alguns os protegem do exterior.

Fonte: NewScientist, Kristin Hüttmann

O Desperdício de alimentos

Para um futuro sustentável

Como você age em sua casa, como utiliza os alimentos, verifica sempre o prazo de validade, escolhe as melhores verduras e frutas. Ao preparar, separa as cascas e as sementes e lava tudo direitinho. Após comer, joga os restos de alimento fora e torna a lavar os utensílios.

O politicamente correto na sua cozinha pode estar na verdade é produzindo um grande desperdício de alimentos. Como sempre os especialista em diversas áreas que inicialmente são diferentes umas das outras, se esquecem de trocar informações e montar uma visão geral, um panorama de todo o ambiente.

Profissionais como nutricionistas, cozinheiros e Vigilância sanitária tem em seus objetivos de trabalho, melhorar as condições de saúde do ser humano e fiscalizar se esses alimentos serão bem manuseados e seguros. Não está em seus programas, situações como meio-ambiente e sustentabilidade. Não é culpa desses profissionais, o que falta são programas que criem a participação de setores distintos e incentive a troca de experiências.

Desperdício no varejo

Você pode é se esquecer de calcular, mas a perda é grande. No mercado, no açougue ou em uma feira, você e os outros escolhem os alimentos mais bonitos, dentro do prazo de validade e possam ser melhor aproveitados. Correto?

Mas se todos fazem isso, imagine a quantidade de alimentos que será jogado fora nesses estabelecimentos e isso é constante. Passe de manhã ao lado do mercado municipal, você verá caminhões de lixo que recolhem as sobras e são muitos.

No sistema capitalista, a maior procura diminui o valor do produto. Os varejistas que fazem os maiores pedidos recebem os maiores descontos, ou seja, ninguém se preocupa com o desperdício, apenas com o preço médio unitário. Por causa desse mesmo sistema acontecem também gigantescos desperdícios com os chamados “estoques reguladores” do governo. Um sistema para frear a subida dos preços dos alimentos, no qual, o governo compra no mercado e estoca o produto.

Desperdício no produtor

Tal matemática pode ser aplicada também no produtor que tenta ratear o custo da produção pela quantidade produzida, mas ao vender ele faz também uma seleção, separa as sementes para a próxima safra ou em espécie (dinheiro) para adquirir as sementes, deixa no campo o pior da safra (dependendo da cultura) para ser usado como adubo e separa o produto de qualidade inferior, pois ele derruba o preço se for vendido.

O resultado de tudo isso é a grande produção de lixo orgânico produzido tanto no campo e principalmente nas cidades. Uma constante crise de alimentos, pois o paradigma do capitalismo é “não produzimos se não der lucro” e dificulta o acesso aos alimentos em regiões consideradas “pobres”.

Intervenção do Estado

O futuro irá obrigar os Estados a intervirem diretamente na gestão dos alimentos, desde a produção, distribuição e no manuseio desses. Essa falta de gerenciamento criou lacunas, como a quase extinção da produção de arroz no Brasil. Medidas como a diminuição do tamanho dos grandes mercados e criação de pequenos centros de distribuição, o que também é causado pelos constantes problemas de transporte e logística, pois os centros das grandes cidades está ficando intransitável para os grandes caminhões.

Não será de assustar se o governo, que sempre pensa nisso, criar um novo imposto para quem produz muito lixo e desperdiça alimentos. Essas medidas coibitivas serão melhor do que medidas extremas de racionamento e a falta de alimentos.