Caindo as máscaras

Quem é quem no ambiente de trabalho

Quem olha aquele chefe sempre sisudo e ríspido com os funcionários, nem desconfia que em casa, lava a louça ou leva o poodle para passear. A colega loquaz, que dá palpite em tudo e se você pergunta sobre o tempo, ela conta a vida dela inteira e ainda a dos vizinhos, pode ao chegar em casa, ser uma pessoa tímida e calada.

Cada pessoa ao entrar no ambiente de trabalho, se transforma, veste uma máscara, com a intenção de demonstrar um lado profissional que nem sempre corresponde ao seu verdadeiro ego, a sua personalidade. As pessoas nem sempre tem humor, ou estão sérias. Mas não é o que ocorre em nosso cotidiano, existem pessoas que sempre parecem felizes, outras que estão sempre sérias, ou os muitos falantes e aqueles que nada dizem.

A pior forma de descobrir a personalidade real de alguém é um encontro acidental fora do ambiente de trabalho. Nestes encontros, inevitavelmente alguma coisa aparece. Alguém fica sem graça em cumprimentar, ou os comentários são diferentes daqueles que você costuma ouvir dentro do trabalho. Se fala bem de alguém, do lado de fora, fala mal.

Não é preciso ser psicologo para descobrir que invariavelmente alguém irá se ferir. Para dirimir os efeitos de nossa aparência, devemos ser verdadeiros com nós mesmos. Ao nos vigiarmos, descobrimos um possível erro, ao descobrimos esse pequeno erro, nós mudamos, ao mudarmos, mesmo que seja uma coisa pequena, devemos nos lembrar que ela faz parte daquilo que chamamos de essencial. O nosso papel na sociedade.

 

Falta de gestão

Crônica de uma desgraça anunciada

A cidade de São Paulo, viveu nesta segunda-feira mais um dia de caos no trânsito, devido a chuva e alguns pequenos acidentes. A situação é mesma de outras tantas, o trânsito para, as pessoas que têm carro, usam o carro por medo do transporte público estar parado,  o maior número de veículos na rua, o trânsito piora, ocorre pequenos acidentes, aumenta o atraso e assim por diante. Um autêntico ciclo vicioso da catástrofe urbana.

O mais incomoda é a falta de preparo para uma situação dessas, a falta de gestão e disso, a falta de planejamento, preparo e ação para dirimir os problemas do trânsito. Um plano de contingência, ou seja, como nos filmes, o famoso Plano B, quando as coisas não funcionam como deveriam, põe se em prática o plano B. Na falta dele a opção é rezar!

Os gestores parecem estar menosprezados pela administração pública, recentemente, foi se muito mencionado as ações da Prefeitura de Nova York, nos Estados Unidos, para a preparação pela chegada do Furacão Sandy. A cidade mais populosa dos Estados Unidos foi evacuada e preparada para uma catástrofe sem igual. E quando o furacão chegou, minimizou-se em muitos os danos causados.

Por que as autoridades brasileiras não podem aprender com esses exemplos, basta um atropelamento que o trânsito fica um caos. Ou é apenas dentro das empresas que existe fiscalização de tempo, qualidade e resposta. Uma pessoa atropelada tem de aguardar pelo socorro, o local do acidente tem de ser preservado, aguarda perícia e azar nosso se o pior tiver ocorrido. A vítima jaz em meio a via pública até o IML chegar, o que é uma grande falta de respeito.

Estamos hoje, em uma segunda-feira. Todos sabem que é um dia típico que o trânsito aumenta. Outra questão, está chovendo, muitos usam carros, o trânsito ficará mais lento. Com apenas esses dois pontos, pode se dizer que, deveria ter sido posto em prática um sistema para conter esse aumento de demanda.

O metro trabalhar em intervalos menores, serem divulgadas rotas alternativas, pedir para as pessoas evitarem o uso de automóvel e as garagens de ônibus serem instruídas a liberarem mais veículos. Todos os meios de comunicação são válidos, rádio, TV e até Internet, como as redes sociais, Facebook e Twiter.

Com os colaboradores bem instruídos e os agentes de trânsito bem treinados e equipados, dificilmente a situação sairá do controle, como bem ocorre com frequência. A pergunta agora é, quem assumirá a frente de tal empreitada???

“Comunicação é mais que informação; informação subsidia, atualiza, nivela conhecimento. A comunicação sela pactos e educa” Emílio Odebrecht