Austrália tem lei de impostos anti-Google

Pretende não permitir a evasão de divisas

O primeiro país fora da Europa a pensar em mudar sua lei fiscal para coibir os abusos das grandes multinacionais, a Austrália aprovou nesta quinta feira, mudanças em suas leis fiscais. Países como França, Alemanha e Inglaterra estudam formas de se cobrar esse novo tipo de imposto.

A iniciativa, segundo o funcionário do tesouro, David Bradbury é para dar uma justa parte do ganho obtido no país pelas grandes empresas, sendo mais específico ele cita o caso do Google Austrália: “Embora os acordos são assinados com publicidade do Google na Austrália, na realidade, eles estão comprando publicidade para uma subsidiária da Google com sede na Irlanda”.

Na Austrália a taxa de imposto é de 30%, enquanto na Irlanda a 12,5%, ou seja, 1/3 do valor que seria economizado, as empresas se utilizam de brechas na lei para tornar legal tal medida.

O Google respondeu positivamente as novas medidas, da mesma maneira que agiu na Europa, declarando ajudar a economia do país e a diversas empresas locais, dando oportunidades e empregos.

Bradbury explica que a estrutura do Google é bastante complicada, pois esta paga a subsidiárias na Holanda que se submetem a outra companhia nas ilhas Bermudas, onde não existem impostos para empresas. Os casos de outras companhias como a cafeteria Starbuck, a Apple e Amazon são semelhantes, mas na Europa se estuda medidas que possam ser adotadas em comum para todos os países do bloco.

Fonte: El País

Mãe, de onde vem o ovo???

A origem dos nossos alimentos

A vida moderna tem criado uma lacuna entre a produção e o consumo de produtos. Na maioria, os alimentos parecem vir de lugares “inimagináveis” para muitas pessoas. As crianças nas grandes cidades, que moram em prédios e vivem em meio ao concreto e o asfalto nunca viram de perto uma galinha ou uma vaca.

Antigamente, existia no fundo de casa, uma horta, um galinheiro e até uns pés de milho eventualmente. As crianças estavam sempre em contato com a origem da comida, mãe pedia para buscar, um alface, algumas cenouras, pedia para recolher os ovos ou mostrava como escolher uma galinha, a mais gorda, para o abate. Mas hoje em dia isso não existe mais.

Por isso, as crianças,  não fazem ideia de onde vêm produtos como leite, ovos ou os cereais que consomem no café da manhã. Dado a isso, uma coleção de afirmativas, no mínimo, espirituosas ou criativas das possíveis origens dos alimentos:

plantação de macarrão, você escolhe o tipo, espaguete, caracol, padre-nosso e outros!

o leite vem da caixinha, se não tem caixinha, vem do saquinho!

o presunto é parente do porco!

a carne de sol não se produz quando o tempo está nublado!

o mel se faz esmagando abelhas?

se o arroz é integral, o feijão é corrupto!

pizza não dá em árvores, se colhe em arbustos!

numa plantação de feijão “preto”, aonde fica os “pertences” da feijoada!

o leite condensado se produz quando se dá açúcar para a vaca!

Para os que gostaram, enviem mais sugestões, OK!!!

 

Para bem entender o Naruto!!!

O desafio das invasões das culturas orientais

Muitas pessoas temem uma inversão de valores causadas pelos quadrinhos japoneses, chamados de mangás e seus sub-produtos, como desenhos animados, figurinhas, brinquedos e jogos de vídeo-game. Mas acredito não ser nada disso que propagam por aí. Ultra-direitistas religiosos na falta do que fazer, produzem textos medíocres cheios de rança contra qualquer coisa que não entendam, e olha que a lista é grande.

Conheci esse personagem, Naruto, devido ao meu filho caçula e confesso que pelo entusiasmo dele, quis eu aprender um pouco mais sobre esse novo universo. Fui é claro, primeiro compelido pelo cuidado, afinal, algo que seja tão emocionante a uma criança deve ser sempre analisado com desconfiança.

A história de Naruto é bem simples, um menino com origem obscura que quer se tornar um grande guerreiro, na verdade, ele quer se tornar o maior de todos, o Hocage (chefe de sua tribo). No princípio, ele se parece com qualquer criança, com vários defeitos, é preguiçoso, bagunceiro, não gosta de autoridades, muito rebelde, é guloso (principalmente pelo prato que no desenho dizem ele ter de evitar, lámen de porco) e não tem nenhuma facilidade em fazer amigos. Na verdade, ele é até hostilizado e sofre “bulying”, ou seja, que jovem de hoje em dia não se espelha em um personagem assim.

Em sua trajetória, sempre com sorte e tiradas de muito humor, ele vai estudando para ser um “ninja” e aprende as técnicas do “ninjutsu” a arte de lutar. Claro que, com diversas misturas de poderes sobre-humanos e sistemas de disciplina e muito treinamento.

O que deve ser mostrado aos nossos jovens é que, tirando as partes “incríveis”, golpes que podem destruir um prédio, criar cópias de si mesmo ou uma bola de luz que sai da mão, o que o Naruto realmente aprende em sua jornada são os valores que devemos construir em nossas vidas. O valor da amizade, a honra de se fazer um serviço bem feito, a prestatividade que devemos aos outros, a lealdade com aqueles que contam conosco, a honestidade como forma de conduta.

Para conseguirmos isso, como o Naruto que a princípio é preguiçoso e rebelde, devemos aprender o valor da disciplina e do treinamento constante. O personagem aprende sempre da forma mais difícil e acaba no final do episódio concordando, da sua forma, com aquilo que os adultos tinham lhe ensinado.

Para um parâmetro, os jovens não são tolos. Antigamente queriam proibir, aqui no Brasil, revistas dos Chico Bento, porque ele é um caipira que não fala certo. As crianças que leem esse gibi, sabem que ele fala assim porque é parte do personagem, ele vive no sítio e as crianças não vão aprender a falar errado por causa dele.

A disciplina dos Cavaleiros Templários

Para mostrar aos jovens que ser Cristão pode ser emociante e cheio de aventuras quanto ao Naruto, ensine-lhes sobre os Pobres Cavaleiros de Cristo e do Templo de Salomão. Eles eram realmente tão disciplinados e esmerosos em  seus treinamentos e tinham uma vida de muita ordem. Seguiam a Regra do Templo, livro escrito por São Bernardo que lhes era a forma de se conduzir, tanto na guerra como na paz. Rezavam diversas vezes por dia ( o número certo é discordado por alguns autores) seguiam as horas sagradas e ouviam os Salmos em seus desjejuns.

Como monges, só podiam fazer duas coisas, Ora et labuta, rezar e trabalhar, ou seja, seu trabalho era dividido em treinamento com armas, patrulhas e defesa dos peregrinos que vinham a Terra Santa e posteriormente a contabilidade das grandes fortunas dos reinos europeus. Os votos de pobreza, castidade e lealdade lhes conferia um “status”  de monge e neste tipo de vida, ao abrir mão de todos os bens materiais, havia uma equidade entre homens de diversas origens.

A Fé desses homens lhes conferia um escudo espiritual notável, além da armadura, o que lhes valeu uma fama de poderosos inimigos, que mesmo na derrota iminente não se rendiam e presos, não eram convertidos. Podiam ter apenas a roupa (a batina e a malha de ferro), as armas e o cavalo.

Este modo de vida pode ser conferido em textos, como nos Exercícios Espirituais de São Inácio de Loyola ou textos de São Thomas de Aquino. O que falta hoje em dia é um resgate desses valores, não existem inimigos a derrotar, como nas Cruzadas, mas os desafios do dia a dia. Se reclama muito dos vícios e daquilo que é mostrado cedo demais aos jovens, como sexo e violência e que os jogos e a Internet tornam as pessoas preguiçosas e desatentas.

Ensinar os valores da disciplina e da ordem, pode ser a resposta direta a esses problemas e colocando ainda a fé, como valor imprescindível, que caminho melhor para eles. Que se tornem os “guerreiros” da atualidade que combatem os males do mundo moderno e digital.