Aviões da II Grande Guerra encontrados na Birmânia

Spitfires britânicos encontrados por arqueólogo amadorTN Poly MAC 402

Rangoon – Birmânia, 17 de agosto de 1945, o Japão está vencido, faz dois dias que ele se rendeu oficialmente, as forças armadas começam a se retirar de países ocupados. No aeroporto de Rangoon uma movimentação estranhas, diversas caixas vindas da Inglaterra são levadas para um terreno que ficaria protegidas com alcatrão. Buracos de 10 metros de profundidade com espaço entre eles de 100 a 180 metros cavados por soldados americanos com a ajudas de birmaneses contratados. A notícia que eles têm é de se tratar de armas de guerra, que estariam sendo guardadas para quem caso de um novo conflito serem utilizadas de novo.

David Cundall, 63, um fazendeiro, piloto amador e fã de aviões da Inglaterra, obcecado por modelos da II Grande Guerra e que estuda anualmente dezenas de documentos, faz uma grande descoberta, antigos documentos da Royal Air Force (Força Aérea Britânica) apontam para uma área na Birmânia. Cundall gasta uma pequena fortuna em viagens, entrevista 8 testemunhas, americanos, ingleses e birmaneses, segundo o arqueólogo, todos deram a mesma história. Possui uma longa experiência, com 35 anos de resgates de aeronaves.

Estudos geofísicos de especialistas da Universidade de Leeds demonstram que nessa área existem objetos metálicos enterrados. Numa escavação de teste, foi possível encontrar uma caixa de madeira que teria umas 2 polegadas de espessura, mas ainda não foi determinado seu conteúdo.

Mas para Cundall não existe dúvidas, são os Spitfires que segundo ele devem estar em bom estado devido ao armazenamento. Os Spitfires britânicos começaram a ser fabricados em 1938 e foram produzidos mais de 20 mil máquinas de guerra. Atualmente, apenas 35 dessas máquinas encontram-se em atividade, cada qual, valendo cerca de 1 milhão de libras.

Agora, segundo Cundall, teria algo em torno de 124 dessas máquinas enterradas na Birmânia, o que representaria uma verdadeira frota desses aviões. Mas que não seriam mais utilizados para guerra, mas para a paz. O descobridor imagina oferecer máquinas para shows aéreos. As escavações, segundo contrato firmado por Cundall e o governo da Birmânia, começam em janeiro e terão prazo até outubro para a retirada de todos os aparelhos.

Para Cundall, os aparelhos são especiais, na Inglaterra, até as crianças aprendem na escola que não foram invadidos pelas tropas alemãs na II Grande Guerra, por causa dos Spitfires, eles são verdadeiros heróis da “britanidade”, como defensores da liberdade e independência. Representam o Reino Unido tanto quanto a Rainha e a cerveja escura.

Apesar de todo o entusiamo, ainda existe uma certa desconfiança, ainda não há evidências reais, os americanos poderiam ter desenterrado depois para que não caíssem em mãos inimigas. Pode até mesmo ser lixo enterrado. O mistério irá continuar por algum tempo, mas algumas perguntas ainda não foram respondidas, porque enterraram em vez de queimar ou jogar no mar e as testemunhas que dizem que foram enterrados com o “maior cuidado”, porquê?

A resposta óbvia é que não foram descartados, estariam sendo reservados para um grupo aliado da Inglaterra, segundo um especialista, e que estariam se preparando para uma guerra de independência. Victor Kislyi, um nativo da Bielorrússia, empresário que realiza jogos via internet com tanques históricos, teria colocado cerca de 1 milhão de dólares nessa empreitada.  “Esta é uma aventura como Indiana Jones”, ele diz “e quem não quer investir em Indiana Jones? “.

Quando perguntado sobre o destino dos Spitfire, Kislyi diz não que não faz pelo dinheiro, “Estou aqui apenas para ajudar a resolver esse mistério.”

Fonte: Der Spiegel

N.E. – alguns sites diferentes mostram como sendo 20 aeronaves que teriam sido enterradas, os números aqui apresentados seguem a reportagem do Der Spiegel.

Traga um pouco de Deus no seu dia a dia

Como encontrar espaços em um mundo estressado

Caminhando e orando...

Caminhando e orando…

Com a modernidade, tudo fica como um compromisso de agenda, ir trabalhar, hora para almoçar, buscar os filhos, ir ao dentista, a academia, comprar o pão e até ir a Missa. Mas e aquele de intimidade para conversar com Deus, aquele momento só seu e D`Ele.

A discrição é tudo

Muitas pessoas dizem não demonstrar em público qualquer ato religioso por vergonha, medo dos comentários ou porque podem ofender qualquer outro grupo religioso. Nesses momentos me lembro de minha infância e do conselho: Quando jejuardes, não tomeis um ar triste como os hipócritas, que mostram um semblante abatido para manifestar aos homens que jejuam. Em verdade eu vos digo: já receberam sua recompensa. São Matheus 6, 16.

Ninguém precisa saber o que você faz, a discrição além de tudo é sinal de respeito ao segundo mandamento, “não dizer o nome de Deus em vão”.

Quebrando a rotina

Quando se tem uma agenda apertada cada minuto conta e como abrir uma brecha nessa disciplina de ser humano moderno e hiperativo. Segundo o Papa Bento XVI, é necessário um método [ ] “…mas seguindo o método do próprio Deus. O método de Deus é aquele da humildade – ” [ ]  e completa dizendo “Não devemos temer a humildade dos pequenos passos e confiar no fermento que penetra na massa e lentamente a faz crescer. ( Matheus 13,33)”,  em sua catequese chamada “Como falar de Deus no mundo de hoje” de 28 de novembro.

  • Deixar um lembrete dentro de sua agenda e escrever nele a oração que você mais gosta,
  • No seu MP3 ou no celular, entre as músicas que você utiliza para fazer a caminhada, uma prece ou uma música, como um Canto Gregoriano para lhe chamar a atenção e dar o clima para uma “conversa” intima,
  • No seu navegador de internet, na sua pasta favoritos, um link para uma página de orações e frases sobre Deus,
  • Uma rotina dentro da rotina, no caminho do trabalho, uma rápida entrada em uma Igreja.

São pequenas situações que você cria no seu dia a dia, que podem ajudar a aliviar o seu stress e que permitem dar uma freada nessa “loucura” que se tornou o dia a dia  nas grandes cidades. Quanto você pode salvar em sua vida com isso, uma discussão a menos, um atrito a menos, um semblante mais agradável e estará mais confortável em seu trabalho e quando chegar em casa não terá mais aquela carga toda para descarregar em sua família.

Não existe espaço para aquilo que é ruim, se você preenche seu espírito com  Deus.

Cálculo baseado em pinguins

Cálculo poderá ser usado em robôs

François Blanchete e seus colegas da Universidade da Califórnia em Merced estudam matemática para resolver questões práticas do dia a dia. Apesar disso, nem sempre é possível se utilizar de cálculos para resolverem todos os problemas devido a problemas de observação e isolamento de todos as variáveis possíveis no modelo a ser observado, como no caso de aves em pleno o voo.

Escolheram então um grupo de pinguins Imperador para tentar fazer um modelo matemático que pudesse demonstrar a distribuição de calor em pequenos grupos de pinguins. Em vez de irem a Antártica para realizarem seus experimentos, eles procuraram fitas de vídeo sobre esses animais.

Na observação do comportamento do grupo puderam concluir que, os animais ficavam muito juntos e que os que ficavam por fora se moviam. Os pinguins que estavam do lado externo estavam expostos para os ventos e o frio, mas constantemente mudavam de lugar de forma rotacionar sua posição com outros elementos do grupo.

Descobriram então um eficiente modelo de fuga do frio, “…todos os pinguins tentam perder o mínimo de calor, isso resulta em um modelo em que cada animal é exposto a mesma freqüência de vento e chuva”, disse Blanchette. Os pinguins Imperador podem explorar da melhor forma o calor do grupo e se manterem vivos mesmo nas mais duras tempestades do polo sul.

Os pesquisadores estão contentes com o resultado e esperam poder utilizar esse modelo em outras situações, como toxinas em colônias de bactérias e até em robôs que trabalhem em condições adversas, a maior parte do grupo realiza o trabalho e alguns os protegem do exterior.

Fonte: NewScientist, Kristin Hüttmann

O Desperdício de alimentos

Para um futuro sustentável

Como você age em sua casa, como utiliza os alimentos, verifica sempre o prazo de validade, escolhe as melhores verduras e frutas. Ao preparar, separa as cascas e as sementes e lava tudo direitinho. Após comer, joga os restos de alimento fora e torna a lavar os utensílios.

O politicamente correto na sua cozinha pode estar na verdade é produzindo um grande desperdício de alimentos. Como sempre os especialista em diversas áreas que inicialmente são diferentes umas das outras, se esquecem de trocar informações e montar uma visão geral, um panorama de todo o ambiente.

Profissionais como nutricionistas, cozinheiros e Vigilância sanitária tem em seus objetivos de trabalho, melhorar as condições de saúde do ser humano e fiscalizar se esses alimentos serão bem manuseados e seguros. Não está em seus programas, situações como meio-ambiente e sustentabilidade. Não é culpa desses profissionais, o que falta são programas que criem a participação de setores distintos e incentive a troca de experiências.

Desperdício no varejo

Você pode é se esquecer de calcular, mas a perda é grande. No mercado, no açougue ou em uma feira, você e os outros escolhem os alimentos mais bonitos, dentro do prazo de validade e possam ser melhor aproveitados. Correto?

Mas se todos fazem isso, imagine a quantidade de alimentos que será jogado fora nesses estabelecimentos e isso é constante. Passe de manhã ao lado do mercado municipal, você verá caminhões de lixo que recolhem as sobras e são muitos.

No sistema capitalista, a maior procura diminui o valor do produto. Os varejistas que fazem os maiores pedidos recebem os maiores descontos, ou seja, ninguém se preocupa com o desperdício, apenas com o preço médio unitário. Por causa desse mesmo sistema acontecem também gigantescos desperdícios com os chamados “estoques reguladores” do governo. Um sistema para frear a subida dos preços dos alimentos, no qual, o governo compra no mercado e estoca o produto.

Desperdício no produtor

Tal matemática pode ser aplicada também no produtor que tenta ratear o custo da produção pela quantidade produzida, mas ao vender ele faz também uma seleção, separa as sementes para a próxima safra ou em espécie (dinheiro) para adquirir as sementes, deixa no campo o pior da safra (dependendo da cultura) para ser usado como adubo e separa o produto de qualidade inferior, pois ele derruba o preço se for vendido.

O resultado de tudo isso é a grande produção de lixo orgânico produzido tanto no campo e principalmente nas cidades. Uma constante crise de alimentos, pois o paradigma do capitalismo é “não produzimos se não der lucro” e dificulta o acesso aos alimentos em regiões consideradas “pobres”.

Intervenção do Estado

O futuro irá obrigar os Estados a intervirem diretamente na gestão dos alimentos, desde a produção, distribuição e no manuseio desses. Essa falta de gerenciamento criou lacunas, como a quase extinção da produção de arroz no Brasil. Medidas como a diminuição do tamanho dos grandes mercados e criação de pequenos centros de distribuição, o que também é causado pelos constantes problemas de transporte e logística, pois os centros das grandes cidades está ficando intransitável para os grandes caminhões.

Não será de assustar se o governo, que sempre pensa nisso, criar um novo imposto para quem produz muito lixo e desperdiça alimentos. Essas medidas coibitivas serão melhor do que medidas extremas de racionamento e a falta de alimentos.

Uns comem o bife, outros roem o osso!!!

Espanha estuda uma “taxa” Google

Ao aderirem a corrente de pensamento de países como Alemanha e França, os editores dos principais jornais espanhóis pedem ao governo, a criação de uma “taxa” Google, para que o site de buscas pague por material criado pela imprensa e usado em seu “buscador”. A medida foi aprovada durante a Assembléia Anual da Asociación de Editores de Diarios Españoles (AEDE) Associação de Editores de Jornais Espanhóis, realizada ontem, segundo a entidade, a taxa não afetaria os usuários finais, apenas os sites de buscas.

Segundo o presidente da AEDE, José Maria Bergareche,  “Eles põem em perigo a consolidação e o futuro dos jornais digitais, e, portanto, o acesso dos cidadãos a uma informação livre, qualidade na Internet”. Para tanto, tem agendado encontros com autoridades para alinhar as suas reivindicações que são semelhantes as entidades defensoras de sua classe em outros países como França e Alemanha.

Na Alemanha tramita no Parlamento (Bundestag) um projeto de “propriedade intelectual” que prevê a cobrança pelo uso de notícias criadas pela imprensa e na França, um projeto que cobra taxas sobre o uso de material publicitário nos sites de busca.

Até no Brasil, os editores de jornais reclamam que o Google, utiliza material de qualidade produzido localmente, mas se nega a qualquer negociação a respeito de se remunerar pelo uso dos mesmos.

Segundo  Bergareche, ninguém se opõe a circulação de notícias via sites de busca, apenas queremos que seja remunerada  a criação de tais conteúdos e lembra que, segundo estudos da TELOS, de cada 10 notícias vinculadas pela Internet, 7 são criadas pela imprensa mas 80% da renda com publicidade via internet fica nas mãos dos sites de busca. O que gera uma grande divergência, quem cria a notícia, rói o osso e quem a vincula gratuitamente, come o bife.

A circulação dos jornais espanhóis caiu 6% o ano passado e a renda com publicidade, em torno de 12%. E as perspectivas são de que esse quadro não mude para o próximo ano. Uma crise endêmica e prolongada que não tem sinal de acabar tão cedo.

A mulher que mais beijou no mundo

Como salvar vidas depois de morta

Em 1880, em Paris, a beira do Rio Sena foi encontrada o corpo de uma jovem, possivelmente afogada. Como não sabiam sua identidade, permaneceu algum tempo exposta no necrotério, situado na ilha de La Cité. Ninguém, infelizmente  a reconheceu e a jovem ficou conhecida como a “desconhecida do Sena”.

Conta-se que estava com uma face tranquila e um leve sorriso no rosto, o legista não encontrou nenhuma marca ou ferimento e concluiu que fosse suicídio. Devido ao rosto encantador da jovem e a forma como esta se apresentava, um funcionário do necrotério fez uma mascara mortuária dela. Boatos dizem ser de uma moça que morreu de tuberculose em 1875. O certo é que a mascara se tornou uma lenda e ficou famosa por toda a Europa.

A máscara da mulher

O belo sorriso tem inspirado diversos artistas ao longo do tempo, como Hélène em Retrato do Passado em 2002, Rainer Maria Rilke, em 1902 e outros, como Louis Aragon, Vladimir Nabokov e Jules Supervielle.

A máscara se tornou um ícone nos início do século XX, mas o destino queria que continuasse além. Na década de 1950, o norueguês Asmund Laerdal, fundador de uma empresa de bonecas de plástico, idealizou uma boneca para que alunos de cursos para Salva-vidas, em tamanho adulto, para que pudessem treinar técnicas de massagem cardíaca e respiração boca a boca.

Sensibilizado pela história dessa mulher que morreu jovem, Laerdal resolveu criar uma cópia para a máscara e criou assim Resusci Anne, como ficou agora conhecida. A boneca foi lançada em 1960, e apesar de manter os traços originais, a boneca foi modernizada.

O mais irônico nessa história é que milhares de pessoas são salvas pelo mundo a fora, por equipes de salvamento que treinaram com o rosto de uma mulher morta. Não conseguiram explicar o motivo de seu suicídio, se foi ou não por motivo romântico. Mas o certo é que ela se tornou a mulher mais beijada do mundo.

Fonte: Le Monde (Pierre Barthélémy)

Pirataria: existe quando interessa

Google lança campanha contra propriedade intelectual

Pela primeira vez na Alemanha, uma empresa particular lança uma campanha para fazer Lobby a respeito de um projeto de lei que está em discussão no Parlamento (Bundestag). O projeto em questão regulamenta a “propriedade intelectual” sobre artigos e notícias que forem primeiro veiculados pela Imprensa alemã.

O projeto que está previsto para ser debatido nesta quinta-feira foi criticado pelo gerente da Google na Alemanha, “Um direito de propriedade intelectual significa menos informação para os consumidores e os custos mais elevados para as empresas”, explicou Stefan Tweraser.

A campanha lança esta terça-feira em um site pelo Google diz, “Verteidige Dein Netz. Finde weiterhin, was Du suchst“. “Defenda a sua rede. Assim você pode encontrar o que está procurando.” A campanha que visa chamar a atenção do público para pressionarem os parlamentares a não aprovarem a lei. Além disso, o Google está trabalhando junto a outras empresas e pessoas que são contra tal lei, para tanto, disponibilizaram um serviço de informações com os dados dos parlamentares para que os empresários interessados entrem em contato com eles.

Apesar da campanha, o projeto ainda é desconhecido pela maioria da população alemã. A migração das propagandas dos tradicionais meios como jornais e televisão para Internet tem pressionado os editores a criarem novas formas de renda. A lei de propriedade intelectual já estava sendo defendida há algum tempo pelos representantes dos jornalistas.

A posição da Google mostra que uma grande empresa pode mudar de lado quando a “pirataria” pode representar uma forma “legal” de se ganhar dinheiro.

Fonte: Der Spiegel

A mina de ouro dos Bancos de Dados

A evolução da informática

As novas tecnologias e as novas formas de armazenamento estão novas possibilidades para mercado de informática. Além de conhecer os clientes, as empresas estão tentando prever o comportamento do consumidor, antecipando produtos e serviços que atendam as novas necessidades.

Empresas como  Google, Facebook. Amazon, Microsoft, Walmart e LinkedIn têm investido em analises de dados e quando não o fazem em seus próprios servidores, delegam as tarefas a terceiros, o que acaba criando um mercado novo e lucrativo.

O termo Big Data, representa esse novo filão, a exploração analítica dos grandes bancos de dados dos servidores das grandes empresas.  Estima-se este mercado em US $ 28 bilhões (22 bilhões de euros) pelo Instituto Gartner, em 2012, e 36 bilhões em 2013.

Desempenho e Marketing

Sistemas como Balanced Scoreboard (metodologia de medição e gestão de desempenho) que ao serem implantados, procuram dentro dos dados os indicativos mais relevantes para a empresa, além de um aumento no fluxo de dados, esses sistemas podem melhorar o desempenho da empresa. Segundo pesquisadores, dois do MIT (Massachusetts Institute of Technology) ,Erik Brynjolfsson  e Heekyung Kim, em parceria com Lorin Hitt, um pesquisador da Universidade da Pensilvânia (Wharton Business School), que realizaram um estudo sobre o desempenho de 179 empresas, acabaram descobrindo que as empresas que utilizam analise de dados para incrementar sua estrategia, tiveram um acréscimo de 5% a 6% em seus resultados.

A analise de dados permite um acréscimo de receita enquanto ajusta a empresa às necessidades dos clientes e reduz o custo operacional, ao cortar os processos tido como “excepcionais”.

Controle, vigilância e transparência

Os novos desafios das novas tecnologias não se restringem mais a coleta e armazenamento de dados, mas também a classificação e análise dos mesmos. A necessidade de um constante confronto entre esses dados e os indicativos produzidos pelo departamento de marketing, para tornar os resultados, os mais significativos com a estratégia estipulada e coerentes aos objetivos da empresa, gerando uma vantagem competitiva no mercado.

Novos tipos de funcionários são necessários, pessoas que criem e administrem Bancos de Dados passíveis de serem melhor analisados com ferramentas mais ajustáveis, tais ferramentas seriam os softwares que permitem se adaptar ao panorama de produtos, serviços e clientes, criando uma nova visão do conjunto.

Os órgãos públicos também necessitam se adaptar a esta nova realidade, mas além de melhorar seu desempenho e diminuir os seus custos, as empresas públicas devem dar maior segurança aos dados dos clientes. Segurança essa não apenas a terceiros, mas ser capaz de demonstrar aos seus usuários, de que forma os seus dados estão sendo utilizados, sem quebrar a cadeia de confiabilidade necessária.

A analise de dados podem garantir um melhor desempenho perante o mercado, mas não se deve se esquecer dos direitos dos consumidores.

Fonte: Le Monde

Pela Liberdade de pensamento!!!

Posso não concordar com nenhuma das palavras que você disser, mas defenderei até a morte o direito de você dizê-las.

Voltaire

Quando o famoso filósofo francês disse tais palavras nem se sonhava com a Internet e com todos os possíveis meios de comunicação que foram criados após a sua época. Mas realmente, o que ele e ninguém pensava ser possível não é isso, com a facilidade de se comunicar o ser humano não apenas expôs o que pensa, mas expôs o pior de si mesmo.

A Internet é terreno fértil para se plantar mágoas, dissidências, ódio e preconceitos, isso mesmo, preconceitos. A preguiça de pensar atrelada a ferramentas de cópia (Ctrl+C e Ctrl+v) tornam ideias subversivas algo tão veloz e devastador quanto um rastilho de pólvora. Textos que sutilmente maquiam conceitos são amplamente aceitos, a quantidade de opiniões de apoio são incríveis. Poucos tem a coragem e a bagagem de discernimento para discordar e na maioria das vezes que o fazem, são barrados pelo “moderador”.

Para um exemplo, vi um texto que mudava o conceito de “fascista” e o confundia com conceitos de “preconceito”, o fascismo foi uma forma de nacionalismo exacerbado que promovia o “xenofobismo”, ódio aos estrangeiros com uma ditadura esmagadora que funcionava por mecanismos de perseguição e censura. Nem todo tipo de “ódio” é fascismo.

A mediocridade reina pela Internet, quando se diz que algo é ruim ou mal, existe uma multidão de seguidores a confirmar o fato. Mas os bons conceitos não são de igual maneira disseminados, um bom comentário é sempre visto com ressalvas e desconfiança.

Encontra-se oportunidade para fazer o mal cem vezes por dia e para fazer o bem uma vez por ano.

Voltaire

O chamado politicamente correto veio para padronizar isso, se não concordo com algo, todo o resto que esteja próximo será julgado por “osmose” como incorreto também. Uma forma de se eliminar etapas e se chegar a conclusões fáceis e mesquinhas, sem muitas despesas.

Não alcançamos a liberdade buscando a liberdade, mas sim a verdade. A liberdade não é um fim, mas uma consequência.

Léon Tolstoi

O medo de sermos incompreendidos ou tosados pelos outros nos torna tacanhos e “vaquinhas” de presépio que apenas dizem sim. Não ser compreendido não é crime, não ser aceito, também não. Nem mesmo Jesus, quando aqui esteve, foi aceito por todos e foi crucificado por isso. O mundo “virtual”, se chama virtual por não ser real, quem acha que isso é a sua vida, precisa urgente de análise.

Não escrevo para que os outros me aceitem, escrevo o que penso e oxalá se alguém concordar. Se não, prossigo com a minha vida. Por que esta ou aquela pessoa disse uma frase, pode ser interessante, de acordo com quanto esta pessoa foi importante na evolução humana, mas tomar tais palavras como verdades absolutas é o primeiro erro.

Um dos elementos mais citados hoje em dia, pela Internet é o Papa Leão XIII, e sua condenação a Maçonaria, como se fosse o único inimigo do catolicismo. A condenação foi feita primeiro pelo Papa Clemente XII na  In Eminenti Apostolatus Specula e continua a ser ratificada pelos seus sucessores, o próprio Cardeal Joseph Ratzinger, quando prefeito da Congregação para a Doutrina da Fé em 26 de Novembro de 1983 afirma que “permanece imutável o parecer negativo da Igreja a respeito das associações maçônicas, pois os seus princípios foram sempre considerados inconciliáveis com a doutrina da Igreja e por isso permanece proibida a inscrição nelas. Os fiéis que pertencem às associações maçônicas estão em estado de pecado grave e não podem aproximar-se da Sagrada Comunhão.”

Resta nos aguardar um novo pronunciamento de Joseph Ratzinger, agora como Bento XVI, pois o mesmo já caiu em contradição quanto a Missa em Latim, a que denominou agora, Extraordinária, através de sua carta, Motu Proprio Summorum Pontificum, que já causou grandes mudanças e a possibilidade do retorno da Fraternidade Sacerdotal São Pio X, que se afastou devido aos efeitos da modernidade do Concílio Vaticano II, cujo teólogo Joseph Ratzinger participou de forma ativa.

O ponto é, e as outras condenações do Papa Leão XIII vão ser esquecidas, apenas a Maçonaria é lembrada. E quanto a Igreja Anglicana, citada na Bula Apostolicae Curae de 1896, como inválida, e as críticas as falhas dos sistemas econômicos, como o capitalismo e o comunismo. E a defesa do matrimônio e as críticas ao divórcio, como também as críticas ao chamado Americanismo. 

Poder aceitar ou rejeitar qualquer ideia é uma questão moral de cada um, a cada apresentação dada, existem posições  a favor e contra até mesmo dentro da própria Igreja. O importante é apresentar argumentos válidos e não ficar “maquiando” antigos textos para que possam induzir pessoas ao erro. Mostrar um ponto de forma dramática e com “condenações” para quem não o aceite não são argumentos, são artifícios de uma mente pequena.

O dom da fala foi concedido aos homens não para que eles enganassem uns aos outros, mas sim para que expressassem seus pensamentos uns aos outros.

Santo Agostinho

Um Fusca na Antartida

Como um VW foi conhecer os pinguins

Parece enredo de filme americano, uma daquelas histórias incríveis que assistimos na televisão, mas há cinquenta anos atrás um Fusca vermelho passeava pela geleiras da Antártida. Na estação de pesquisas Mawson, seus 30 membros foram as docas receber o navio de suprimentos Dan Nella, que trazia um inusitado convidado. Raymond McMahon, que liderou a 1963 Australian National Antarctic Reasearch Expedition (Anare) em Mawson, relata que estavam todos muito emocionados com a chegada do novo veículo.

Foi descido em terra através de duas pranchas, os dois veículos foram rodeados pelos pesquisadores que estavam muito céticos de sua performance no gelo ou se conseguiriam chegar até a estação de pesquisas. Mas para surpresa de todos, o fusca conseguiu caminhar bem no gelo e conseguiu assim seu apelido “Red Terror” ou Terror Vermelho. O pequeno veículo que venceu todas as adversidades, o gelo, as baixíssimas temperaturas, os ventos de mais de 100 Km por hora e os desafios do terreno, sempre irregular.

Quando assumiu a estação de pesquisas, MacMahon achou que precisavam de um veículo pequeno para excursões curtas e transporte de pessoal, os veículos de neve que ele dispunha eram lentos e queimavam muito combustível, os huskies tinham limite de peso para puxar. Ele decidiu por um Fusca, pequeno e ágil, um veículo comercializado que tivesse refrigeração a ar, pois qualquer veículo refrigerado a água, com certeza, congelaria. Ligou para a Volkswagen na Austrália que responderam com um sim e que ele poderia escolher o veículo já na linha de  montagem.

A sede da empresa em Wolfsburg, não apenas aprovou como criou uma campanha publicitária em cima do fato, um teste na mais extremas condições de clima e de temperatura para um Fusca. As filmagens e a fotos serviriam para divulgação em todo o mundo. Em novembro de 1962, MacMahon foi a Austrália visitar a fábrica e escolher o veículo, disse ter escolhido a cor vermelha devido ao contraste com a neve.

O veículo teve pequenas alterações, como uma bateria extra para evitar problemas de partida, e uma cobertura no ar para que eles não sugasse a neve. Nas portas, a esquerda o logotipo Anare (Australian National Antarctic Reasearch Expedition). Sobre as placas estampadas em letras pretas sobre um fundo branco ANTÁRTICA. Um ícone publicitário nasceu.

Receberam além dos veículos, bastante material de reposição e pneus, como também muito material de filmagem e fotografia para que tudo fosse registrado para a campanha publicitária.

Para poder andar na neve, usava apenas correntes de neve nos pneus traseiros, suas funções eram várias, como servir de Táxi, puxar os veículos de neve que ficavam presos, rebocar trenos de carga e para mapearem novas rotas e apesar de ser contra as normas, como veículo de passeio aos fins de semana pelos pesquisadores. Não era guardado em nenhuma garagem, por isso, estava sempre coberto de neve a noite, o que servia te proteção as baixas temperaturas.

Na verdade, o Terror Vermelho foi o terceiro veículo a ir a Antártica, mas o único realmente de sucesso, o primeiro em 1907, usava esquis e o segundo em 1929, não teve sorte com os  pneus. O fusca foi o primeiro a ter um longo período de atividade e mais sorte que seus antecessores.

Os relatórios com os feitos do Fusca eram sempre enviados a Melbourne, como o sucesso das primeiras 12 milhas, que MacMahon telegrafou a Melbourne. As vezes, não era tudo maravilha, o veículo afundava, o local e o clima eram mal calculados e eles eram pegos de surpresa por uma tempestade, o para-choque quebrava e tinha de ser soldado. Isto durou até 1964, quando foi levado de volta a Austrália e participou de um rali, o qual venceu. Depois disso, os dois exemplares desapareceram e hoje em Wolfsburg existe uma réplica do Terro Vermelho.