A censura e a filtragem não funcionam na internet

Por que os mecanismos de bloqueios são ineficazes

Na França, estudos sobre distúrbios alimentares, como Bulimina e Anorexia mostram que quando o governo ou os próprios servidores decidem intervir na Internet para censurar determinados conteúdos ou imagens, estas ações não alcançam o objetivo intencionado.

Na maioria das vezes, a censura apenas bloqueia acesso a sites que estão tentando combater tais práticas, como sites de medicina e de ajuda que tentam aconselhar e dar uma orientação correta aos usuários a respeito do risco desses tipos de doenças.

O estudo do mapeamento da rede provou que sites ou blogs mal-intencionados se camuflam quando bloqueados, mudam as palavras chave de procura e até mesmo usam a censura como forma de propagar ainda mais sua repercussão na rede. O conteúdo proibido em textos completos é dividido e “borrifado” em partes, colocando-se essas fatias em sites diferentes, blogs, fóruns  e redes sociais para dificultar seu rastreio, mas sempre conseguindo o objeto de ser encontrado pelas vítimas dessas doenças.

A estrutura partida funciona através de links, os conteúdos ficam armazenados em blogs pequenos e são facilmente acessáveis por quem procura o conteúdo, mas os links são tão intrínsecos que os “motores” de busca automáticos não conseguem montar esse “quebra-cabeças”. Na periferia dessa estrutura estão pequenos blogs voláteis de vida curta, o que dificulta ainda mais o seu rastreio, pois estão sempre renovando e os links utilizados são de forma indireta para não terem chance de se chegar de forma automática aos sites que possuem maior conteúdo.

Os bloqueios tem dificultado apenas para os profissionais de saúde, familiares e pessoas interessadas em ajudar. As comunidades de Anoréxicos e sobre Bulimias  tem se ocultado cada vez mais na Internet, menos para seus membros ativos que aumentam consideravelmente. Este caso pode ser exemplo da forma de cuidar de outros conteúdos de risco na Internet e do estudo de alternativas para a censura e as filtragens. Não basta tentarmos ocultar aquilo que nos incomoda, temos de enfrentar de frente e combater a “raiz” do problema, seja social ou individual.

Fonte: Le Monde

O Chapéu faz o homem – Parte II

Meu nome é Bond! James Bond

O ícone dos anos 60, o eterno agente secreto a Serviço de Sua Majestade, o galã refinado que bebia martíni com vodka, batido mas não mexido. Nos primeiros filmes de 007, a famosa abertura chamada no original de “Gunbarrel” (cano da arma), na qual 007 aparece caminhando na mira de uma arma, se vira, atira e mata seu inimigo. Na tela escorre o sangue do bandido enquanto toca o famoso tema de abertura.

O que percebemos nos filmes de Sean Connery é que o agente aparece de terno, lenço na lapela e chapéu, esta imagem de uma pessoa de classe só muda em 1971 com Roger Moore, que aparece sem chapéu.

Dr. No 007 contra o Satânico Dr. No 
Sean Connery
From Russia with Love Moscou contra 007 
Sean Connery
Goldfinger 007 – Contra Goldfinger Sean Connery
Thunderball 007 contra a Chantagem Atômica 
Sean Connery
You Only Live Twice Com 007 Só Se Vive Duas Vezes 
Sean Connery
On Her Majesty’s Secret Service 007 A Serviço Secreto de Sua Majestade 
George Lazenby
Diamonds Are Forever 007 – Os Diamantes São Eternos Sean Connery

Nos primeiros filmes, o chapéu é mais que um acessório, como em Goldfinger, o guarda-costas, caddie, assassino e motorista do bandido, o coreano “Oddjob” usa um chapéu coco  como arma, com lâminas nas abas. No início do filme, ao entrar no escritório, James lança seu chapéu para distrair “Moneypenny” a secretária inalcançável que Bond nunca consegue levar para um encontro.

Diversos personagens clássicos tem por característica o chapéu, como Sherlock Holmes, que possuía um chapeuzinho xadrez, acessório que mudou no filme de Robert Downey Jr. que esquece do seu próprio chapéu e rouba do bandido e o usa como camuflagem.

O que gostaríamos de entender é, esses personagens pararam de usar chapéu porque saiu de moda ou se por eles pararem de usar foi que a moda mudou? Muitos entendem que certos elementos fazem o personagem e o fato deles possuírem tais clichés não ditam propriamente uma moda: Sherlock Holmes fumava cachimbo e nem por isso, quem lê os livros ou assiste aos filmes, começará a fumar.