Lei de cibercrimes nos Emirados Árabes

Mais vigilância on-line

O Sheikh Khalifa bin Zayed Al Nahyan, presidente dos Emirados Árabes Unidos decretou uma nova lei sobre cibercrimes, as publicações on-line que visem desestabilizar a ordem pública, façam caricaturas ao regime ou sejam de conteúdo crítico ao monoteísmo e façam apologia ao terrorismo serão punidos com prisão.

Sites que já foram proibidos ou que atentem contra a propriedades autorais também serão incluídos na lei.

Foi divulgado esta quarta-feira pela agência de notícias WAM, a pena mínima prevista será de 3 anos de prisão. A lei que visa a segurança nacional foi promulgada após diversos casos de denuncia. O país, considerado uma das nações das mais moderadas no Oriente Médio foi vítima de diversos ataques, prenderam 66 islamitas e um grupo acusado de conspirar contra a segurança nacional. O presidente perdoou 5 ativistas pró-democracia presos em 2011 por atividades ilícitas na Internet, conforme informou a CNET.

Um ativista, Ahmed Abdul Khaliq, em julho, teve de escolher o exílio na Tailândia a prisão perpétua em seu país natal.

Fonte: Le Monde

Alternativas para o aborto

Quando a ação transpõe o discurso

Caríssimos, não me enaltece falar sobre certos assuntos, principalmente quando pedem uma reflexão interior, e este assunto pede. Mas devido a opiniões que tenho visto na imprensa, me calar parece no momento uma grave omissão. Os discursos inflamados de ambos os lados não mostram uma solução para o problema, é apenas mais “gasolina para essa fogueira” e o pior, muitos querem ver o “circo pegar fogo”.

Aos que são contra o aborto, gostaria de lhes chamar a atenção para o modo utilizado, aclamações violentas apenas trazem mais violência e as palavras escolhidas como “lutar”, “proibir” e “combater” trazem em seus significados imagens de “violência” que não condizem com a doutrina cristã. A fé clama que sejamos humildes, a reconhecermos em nós mesmos, nossas falhas e nos convida a caminhar com o Cristo em seus ensinamentos.

Nada dizem sobre violência, como nos Estados Unidos, que médicos e enfermeiros que praticavam aborto foram mortos. Quem fez isso não é melhor do que o outro. Um erro não justifica outro. Querer o mal a outro, já é um pecado.

Vou apresentar um caso real, a algum tempo, conheci uma menina, para mim é ainda menina, 14 anos. Atualmente denominam “pré-adolescente”, mas eu sou muito velho para isso. Pois bem, essa menina estava em um hospital, havia dias em que tinha dado a luz e estava em uma encruzilhada. Na sua primeira relação ganhou dois presentes, uma benção e uma maldição. Ficou grávida e contraiu AIDS, que infortúnio!

Estava eu em visita a outra paciente, no outro dia soubera que a menina havia fugido do hospital. Como a criança não tinha o vírus, ela não podia dar de amamentar. Como era de menor não podia ficar com a criança que seria enviada a uma casa de adoção e ela mesma não tinha lar. Seus pais eram usuários de drogas e estavam na “crakolandia”. O ofícial de justiça viria buscá-la para ser internada na “Casa”. A única alternativa que esta menina viu no momento, foi fugir.

Agora pergunto, que alternativa vocês iriam sugerir a essa criança? Posso afirmar que um aborto, aqui e como em outros casos semelhantes, no hospital me disseram ser bastante comum, não soluciona em nada! Agora, as instituições católicas que cuidam de casos assim estão a míngua e somente vemos florescer “ervas-daninhas”. Casos de escândalos em entidades beneficentes aparecem a todo o momento.

Vamos por partes, o primeiro problema aqui é a instituição chamada “família” que está sendo desmantelada pouco a pouco. A segunda questão, criança é criança, quando iremos parar de permitir que jovens percam a infância se tornando adultos cedo demais. Mostram para eles um mundo de “sexualização” e violência que não condiz com essa fase que deveria ser a priori “tão maravilhosa”. Dou de exemplo, um caso que vi hoje, mulher que levou uma criança de 3 anos para assistir a filme de terror. Só apareceu na mídia por causa das testemunhas.

E por isso não concordo com aqueles que são “contra o trabalho infantil”, tiram o menor do serviço e entregam para o traficante. Ensinar responsabilidade, respeito, honra e honestidade nunca é demais. Mas claro que, sempre com bom senso, não permitir os abusos.

Um ponto que sempre bato, a amizade, ensinar ao jovem o valor dos amigos é uma forma de estabelecer quais são as relações humanas saudáveis e quais não são. O jovem vai aprender a distinguir.

Se depois disso, se ocorrer um caso de aborto, será natural e espontâneo e nada poderemos fazer a respeito. Ao retirarmos as situações que causam o aborto, ele passa a não existir.

Claro que, temos sempre um “infeliz”, para não dizer outro nome. Que cria a situação, faz de tudo para alguém chegar no limite e cometer uma “loucura”. Casos de aborto e suicídio são resultados de extrema opressão, pais, amigos, clérigos e hoje, até “internet” são responsáveis por opressão. O aumento de casos de “bullying” preocupa no mundo todo.

Agora paro e reflito. O caminho é este, um jovem criado com valores e responsabilidade não terá tão facilmente, pois ainda existe o problema dos grupos, chances de cair nessas armadilhas, sexo, drogas e violência. Mas o que eu faço e o que posso fazer para dirimir ainda mais essa situação. Vou começar em casa, cuidar dos meus e tentar ajudar a outros, cada vez mais. Não lhes peço resposta, apenas que reflitam sobre isso!

Dòmine, non sum dignus, ut intres Sub tectum meum, sed tantum dic Verbo, et sanabitur anima meã.