Keep calm and Carry on

Mantenha-se calmo e siga em frente

Este lema, encontrado em cartazes que infestam a Grã-Bretanha tem uma história bastante interessante. Durante a II Grande Guerra, o governo inglês queria manter a moral e o ânimo do povo nesse difícil período. Em meio as bombas alemãs e as sirenes do toque de recolher. Além dos constantes apagões para evitar que as aeronaves do III Reich pudessem ter uma visão clara de seus alvos.

A princípio foram criados três lemas que seriam impressos em cartaz padrão, letras brancas e fundo colorido e com a coroa do rei Jorge VI. Os dois primeiros lemas foram utilizados em público, mas o terceiro nunca fora visto. Seu objetivo era ser utilizado somente se os alemães invadissem a Inglaterra.

Como isto nunca aconteceu, os cartazes foram guardados e esquecidos. Os seus idealizadores acreditavam que os impressos foram destruídos, por não terem sido usados. Mas, no ano 2000,  Stuart Manley, ao abrir uma caixa de livros que acabara de adquirir e encontrou acidentalmente um original.

Ele gostou e com consentimento de sua esposa, emolduraram e penduraram o cartaz na loja. Os clientes que viam, também gostavam e pediam cópias, com o tempo, colocaram o lema em diversos objetos que podem ser visto no site:

www.keepcalmandcarryon.com

Manley explica que o cartaz é simples, mas seus elementos trazem uma grande harmonia e a legenda é realmente inspiradora e em épocas de recessão, crise e todos os tipos de problema, adquirir um cartaz é bem mais barato e menos nocivo a saúde que anti-depressivos. Como também serve para ser colocado em consultórios, escritórios e todo tipo de profissional liberal pode se beneficiar de um cartaz que fortalece a confiança do seus clientes.

Fonte: El Pais

Entre o Sacro e o Profano

A Zona Leste é realmente uma coisa estranha

Desde que eu vim morar na Z.L. (Zona Leste) de São Paulo, o Z.L. é para os íntimos, tenho me deparado com situações no mínimo inusitadas. Além das figuras que você encontra no dia a dia, na rua, nos ônibus e em toda parte. Os finais de semana são coisas que no mínimo podem enlouquecer um ser humano.

A paisagem é dividida entre homens de terno, fora de medida, mulheres de cabelos longos ou coques no alto da cabeça, geralmente com um livro embaixo do braço e jovens de shorts, bermudas, chinelos e meninas de roupa tão curta que se torna impossível não chamar a atenção. Ou seja, de um lado temos evangélicos e do outro funkeiros. A única semelhança entre esses grupos é a altura do som que eles costumam ouvir. Por sinal, tenho uma vizinha que escuta som tão alto e além do mais, deixa as caixas de som no corredor entre as casas, apenas para perturbar a vizinhança. Ela não tem com quem conversar e adora ser xingada.

Como estava dizendo, a semelhança até poderia ser maior, mas infelizmente não é, além do som, que de tão alto fica distorcido, esses jovens funkeiros conseguem passar a limpo a lista de pecados capitais como se fosse escrita em cartilha de escola. Não satisfeitos. ainda agem de modo irresponsável, com menores andando de moto, sem capacete ou de carro, tirando “rachas” (apostando corrida). A situação não termina aí. O consumo de álcool. cigarros e até mesmo drogas mais pesadas é generalizada e não existem autoridades aptas em coibir esses abusos.

As letras das músicas, isto é, quando você consegue entender alguma coisa, incitam a violência, até entre mulheres, promiscuidades e servem de propaganda para famosas marcas. Ou seja, a luxúria, a vaidade e ganância em um único pacote. Apesar de saberem que são vistas como “objetos” e estranhamente chamadas de “piriguetes”, as meninas comparecem em peso nessas festas. Durante a  festa, elas dizem não se importarem  de serem chamadas assim. Mas não assumem esses papeis no seu dia a dia.

Essas músicas podem ser vistas, hoje em dia, em diversos pontos da cidade, não se restringindo mais a Z.L. e os jovens que originalmente eram das classes C e D, começam cada vez mais receberem integrantes das classes B e A, pode ser notado pelos carros, cada vez mais luxuosos. Os encontros são marcados via internet, pelas Redes Sociais, para utilizarem pontos diferentes e não serem imediatamente descobertos pelas autoridades policiais.

Para os acomodados que não se importam, cabe lembrar que cada vez mais jovens estão entrando nesse mundo e eles entram muito cedo. Muitos aparentam ter uns doze anos de idade e são levados a começar a beber e a fazer sexo e como é de praxe, sem proteção alguma. O leva ao aumento de casos de gravidez na adolescência e colabora com as epidemias de DST (doenças sexualmente transmissíveis) como o HIV (aids).

“Quantas vezes o medo que temos de um mal nos leva a outro ainda pior.” Nicolas Boileau