Google é bloqueada na China

Devido ao Congresso do Partido

Os serviços do Google, Google Maps e Gmail estão impedidos para os chineses desde o início do 18 Congresso do Partido Comunista, nesta sexta e sábado. Conforme confirmou a empresa. Este Congresso tem por finalidade escolher os novos dirigentes do Governo.

Segundo Cristhine Chen, porta voz do Google, não foram encontrados nenhum problema técnico em seu sistema, e que a príncipio, estavam especulando um bloqueio por parte do governo ou por ataque de Hackers, oriundos da China.

As medidas de segurança desse Congresso são tantas, que até pombos correios e balões estão proibidos, assim como os reportes estrangeiros, a internet teve a velocidade reduzida e parece ter se criado um padrão. Há duas semanas, o site do New York Times foi bloqueado em território chinês, depois de um artigo sobre a riqueza do Primeiro-ministro chinês.

O Youtube é bloqueado na China desde 2009, e os serviços do Gmail são parcialmente liberados, sendo bloqueados eventualmente, dependendo das notícias do momento. Mas não é a primeira vez que o Google tem problemas no pais, em 2010, informou ter sido vítima de diversos ataques de hackers chineses, o que fez ele mudar a Central de dados em língua chinesa (mandarim) e o trafego para Hong Kong.

Fonte: The New York Times

Para bem entender a justiça

“Deus perdoa, o homem, as vezes, a natureza, se vinga!!!”

A questão da Justiça, é um dos pontos de maior conflito entre humanos, a história prova que, os homens tem uma ideia de justiça em comum, mas julgam por um senso de justiça, que muda, para cada indivíduo. A justiça, que “a priori”, deveria ser racional, lógica e imparcial, muda de perspectiva rapidamente e passa a ser passional, ilógica e totalmente parcial.

Alguém conhecesse um julgamento após um grande conflito que realmente foi justo, ou foi apenas uma retaliação, uma forma legal de vingança contra os perdedores. A diferença entre heróis de guerra e genocidas é, quem ganhou a batalha. O julgamento de Nuremberg, os casos julgados em Aia, os crimes de guerra, na Guerra da Croácia. Os países muçulmanos no Oriente Próximo, as ditaduras que se revezam no poder na África. Os movimentos Paramilitares na Bolívia, no País Basco (Euskal Herria) e em outros lugares.

A diferença entre serem denominados como “militares” ou “terroristas” depende de quem está no poder, se o seu lado, ou se é o outro lado. Os jornais não possuem consciência, dependendo da aliança, o “terrorista” de hoje, pode se tornar o “militar” de amanhã. Um exemplo são as forças que lutam contra Bashar Al-Assad da Síria, para o governo, legalmente constituído do país, os ativistas são “terroristas”, mas como existem interesses externos ao conflito, estes são chamados como “libertadores”.

“Um único ato de bondade, não compensa uma vida de maldade, mas um ato de maldade vale para uma vida de atos corretos”, este lema, que descreve a justiça humana veio a minha mente por conta do caso do apresentador inglês Jimmy Saville, da BBC de Londres. O apresentador que fazia diversas campanhas humanitárias, chegou a ser feito cavaleiro pela Rainha Elizabeth II e ganhou o título de Cavaleiro da Ordem de São Gregório pelo Papa João Paulo II em 1990. O apresentador morto em outubro do ano passado, agora, se torna pivô de um escândalo, que parece bastante conveniente, pois o mesmo não pode se defender, e outra coisa, a família de Jimmy ficou escandalizada com as acusações. O líder da Igreja Católica da Inglaterra e do País de Gales, o arcebispo de Westminster, Vincent Nichols, escreveu ao Vaticano pedindo que o título de cavaleiro concedido postumamente a Savile seja retirado. O que aparece muito prematuro, pois as investigações ainda estão no início.

A Justiça pode ser sentida, como no caso de grandes companhias, como a Microsoft e a Google, que foram acusadas de monopólio, os clientes percebiam que os atos das companhias, como a forma em que apresentavam seus produtos, como nos casos do sistema operacional Windows, ou o motor de buscas do Google, eram visivelmente direcionados a “manipular” os resultados dos clientes e favoreciam as empresas parceiras destas companhias.

As mudanças do clima, como o deslocamento dos polos, o aquecimento (efeito estufa) e o aumento da amplitude da faixa tropical, recentemente anunciadas. Mostra o quanto a natureza pode reagir, a ação humana. Tais atos, vistos de forma isolada, podem ser entendidos como uma forma de vingança, mas é apenas uma forma de se ajeitar as coisas.

“Cada dia a natureza produz o suficiente para nossa carência. Se cada um tomasse o que lhe fosse necessário, não havia pobreza no mundo e ninguém morreria de fome.”Mahatma Gandhi

Esta frase mostra o outro lado da natureza, nada no mundo produz realmente mais do que é investido, do que ao plantar, aonde a natureza mostra toda a sua força. Ao plantar, o homem aprendeu a muito tempo que, ao plantar, ele produz para si mesmo, para os outros e ainda produz as sementes para a próxima safra.

“A justiça é a vingança do homem em sociedade, como a vingança é a justiça do homem em estado selvagem.” Epicuro

Esta última frase mostra o caráter “reacionário” que damos a justiça, apesar do “liberalismo” e da “liberdade”, a ordem estabelecida se defende através de seu mecanismo punitivo, a “justiça”. Para ela ser percebida, como descreveu Rosseau, a punição tem de ter diversas características, como ser equivalente ou maior que o crime cometido, ter caráter exemplar, para desincentivar outros possíveis delitos e caráter público, ou seja, do conhecimento de todos.

Múnus non parit múnus (dinheiro não procria dinheiro) São Tomas de Aquino

Na Idade Média, a Igreja promulgou o crime de usura, ou seja, a cobrança abusiva de juros é crime e como é contra a lei de Deus, se torna um pecado. Este fato propiciou que, os “judeus” começassem a trabalhar com serviços bancários, pois, como não eram cristãos, não estariam em pecado, ao receber o dinheiro de juros. Isto seria um dos motivos do suposto enriquecimento “ilícito” dos judeus nesse período.

Este outro ponto mostra que a justiça é feita pela “aceitação” do coletivo, as pessoas cristãs, “aceitavam” a usura como crime, em compensação, os “judeus”, “aceitavam” como uma atividade normal. Somos levados pelo nosso grupo a definir a justiça, como resultado de nossa ética, nosso conjunto de valores. Parece simples, mas nada mais difícil do que conciliar essa lista com as nossas emoções. Aquilo que é “apenas” mais um crime, para a autoridade policial, pode se tornar o mais “hediondo” crime, para as pessoas ligadas ao crime.

“Somos escravos de nossos hábitos! Tenhamos bons hábitos”!!!